Depois daquele beijo sensacional, o padre nos encaminhou pra uma salinha na interior da igreja, a fim esclarecer a cachorrada.
- Melhor casamento que eu já fui na vida.
- Jaqueline, shh. - mamãe disse.
Entramos eu, Luan, a família dele, os pais da Ana Laura, ela, Rober e Wellington, a Lele, Toni e o padre.
- Agora alguém pode me explicar o que foi aquilo?
- Essa mal amada quer pegar meu marido.
- Marido nada! Eu não falei que aceitava você.
- Mas tava quase.
- Parem! Você, menina, fala. - pediu me olhando.
- É o seguinte: ela podia estar grávida de verdade, mas doente ela não tá e nem nunca foi.
- Pode provar o que está dizendo?
- Claro. Ele é minha prova.
- Não sei quem é esse cara.
- Como não sabe se nos apresentou ele como seu médico? - o pai dela falou alto, tava puto.
Enquanto eles discutiam, eu só ouvia calada. O Toni era que tinha que falar, e foi isso que ele fez.
No fim, o pai dela quase a esbofeteou na nossa frente, o Luan disse que não ia processá-la pra não perder tempo e não largou minha mão um momento sequer.
- Parece que você ganhou, menina do escritório. Esse otário é todo seu. - riu, ela tinha chorado e tava com a maquiagem escorrendo pelo rosto - Ah, e se você quer saber, não rolou nada aquele dia. Ele nunca te traiu, parabéns.
- Como não rolou nada? Você tava
- Meu filho não era seu! Se eu pudesse voltar no tempo, tinha ido pra Madrid com o Cas.
- Então, você tava grávida, Ana Laura? - olhamos pra porta que tinha acabado de ser aberta, era o primo dela - Você tava grávida de um filho meu e ia casar com ele?
- Você disse que
- Vai colocar a culpa em mim? Quantas vezes eu te pedi pra ir embora comigo?
- Mas
- Eu não acredito que você pôde ser tão baixa... Some da minha vida, por favor.
- Cas! Cas, não vai embora! - saiu chorando atrás dele.
- Nossa. - murmurei. Todo mundo também tava de cara no chão.
- O que foi que aconteceu? - Jaque perguntou, depois de ter entrado feito furacão e nos dar um abraço.
- Nada não. O que importa é que a gente tá junto, né amor?
- É. - sorri pra ele - Toni! Vem aqui.
- Desculpa, seu Luan. Eu
- Tá tudo bem, cara. Agora tá. - riu - Você se arrependeu e todo mundo merece uma segunda chance, não quero esquentar minha cabeça com esses problemas não.
- Tem certeza?
- Tenho, pode ficar tranquilo. A Lele vai arrumar sua passagem de voltar pra casa. Brigado viu?
- Meu Deus, eu que agradeço. O senhor podia me prender e não vai fazer, muito obrigado. - apertou a mão do Luan, que sorriu pra ele - Desculpa, Malu. Eu não queria te ajudar por medo... A Ceci ia ficar muito triste comigo se soubesse de tudo, como a Natália tá.
- O amor supera qualquer coisa, digo por experiência própria. - ri - Vai ficar tudo bem pra você, como ficou pra gente. Obrigada.
- Acho que vou roubar a história de vocês e escrever um livro. - Bruna disse e nos abraçamos.
- Vou cobrar diretos autorais viu?
- Mas eu sou sua irmã.
- Ah é né? Vou cobrar mais caro. - rimos.
- Tô tão feliz que meu otp tá de volta nesse world.
- Seu o que? - Jaque gargalhou - O que é isso, amor?
- Nada não, cê não sabe que essa menina é louca? - beijei seu rosto.
- Rafalu is back, Bru. Vamo comemorar.
- Vamo! - saíram rindo.
- Que tal se a gente for embora? A gente sai sem ninguém ver e depois corre pro seu apartamento. - ri - E aí, vamo?
- Correr não é uma boa ideia, meu apê tá mó longe. - sussurrei de volta e ele riu concordando, depois fez um sinal pro Well.
- O que que cê manda, patrão?
- Eu e Malu vamos embora. Sai primeiro e a gente vai logo atrás de você, naquela saída que tem por trás sabe?
- Sei, sei. Tô esperando.
- Pra onde os mocinhos estão indo? - minha mãe perguntou com as mãos na cintura.
- Ih, não rolou sair escondido. - falei e ele riu.
