segunda-feira, 22 de junho de 2015

Avisinho, bebês!


Com essa história que o blogger será desativado, postei a fic no Social Spirit.

( a fic é do Luan mas como falei no grupo do wpp, os meninos também vão estar nela por que sim senhora. No ss tem que colocar categorias e blá blá blá. Como todas pessoas alfabetizadas sabem, o b vem antes do l, por isso no link ficou que é da Fly ok? Ok )

Pra quem não viu ou não está sabendo, leiam aqui: http://blogger.globo.com/index.jsp

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Outra coisa muito importante; a fic vai ficar inativa por um tempo e dessa vez é sério, não que das outras não tenha sido, mas dessa vez tá tudo pior.
Além da minha pessoa estar de castigo, tô também sem celular. O Luan tava tão lindo dia doze, que o coitado não aguentou. É da vida né? E não sei quando vou ganhar outro. #tobemtriste

Acho que é só isso... Então tchau. Até algum dia, meus amores ;)

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Capítulo 59.


Hoje o dia já começou estressante, primeiro eu quase deixei minha mala no hotel e depois tivemos um problema com os instrumentos, quase que não chegavam a tempo aqui em Sorocaba.
Das profundezas do esgoto, saiu uma atriz amiguinha do Luan que eu já não gostava por motivos de não ser obrigada, e mais ainda quando vi como ela era íntima do meu homem.
- Já vai embora agora, Lu? Vamo pro camarote ver os outros shows. - lhe convidou, estávamos voltando pro camarim depois do show dele. Que ela viu do palco, por pedido do próprio.
- Vamo sim, Gi. - revirei os olhos e passei na frente dos dois, andando rápido - Ô amor... Cê quer ficar?
- Com certeza. Já viu quem é a última atração? - ri irônica e ele negou - Munhoz e Mariano.
- Gi, eu vou trocar de roupa e a gente já te encontra lá, beleza?
- Uhum. - sorriu e pegou o rumo do camarote.
Continuei andando na frente dele. Entramos no camarim, ele tomou água e eu taquei uma camisa na cara dele.
- Se veste logo aí, a Gi tá te esperando.
- Amor, por favor né? Não fica desse jeito. - veio me abraçar mas eu desviei de seus braços. Ele sabe que eu não gosto dela e mesmo assim fez questão de me provocar.
- Não fica desse jeito? Que jeito? Eu tô ótima, maravilhosa! - gargalhei - Inclusive já encontrei com o Mariano, ele viu um pedaço do show. Tu percebeu? Ou só conseguia enxergar sua amiguinha?
- Para com isso, meu amor. - disse rindo - Eu tava brincando com você.
- Não tô pra brincadeira hoje! Me poupe, Luan Rafael. - saí do camarim pisando forte e esbarrei no Rober.
- Opa, furacão!
- Desculpa.
Saí andando pelo backstage e quando passei pela porta do camarim M&M, que estava aberta, o Munhoz me chamou.
- Oi Malu.
- Oi. - nos cumprimentamos com beijinhos no rosto. Falei com o pessoal da equipe deles e em seguida, o Mariano entrou junto com Luan, que se pôs rapidamente ao meu lado.
- Sabia que você ia estar aqui, tá querendo devolver na "mesma moeda"? - falou no meu ouvido. Apertei com a unha sua mão, que estava na minha cintura.
- E aí, Maluzinha? Tá boa?
- Tô sim. - sorri pra ele.
- Topa tomar banho comigo hoje? - seu tom era de brincadeira.
- Topo.
- Olha que coisa boa! - riu - Com todo respeito, viu Luan? É de boa pra você, cara?
- É. Ela não quer ir!? Então. - deu de ombros. O clima pesou. Foda-se.
- Ih... - fez careta - A gente escolhe outra menina, se 
- Não! Eu vou. - falei decidida.
- Ok.
Na minha hora, entrei no palco. Ele não ficou passando a mão em mim, diante da situação que estávamos, foi até respeitoso. Luan virou a cara pra mim e eu fiz o mesmo, não queria brigar embora ele merecesse muito.
Voltamos pro hotel e eu fui logo tomar um banho quente, tava morrendo de frio. Ele esperou que eu saísse e depois foi, fiquei na cama mexendo no celular. Vestiu sua roupa e apagou o abajur.
- Boa noite, peq
- Boa noite. - virei de costas para ele.
O ouvi suspirar e seu braço me puxou para mais perto. Fazendo carinho na minha cintura. Não falei nada, e nem tirei sua mão de mim.

Acordei espirrando muito, com dor de cabeça e o nariz entupido, tomei um remédio mas não adiantou nada e ao passar do dia eu só piorava. E ainda tinha o Luan falando merda no meu ouvido, o que só me deixava mais irritada.
- Eu não te avisei, maria luíza? Eu acho é bom pra você!
- Cala a boca!
- Cala a boca nada, você sabe que tá errada. Isso é pra aprender a me ouvir, deixar de ser teimosa.
- Luan, vai tomar no seu cu e me deixa em paz! - gritei. Ele me encarou por alguns segundos, depois saiu batendo a porta.
Tínhamos acabado de chegar em BH, amanhã de tarde tinha uma promoção de rádio, ele ia almoçar com os ouvintes sorteados.
Liguei pra recepção e pedi o jantar, quando ele voltou eu já tinha terminado mas havia comida pra ele.
- Fui dar um volta pelo hotel.
- Tá. - falei sem tirar os olhos da televisão.
O colchão afundou do meu lado mas eu não lhe olhei, ele suspirou e pegou um livro na mala. Ficamos assim a noite toda, só trocamos palavras necessárias. Dormimos do mesmo jeito que na noite anterior.

