sexta-feira, 17 de abril de 2015

Capítulo 35.


Antes de embarcar pra casa, recebi uma mensagem da Jessica avisando que ia ter participação numa rádio, de última hora.
Pousamos em São Paulo e já fomos direto pra rádio Disney, do aeroporto mesmo. Eu, Rober, Berton, Well e Luan, claro.
- Eu podia ter ido pra casa logo, vocês fazem fotos maravilhosas.
- Nem vem, Rodrigo. O profissional e, quem está sendo pago, é você.
- Senti cheiro de indireta.
- Tá me pedindo aumento, maria luíza?
- Não tava não mas até que é uma boa ideia, viu patrão? - bati no ombro dele e nós rimos.

Quando cheguei em casa só tomei banho, comi e fui dormir. Não estava tão cansada mas dormi rápido, só minha caminha tem esse poder.
Acordei tarde pra cacete e lembrei que o Vi ia chegar pro nosso almoço, pulei da cama pro banheiro. Tomei um banho demorado e vesti uma roupa fresca, sequei os cabelos, passei base, um blush rosinha e máscara de cílios, um batom meio nude e pronto.
Fui pra cozinha e tomei um toddynho, pra não ficar morrendo de fome caso ele atrasasse, o que é bem difícil.
- Oi Vi. - falei ao abrir a porta.
- Oi. - sorri e fui lhe beijar, ele se afastou - Temos que conversar.
- O que foi?
- Senta aqui.
- Tá... - sentamos no sofá.
- Eu gosto muito de você, muito mesmo... Só que eu não sou burro, Malu. - riu - Você pode até gostar de mim, mas você não me ama.
- Vi, para com isso.
- Você ama ele, o cantor.
- O que?
- Não nega, eu sei. Sabia desde que pedi pra te namorar, tentei conviver com isso mas eu não consigo. - segurou minha mão - Foi maravilhoso enquanto durou, eu amei cada momento que passamos.
- Não Vitor, por favor!
- É o melhor a se fazer, princesa. - neguei - Nós podemos voltar a ser amigos, como antes.
- Não vai ser a mesma coisa.
- Claro que não. - riu - Com o tempo iremos acostumar. Eu só quero o melhor pra você.
- Então fica.
- Não podemos ficar nos enganando, você não pode ficar se enganando. Sei que o que eu vou pedir é meio impossível mas não fica triste, tá? Vai ser melhor assim. E desculpa por fazer isso logo hoje mas eu não podia mais adiar.
- Eu vou sentir sua falta, Vi. Muito.
- Cê ainda quer que eu faça o almoço?
- Não precisa.
- Aparece lá em casa de noite.
- Não tem clima.
- Desculpa... Daqui um tempo você vai me dar razão, tenho certeza. - dei um meio sorriso.
Nos abraçamos e eu agradeci por tudo, ele me deu um beijo na testa e saiu me desejando boa sorte com o Luan. Era nitidamente sincero.
Me joguei na cama e chorei, chorei mesmo. Tentei dormir mas meus pensamentos estavam inquietos demais. Meu celular apitou e eu o desliguei.
O Vi sabe das coisas... Graças a Deus não descobriu nada, ele não merecia aquilo e mesmo assim eu fiz. Sou uma idiota.
Em meio aos meus conflitos internos, acabei dormindo e só acordei quando já estava escuro, assustada com a campainha. Levantei e vi rapidamente meu reflexo no espelho, eu tava horrível.
Caminhei sem pressa e abri a porta. Estranhei. Ele estava ali, com o rostinho angustiado.
- O que aconteceu? - me virei pra voltar pro quarto enquanto ele trancava a porta.
- Eu só preciso dormir um pouco.
- Espera. - segurou meu braço e eu lhe olhei - Você tava chorando!?
- É... O Vi veio aqui hoje à tarde e acabou, tudo.
- Ah meu Deus, pequenininha. - me abraçou apertado - Cê quer falar disso?
- Não. O que eu não queria era que tu me visse assim, eu to um caco.
- E quem disse que eu me importo com isso?
- Cê devia tá lá com a sua família, hoje é natal.
- Você também é minha família.
- Luan... Eu gosto de sentir minha dor sozinha, comigo e mais ninguém. Vai pra casa.
- Eu não vou te deixar sozinha. Mesmo que você queira, vou ficar aqui.
- Desculpa...
- Ei, não chora. - me pegou no colo e sentou no sofá.



