segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Capítulo 78.


A semana passou voando e enfim chegou o dia da festa da Bruna, não sei se estou preparada pra ver o Luan lá, mas fazer o quê?
Eu, mamãe e Jaque viemos ao salão de beleza se emperequetar.
- E aí, vai cortar o cabelo? - ela perguntou balançando na cadeira giratória.
- Não sei. Corto, mãe?
- O cabelo é seu. - deu de ombros - E de qualquer forma, cabelo cresce.
- É. Então corta, Judithe.
- Posso passar a tesoura mesmo?
- Não! Calma. - elas riram - Corta só um palmo, já tá bom.
- Um palmo aberto?
- Fe-cha-do, pelo amor de Deus.
- Ok.
Depois de horas e horas, finalmente ficamos prontas. Meu cabelo não ficou curto, só um pouco menor do que estava.

Chegamos atrasadas por causa da Jaqueline e da Stéfany. A festa tava linda e a Bruna, nem se fala.
Fomos pra nossa mesa e ela continuou recebendo os outros convidados. Fui falar com o pessoal que eu conhecia e encontrei a Kaka, nos abraçamos apertado e ela me levou até onde os outros estavam.
- Tá linda hein. - Rober disse e fez "fiufiu" - Que saudade eu tava de você.
- Eu também. - fiz bico - Mas ir lá em casa que é bom, nada né?
- A gente tá muito atarefado.
- Sei. Tô na casa da minha mãe, passa lá amanhã pra almoçar com a gente.
- Opa, tô dentro.
Congelei ao ouvir aquela voz de atrás de mim, e a mãe do filho dele também estava presente. Tô vendo que essa festa vai ser longa.
- Oi Malu, adorei seu corte de cabelo. - ela disse. Respirei fundo e pensei "mostre que é superior."
- Obrigada. Mudar de vez em quando é bom né?
- É sim.
- Como tá a gravidez?
- Bem, graças a Deus.
- Que bom.
- Malu, vamo lá falar com a sua mãe? Quero escolher a sobremesa. - o Testa saiu me puxando de perto deles - Cê tá legal?
- Tô! Sério, não vou fazer nada e nem sair chorando. - ri - Sou mais que isso, Roberval.
- Fico feliz que você não esteja atolada na bad.
- Uhum, o pior já passou.
- Sabe que tem vezes que ele te chama enquanto dorme? Nos primeiros dias, ele tava malzão mesmo.
- Pelo visto, agora não tá mais né? - ironizei - E não me conta, eu não quero saber.
- Foi mal.
- Pera, só me diz uma coisa. - riu assentindo - Eles tão... Juntos?
- Não que eu saiba.
- Beleza. - dei de ombros.
O Rober ficou na mesa com a minha família, dona Marizete e seu Amarildo passaram para nos cumprimentar e ficaram conversando.
Na área de fora do salão, tinha uma piscina de bolinhas enorme e uma cama elástica, como a Bruna disse. Tinhas umas crianças lá e um pessoal olhando, talvez com vergonha de ir pular.
- Fany, vem pular comigo! - Jaqueline gritou, nós duas rimos e ela me entregou os sapatos de salto.
- Jura que você vai?
- Claro! A Bruna não falou que podia? Então.
- Vai lá, vou mandar seu homem segurar suas coisas. - saí andando atrás do Nicolas.
- Cadê a Fany?
- Lá fora. Toma ó, segura. - ele me olhou confuso.- O que ela tá fazendo descalça lá fora?
- Veja com seus próprios olhos. - ri e sentei do lado da minha mãe.
Ele saiu e eu fiquei na mesa, comendo e bebendo, mais bebendo do que comendo. Nada de álcool.
O parabéns rolou antes das dez da noite, mas a festa iria até onde aguentassem. Todo mundo tava se esbaldando nos brinquedos, essa ideia foi ótima e eu já estou pensando em roubar pra minha festa.