De manhã, acordei um pouco tarde e preparei sua roupa. Desci e tomei café com o pessoal.
- Cê tá com uma carinha tão abatida... De doente.
- Deve ser por que eu  doente, não é Roberval? - riram.
- Vai pra casa, pro médico.
- Não posso largar vocês assim, Mama.
- Pode sim, cê tem que se cuidar pra poder cuidar da gente.
- O Diego tem razão. - suspirei e mordi meu pão.
No almoço da rádio, me senti muito fraca. Well me amparou e me deu água, agradeci a preocupação.
- Malu, a senhorita não tem escolha! Volta pra São Paulo agora, eu já falei com sua mãe.
- Lele!
- Tô mandando pro seu e-mail as coisas da passagem. Quando você melhorar, volta a viajar mas enquanto isso, vai ficar em casa!
- Tá bom, tia. Vou arrumar minhas coisas.
- Depois que tiver saído do médico, me avise. Está bem?
- Aviso sim. Tchau, um beijo.
- Beijos. - desliguei.
Comecei a arrumar minhas coisas, tomei banho e quando estava terminando de me arrumar, ele chegou da academia. Estranhou eu estar de malas feitas.
- Cê vai pra onde? - engoliu seco.
- Arleyde me mandou pra casa. Pro hospital. - calcei meus saltos e levantei - Tchau.
- Tchau... Fica bem. - se aproximou receoso e colocou uma mexa do meu cabelo pra trás da orelha. Puxei o ar fechando os olhos, depois o soltei devagar.
- Obrigada. O Rober vai te ajudar, como era antes. - dei de ombros - Sua roupa do show de hoje, tá separada aí no armário.
Ele assentiu com a cabeça e eu saí, a recepcionista do hotel chamou um táxi para mim e logo eu estava indo pro aeroporto.


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"O ciúme e a vingança não gostam de confiar a olhos e mãos alheias a execução de seus desejos."
— A escrava Isaura.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Capítulo 58.


(...)

Acordei me sentindo sufocada, tive um pesadelo horroroso. Eu estava suada e ofegante, olhei pro lado do Luan na cama e ele não tava lá. Comecei a chorar.
- Que foi, amor? Ei. - veio rápido pra cama, o abracei e ele me apertou em seus braços.
- Não me deixa sozinha. - pedi entre as lágrimas.
- Não vou, não vou. Fica calma, meu amor. Eu tô aqui.
Chorei tudo que tinha pra chorar, ele esperou meu choro cessar e eu me acalmar, pra perguntar o que tinha acontecido. Meu coração se apertou inteiro, só de lembrar.
- Eu não vou aguentar ficar sem você, Luan.
- Que história é essa? Foi só um pesadelo. - limpou minhas lágrimas e me beijou na testa.
- Você tava perto de mim, mas eu... Eu não podia te tocar.
- Me dá sua mão. - entrelaçou nossos dedos - Tá sentindo?
- Tô.
- E agora? - colocou minha mão sob seu peito nu, e só aí eu percebi que ele estava de toalha - Consegue sentir?
- Consigo.
- Me abraça de novo, amor. - lhe abracei forte, deitando a cabeça em seu peito. Inebriei-me de seu cheiro.
- Melhor abraço do mundo. - murmurei contra sua pele, ele riu beijando meu ombro.
- Agora olha pra mim. - larguei dele e fiquei o olhando, ele segurou minhas mãos - Eu vou cuidar de você, tá? 
- Tá bom. - esfreguei meu nariz em seu pescoço - Você é perfeito, pra mim. Só pra mim.
- Somente pra minha pequenininha. - selou nossos lábios - Agora vamo tirar essa carinha de choro, vem tomar banho comigo?
- Vou. - sorri e estiquei os braços pra ele, que gargalhou gostoso antes de me pegar no colo.
No nosso banho não houve malícia, porém nos tocamos muito. Ele fazia questão de dizer "tô aqui, amor" e ficamos um bom tempo abraçados, deixando a água cair sobre nossos corpos.
Definitivamente, ninguém faz tão bem pra mim quanto ele e, eu o amo muito.
Depois de vestidos, sentamos na cama e ele penteou meus cabelos, com todo cuidado do mundo.
Fui pra academia com ele e lhe observei enquanto malhava. Nós passamos o dia inteiro juntos, mais ainda do que o normal.