* LUAN NARRANDO *


- Cuida de mim, Luan? - pediu baixinho.
- Cuido, minha pequenininha.
Fiquei fazendo carinho no seu braço e cantarolei músicas que ela gosta. Peguei o controle e liguei a televisão bem baixinho, ela não consegue dormir com o barulho e, ficou quietinha nos meus braços até pegar no sono. Levantei e a coloquei em sua cama, lhe cobri e liguei o abajur. Beijei seu rosto e voltei pra sala, peguei meu celular e disquei rápido os números da Bruna.
- Pra onde tu foi correndo daquele jeito? Tá louco?
- A mãe não te disse?
- Se eu soubesse, não estaria perguntando.
- Eu to na Malu.
- Ah, menos ruim. - senti alivio em sua voz - Traz ela pra cá.
- Nem dá Piroca, ela tá dormindo.
- Dormindo? Aconteceu alguma coisa, Luan?
- Não to sabendo de muito, ela não quis falar. Mas o Vitor terminou o namoro deles, eu recebi uma mensagem da Jaque pedindo pra vir aqui urgente, ela não atendia o celular e eu fiquei preocupado.
- Eita... Eu entendo, tudo bem.
- Fala pra mãe que desculpa eu ter saído correndo sem falar muita coisa, amanhã eu explico tudo direitinho. Desculpa mesmo.
- É importante, então fica tranquilo. Me liga depois pra falar se ela tá melhor, eu sei como é isso.
- Ela tá tão caidinha, Bruna. Não aguento ver ela assim.
- Então vai lá cuidar dela, bobão. Boa noite.
- Feliz natal pra vocês aí, guardem comida pra mim. - ela riu - Amo vocês, tchau.
- Tchau. Também te amamos. - desliguei e fui fuçar os armários, fiz um sanduíche e peguei um refrigerante que tinha na geladeira.
Lembrei que ainda não tinha postado nada, a árvore dela ficava bem de frente pra varanda e a noite tava bonita, estrelada. Arrumei um lado legal, tirei e postei a foto. Não escrevi muita coisa mas enfatizei a história dos ciclos que chegam ao fim para que melhores possam iniciar.
Não sei como mas minhas fãs sabiam que era a casa dela, e tinha muito comentário, tipo: "casa da malu", "SHIPPOOO", "desmaiada", "tá com a Malu, né safado?", "bem que na foto da Bruna ele não tava", "ana laura choraaaA", "se casem", "POSTA FOTO COM ELA, QUERO ICON NOVO".
Ri da afobação delas, fui no Insta da Malu e não tinha nada da árvore, talvez seja a janela.
- Luan!
- Oi?
- Vem cá. - sorri e levantei.
- To indo.
- Sabe o que é mais legal nisso tudo? Quando eu preciso, não tem ninguém aqui. - ela tava sentada, olhando pro nada e soltou um riso triste - Promete que não vai me deixar. Nunca?
- Prometo. - sentei do seu lado e ela deitou a cabeça no meu colo.
- Agora eu só preciso de carinho, de atenção.
- Eu dou, meu amor. - ficamos em silêncio por um bom tempo.
- O Vi disse que queria que eu fosse feliz com você.
- Ele disse isso? - me surpreendi.
- Disse. - ela parecia meio arrependida de ter falado aquilo - E eu desejo com todo o meu coração que ele encontre alguém que o ame de verdade, uma pessoa tão boa quanto ele.
- Você falou pra ele que a gente
- Não! Eu não o magoaria desse jeito.
- Ele é uma cara legal mesmo. - admiti, ri - Eu sei que posso te fazer feliz, faço qualquer coisa pelo seu sorriso.
Ela sentou na cama e eu lhe puxei pra mais perto de mim, beijei seu rosto, seu ombro, pescoço. Só carinho, sem safadeza.
- Para. - falou manhosa e eu rocei nossos narizes, quando aproximei nossos lábios, meu celular começou a tocar e ela recuou.
Tirei do bolso e olhei a tela, era a Ana Laura. Minha pequeninha soltou um longo suspiro, e eu segurei sua mão. Só isso nos atrapalha agora, por pouco tempo.
- Não vou atender.
- Atende, é sua nam
- Shiu. To aqui pra você hoje, só pra você. - falei olhando em seus olhos - Quer alguma coisa? Qualquer coisa, só pedir.
- Ai, eu quero sim. To com fome. - torceu a boca e eu ri.
- Então agora, eu vou fazer comida pra pequeninha. Quer vir junto ou vai ficar aí?
- Vou junto pra você não tacar fogo na casa.
- Assim enfraquece, maria luíza. - ela gargalhou e eu sorri, sorriso escancarado por ver que ela estava melhor.