- Filha, vai embora agora? - meu pai chamou.
- Vou depois com Fanycolas.
- A Malu também vai ficar. Deixa por favor, pai?
- Você vai pra casa, Jaqueline. - mamãe falou e ela cruzou os braços - Já passou da hora de dormir. Vai lá se despedir da Bruna.
- Que horas são?
- Quase duas.
- Já? Nossa. - arrumei meu coque - Vou pular mais, tchau família. Boa noite.
- Tchau. - disseram e riram.
A maioria do pessoal já tinha ido embora, inclusive a Ana Laura. O sr. cabeçudo tava bebendo muito e se eu ainda me importasse com ele, iria arrancar o copo de suas mãos e levá-lo pra casa.
- Rober, cê não acha que ele já bebeu demais não?
- Ele tá assim desde... Aquilo.
- Fala pra ele parar e ir comer alguma coisa doce. - é, parece que alguém aqui ainda se importa.
- Fala você, ele vai te escutar.
- Não vou!
- Ô orgulhinho chato viu. - riu - Vou falar que você que pediu.
O Luan parou de beber, o Rober pegou bolo pra ele e eles ficaram numa mesa afastada. Ia me virar pra voltar pra piscina de bolinhas, quando dei de cara com a Bruna.
- Como se beber desse amnésia. - ri e ela também - Conversa com ele vai?
- Desculpa, mas eu não vou não.
- Tudo bem! Vamo lá brincar? - concordei com a cabeça.
Como tinha bebido muito e estava pulando, fiquei com vontade de fazer xixi. Corri discretamente pro banheiro e senti um alívio maravilhoso quando acabei.
- Luan? - dei de cara com ele quando saí da cabine - O que você tá fazendo aqui?
- Pra falar a verdade? Não sei.
- Ok. Tchau. - falei lavando as mãos.
- Para com isso.
- Eu? - ri e retoquei meu batom - Foi você que veio atrás de mim.
- Foi, foi. Mas é que eu
- Por favor... Luan, me larga.
- Tá tão difícil sem você comigo.
- Então não complica mais as c - me calou com seus lábios.
Se eu dissesse que tentei resistir, estaria mentindo. Cedi rápido passagem pra sua língua e me entreguei àquele beijo sem pensar em nada. Minhas mãos agarraram seus cabelos e eu os puxei, ele gemeu entre o beijo e apertou minha bunda.
Nossas bocas ficaram grudadas por muito tempo, às vezes nos separávamos minimamente pra recuperar o fôlego mas logo voltávamos aos beijos.
- Eu não sei vou conseguir continuar, pequenininha.
- Vai, vai sim. - o empurrei.
- Não vai embora. - segurou meu braço - Fica comigo essa noite?
- O quê?
- Eu sei que você tem razão, eu sou mesmo egoísta e
- Bom pra você que reconheceu, pra mim já é tarde demais.
- Deixa eu te ter mais uma vez, por favor?
- Mano, além de bêbado, cê tá doido? - dei risada - Eu só te beijei por... Tchau, Luan.
- Volta pra mim, volta? Eu te amo tanto. - sussurrou de cabeça baixa e eu tive medo de fraquejar outra vez.
- É problema seu! Depois de tudo, você acha que é só fazer assim - estalei os dedos, debochando - Que eu volto? Tá enganado viu!
- Onde cê tava, menina? - Fany perguntou me assustando.
- No banheiro.
- Aconteceu alguma coisa?
- Nada. - peguei o copo que estava em sua mão e virei de uma vez só, acho que era vodka com alguma coisa.
- Eita porra, se revoltou. - gargalhou - Vamo dançar, cunha!
- Vamo.
Ele passou o resto da festa me olhando e eu consegui controlar minha vontade sair dali. Eu poderia ir pra qualquer lugar, qualquer lugar que ele pudesse ficar comigo.