- A gente vai ser feliz, sogra. Posso chamar a senhora assim né?
- Por mim, pode. Mas depende dela aí.
- Posso, amor?
- Pode!
- Mas Pi, e a festa?
- Vish. - coçou a barba - Eu não quero ficar pra essa festa. Mas não dá pra cancelar, não pode estragar aquela comida toda...
- Então vocês vão lá ser feliz e a gente curte a festa, pode deixar. Tchau. - rimos.
- Tá bom, Roberval.
Nos despedimos de todos e o Well nos trouxe pro meu apartamento. O Luan já foi tirando o terno e o sapato enquanto eu trancava a porta.
- Isso aqui fica tão vazio sem você. - coloquei minha mochila na mesa de centro - Bem vindo de volta, cabeção.
- Vem cá. - me chamou com o dedo e eu sentei em seu colo, prendendo as pernas ao redor da sua cintura - Eu achei que tinha te perdido pra sempre.
- Eu também. Mas lá no fundo eu tinha esperanças, por isso não devolvi todas as suas coisas. - ele riu com o rosto enterrado nos meus cabelos - Senti tanto sua falta, achei que ia ficar doida de pedra.
- Mais né? - mostrei a língua - O que mais me deixava triste era saber que cê tava sofrendo por minha culpa. Se pelo menos você tivesse bem, eu ia aguentar ficar longe. Ou não...
- Acho que eu tava mais pra "ou não" também. - folguei a gravata dele - Mas eu não quero ficar falando disso. Vamo falar só de coisa boa tá? Cê tá com fome?
- Tô.
- Vou preparar um
- Ah, vai não.
- Mas você não tava com fome? - ri - Eu só tomei café da manhã e comi um açaí na praia, tô morta de fome.
- Então quer dizer que a senhora tava na praia?
- Tava. Onde cê acha que eu encontrei o Toni?
- Não tinha a menor ideia. - riu - Mas vamos ao que interessa: tá com marquinha?
- Af Luan. - lhe dei um tapa e ele me roubou um selinho - Agora vai lá tomar um banho, que eu vou fazer comida pra gente, vai.
- Vem comigo? - neguei - Por favor?
- Não. Se não a gente vai demorar.
- Essa é a ideia.
- Não, amor. Depois.
- Você que manda, esfomeada. - falou rindo.
- Idiotinha. - apertei seu rosto - Suas coisas estão na última gaveta do lado esquerdo.
Levantei e vim pra cozinha, lavei as mãos e fui procurar o que tinha pra comer. Até que consegui me virar legal em quase meia hora. Quando o Luan apareceu, eu tava terminando de assar uns bifes.
- Tá cheirando isso aí hein.
- Vê se tem refrigerante na geladeira, por favor?
- Tem coca. - colocou na mesa, junto com dois copos, dois pratos e os talheres - Quer que eu termine aí, pra você ir tomar banho?
- Quero, amor. Obrigada.
Aproveitei pra fazer hidratação no cabelo, lá no Rio só passei condicionador por causa da pressa.
- Amor, a comida vai esfriar!
- Tô saindo! Se quiser comer, não precisa esperar.
- Não, eu espero.
Vesti um pijama e enrolei a toalha na cabeça, ele tava esquentando nossos pratos no micro-ondas.
- Demorei muito?
- Mais ou menos. - ri e sentamos - Sabe o que eu tava pensando?
- Não, o que?
- Da gente ir passar essa semana na chácara, que que cê acha?
- Na chácara?
- É, se você quiser... Só nós dois. Tô tão aliviado de não ter que ir pra Portugal. - suspirou - A não ser que você queira, aí a Lele pode tentar dar um jeito de mudar as passagens e
- Não. Vamos pra chácara. - ele sorriu.
- Cê nunca foi comigo lá né?
- Fui uma vez, mas namorando não.
- Então vai ser a primeira de muitas.
- Com certeza.
- Deu certinho pra gente né? - apontou a prato.
- A intenção era essa. Mas se cê quiser repetir, eu faço mais. - riu negando - Foi o Vi que me ensinou a cozinhar pra dois.
- Ah foi? Que legal. - ri da cara dele.
- Qual a graça?
- Nada. - dei de ombros.
Ele nem esperou eu terminar de lavar os pratos e foi pro quarto, quando entrei lá, ele já tava deitado.
Escovei os dentes, sequei o cabelo, acendi o abajur e apaguei a luz.