- Pequenininha, assiste o show daqui hoje.
- Ah amor, e minhas fotos?
- Tira de cima uai. - ri assentindo.
Tava só vendo o show, ele ia começar Cantada e veio na minha direção, estendendo a mão pra mim. Dei um passo pra trás mas o Roberval me empurrou pra ele, segurei sua mão e fomos pro meio do palco. A banda continuava tocando e todos cantavam barra gritavam a música loucamente, começamos a balançar no ritmo, pra lá e pra cá. Abraçadinhos. Como no ano novo.
- Você é doido, garoto.
- Pensei que cê já tinha acostumado. - ri negando.
- Para de me fazer passar vergonha.
- Meu amor é vergonha pra você?
- Não! Mas dançar na frente de muita gente é. - ele riu.
- E às nove da manhã, quando você acordar... - cantou - Só vocês, vai.
O "obedeceram" direitinho, cantaram tudo, foi lindo. O Rober entrou com um buquê de rosas bem vermelhas, Luan lhe agradeceu e fez menção de ajoelhar.
- Se você fizer isso, eu chuto sua cara. - ele e as meninas começaram a rir.
- Pra você, coisa violenta. - cheirou as rosas e me entregou.
- Obrigada, amor. - sussurrei.
- Beija, beija, beija! - gritavam.
- Beija? - pediu fazendo beicinho, revirei os olhos e lhe dei um selinho. Saí do palco rindo.
- Vou me enterrar num buraco agora, com licença.
- Ai, ai esse pessoal apaixonado. Tão fofinhos vocês. - Testa dizia debochado.
- Cala boca, seu invejoso. - cheirei minhas rosas.
- Então foi você quem fisgou o coração do cantor? - olhei para voz atrás de mim. Uma mulher de meia idade, bonita e pela cara, podre de rica.
- Oi...
- Madalene Stanton, muito prazer. - apertei sua mão, ela me analisava - Modelo?
- Eu? - ri - Não. De formação, sou jornalista.
- Ah! Mas ficaria divina nas passarelas. Vuitton, Klein, Victoria's Secret... Daria uma bela Angel. 
- Nunca pensei na possibilidade. Nunca.
- Se pensar algum dia, já terá meu cartão.
- Obrigada Madalene, mas estou feliz com meu trabalho.
- Eu imagino. - riu com certa ironia - Um dia se quiser mudar os ares ou apenas ver como trabalhamos, é só me ligar.
- Sim, pode deixar. - voltei minha atenção pro show novamente.

Após deitarmos, peguei meu celular e joguei o nome da mulher no google, pra ver se era roubada ou não.
- Que isso que cê tá vendo aí, amor?
- Ah... É, uma mulher me deu um cartão hoje. - mostrei entre meus dedos.
- Eu vi, quem era?
- Madalene Stanton.
- Nome chique. - ri - Que que ela faz?
- Agencia modelos, a empresa dela é séria e super famosa. - arqueou uma sobrancelha - Só tava curiosa!
- Você disse pra ela que não quer né? Você não precisa disso, maria luíza.
- Falei que estou feliz aqui. - segurei seu rosto e o beijei.
- Ainda bem. - me deu um selinho - Essas magricela aqui são as modelos dela é? Tem nem onde pegar.
- Devolve meu celular. - ele riu e me entregou.
- E até parece que eu ia querer você de calcinha e sutiã por aí, até parece.
- Até parece que você manda em mim, até parece.
- Ah é assim?
- É! - me atacou com cosquinhas. Me debatia na cama e ele ria em cima de mim.
- Cê tá muito vermelha, amor.
- Para! Para, para. Eu vou morrer, Luan. - já chorava de tanto rir.
- Eu paro, com uma condição.
- Qual?
- Quer ser minha namorada? Mas a gente já tá namorando né!? - riu - Só que eu não tinha pedido.
- Eu quero! E mesmo se você não pedisse, eu já tô derrotada mesmo.
- Então eu te ganhei?
- Ganhou. - riu e nos beijamos. Sua mão invadiu meu short e apertou minha coxa, puxei os cabelos da sua nuca e nos separamos com mordidinhas.
- Cê é tão gostosinha, namorada.
- Você é meu encaixe perfeito, namorado.
- Vamo ver se é verdade, namorada? - assenti mordendo os lábios.


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"Havia alguma coisa na forma que me olhava, com um meio sorriso que fazia meu coração palpitar."
— Eu fui a melhor amiga de Jane Austen.

sábado, 6 de junho de 2015

Capítulo 57.