#soumaisqueissobebê #tiaviviadora BNSHKDGBFOSSAONSOA
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"Eu sei, você pode estar pensando em mim. Mas todas as canções que eu não cantei, as palavras que eu não te falei, não vão justificar o fim."
— Vida que segue. ♥

sábado, 29 de agosto de 2015

Capítulo 77.


Os meninos só fizeram pockets esse fim de semana, achei maneira a ideia de ter uma tour com pockets pras cidades menores.
Lá no restaurante onde foi o show, apareceu uma repórter de um programa de fofoca querendo falar comigo e, após um breve esculacho, ela acabou fazendo uma matéria sobre a Fly com os meninos.
Agora estamos na van, voltando de Jundiaí pra casa.
- Até parece que eu ia falar ou deixar que falassem dele né? Com certeza eles iriam detonar o Luan e me colocar como corna e/ou coitadinha.
- Verdade.
- Eu não mereço isso, as fãs dele não merecem isso. E nem ele.
- Cê ainda ama ele, não ama?
- Amo. - suspirei - Mas vou deixar de amar, Paulinho.
- Ai ai, ela também ainda tá comigo sabe? Em mim.
- Sei. - ri triste e ele também.
- Posso saber o que as moças tanto conversam aí atrás? - Caíque gritou do primeiro banco, nós dois estávamos nos últimos.
- Se fosse pra você saber a gente estaria falando alto!
- Eita, como ela é rápida. - Nathan disse e nós rimos.
- Amanhã vou dar uma volta no Ibira, gosto de ir lá pra pensar.
- Acho que dá pra contar nos dedos das mãos quantas vezes eu fui lá. - falei rindo.
- Sério? - assenti - Vamo comigo então.
- Que horas?
- De tarde. Acho que vou levar meu skate...
- Tá, mas eu não sei andar de skate.
- Imaginei pelo seu jeito. - ele riu, revirei os olhos - A gente pode caminhar ou alugar umas bicicletas.
- É, pode ser.
Eles me deixaram na frente de casa e assim que foram embora, outra van passou, essa eu conhecia bastante. Devolvi o aceno pro Wellington com um sorrisinho e entrei em casa.
Estranhei por não ter ninguém, só um bilhete da mamãe e comida pronta no microondas. Jantei, tomei banho e fiquei vendo televisão no meu quarto até pegar no sono.

Depois que tomei café da manhã com meus pais, fui pra academia. Dona Iara me avisou que o Portuga teve um problema e que hoje outro instrutor ia me ajudar, o Rubens. Ele era tipo mil vezes mais forte que o Portuga, bombadão mesmo.
- Vou orientar um pessoal aqui e já volto. Vai alongando aí, tudo bem?
- Ok.
Coloquei meus fones de ouvido e comecei. O tal Rubens ficava falando, puxando papo nada a ver, fingi não ouvir o que ele dizia muitas vezes.
- O Portuga trabalha bem, mas eu acho que posso te treinar melhor.
- Estou satisfeita com o Adelmo.
- Caso você mude de ideia, podemos trocar telefone e
- Não, obrigada. - bebi água.
- Olha lá hein, depois eu não vou querer mais...
- Oi? - arqueei as sobrancelhas - Por favor, né querido? Cala a boca.
Logo que saí de lá, fui "almoçar" num fast food, comprei um lanche caprichado pois tenho que aproveitar. Depois da festa da Bruna, vou numa nutricionista e terei que dar adeus para essas delícias. Ou não.
- Oi Maluzinha. - Stéfany disse ao atender o telefone.
- Cê tá podendo falar?
- Tô.
- Me empresta seus patins? Vou pro Ibira com o Paulo.
- Que legal, empresto sim. - riu - Tá lá em casa, em cima do guarda roupas.
- O Nicolas tá lá né?
- Aham, acho que ainda tá. Ele ia pra casa da sua mãe.
- Então vou ligar pra ele. Valeu, cunhada! Beijo.
- Nada, cunha. Tchau. - desliguei.