Beatriz, deve ter alguma coisa errada com teu número pq eu não consigo adicionar :((
Tchauzinho dsnjgks
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"Quando eu te der um sorriso, tu me dá um beijo."
— Tá com medo de amar.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Capítulo 34.


- A gente vai depois do almoço.
- Eu ainda não vou ter chegado, mãe. Queria me despedir. - ela riu. Conversávamos pelo telefone - O Nick vai também?
- Uhum, ele e a Stéfany. Cê vai pra casa do Vitor né?
- É mãe.
- Então dia vinte e seis, quero todo mundo comigo lá em casa.
- Pode deixar.
- O que você tá fazendo agora?
- Luan tá gravando pra tv local mas já tá acabando.
- Tá falando com quem? - pulei com o susto e ele riu - Tá assustada é?
- Quer me matar é? - ela riu e ele também - Minha mãe.
- Manda beijo pra ela.
- Ele tá mandando beijo pra senhora.
- Manda outro pra ele.
- Mandou outro pra você. - ele sorriu - Já acabou?
- Acabou. - assentiu.
- Mãe, vou falar com o pessoal aqui. Depois eu ligo tá? Te amo, beijo.
- Tá bom, filha. Tchau. - desliguei e guardei o celular no bolso.
- A Ana Laura tava te ligando.
- Foi?
- Aham. - lhe entreguei seu celular que tava comigo - Achei melhor não atender.
- Menina esperta. - rimos.
Falei com o pessoal da emissora e uns quiseram foto com o Luan, ele fez e, depois nos despedimos e voltamos pro hotel.
- Vou logo arrumar minhas coisas, quero ir pra casa. - falei quando entramos no elevador, eu, Luan e Rober.
- Eu quero descansar.
- Eu quero comer, comida de natal.
- Grande novidade, hein queridão.
- Falou a magricela. - mostrei a língua - Parece que tem medo de comer.
- Se eu engordar vou ficar bochechuda, não quero.
- Mais né? - eles riram.
- Quando cê chegou lá no escritório era mais... Bem alimentada.
- Eu estava um pouco acima do peso, quem nunca né? E ó, vocês dois não tem moral pra me chamar de gorda. - cruzei os braços.
- Se sentiu ofendida.
- Não. - falei rispída.
- Sentiu sim. - riram e eu revirei os olhos.
- Você é linda, sendo baleinha ou não.
- Obrigada pelo "baleinha".
- Nada, precisando to aqui.
- Ai Roberval, cala a boca. - rimos.

Na hora do jantar, fomos todos comer juntos. Depois que terminei, peguei o celular e entrei no Instagram.
- Acho que vou pedir sobremesa, alguém mais?
- Eu Kari, tem o que aí?
- Eu vi mousse, pudim, suspiro, bolo, torta... Nem sei o que como.
- Pega um pouco de cada.
- Menos, né Diego? Bem menos. - rimos.
- Eu vou pegar uns suspiros e aquela torta de chocolate, que eu to vendo daqui.
- Deu a porra, maria luíza. - gargalhamos.
Eu e a Kari levantamos e fomos na parte de sobremesa, eu poderia comer tudo que tinha ali. Não tudo, tudo mas um pouco de cada, como o Diego disse.
- Cê vai pra Gramado, Malu?
- Eu não, minha família vai.
- A sua irmã postou foto arrumando as malas. - me mostrou o celular.
- Jaqueline gosta de aparecer. - ela riu - O Instagram dela tem bem umas mil fotos com o cabeçudo, adora ganhar likes.
- Ela é toda bonequinha, linda.
- E botou na cabeça que agora quer ser It girl.
- Deixa ela brilhar, esquilinha.
- Esquilinha? - ela riu e me mostrou o celular outra vez.