Acordamos tarde mesmo, quase cinco horas. Almoçamos no quarto, tomamos banho e depois descemos. Tinha um pessoal na porta do hotel, falei pra ele ir lá e ele disse que só se eu fosse junto.
- Solta minha mão. - falei quando saímos do elevador.
- Não vou soltar nada.
- Luan!
- Amor! - fez bico, suspirei.
- Tá bom. Espera eu organizar eles?
- Espero. - saí do hotel e começaram a gritar, ri e me aproximei pedindo calma.
- O Luan tá ali, ele vem falar com vocês. Mas vamo devagar tá? Um de cada vez, por favor.
- Cadê o Well? - ri.
- Não sei, tô confiando em vocês.
- Ai, Jesus. Pode confiar.
- Gente, vamo fazer uma fila!
- Os mais desesperados por último, pra dar tempo de se acalmar e sair bem na foto. - falei e eles riram - Vou buscar o cantor, já volto.
- Eles ficaram calminhos. - Luan riu - Bora lá?
- Demorou, baleia.
- E aí, meus amors. - disse sorrindo.
Fiquei só vendo eles, um pouco afastada. Olhei pra trás e vi o Wellington saindo, já indo na direção que eles estavam.
- Opa, opa, opa. Deixa eles.
- Podiam ter me avisado que iam sair né?
- Você ia ficar cheio de coisa. Eu sei que seu trabalho, assim como o meu, é cuidar dele mas tem horas que tu exagera. - ele revirou os olhos - Fica aqui comigo, vendo eles.
- Ok, Malu. Ok.
- Vem aqui, pequenininha? - Luan chamou e fizeram "awn", neguei.
- Vem Malu! - depois que insistiram muito, eu fui.
Luan me abraçou de lado, morri de vergonha e começamos a conversar.
- Cês tão namorando? Tipo de verdade?
- Não.
- Não por que eu ainda não fiz o pedido. - riram.
- Ah, pede agora. - uma menina disse, cheia de drama na voz. Ri.
- Acho melhor não, sabem como a maria luíza é né? - riu - Aí, já ficou vermelha.
- Para. - escondi o rosto.
Toda vez que falavam na gente, eu desviava o assunto e assim, ficamos meia hora lá fora.
Voltamos pro quarto rindo, o idiota tinha arrancado uma flor de um arranjo na recepção, só pra me dar. Ele me pediu pra sentar na cama e começou a mexer na mala.
- Achei.
- O que?
- Isso aqui. - mostrou um saquinho de seda com um laço vermelho. Sentou do meu lado - Abre, é seu.
- Meu? Brigada. - ri e soltei o lacinho, era a pulseira.
- Eu ia te dar depois, mas tava ansioso... Cê gostou?
- É linda. - falei olhando a delicadeza dos pingentes - Tem até a lua preta aqui.
- É o emoji que você mais usa. - riu - O floquinho de neve, a estátua da liberdade.
- Nova Iorque. - ri e ele assentiu.
- Pizza, a gente sempre discute por causa disso né?
- Aham. - ri - E esse aqui?
- Esse aqui significa música mesmo uai. - rimos - Tudo com música fica melhor. Principalmente se for a nossa. - o beijei, ele respondeu carinhosamente.
- Você é o melhor sabia?
- Se você tá dizendo, eu acredito.
- Besta. - rimos.
- Dá aqui seu bracinho, vou pôr pra você. - ele colocou a pulseira e beijou minha mão - Não tira nunca mais tá?
- Tá.
- Promete?
- Prometo! - lhe abracei - Acho que agora vou ter que comprar alguma coisa pra você.
- Nada disso, não precisa. Eu tenho você, e pra mim já é suficiente.
- Para de ser assim. - reclamei e ele riu beijando meus cabelos.

Ficamos vendo televisão o resto da tarde. Quando começou a novela das sete, a Jaqueline me mandou mensagem dizendo que queria conversar. Abri o facetime e liguei pra ela.
- Oi, vocês dois.
- Oi Jaque, beleza? - ele perguntou.
- Mais ou menos. Ah, antes de mais nada, gostaria de dizer que você é uma ridícula, maria luíza!
- Eu? Por quê?
- Mandar o Paulo me chamar de baranguinha? Se situa.
- Tá vendo como ela é mal agradecida, amor? - fiz bico.
- Ô Jaque, não fala assim da minha pequenininha não. - me deu um selinho.
- Parem com isso! - rimos.
- Que foi hein?
- Sabe quem veio aqui hoje?
- Sei, o
- O Fábio! Aquele idiota. - bufou - Eu nem fui falar com ele, mas ele trouxe brownie da tia Cátia.
- Ai nojenta, guarda pra mim. - pedi.
- Não. Tinha no pote "pra lili", então são meus. 
- Hmmmm Lili.
- Você tinha que ter ido, saber o que ele quer, Jaque.
- Eu não quero nada dele, Luan. Só brownie. - gargalhei.
- Se ele veio atrás, é por que gosta de você. Ele viu que errou.
- Mano, se ele gostasse de mim mesmo, não tinha me trocado pela minha maior inimiga. Todo mundo sabe disso, todo mundo.
- Mas ele é menino, nessa idade nossos hormônios ficam enlouquecidos e a gente quer alguém pra... Descarregar a tensão.
- Descarregar a tensão, Luan Rafael? Ficou feio isso hein.
- Eu não consegui me expressar direito, ok. - riu - Mas é assim, ele já tentou alguma coisa com você?
- Isso não te interessa, cunhado.
- Eu só tô querendo te ajudar, cunhada. - ri dele - Tentou ou não?
- Nosso primeiro beijo, foi juntos.
- Então deve ter sido horrível. - olhei pro Luan e comecei a rir - Cala a boca, maria luíza.
- Af. - dei um tapa em seu braço.
- Acho que ele queria experiência pra tentar com você de novo, por um acaso, foi sua inimiga e você ficou puta e acabou o amor. - ela riu.
- Se era isso, a gente podia ter tentado juntos.
- Quando a gente gosta de uma garota, sempre queremos ser e mostrar o nosso melhor pra ela. Assim ela não vai querer saber de outro cara, né amor?
- Uhum. - beijei seu rosto.
- Dá uma chance pro menino.
- É Jaque, conversa com ele. Eu quero brownie!
- Cala a boca, gorda.
- Mas o que!?
- Luan, alimenta essa doida. Vou lá em baixo, papai chegou e nós vamos jantar fora.
- Manda beijo pro meu paizinho e pra minha mãe, tô com saudade.
- Tá bom, tchau casal.
- Tchau Jaque.
- Beijo. - desligamos.
- Vão acabar juntos esses dois.
- Também acho. - ri - Amor, eu quero brownie.
- Humm, será que já é o nosso Enrique? - passou a mão na minha barriga.
- Ih, nem vem. Claro que não.
- É chata viu, af. - me deu um selinho - Liga aí e pede brownie pra gente.
- Pizza e brownie? - pedi fazendo beicinho.
- Tudo bem. - revirou os olhos - Pizza e brownie.
- Obrigada, amor.
- Mereço um beijo?
- Quantos você quiser. - rodeei seu pescoço e nos beijamos.