Consegui falar com o Nick antes dele sair e ele levou os patins pra mim, não falei pra Jaqueline com quem eu ia, se não ela ia enlouquecer. Saí um pouco mais cedo e parei pra comprar brownie.
- Já tá aí, Malu? Chegou faz tempo?
- Mais ou menos, senta aí. - sentou ao meu lado - Quer?
- Ah não, obrigado.
- Obrigado digo eu! Não queria te dar, ofereci por que sou educada. - rimos.
- E aí, vamo fazer o quê?
- Trouxe os patins da minha cunhada. Sinceramente, espero que seja igual andar de bicicleta.
- Então, sinceramente eu vou te contar que não é. Bicicleta tem duas rodas, patins tem seis e
- Eu sei! - rimos - Eu falei "andar de bicicleta" no sentido que a gente nunca esquece, entendeu?
- Entendi.
- Para de rir, cara. - reclamei e ele ergueu as mãos se rendendo.
Terminei de comer e calcei os patins, junto com todos os outros acessórios de proteção. Levantei e saímos.
Brincamos muito e eu sempre ia na frente, correndo. Conversamos um bocado e paramos pra tomar sorvete, depois que o Paulo ralou o joelho. Deu pena mas foi muito engraçado.
- Não sei quem é pior, você ou Caíque. - ele ainda resmungava - Não vai ajudar e fica rindo do cara.
- A risada dele é mais escandalosa que a minha, então ele é pior. - concluí e ele concordou - Cê vem amanhã de novo?
- Não sei.
- Tá. Vou trazer a Jaqueline, ela vai gostar de brincar aqui.
- Também acho... Vou ver se apareço.
- Ela vai surtar. - rimos - Vou chamar a Suelen e o Binho pra vir também.
- Perdi a companhia do Caíque pra Bruna e agora, ganhei você e mais três.
- Aí ó, tá na vantagem. - riu assentindo. Nos despedimos e eu vim pra casa.

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"Mesmo pensando em você cada segundo e sentindo a dor maior que tem no mundo. Vou sufocar em mim essa vontade de te amar, pra não me machucar."
— 29 de agosto.

sábado, 15 de agosto de 2015

Capítulo 76.


