Jantamos todos juntos no hotel, depois dei quarenta minutos para todos estarem no hall para irmos embora, pro local do show.
Assim que acabou o atendimento dos fãs, saí conferindo se já tava tudo pronto com o palco e tal, passei no camarim da banda e quando ia entrando no do Luan, ouvi ele e o Rober conversando, falando no meu nome. Sei que é errado mas não resisti, fiquei ouvindo.
- E eu ainda nem dei pra ela a pulseira, ó.
- É bonita.
- Cada pingente tem um significado... Ela vai saber.
- Então nem vou perguntar! - riram - E por que tu não deu assim mesmo? No jantar?
- Tem que ser com calma, no clima certo pra ela nunca mais esquecer. - sorri - Naquele dia eu tava nervoso e, pra completar teve aquele belo final.
- Ah, pois é.
- Quando a gente voltar pra casa, vou preparar alguma coisa e entregar pra ela.
- Você capricha demais.
- Claro, ela merece. - Rober riu.
Não ouvi o resto, continuei andando pelo backstage e fiz algumas fotos dos bastidores. Faltando cinco minutos pra começar o show, retornei ao camarim do Luan.
- Cinco minutos, tá pronto?
- Tô. - selei nossos lábios - Cê tava aonde, amor?
- Por aí, andando.
- Tá... - estreitou os olhos, ri e beijei sua bochecha.
- Bom show, amor.
- Obrigado, cê não vai ficar no palco?
- Vou ficar na grade, depois eu subo. - apontei a câmera.
- Ah é mesmo. - pegou minha mão.
- Faz pose bem bonita pra mim, tá? - assentiu rindo.
Encontramos resto do pessoal no corredor e fizemos a oração. O show começou e eu via tudo de baixo, acho muito engraçada a reação das meninas quando ele rebola, a gritaria aumenta enlouquecidamente. E ele adora.
Antes de acabar, subi e fiquei lhe esperando na lateral lado do palco. As cortinas fecharam e ele veio sorridente, sequei seu rosto com uma toalhinha e nos beijamos.
- Baladinha agora, quem vai? - Luan perguntou depois de tomar água.
- Opa.
Ficamos num camarote, rindo, bebendo, dançando e conversando. Tinha uns conhecidos do Luan lá, juntou nossa "turma" e a deles, virou uma farra só. A bebida dele tinha acabado e a minha também, falei que ia buscar e ele disse que não, não ia deixar.
- O bar é ali, Luan.
- Não quero você andando sozinha aí não.
- Daqui você vai me ver, que coisa chata! - cruzei os braços.
- Amor...
- Parece até que não confia em mim.
- Ô Jesus, que drama! - riu - Desfaz esse bico.
- Não.
- Tá, tá bom. Vai lá, mas cuidado tá? - assenti e ele me beijou - Tô de olho.
Fui indo, passando pelo meio das pessoas. Sentado num banco do balcão, tinha alguém que me era familiar. Me aproximei pra ter certeza.
- Paulo? Paulo Castagnoli?
- Oi? - virou, e sorriu depois de me olhar dos pés a cabeça - Tudo bem?
- Malu. - ri - Tudo bem sim.
- Nome bonito.
- Obrigada. Minha irmã ia ficar louca se estivesse aqui. - ele riu.
- Empresta seu celular que eu mando um beijo pra ela.
- Claro, claro. Cê vai ficar por aqui né? - assentiu - Eu já volto.
Fui atrás do Luan que tava com a minha bolsa, ele me olhava de braços cruzados e com uma sobrancelha arqueada. Roberval ria.
- Cê tava falando com quem, maria luíza?
- Com o Paulo.
- Que Paulo?
- Vem comigo. - saí lhe puxando pela mão.
- Não sabia que cê tinha amiguinho aqui.
- Para de deboche, é o Paulo da Fly.
- Ah, aquele tatuado?
- Esse mesmo, ó ele ali.
- Não é que ela voltou mesmo. - ele riu, Luan apertou minha cintura.
- Voltei. - ri - Luan, Paulo. Paulo, Luan.
- Opa e aí, beleza?
- Tudo certo. - apertaram as mãos.
- Cadê o Caíque e o Nathan?
- Voltaram pra São Paulo, eu fiquei por que amanhã vou pra Campo Largo com minha família. Tenho que aproveitar a folguinha pra matar a saudade né? - ri assentindo - E você, Luan? Teve show aqui hoje?
- Foi sim, acabamos e viemos pra cá.
- Curto bastante essa balada, e o seu trabalho.
- Obrigado, eu também curto essa balada. E minha a cunhada te curte bastante. - Paulo riu.
- Ah, olha aqui. - lhe entreguei meu celular pronto pra filmar - O nome dela é Jaqueline, mas chama de baranguinha.
- Baranguinha? - riu - Tudo bem.
- Pede nossa bebida, amor.
- Tá bom.
Chamei o barman, pedi vodka pro cabeçudo e uma ice para mim. Voltei pra perto deles que riam de algo e tinham mais um casal junto, sorri ao reconhecê-los.
- João e Giovana, vocês são ainda mais fofos pessoalmente. - ela riu.
- Obrigada, vocês também são um casal lindo.
- Tá vendo só? - Luan disse fazendo todos rirem.
Depois de um tempo, Well e Rober vieram nos procurar, aproveitei e pedi pro Testa tirar uma foto da gente, o Paulo deu o celular dele e postou logo em seguida. Eles foram embora pois estava muito tarde, nós também já iríamos.
No elevador, entrei no Instagram e postei minha selfie com o cabeçudo e o Paulo, os dois beijavam minha bochecha. Um de cada lado, obviamente.
" Beijinho no ombro pra Jaqueline passar longe! #chora #seguraoforninhoagora "
O Luan ria e dizia não saber quem era mais criança, eu ou ela.
Logo que entramos no quarto, tirei meus sapatos de salto e relaxei o corpo na cama, ele riu e deitou do meu lado.
- Porra... Tô cansadona.
- Também tô, partiu dormir até cinco da tarde?
- Partiu. - ri e bocejei - Mas antes banho, né lindo?
- É, linda. - selei nossos lábios e levantamos.
Seja bem vinda, leitora nova :))
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"Me dê a mão e o coração, que eu te entrego o meu corpo inteiro."
— Chance pro amor.
Não e só Jaqueline que chora :///
ResponderExcluirContinua
" Beijinho no ombro pra Jaqueline passar longe!" tadinha da Jaque, achei que o Luan ia pirar de ciumes hahaha
ResponderExcluirCONTINUAAAAA PERUAAA
queria ver a reação da Jaque quando recebesse o video.
ResponderExcluirAchei que a surpresa era uma aliança de compromisso. Enganada novamente kkkkkkk
Quero mais Vivi, bjos