" Foto de ontem. Feat esquilinha @rpmalu "


- Mas gente, que vaco! Meu Deus, olha a minha cara. - a Kari ria - Ô Luan! Esquila? Esquila? Querido, deixe minhas bochechas em paz!





MEU CASAL, NINGUÉM SAI! SZSZSZSSZZSSZSZ
Essa é pra você mãe, que acha que eu não shippo ninguém com o Rafa cabeçudo. Bjs no heart, kiridan bskvjnhfvos
Gente, como eu sou mal educada - mentira -, esqueci de dar boas vindas pras leitoras novas. Sorry! Sejam bem vindas, se quiserem entrar no grupo do wpp mandem número+ddd+nome, ok? OK. Obrigada por estarem lendo e gostando, fico muito feliz com isso :)
E sim, meu celular ressuscitou, vamos glorificar! Hbkxshsrgds
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— E quando o sol chegar seremos um. Um ser só. ♥

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Capítulo 33.



Tava fazendo fotos do show, como sempre faço e começou a chover, eu tava meio gripada então resolvi não arriscar e fui pro lado do palco.
- O que você tava fazendo com o meu namorado?
- Hum? - tava ajeitando a lente da câmera.
- Não se faz de sonça, garota.
- Se ele que é seu namorado, não te disse. Por que eu teria que dizer?
- Não to com paciência pra gracinha, me diz logo.
- Vai ver se eu to em Madrid, você adora ir lá né?
- Adoro mas eu duvido muito te encontrar, lá é lugar de gente de classe. - revirei os olhos.
- Malu, cê tem algum pano pra enxugar minha lente?
- Tenho Rober, me dá aqui. - peguei a dele e ele a minha.
- O Nicolas acertou na escolha, essa aqui é top.
- Obrigada.
- Vamo trocar?
- Naão! - rimos.
- Vou pro outro lado tirar umas fotos naquele ângulo.
- Não! Deixa que eu vou. - me ofereci rápido e ele riu, talvez do meu "desespero".
- Vai lá.
Passei por trás do pessoal e fui tirar as fotos, Luan me viu e fez bico pra câmera. Fiz fotos dele, dos cartazes, das meninas e muitas da banda.

Depois do show inventaram de ir pra balada, no caminho mandei mensagem pro celular do Vitor pra avisar, me sinto melhor fazendo isso e, ele também me avisa sempre que sai. Não tava no clima pra balada, mas até que foi legal. Eu e a Karielle passamos a maior parte do tempo na pista, dançando.
Voltamos pro hotel era três e pouca da madrugada, com a Ana Laura "bêbada". Tenho dó do cabeçudo por ter que aguentar essa mulher, na moral.
Roberval é tão meu amigo que me empurrou pro elevador, junto com o casal vinte.
- Lu, me dá um beijo.
- Ana, fica quieta vai?
- Me dá um beijo, amor. - ela falava com aquela voz irritantemente birrenta.
- Agora não, quando você escovar os dentes.
- Cê nunca foi gay assim, cachorrinho.
- Ai meu cu. - murmurei e ele riu.
- Então fala que me ama.
- Aninha...
- Vai, fala que me ama. Ou você não me ama mais? É isso? - ele me olhou e eu dei de ombros.
- Não fala bobagem, mulher. - lhe abraçou.
Quando a porta abriu, fui pro quarto como um foguete. A Marla e a Kari entraram rindo, um pouco depois. Nós estamos dividindo.
- Vocês hein. - cruzei os braços.
- E aí? Como foi?
- Ajudou o Luan com a bebinha?
- "me dá um beijo", "fala que me ama". Ave. - revirei os olhos.
- Cemzinho que ela tava fingindo. - a Mama falou e nós rimos.
- Eu dobro hein.
- Aposto quinhentos.
- Opa, tá subindo! Agora chama o Roberval pra dar o lance dele. - gargalhamos.
- Ai gente, coitado do Luan né? - a Kari disse tirando os saltos.
- No começo era tudo lindo, eles se gostavam mesmo. Ou pelo menos, ele gostava dela de verdade... E agora, ela fica com essas frescuras e ele aguenta. Não sei como ainda não terminaram.
- Nem eu, Mama. - suspirei.
- Deve ser ela...
- Ai vamo mudar desse assunto!
- Eu to tão cansada que poderia dormir sem tomar banho.
- Eca. - rimos.