- Olhem só quem já tá aqui. Manda um alô aí, tia.
- Snap? - Caíque assentiu - Oi oi, beijo!
- O hangout no canal é daqui a pouquinho hein. - saiu falando.
- Vamo lá no Mc?
- No Mc, chupetinha? Tô cansado.
- Cansado de quê, Nathan?
- De ter que malhar depois que como besteira. - ri deles.
- Bora. - falei levantando - Eu vou com você, Paulinho.
- Beleza. Caíque, vai querer alguma coisa?
- Claro.
Combinamos um hangout pra hoje, pras fãs dos meninos me conhecerem melhor e tal.
Enquanto íamos ao drive thru, conversamos bastante. Paulo me mostrou fotos e fez um "perfil" de todo mundo, desde a família deles até pessoal da equipe.
- E a Marília? - perguntei.
- A gente não tá mais junto... Ela teve que ir embora e a gente terminou.
- Ah, que pena.
- Eu não queria sabe? Mas vai ser melhor assim.
- Então estamos no mesmo barco. - ri - Pensa pelo lado bom, pelo menos ela não tá grávida do ex.
- Pois é. - riu negando - Tá sendo uma barra né?
- É... - dei de ombros - Vamo mudar de assunto!?
- Vai querer coca ou pepsi?
- Coca. - ri.
Compramos nossos lanches e voltamos, Nathan já estava arrumando as coisas. Comemos e ficamos esperando a hora de entrar, tweetei o link e a tag pras perguntas "#tiamaluresponde" foi o Caíque que inventou, eu não tinha falado nada sobre o chat ainda, só eles.
- Depois que você avisou, encheu de fãs do Luan aqui.
- Verdade. - Paulo concordou, eles estavam olhando o retorno do Youtube - Elas te adoram né?
- É. - ri.
- Por que vocês terminaram?
- Caíque! - o repreenderam.
- Passados mal resolvidos. É uma longa história, pequeno gafanhoto.
- Ok, desculpa por perguntar.
- Que nada. - ri - Vamo começar?
- Vamo.
Entramos antes mesmo da hora prevista, cinco e meia. Choveu "é milagre" nos comentários da transmissão, me fazendo rir.
- Eu não gosto de atrasos viu? Vou colocar vocês na linha.
- Tinha que chegar alguém pra colocar ordem aqui né?
- Ih nem vem. Cê é o que mais atrasa, Nathan. - rimos.
- Então né. - ele levantou a voz - Vidas, como vocês já devem saber, essa aqui é a Malu.
- Tia Malu.
- Que tia o quê!? Eu mais nova que você, Paulo Augusto.
- E daí? É tia do mesmo jeito. - revirei os olhos.
- Ela é nossa assessora. Vai controlar o que a gente fala. - Caíque disse cobrindo a boca.
- Mandem perguntinhas, ela vai responder tudo
- Que for possível. - completei. Peguei meu celular e entrei na tag.
- Ó essa aqui, legal. - Nathan disse rindo - Você toma banho de frente ou de costas pro chuveiro?
- Como? - rimos - De lado, tomo banho de lado.
- Quantos anos você tem?
- Vinte e três.
Eles iam lendo e eu respondendo, ficamos nessa uns quinze minutos. O Caíque comentou o quanto estavam perguntando sobre "rafalu" e me perguntou se era um ship.
- Você não precisa falar disso. - Paulo sussurrou.
- Tô de boa. - pisquei pra ele - É um ship sim.
- Ata.
- A arroba banhodeluacomls tá dizendo que tá com saudade e que quer beijo.
- Um beijo, amor! Todo mundo que tá assistindo pode se sentir beijado. Gente, eu posso...?
- Pode.
- Então, já que tocamos no assunto, quero dizer que fiquei sabendo de umas coisas e tipo, nada a ver. Fico muito feliz com o apoio e o carinho de vocês mas sério, nada pode mudar a relação de vocês com o Luan, nada. Tá bom?
- Isso aí, tia. Mais perguntas?
- Não.
- Não?
- É, por que agora vocês vão cantar.
- Já é, vou pegar o violão.
Depois de quase uma hora, finalizamos o hangout. Joguei meu nome no search do Twitter pra ver como tava repercutindo, as fãs do Luan estavam bem mais alvoroçadas mas o objetivo principal foi atingido: mostrei pra flyers e boyflyers o que eu sou e que eles podem confiar em mim.

Passei no shopping antes de ir pra casa da mamãe, comprei roupa e sapatos novos para festa da Bruna. A dona Marizete estava na cozinha com minha mãe quando cheguei, nossos pais continuam amigos e eu sinceramente não vejo problema.
- Boa noite, dona Marizete.
- Oi Malu, tudo bem?
- Tudo. - sorri - Oi mãezinha.
- Oi, meu amor. Que sacolas são essas? - riu.
- Fui comprar minha roupa pra festa da Bru. Ela tá muito ansiosa?
- Demais!
- Imagino. - ri.
- Vai tomar um banho e desce pra jantar com a gente, filha.
- Já vou.
- Maria luíza, por que tu não me avisou? - Jaque gritou quando passei pela porta do quarto dela.
- Avisei do quê?
- Que você ia pra casa do Paulo fazer hangout!
- Se tá pensando que vai ter privilégio sobre as outras, pode ir tirando o unicórnio da chuva.
- Se a senhora quer saber, eu queria muito viu.
- E é, bebê? Vai ficar querendo.
- Af!
Tomei banho, troquei de roupa e fui chamar a Jaque pra jantar. A caçula ficou de bico comigo, era só o que faltava.
- Entende meu lado, Jaqueline.
- Eu sei do seu mas sou fã, Malu! Vê se entende o meu também, poxa.
- Eu entendo, meu amor. - lhe abracei - Vou ver se pelo menos consigo te levar em todos os shows que tiver aqui tá?
- E a Suelen também?
- A Su também.
- Obrigada, irmã. Mas... E se tiver mais de um na mesma semana?
- Só vai pra um, mais de um só quando for férias. - assentiu e me deu um beijo no rosto - Agora vamo comer.
- Vamo.
O seu Amarildo também estava aqui pra jantar conosco. Jantar com meus ex sogros foi menos estranho do que eu pensei que seria, nós todos conversamos muito e em nenhum momento falaram nele ou em "nós dois", isso era bom. E ruim.