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"Confio no meu coração e no que ele está me dizendo."
— Toda sua.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Capítulo 56.


Jantamos todos juntos no hotel, depois dei quarenta minutos para todos estarem no hall para irmos embora, pro local do show.
Assim que acabou o atendimento dos fãs, saí conferindo se já tava tudo pronto com o palco e tal, passei no camarim da banda e quando ia entrando no do Luan, ouvi ele e o Rober conversando, falando no meu nome. Sei que é errado mas não resisti, fiquei ouvindo.
- E eu ainda nem dei pra ela a pulseira, ó.
- É bonita.
- Cada pingente tem um significado... Ela vai saber.
- Então nem vou perguntar! - riram - E por que tu não deu assim mesmo? No jantar?
- Tem que ser com calma, no clima certo pra ela nunca mais esquecer. - sorri - Naquele dia eu tava nervoso e, pra completar teve aquele belo final.
- Ah, pois é.
- Quando a gente voltar pra casa, vou preparar alguma coisa e entregar pra ela.
- Você capricha demais.
- Claro, ela merece. - Rober riu.
Não ouvi o resto, continuei andando pelo backstage e fiz algumas fotos dos bastidores. Faltando cinco minutos pra começar o show, retornei ao camarim do Luan.
- Cinco minutos, tá pronto?
- Tô. - selei nossos lábios - Cê tava aonde, amor?
- Por aí, andando.
- Tá... - estreitou os olhos, ri e beijei sua bochecha.
- Bom show, amor.
- Obrigado, cê não vai ficar no palco?
- Vou ficar na grade, depois eu subo. - apontei a câmera.
- Ah é mesmo. - pegou minha mão.
- Faz pose bem bonita pra mim, tá? - assentiu rindo.
Encontramos resto do pessoal no corredor e fizemos a oração. O show começou e eu via tudo de baixo, acho muito engraçada a reação das meninas quando ele rebola, a gritaria aumenta enlouquecidamente. E ele adora.
Antes de acabar, subi e fiquei lhe esperando na lateral lado do palco. As cortinas fecharam e ele veio sorridente, sequei seu rosto com uma toalhinha e nos beijamos.
- Baladinha agora, quem vai? - Luan perguntou depois de tomar água.
- Opa.
Ficamos num camarote, rindo, bebendo, dançando e conversando. Tinha uns conhecidos do Luan lá, juntou nossa "turma" e a deles, virou uma farra só. A bebida dele tinha acabado e a minha também, falei que ia buscar e ele disse que não, não ia deixar.
- O bar é ali, Luan.
- Não quero você andando sozinha aí não.
- Daqui você vai me ver, que coisa chata! - cruzei os braços.
- Amor...
- Parece até que não confia em mim.
- Ô Jesus, que drama! - riu - Desfaz esse bico.
- Não.
- Tá, tá bom. Vai lá, mas cuidado tá? - assenti e ele me beijou - Tô de olho.
Fui indo, passando pelo meio das pessoas. Sentado num banco do balcão, tinha alguém que me era familiar. Me aproximei pra ter certeza.
- Paulo? Paulo Castagnoli?
- Oi? - virou, e sorriu depois de me olhar dos pés a cabeça - Tudo bem?
- Malu. - ri - Tudo bem sim.
- Nome bonito.
- Obrigada. Minha irmã ia ficar louca se estivesse aqui. - ele riu.
- Empresta seu celular que eu mando um beijo pra ela.
- Claro, claro. Cê vai ficar por aqui né? - assentiu - Eu já volto.
Fui atrás do Luan que tava com a minha bolsa, ele me olhava de braços cruzados e com uma sobrancelha arqueada. Roberval ria.
- Cê tava falando com quem, maria luíza?
- Com o Paulo.
- Que Paulo?
- Vem comigo. - saí lhe puxando pela mão.
- Não sabia que cê tinha amiguinho aqui.
- Para de deboche, é o Paulo da Fly.
- Ah, aquele tatuado?
- Esse mesmo, ó ele ali.
- Não é que ela voltou mesmo. - ele riu, Luan apertou minha cintura.
- Voltei. - ri - Luan, Paulo. Paulo, Luan.
- Opa e aí, beleza?
- Tudo certo. - apertaram as mãos.
- Cadê o Caíque e o Nathan?
- Voltaram pra São Paulo, eu fiquei por que amanhã vou pra Campo Largo com minha família. Tenho que aproveitar a folguinha pra matar a saudade né? - ri assentindo - E você, Luan? Teve show aqui hoje?
- Foi sim, acabamos e viemos pra cá.
- Curto bastante essa balada, e o seu trabalho.
- Obrigado, eu também curto essa balada. E minha a cunhada te curte bastante. - Paulo riu.
- Ah, olha aqui. - lhe entreguei meu celular pronto pra filmar - O nome dela é Jaqueline, mas chama de baranguinha.
- Baranguinha? - riu - Tudo bem.
- Pede nossa bebida, amor.
- Tá bom.
Chamei o barman, pedi vodka pro cabeçudo e uma ice para mim. Voltei pra perto deles que riam de algo e tinham mais um casal junto, sorri ao reconhecê-los.
- João e Giovana, vocês são ainda mais fofos pessoalmente. - ela riu.
- Obrigada, vocês também são um casal lindo.
- Tá vendo só? - Luan disse fazendo todos rirem.
Depois de um tempo, Well e Rober vieram nos procurar, aproveitei e pedi pro Testa tirar uma foto da gente, o Paulo deu o celular dele e postou logo em seguida. Eles foram embora pois estava muito tarde, nós também já iríamos.
No elevador, entrei no Instagram e postei minha selfie com o cabeçudo e o Paulo, os dois beijavam minha bochecha. Um de cada lado, obviamente.