Depois do almoço, seguimos rumo aos últimos shows antes do natal, depois só teria mais um pra encerrar o ano, dia vinte e oito.






Capítulo minúsculo mesmo só pra eu não ficar tão longe daqui... Vocês não tem noção de como eu odeio escrever isso no caderno, e pra depois ainda tem que escrever aqui no blogger. Meu Deus, que chatice! Me dou muito melhor com o teclado do celular, af.
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"Toda história de amor é assim, tem idas e voltas. Mas tem que ter final feliz mesmo sendo escrita por linhas tortas."
— Idas e voltas. ♥

domingo, 5 de abril de 2015

Capítulo 32.


(...)


* MALU NARRANDO *



O final do ano estava chegando e com ele vem as férias, glorifica igreja!
A Jaqueline tava com dificuldade em algumas matérias e eu tava estudando com ela todos os dias, pelo Skype. "dificuldade" que atende pelo nome de Binho, a menina tá apaixonada. Eu e a Stéfany já conversamos com ela mas não tem jeito, primeiro "amor" só passa quando você quebra a cara e ela vai ter que aprender isso sozinha.
- Ele e o resto do universo sabem que eu não suporto aquela garota. Se eu tivesse uma arma, matava os dois pra eles serem felizinhos no inferno! - arregalei os olhos.
- Quanto ódio nesse coraçãozinho, você tá muito exaltada.
- Ele não é mais meu amigo nem merda nenhuma, hoje a gente brigou e eu bati na cara dele. Acabou tudo.
- Bateu nele? Por quê?
- EU que sempre fui amiga dele e agora ele me troca por essa vadia. Olha, não sou obrigada. - suspirou - Ainda bem que é fim de ano, vou pedir pra mudar de escola, quem sabe de planeta.
- O papai vai querer saber o motivo.
- Eu sei.
- Pera, alguém bateu aqui.
- Tá. - levantei da cama e fui ver quem era. Luan. Revirei os olhos e abri a porta.
- Que foi hein?
- Me tira do tédio.
- Tenho cara de Las Vegas por acaso? - me olhou dos pés à cabeça e riu - Nem fala nada.
- Cê tá fazendo o que aí? - fechou a porta, voltei pra cama e peguei o notebook.
- Falando com a Jaqueline.
- Oi Jaque. - sentou do meu lado.
- Oi Luan. - riu.
- Do que vocês tavam falando?
- Do Binho.
- Malu!
- Ah sei. O que aconteceu agora?
- Posso falar pra ele? - perguntei.
- Pode. - ela deu de ombros.
- Tu já sabe da história e
- Eu não acredito nisso, Malu. - ela gritou e nós dois rimos - Nunca mais te falo nada.
- Eu guardo segredo, Jaque. Juro de dedinho.
- A novidade é que eles brigaram sério. Acabou a amizade, acabou o amor, acabou tudo.
- Ai Luan, ele é um idiota.
- Ele não merece você. Te trocou pela leiteira.
- Até o apelido da vagaba ele sabe, maria luíza?
- Sabe. - escondi o rosto e o Luan gargalhou.
- Eu sou muito mais você, viu Jaque? Se cê fosse mais velha, até te dava uns pegas. - ela gargalhou.
- Isso é coisa que se diga, Luan Rafael? - besliquei a perna dele.
- To brincando, calma.
- Ela não gostou da ideia de ter que te dividir comigo.
- Rá, rá. - ri sem graça - Vamo mudar o foco né? Já chega.
- Ah Malu, a mãe disse que a gente vai pra Gramado no natal.
- Olha que ricas, me levem também. - rimos.
- Poxa, eu tinha combinado de ficar com o Vi. Depois converso com a dona Samanta.
- Hum.
Continuamos conversando por bastante tempo, até ela sair dizendo que ia jantar. Olhei no relógio e tava na hora de começar a se arrumar pro show.
- Vai lá tomar banho, vê se não demora.
- Pode deixar. Só não sei qual roupa eu visto.
- Assim sem saber o que você tem na mala, fica difícil.
- Então vem comigo pro meu quarto.
- Não. Veste qualquer coisa.
- Qualquer coisa eu não tenho.
- Então vai nu!
- Bem que cê ia adorar né?
- Palhacinho você né? Vai, não quero atrasos.
Na hora de irmos, o Luan chegou com a Ana, para estranhamento de todos. De onde essa gazela saiu, meu Deus?
- Que foi, gente? Parece que viram fantasma. - ela riu.