Meu user dfbisbvowsbnfobo ♥♥   tchau :))
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"Acho que a única razão de sermos tão apegados em memórias, é que elas não mudam, mesmo que as pessoas tenham mudado."
— Pretty Little Liars.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Capítulo 75.


Não sei o que foi mais engraçado: a cara da Jaqueline quando eu falei que ia trabalhar com a Fly ou a falsiane me desejando boa sorte quando saí do escritório, ai ai ai.
Só pude "oficializar" minha saída depois de uma semana, os shows do Luan já tinham voltado e como eu não tava lá, o pessoal começou a perguntar e blá blá blá.

"Moooorrssss! Vim aqui dar dois avisos."
"Notícias boas ou ruins? Depende do ponto de vista :xx hahah"
"Então... Primeira: não tenho mais nenhum vínculo com LS Music. A segunda é que eu assinei com a Fly, e agora é nois que voaa :))"
"Thanks everybody da Caldi e da LS pela oportunidade de aprender com vocês. Obrigada Japa e Johnny por confiarem no meu trabalho, prometo não decepcioná-los <33"

O Caíque respondeu meu tweet e ficamos lá falando bobagem por um tempão. Eu já tinha ido com eles numa rádio pra sacar o clima, e não era nada que eu já não fosse acostumada.
Tive a leve impressão que os fãs deles não foram muito com a minha cara mas estou revertendo isso, a Jaque e umas meninas que já me conheciam por também serem fãs do Luan, estavam me ajudando.

- Malu? - atendi meu celular enquanto abria a porta do meu apartamento, tinha ido comer na padaria por pura preguiça.
- Oi Bru.
- Seu presente chegou aqui em casa agorinha.
- E aí, gostou?
- Fiquei frustrada, confesso, achei que fosse só o brinco naquela caixa enorme. - gargalhei - Eu amei, obrigada. E ele ainda combina com o sapato!
- Depois que eu saí da loja, vi o brinco e pensei a mesma coisa. - ri - Serviu direitinho?
- Aham. Cê vai na festa né?
- Teria motivos para não ir?
- Não sei né... - riu.
- Você não tem nada a ver com o que aconteceu comigo e seu irmão, claro que eu vou na sua festa.
- Ah, que bom! Fala pra Jaque que vai ter cama elástica, piscina de bolinhas e talvez touro mecânico.
- Sério?
- É uai. - ri alto - Eu ainda sou criança.
- Tá bom, dona criança. E vai ser liberado pra todo mundo isso aí?
- Sabia que ia querer! - ela riu - Vai ser liberado sim, dona adulta.
- Tá bom. Vou me arrumar pra ir pra academia, me matriculei ontem. - ri - Só que eu tô morrendo de preguiça.
- E já quer faltar no primeiro dia?
- Querer? Olha, eu quero sim.
- Mas querer não é poder, Maluzinha.
- Eu sei, eu sei. - rimos - Beijo Bru, tchau.
- Tchau Malu, bom treino.
Desliguei e larguei minha bolsa no sofá, fui tomar banho e vesti uma roupa pra ir treinar.