" Beijinho no ombro pra Jaqueline passar longe! #chora #seguraoforninhoagora "

O Luan ria e dizia não saber quem era mais criança, eu ou ela.
Logo que entramos no quarto, tirei meus sapatos de salto e relaxei o corpo na cama, ele riu e deitou do meu lado.
- Porra... Tô cansadona.
- Também tô, partiu dormir até cinco da tarde?
- Partiu. - ri e bocejei - Mas antes banho, né lindo?
- É, linda. - selei nossos lábios e levantamos.





Seja bem vinda, leitora nova :))
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"Me dê a mão e o coração, que eu te entrego o meu corpo inteiro."
— Chance pro amor.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Capítulo 55.


- Pequenininha... - suspirou e segurou minhas mãos - Cê sabe como é importante pra mim, não sabe?
- Imagino... - ele riu.
- Pode apostar que é mais, meu amor. - fiz carinho em seus dedos - Eu nunca senti tudo isso com ninguém, só com você. Você me deixa... Não sei explicar, mas contigo eu sou eu mesmo. Mesmo.
- E isso é bom né? - ri.
- É maravilhoso. - sorrimos - Tô fazendo de tudo pra ser o homem que você merece ter.
- Você é o que eu quero, o que eu preciso. Será que tem alguém nesse mundo, com mais sorte que eu?
- Tem sim. Eu.
Quanto mais ele demorava pra chegar no assunto, mais ansiosa eu ficava. Já sabia o que ele queria dizer, então dá pra pular logo pra parte que eu aceito e a gente se beija?
- Luan. - Well chamou nossa atenção - Desculpa incomodar vocês, mas teve uma confusão lá em baixo e é melhor irmos embora.
- Porra! - bufou.
- Calma, amor. - levantei pegando minha bolsa, estendi a mão pra ele e sorri - Nosso jantar foi ótimo, adorei isso tudo que você fez. Obrigada.
- Você não tem que agradecer. - segurou minha mão, levantando - Eu queria que tivesse sido tudo perfeito.
- E foi, cê tava comigo. - o beijei suavemente. Ele me abraçou de lado e beijou meus cabelos.
- O que que rolou aí?
- Tinha um cara bêbado querendo subir pra cá, mas disseram que aqui em cima estava fechado hoje. Quando ele viu o garçom descendo e depois subindo com os pratos, surtou. - Wellington contou.
- Que desagradável, bêbado só causa vergonha alheia.
Encontramos com o dono do restaurante subindo, estava se desculpando pelo ocorrido e disse que nosso jantar seria por conta da casa.
- Não! Que isso, rapaz. Faço questão de pagar, cê já me ajudou muito fechando aqui só pra gente.
- O ambiente é muito agradável e a comida deliciosa, seu restaurante é lindo. - elogiei - O fato não nos atrapalhou em nada, pode ficar tranquilo.
Ainda conversamos um pouco com o dono lá. Quando entramos no carro, os meninos sugeriram uma balada mas eu não tava no clima e, íamos embora de manhã e eu ainda não tinha arrumado nossas coisas. "liberei" o cabeçudo pra ir se quisesse, mas ele não quis ir sem mim.
- Eu quero passar a noite abraçado em você, curtindo esse friozinho.
- Que lindinhos. - Rober riu no banco da frente, o Luan deu uma tapa na cabeça dele e nós rimos.
- Isso é tudo inveja, tá sem ninguém pra dormir agarradinho. - falou me apertando.
- Mas o Testa tem um monte de amiguinhas, que adorariam estar com ele nessa noite fria.
- Tenho mesmo. E o Luan também. - provocou.
- E você acha que eu não sei disso, Roberval? Confio no meu taco. - pisquei.
- Uuhhh! Podia ter ficado sem essa, seu Testudo. - falou rindo e beijou minha bochecha.
- Sobre as suas amiguinhas, Luan Rafael, a gente fala mais tarde.
- Eita, vai apanhar. - Well finalmente abriu a boca e eu ri.
- Se cada amiguinha for um tapa, amanhã ele só sai do quarto carregado.
- Sem graça, Roberval. - mostrou a língua - Liga pra eles não, amor.
- Ih, tá com medo. - rimos.
Nossa noite acabou do melhor jeito possível, fazendo amor. Cuidado e carinho reinaram.
- Amanhã eu te ajudo a arrumar as coisas. - nos fez conchinha, apaguei o abajur e entrelacei nossos dedos.
- Tá... - suspirei devagar - Boa noite, amor.
- Boa noite.

Como eu imaginava, nós acordamos atrasados e mesmo assim ele não queria me largar. Deitou em cima de mim.
- Ô Luan... Deixa de ser chato, a gente tem que ir.
- A gente só precisa tomar banho, o resto eu já arrumei.
- Arrumou?
- Do jeito que eu consegui. - ri - E separei minha roupa, e outra bem linda pra você.
- Hashtag medo. - rimos e ele me beijou.
- A gente vai pra Curitiba né?
- É.
- Conheço uma balada topzona lá, bora? Depois do show.
- Humm... Bora. Cê não vai ficar muito cansado?
- Amanhã não tem show, eu durmo o dia todo e pronto. - deu de ombros, ri negando.
- É a Wood's por acaso?
- Não, outra.
- Então eu não sei. - ele riu.
- Melhor ainda!