- Deita pertinho de mim? - pediu baixinho.
- Claro. - puxei o edredom.
- Amor?
- Oi?
- Eu nunca vou admitir que o Vitor é um cara legal, embora ele seja. Eu sei que vocês ainda se falam e eu posso ser educado com ele, mas nada vai me fazer esquecer o fato de que ele... Ele conhece você inteira. E eu sempre vou ter vontade de socar a cara dele por isso, mesmo sendo errado. - gargalhei.
- Calma. - me apoiei nos cotovelos pra olhar pra ele - Quanto ao Vi, você pode ficar tranquilo. Cê sabe mais do que ninguém o que eu fiz quando tava com ele.
- Eu sei e pensando bem, a gente não devia ter feito aquilo.
- Sério? Tu se arrepende?
- Não, não! É só que eu queria ter feito tudo direitinho com você. - começou a mexer numa mecha do meu cabelo - Pra gente dar certo desde o começo.
- Mas aí não ia ser a gente.
- Isso é verdade. - riu - Eu amo você.
- Eu que amo você. - uniu nossos lábios, depois paramos o beijo com selinhos - Ó, você tem que ficar longe das vagabundas viu? Não é pra ficar encostando muito nelas, vou pedir pro Rober te vigiar.
- Hum?
- Mesmo quando a gente não tava junto e eu via aquele rebanho de piranha entrando no camarim, tinha vontade de metralhar todas.
- Rebanho não é de vaca? - perguntou rindo.
- Cardume de vaca, rebanho de piranha. - dei de ombros - É tudo puta mesmo.
- Não tô nem aí pra elas. Só quem me interessa é você, amor da minha vida.
- Acho bom. Eu sei controlar meus ciúmes, mas não me teste.
- Eu sei que você sabe. - apertou meu nariz - E não quero pagar pra ver. Não quero brigar e nem te ver doente, de novo.
- Ainda bem que você lembra.
- E tem como esquecer? Meus amigos não deixam. - ri dele.
- Desculpa, meu amorzinho.
- Fazer o que né? - revirou os olhos - Mas como assim "vou pedir pro Rober te vigiar"? Cê não vai voltar pra LS Music e viajar comigo?
- Não.
- Não? Por quê? - se sentou rápido.
- Não posso deixar os meninos, eu tô crescendo junto com eles. Crescendo sem tá na sombra da Caldi, e nem fazendo as coisas pra outra pessoa ganhar os créditos. Sou muito agradecida por ter aprendido com a Lele e todo mundo, só que agora eu quero caminhar com as minhas próprias pernas sabe?
Ele suspirou e ficou em silêncio por uns minutos torturantes.
- Sei. E você vai, pequenininha. - segurou minhas mãos - Eu te entendo e qualquer coisa que cê precisar, tô aqui viu? Sempre.
- Sério? - pulei nele, o abraçando pelo pescoço.
- Muito sério. - sorri - Morro de saudade de poder ficar o dia todo grudado em você, mas vou aguentar.
- Quando eu puder, viajo pra onde você tiver tá?
- Vou cobrar. - ri assentindo e enchi seu rosto de beijos.
Tava cedo pra dormir mas eu tava cansada e ele também, não tínhamos dormido nada de ontem pra hoje.
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1 - Perto do coração.
2 - Sabe me prender.
3 - Não deixe nada pra depois.
4 - Meu bem querer.
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"Quando duas pessoas nascem para ficar juntas, elas ficarão juntas. É o destino."
— Água para elefantes. ♥
essa confusão toda não podia acabar melhor: a volta de Rafalu, a máscara da ana banana caiu e a vadia ainda ficou sozinha hahahhaa adoron.
ResponderExcluirSobre o nome da nova fic eu voto 1 :)
Eba rafalu voltou
ResponderExcluirMeu voto é 2
Quiser cont ja podiiiiiiii!!!
ResponderExcluirQuero maissss!!!
Quero cap maior
Amo esse casal!!
Leitora nova aqui!! Consigui acompanhaaa!! Ebaaa.. ��������������������������❤❤❤❤
Ariane pinheiro. Bjs
Esqueci de votar kkkkkkk voto 3
ResponderExcluirAriane pinheiro
Sua fic é linda mas eu cansei que ter que esperar um mês por cada capitulo, obg e tomara que vce recupere suas leitoras com a próxima esta aqui já deu :(
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