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Queria dizer umas coisas pra vocês, leiam tá?
1. To apaixonada no álbum 'Os anjos cantam', de JeM.
2. Sou um pedaço de saudade ambulante.
3. Esse cap foi bem bosta.
4. Meu celular quebrou.
5. Era o último cap que eu tinha salvo no blogger, o resto tava nas notas do celular. Ou seja, perdi tudo.
6. Vocês sabem que eu não tenho paciência pra escrever pelo pc e, também não tenho privacidade, como já falei antes.
7. Sinceramente não sei quando volto.
8. Ninguém vai conseguir ficar mais triste que eu.
9. Obrigada por tuuuudo ♥
10. Quem ver primeiro, avisa logo as outras. Combinado? Tchau. Twitter: @flylandoserio.

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"Esse é o problema da dor, ela precisa ser sentida."

— Acéde.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Capítulo 31.


Ela saiu do camarim toda feliz e risonha, mandou a foto pra Jaque e escreveu alguma coisa, guardou o celular e revirou os olhos.
- Ela queria vir né?
- Claro.
- A Bruna também. - ri - Vamo lá pra ver o show. Qual música cê gosta mais?
- Das novas, os anjos cantam.
- Sei. - depois de parar umas mil vezes pra tirar foto, chegamos no camarote.
- Vocês vão ficar aqui né? - Well perguntou e eu assenti - Qualquer coisa, estarei por perto.
- Vai beber, Malu?
- Não sei. Acho melhor n
- Traz duas vodkas e uma água, boi. E pega o que você quiser também. - falei.
- Beleza.
- Duas vodkas? - perguntou.
- Uma pra mim e outra pra você, nem diga que não vai beber comigo.
- Luan. - cruzou os braços.
- Uma só, pequenininha. Relaxa.
- Uma só mesmo.
- Eu não vou te embebedar, fica tranquila.
Quando o show começou ela foi pra grade e eu a segui, lhe abracei de lado e ficamos assim. Voltamos pra mesa com ela reclamando do salto, ri. Ela tirou o sapato e deixou com o Rober.
E agora, atendendo um pedido especial... - a intro da música começou e ela me olhou.
- Dança comigo?
- Foi você!
- Foi. - ri - Vem.
- Descalça?
- Que que tem?
- Tá... - levantamos e fomos pra pista onde outros casais dançavam.
Como todo mundo sabe eu não sou muito bom, mas como a música era calma dava pra enrolar. A envolvi em meus braços e começamos a nos mexer de acordo com o som.
- ...Pra ser feliz eu só preciso te merecer. - cantei em seu ouvido.
- Pra ser melhor tem que acontecer de novo em outra vida.
- Pra não chorar vou cuidar tanto desse amor.
- E se eu chorar vai ser de saudade, e eu vou te ligar quando ela bater. - ela acompanhava baixinho.
- ...E que eu quero ouvir da sua boca que você é louca por mim, como eu sou por você. - pisquei.
- Para. - riu.
Ela me puxou pra grade de novo e nós vimos o final do show, depois voltamos pra nossa mesa e ainda ficamos mais um pouco lá.
- Deixa eu ficar aqui e passar a noite com você. - falei enquanto ela abria a porta do apartamento.
- Cala a boca.
- Deixa vai. - entramos e ela se jogou no sofá.
- To cansadona.
- Eu faço massagem no seu pezinho.
- Luan... - fechou os olhos - Os meninos estão te esperando lá em baixo.
- Não, eu falei pra eles que podiam ir. Cê vai me deixar na rua?
- Que cachorro.
- Ai!
- Agora vou ter que ir no Nicolas pedir uma roupa pra você. - levantou.
- Essa hora ele tá dormindo, não precisa. Vem cá, amor. - a puxei pelo braço e lhe beijei, rápido, antes que ela recuasse.
- Ei...
- O que?
- Sai, sai. - ri e me afastei um pouco dela, sem desgrudar nossos corpos.
- Que foi?
- Tu ainda tem a cara de pau de perguntar? Seje menas, Rafael. - seu celular começou a tocar e eu lhe soltei - Oi Rober? Ah, tá aqui sim. O celular dele tá desligado é? Tá bom. Ele já tá descendo. Tchau.
- Vai me expulsar?
- Vou. - fiz bico - Eles estão esperando sim, mentiroso.
- Eu não queria te deixar sozinha.
- Inventa outra que essa não colou. - cruzou os braços.
- Um dia você ainda vai implorar pra eu ficar, veja bem.
- Se um dia acontecer, você fica sem reclamar porque faz tudo que eu quero.
- Af, é verdade. - rimos.
- Agora vai, boa noite.
- Boa noite. - beijei sua testa - Se cuida, tchau.
- Tchau.