No aeroporto em Curitiba tinha muita gente, e por mais que Arleyde tivesse falado, o Luan não fazia nenhuma questão de esconder o que tínhamos. Eu amava isso, mas me preocupava também. Ana Laura continuava postando fotos com o primo barra amante, acho que na verdade, ele não queria ficar por baixo.
Após o almoço, ele foi pra academia. Andei um pouco pelo hotel e voltei pro quarto, peguei o notebook e fiquei conversando com a Jaque.
- Tava falando com a mamãe sobre minha festa de aniversário. - disse mexendo no cabelo - Tem que ser um dia que todo mundo possa vir, você, o Luan, o Nick e a Fany.
- Então tem que ser dia de semana.
- Dia de semana não dá né.
- Aí fica difícil pra gente, Jaqueline.
- Tá, tá. Queria uma poolparty tipo a da Jadoca, sabe?
- Sei.
- De preferência com ela, a Cams, Rangel, Bruno, Jimmy, Erick, Nah e todos os outros famosos. - revirei os olhos e ela riu.
- Tá querendo demais!
- Falando em querer demais, o que cê vai me dar de presente hein?
- Eu sou seu presente.
- Fala sério, maria luíza.
- Querida, você lembra quanta coisa eu trouxe de Nyc? Do que você ganhou do Luan e da Bruna?
- Claro. - pegou o celular - Mas eu não obriguei ninguém a me dar nada! Agora, no aniversário todo mundo tem que dar.
- Seje menas, Jaqueline.
- Fala isso pro ridículo do Fábio. - mostrou o celular.
- Hummmmm! Fala com ele, Jaque. Bichinho, cê não tem pena dele?
- E eu sou galinha pra ter pena? Não. Sou. Obrigada. A. Nada. - gargalhei - Ele só lembra de mim agora, que a vagabunda se mudou.
- Mudou? Pra onde?
- Se Deus é bom, foi pro inferno.
- Jaque! - falei repreensiva - Mas tu tá certa, ele cagou a amizade de vocês. Merece o vácuo.
- Merece mesmo. Tava pensando na lista de convidados, não vai ser muita gente...
- Linda, quer uma dica? Deixa pra causar na festa de quinze. Nessa cê quer uma festa na piscina? Ok, a gente fazm mas sem super produção. Aí ano que vem, cê lacra com tudo que tem direito.
- Parece uma boa ideia mesmo, linda. E eu quero o Luan pra ser meu príncipe.
- Acontece que ele já é o meu.
- E cê não divide com a irmãzinha? - neguei - Um dia só?
- Não.
- Só uma dança, maria luíza.
- Se eu estiver de bom humor no dia, quem sabe. - dei de ombros e ela mostrou a língua. Rimos.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Capítulo 54.


(...)

Voltamos pra nossa rotina corrida dos shows, e eu via como todo mundo me elogiava, diziam que eu estava mais leve, de bem com a vida. Isso refletia no palco e no modo que eu tratava meus fãs, com muito mais carinho. Eles merecem isso.
- E o que você fez nessas férias, que voltou assim, cheio de gás? - estava dando uma entrevista no camarim, antes de um show.
- Descansar é sempre bom né? E ficar perto das pessoas que você ama faz bem pra alma, revigora qualquer um. - sorri e vi o Rober cutucar a Malu.
- E como que anda esse coração?
- Olha, tá batendo viu? Quer ver? - falei rindo e coloquei a mão da loira sobre meu peito.
- É, tá batendo mesmo. - ela também ria.
Quando a entrevista acabou e a equipe saiu, o Testa me deu água e a Malu segurava a camisa pra eu trocar.
- Agora vaza, eu quero ficar um pouco sozinho com minha pequenininha.
- Tô começando a ficar com ciúme disso aí. - ele disse e ela riu - Só cinco minutos, pra não atrasar.
- Essa fala é minha, senhor Roberval!
- Era, maria luíza. Tchau, casal. - saiu fechando a porta.
Agarrei-a pela cintura, via desejo em seus olhos. Selei nossos lábios rapidamente e ela fez cara feia, ri e a beijei de verdade.
- Cê tá todo sujo de batom. - riu me dando um selinho.
- Assim todo mundo vê que eu tenho d - me calou com sua boca, num beijo quente.
- Agora eu vou limpar isso, você não pode aparecer assim. - disse se afastando - Senta ali.
Ela pegou uma toalhinha e molhou-a um pouco, agachou na minha frente e limpou minha boca, meu pescoço e depois me outro beijinho.
- Amor, tava pensando em viajar no carnaval, que que cê acha?
- Viajar? É bom. - me deu a camisa para que eu trocasse.
- Eu e você, bora?
- Hum... Pra onde?
- Fernando de Noronha!? - ela sorriu.
- Seria maravilhoso.
Depois do show, já no hotel, tomamos banho e deitamos para dormir, bem juntinhos. Já avisei que não precisava mais de quarto pra ela, pois ficaria sempre comigo.
A última coisa de que me lembro, eram seus dedos fazendo carinho no meu rosto. A presença dela tem o poder de me relaxar, adormeci rápido.


