quinta-feira, 11 de junho de 2015

Capítulo 59.


Hoje o dia já começou estressante, primeiro eu quase deixei minha mala no hotel e depois tivemos um problema com os instrumentos, quase que não chegavam a tempo aqui em Sorocaba.
Das profundezas do esgoto, saiu uma atriz amiguinha do Luan que eu já não gostava por motivos de não ser obrigada, e mais ainda quando vi como ela era íntima do meu homem.
- Já vai embora agora, Lu? Vamo pro camarote ver os outros shows. - lhe convidou, estávamos voltando pro camarim depois do show dele. Que ela viu do palco, por pedido do próprio.
- Vamo sim, Gi. - revirei os olhos e passei na frente dos dois, andando rápido - Ô amor... Cê quer ficar?
- Com certeza. Já viu quem é a última atração? - ri irônica e ele negou - Munhoz e Mariano.
- Gi, eu vou trocar de roupa e a gente já te encontra lá, beleza?
- Uhum. - sorriu e pegou o rumo do camarote.
Continuei andando na frente dele. Entramos no camarim, ele tomou água e eu taquei uma camisa na cara dele.
- Se veste logo aí, a Gi tá te esperando.
- Amor, por favor né? Não fica desse jeito. - veio me abraçar mas eu desviei de seus braços. Ele sabe que eu não gosto dela e mesmo assim fez questão de me provocar.
- Não fica desse jeito? Que jeito? Eu tô ótima, maravilhosa! - gargalhei - Inclusive já encontrei com o Mariano, ele viu um pedaço do show. Tu percebeu? Ou só conseguia enxergar sua amiguinha?
- Para com isso, meu amor. - disse rindo - Eu tava brincando com você.
- Não tô pra brincadeira hoje! Me poupe, Luan Rafael. - saí do camarim pisando forte e esbarrei no Rober.
- Opa, furacão!
- Desculpa.
Saí andando pelo backstage e quando passei pela porta do camarim M&M, que estava aberta, o Munhoz me chamou.
- Oi Malu.
- Oi. - nos cumprimentamos com beijinhos no rosto. Falei com o pessoal da equipe deles e em seguida, o Mariano entrou junto com Luan, que se pôs rapidamente ao meu lado.
- Sabia que você ia estar aqui, tá querendo devolver na "mesma moeda"? - falou no meu ouvido. Apertei com a unha sua mão, que estava na minha cintura.
- E aí, Maluzinha? Tá boa?
- Tô sim. - sorri pra ele.
- Topa tomar banho comigo hoje? - seu tom era de brincadeira.
- Topo.
- Olha que coisa boa! - riu - Com todo respeito, viu Luan? É de boa pra você, cara?
- É. Ela não quer ir!? Então. - deu de ombros. O clima pesou. Foda-se.
- Ih... - fez careta - A gente escolhe outra menina, se 
- Não! Eu vou. - falei decidida.
- Ok.
Na minha hora, entrei no palco. Ele não ficou passando a mão em mim, diante da situação que estávamos, foi até respeitoso. Luan virou a cara pra mim e eu fiz o mesmo, não queria brigar embora ele merecesse muito.
Voltamos pro hotel e eu fui logo tomar um banho quente, tava morrendo de frio. Ele esperou que eu saísse e depois foi, fiquei na cama mexendo no celular. Vestiu sua roupa e apagou o abajur.
- Boa noite, peq
- Boa noite. - virei de costas para ele.
O ouvi suspirar e seu braço me puxou para mais perto. Fazendo carinho na minha cintura. Não falei nada, e nem tirei sua mão de mim.

Acordei espirrando muito, com dor de cabeça e o nariz entupido, tomei um remédio mas não adiantou nada e ao passar do dia eu só piorava. E ainda tinha o Luan falando merda no meu ouvido, o que só me deixava mais irritada.
- Eu não te avisei, maria luíza? Eu acho é bom pra você!
- Cala a boca!
- Cala a boca nada, você sabe que tá errada. Isso é pra aprender a me ouvir, deixar de ser teimosa.
- Luan, vai tomar no seu cu e me deixa em paz! - gritei. Ele me encarou por alguns segundos, depois saiu batendo a porta.
Tínhamos acabado de chegar em BH, amanhã de tarde tinha uma promoção de rádio, ele ia almoçar com os ouvintes sorteados.
Liguei pra recepção e pedi o jantar, quando ele voltou eu já tinha terminado mas havia comida pra ele.
- Fui dar um volta pelo hotel.
- Tá. - falei sem tirar os olhos da televisão.
O colchão afundou do meu lado mas eu não lhe olhei, ele suspirou e pegou um livro na mala. Ficamos assim a noite toda, só trocamos palavras necessárias. Dormimos do mesmo jeito que na noite anterior.

De manhã, acordei um pouco tarde e preparei sua roupa. Desci e tomei café com o pessoal.
- Cê tá com uma carinha tão abatida... De doente.
- Deve ser por que eu  doente, não é Roberval? - riram.
- Vai pra casa, pro médico.
- Não posso largar vocês assim, Mama.
- Pode sim, cê tem que se cuidar pra poder cuidar da gente.
- O Diego tem razão. - suspirei e mordi meu pão.
No almoço da rádio, me senti muito fraca. Well me amparou e me deu água, agradeci a preocupação.
- Malu, a senhorita não tem escolha! Volta pra São Paulo agora, eu já falei com sua mãe.
- Lele!
- Tô mandando pro seu e-mail as coisas da passagem. Quando você melhorar, volta a viajar mas enquanto isso, vai ficar em casa!
- Tá bom, tia. Vou arrumar minhas coisas.
- Depois que tiver saído do médico, me avise. Está bem?
- Aviso sim. Tchau, um beijo.
- Beijos. - desliguei.
Comecei a arrumar minhas coisas, tomei banho e quando estava terminando de me arrumar, ele chegou da academia. Estranhou eu estar de malas feitas.
- Cê vai pra onde? - engoliu seco.
- Arleyde me mandou pra casa. Pro hospital. - calcei meus saltos e levantei - Tchau.
- Tchau... Fica bem. - se aproximou receoso e colocou uma mexa do meu cabelo pra trás da orelha. Puxei o ar fechando os olhos, depois o soltei devagar.
- Obrigada. O Rober vai te ajudar, como era antes. - dei de ombros - Sua roupa do show de hoje, tá separada aí no armário.
Ele assentiu com a cabeça e eu saí, a recepcionista do hotel chamou um táxi para mim e logo eu estava indo pro aeroporto.


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"O ciúme e a vingança não gostam de confiar a olhos e mãos alheias a execução de seus desejos."
— A escrava Isaura.

3 comentários:

  1. Sorocaba, to me sentindo hsnsbsns
    meu core está despedaçado, mas logo eles voltam...é o que eu espero! Kkkkk
    Quero mais Vivi, bjos

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  2. UFA consegui acompanhar os capítulos ,já pode voltar a posta D. Vivi . *LaisAraujo

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