_

"Darling, don't be afraid. I have loved you for a thousand years. I'll love you for a thousand years."
— A thousand years.

Quem quiser saber a tradução pergunta no grupo ou joga no google, quem já souber, melhor ainda né? Kbsjksklnsçp
Tchauu ♥

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Capítulo 30.


Passei a tarde no vip vendo as coisas pra lançar Cantada, o boi tava cheio de coisa pra fazer, confundiu e acabou colocando eu mais o Jorge e o Mateus pra mesma hora.
No final, não fizemos quase nada. Ficamos conversando e tocando, o tempo passou rápido e logo escureceu.
O Cirilo me deixou em casa e eu jantei com a mamusca e o pai, a Bruna tinha ido jantar com umas amigas.
De repente, senti uma puta vontade de vê-la e aproveitando que tinha novidades, fui até sua casa. Toquei a campainha e esperei um pouco, ela logo atendeu.
- Seu namorado tá aí?
- Não. - riu - Entra logo.
- Tava tomando banho?
- Não, to lavando roupa. E digamos que eu coloquei sabão demais.
- Mas tem a medida de sabão no coisa lá.
- Eu pensei que se colocasse mais sabão, ficaria mais limpa. Não me julgue. - gargalhei - Cê quer pizza?
- Milagre que não me ofereceu miojo!
- Sem gracinha. - mostrou a língua - Quer ou não?
- Já comi mas vou aceitar.
- Pega lá pra gente. - fui pra cozinha e ela pra lavanderia - A Fany vinha comer aqui, mas a mãe dela chamou pra jantar em casa.
- Tá amiga dela é? - ri.
- To tentando pelo Nick.
- Que menina boa.
- Demais!
Ficamos conversando besteira enquanto comíamos, depois ela foi tomar banho por causa da roupa molhada e eu fiquei assistindo televisão na sala.
- Vamo ver um filme?
- Vamo, de quê? - sentou ao meu lado.
- Do que você escolher.
- Tá. - riu - Tem umas jujubas no armário e chocolate na geladeira, pega lá?
- Depois se a gente fala que tá gorda, cês acha ruim né?
- Vou fingir que não ouvi que você me chamar de gorda, tá? Baleia!
Ela colocou um filme de comédia, e depois vimos outro, de romance, bem água com açúcar.
- Lembra do dia que cê falou que queria conhecer Jorge e Mateus? - perguntei quando terminou.
- Aham.
- O dia é amanhã, bora?
- Sério? Mentira né?
- Não. - ri - Encontrei eles no vip hoje e falei de você, tem show na Wood's amanhã e acesso liberado no camarim pra gente.
- Meu Deus. - começou a rir - Não acredito.
- E depois a gente vê o show do camarote, fechou?
- Lógico.
- Esse que é seu presente de aniversário de verdade, achou que fosse só aquela dança?
- Achei.
- Mas não é. - apertei seu nariz - Tava tentando desde aquele dia. Mereço um beijo por isso?
- Não exagera, querido. - cruzou os braços.
- Tá bom, tá bom mas você gostou?
- É óbvio, Rafael. Obrigada. - me abraçou de surpresa, ri e a abracei mais forte.
- Eu faço qualquer coisa pra ver esse sorriso. - ela ficou corada e riu - Minha pequenininha.
- Como que eu posso agradecer? Sem ser com beijo.
- Me chama de amor... Meu amor. Eu vou ficar feliz com isso. Não precisa ser agora, vou esperar seu tempo, quero que seja sincero.
- Você só me complica hein? - ela disse fazendo carinho na minha nuca.
- Nós dois somos complicados, a graça é essa, amor.
- Me chama de pequenininha, de amor não. - ri e beijei seu ombro.
- Você que sabe. Agora eu vou pra casa tá?
- Já?
- Só quis vir te falar.
- Se era só isso porque tu não ligou?
- Queria te ver, coisa linda. - desfizemos nosso abraço e ela me levou na porta - Boa noite.
- Boa noite, Luan. Até amanhã.
- Até. - lhe roubei um selinho e ela riu negando.
- Vai embora, seu besta!