* MALU NARRANDO *

Abri os olhos e ele não estava na cama mas nosso café estava posto, ouvi o barulho do chuveiro. Ri e deitei novamente, me cobrindo inteira.
- Ei, amor. Vem comer.
- Agora não, tô com frio. Deita aqui comigo. - pedi manhosa e ele veio, me abraçou pela cintura e beijou meu braço.
- Cê tá com frio é?
- Uhum.
- Eu vou te esquentar.
- Amor, o Rober me disse que a gente só viaja amanhã e não depois do pocket na rádio. Isso é obra sua? - riu.
- É sim.
- Que que cê tá aprontando hein?
- Nada, amor. - riu pelo nariz - Quer que eu traga comida pra você aqui na cama? Pra dar na sua boquinha?
- Parece uma boa ideia.
Meu cabeçudo me deu comidinha na boca, e ficou grudadinho em mim o resto da manhã. Depois do almoço, separei minha roupa e a dele, tínhamos que estar na rádio às três.
- Vem tomar banho comigo, coisa linda da minha vida?
- Vou. Mas a gente não pode atrasar tá? - fez biquinho.
- Tá bom né. A gente passa todo tempo juntos e eu não posso nem me aproveitar.
- São ossos do ofício, meu amor. Semana que vem vai rolar folguinha, dorme lá em casa.
- Dormir? - riu safado - A última coisa que vamos fazer é dormir, maria luíza.
- Tudo bem, seu tarado. Agora vamos tomar banho. - me pegou no colo.
- Quer jantar comigo hoje? - estava arrumando a gola de sua camisa para irmos pra rádio - Soou como um convite, mas você é obrigada a ir tá?
- Obrigada? Meu filho, melhore.
- Sério, amor. Você não pode dizer que não quer ir.
- Ok. Eu e você?
- E o Testa e o Cirilo. - ri assentindo - Vou pedir pra eles ficarem em outra mesa, tá?
- Ah, não precisa.
- Precisa sim, quero privacidade. - piscou.
- Aonde a gente vai?
- Surpresa. - fiz bico e ele me deu um selinho.

Na entrevista, o orientei a não falar de vida pessoal, ou seja, a gente. E o show foi lindo, como sempre é.
Toda as vezes que ele canta Cantada, fica me olhando e na maioria das vezes, me deixa vermelha. Já pedi pra ele parar, mas ele diz "não dá, meus olhos te procuram sozinhos. É a nossa música, amor", aí eu me derreto toda.
Só saímos da rádio quando ele atendeu todo mundo, achei melhor esperar na van, conversando com a Marla e a Kaka.
- Cês vão jantar é?
- Vamos.
- Ele quer te dar um
- Não é pra contar, dona Karielle.
- Desculpa! - riu.
- Ai, sério? Digam pra mim o que é, quero estar preparada.
- Não, não e não. - riram.

Nossa mesa era a única no primeiro andar, o Rober e Well ficaram no térreo e só nós dois subimos. Tinha velas por todo canto e a comida já estava na mesa, coberta por aquelas tampas de prata.
- O que é isso aqui, Rafael?
- Cê não gostou? - ri e o beijei.
- Tá tudo lindo, amor.
- Ah que bom. - soltou o ar e eu ri - Vem, pequenininha. Senta.
- Obrigada. - depois de puxar a cadeira pra mim, ele sentou na minha frente - Me fala logo o que cê tá aprontando.
- Nada. - riu e pegou minha mão - É só um jantar pra gente.
- Tá certo, vou acreditar.
- Não quer ver o que tem no seu prato? - confesso que fiquei ansiosa, mas quando abri, era só lasanha. Ele riu.
- O cheiro tá me dando mais fome.
- Então vamo comer? - assenti e ele colocou vinho nas taças.
Comemos e ele falava suas bobagens de sempre, era nítido que estava ansioso, o que me deixava mais ainda.
- Quer escolher a sobremesa?
- Hum?
- No quê você tá pensando? - cruzei os braços.
- Ah... É, vamo pedir sobremesa?
- Luan Rafael, não me enrola que eu não sou teus beck. - ele gargalhou.
- Vamo terminar de jantar primeiro. - beijou minha mão com delicadeza, assenti com a cabeça - O que cê vai querer, amor?
- Sorvete.
- De morango?
- Sim senhor. - ele riu e fez um gesto com a mão, apareceu um garçom do além.
- O que desejam?
- Sorvete de morango com calda de chocolate, por favor.
- Para os dois?
- Sim.
- Voltarei logo, com licença. - assentimos e ele foi.
"logo" mesmo, ele voltou rápido, deixou nossos sorvetes e saiu. Comecei a comer enquanto o Luan me encarava, ri pra ele.
- Tá sujo aqui, amor. - riu passando o dedo no canto da minha boca, depois lambeu. Fiz careta.
- Cê não vai comer o seu? Já já derrete.
- Vou. Gostosa a calda né?
- Chocolate do bom. - concordei. Terminei o meu e fiquei lhe olhando, do mesmo modo que olhava pra mim, só que mais encantada. Encantada com cada detalhezinho daquele homem, do jeito de andar até como ele me abraça quando dormimos juntos.
- Para com isso. Cê vai me deixar mais nervoso, muié!
- Qual motivo do nervosismo? - ri erguendo uma sobrancelha.



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"Um rapaz sábio sempre terá uma dama experiente para ensiná-lo a linguagem do amor."

— Eu fui a melhor amiga de Jane Austen.