- Nossa, Pi, como você tá cheiroso. - falou entrando no meu quarto.
- E a roupa? To bem?
- Tá lindo. - sorriu - Vai sair com a Ana?
- Não. Com a Malu. - me olhou maliciosa e eu ri - Nem começa.
- Não falei nada. - ergueu as mãos rindo - Mas... Você gosta dela né?
- É, gosto muito.
- E ela?
- Ela tá bem com o Vitor, e eu e a Aninha estamos bem de novo. Se tiver que acontecer, o destino que se encarregue. - suspirei e ela arrumou a gola da minha camisa.
- Tá... Aonde vocês vão?
- Show do Jorge e Mateus.
- Que lindo. Ah me leva!
- Não levo, não. - ri e ela fez bico.
- Tudo bem, eu supero. - riu - Compra chocolate pra ela.
- Eu vou me atrasar, Bruna.
- Mas ela vai gostar!
- Ela não gosta de atrasos.
- Mas gosta de chocolate.
- Filho, o Rober chegou. - ouvi minha mãe falar do corredor.
- To indo! - peguei o frasco de perfume outra vez e ela me deu um tapa na mão.
- Se você passar mais ela vai ter alergia. - riu e eu cocei a nuca - Quem vê pensa que nunca saiu com ninguém.
- Com ela é diferente, irmã.
- Eu sei. Já te saquei. - neguei com cabeça e saímos do quarto.
Peguei uma flor no "jardim" da portaria do prédio dela, não dava pra parar e comprar.
- Coisa feia, boi! - o Testa disse rindo e eu fiz sinal pra ele calar a boca.
Toquei a campainha e o Vitor abriu a porta, nos cumprimentamos e eu entrei.
- Ela tá terminando de se arrumar.
- Ah... Cê vem com a gente?
- Gostaria, mas tenho plantão já, já.
- Entendi. - engatamos uma conversa aleatória até ela chegar na sala, linda como só ela é.
- Parem de me olhar desse jeito e falem alguma coisa! - reclamou.
- Amor, você tá...
- Incrível. - completei.
- Obrigada. - riu - Já podemos ir?
- Já. - assenti - Ó, pra você.
- Acho que conheço essa florzinha de algum lugar.
- Impressão sua. - ri.
Ela colocou a flor num copo, pegou a bolsa, trancou o apê e nós fomos pro elevador, os casalsinho e a vela. No caso eu.
- Cê vai voltar tarde? - lhe perguntou.
- Não sei.
- Capaz de eu chegar e te encontrar dormindo. - ela riu e deu um beijinho nele.
- Vai fazer almoço pra mim?
- Vou. - pigarreei antes que rolasse algo.
Ela disse que ia fazer uma foto e pegou o celular, agarrou nós dois pelo braço e clique.

" Aaoo vida ruim kkk @vsampaio @luansantana "

Eles se despediram com um beijo demorado, talvez eu tenha ficado com inveja e ciúme, talvez. Ele foi pro estacionamento e nós saímos pela frente, onde nos esperavam.
- E aí, queridões.
- Fala queridinha.
- Coloquem o cinto, crianças.
- Vai ver se eu to na esquina, Wellington. - rimos.
- Tá ansiosa?
- Um pouco.


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"A noite, o dia. Tudo contigo fica tão lindo."
— Teu olhar.


Super recomendo essa música mas vão com calma, tá coisinhas? Tenho ciúmes dos meus meninos, principalmente do choose. Beijo, tchau!