Cheguei na academia, fiz meu treininho e postei uma foto desmaiada no chão quando acabei, foi bem cansativo. O Heman não pegava tão pesado comigo, já o Portuga, misericórdia.
- É pra você pegar o ritmo.
- Eu já treinava antes, cara.
- Nem parece. - estendeu a mão pra me ajudar a levantar - Esse seu professor antigo devia ter muita pena de você.
- Ou medo de quebrar a namorada do patrão. - pensei alto.
- O que?
- Nada não. - ri.- Tá. Olha só, hoje você pegou o dobro de peso do que pegava antes e nem foi tão ruim, não é?
- Verdade. - ri e catei minhas coisas - Até amanhã.
- Tchau, até. - acenei e quando ia saindo, vi um cartaz que dizia que estavam abertas as inscrições para a nova turma de Twerk.
- Dona Iara, qual é o esquema dessas aulas de twerk? - perguntei pra avó do dono, que às vezes fica como recepcionista. Ela é uma figura.
- Como eu não sei muito bem, aqui explica tudo direitinho. - me entregou um folheto - Ficam balançando a bunda pra lá e pra cá, e essas aulas são muito concorridas.
- Você dança e se exercita ao mesmo tempo, é ótimo.
- E cê quer fazer isso, menina? Eu achei que ela era santa, meu Deus.
- Ninguém nesse mundo é santo, dona Iara. - pisquei e nós rimos. - Tem como reservar vaga?
- Posso dar um jeito. - ela piscou e riu - Tá querendo deixar o namorado louco né?
- Eu não tenho namorado. - ri sem graça.
- Ah, desculpa!
- Tudo bem.
- Vou colocar seu nome aqui na lista, é Malu...?
- Rodríguez.
- Malu Rodríguez? - assenti - Acho que já ouvi em algum lugar. Cê é atriz?
- Não.
- Modelo?
- Não.
- Cantora?
- Não. - respondi rindo.- Então deve ser só impressão. - deu de ombros - Amanhã cê me traz uma resposta?
- Trago sim.
Ainda conversei um pouco com ela, e depois fui pra casa da minha mãe. Ela tava servindo o almoço.
- Vai tomar banho, você tá suada.
- E tô com fome também. Deixa eu comer primeiro, mãezinha!?
- Tá bom, Malu, tá bom.
- Na academia tem aula de twerk, sabe? Tô na dúvida se faço.
- O que é isso?
- Mãe, tô com fome! - Jaqueline entrou na cozinha gritando - Af, o que cê tá fazendo aqui hein?
- A casa é da minha mãe, querida.
- Nhenhenhem. - mostrou a língua e eu devolvi.
- Como foi a aula, filha?
- Chata. Bem chata. - se debruçou sobre o balcão, ri.
- Olha só, as mulheres da minha vida reunidas. - meu pai beijou a mamãe, a bochecha da Jaque e veio me abraçar - Tá melhor?
- Mais ou menos. Mãe, Pai, posso pedir uma coisa?
- Pode.
- Deixa eu morar no meu quarto de novo?
- Não queria nem que você tivesse saído de lá. - ele apertou meu nariz.
- É só até eu me acostumar, lá em casa ainda tem muito dele... - suspirei.- Fica o tempo que você quiser.
- Obrigada tá?
- Não tem que agradecer, sempre que vocês precisarem, podem contar com a gente.
- Já que a maria louca vem pra cá, posso ir pro apê dela, pai?
- Não! - falamos juntos e rimos, a caçula revirou os olhos.
- Vou tomar banho pra almoçar e já desço.
Foi só o papai sair e a Jaque começou a falar, não queria perder o reinado dentro de casa.
- Você não precisa vir pra cá, só troca tudo no apartamento e pronto.
- Inclusive estou cagando dinheiro né, meu amor?
- Troca só a cama então!
- As duas?
- Vocês... Dormiram nas duas? - gargalhei - Acho que isso foi um sim né.
- Pois é.
- Joga fora as duas camas.
- O sofá e o carro também? Tava querendo trocar mesmo.
- Maria luíza! - disse espantada, não consegui segurar uma crise de riso - Vocês eram doidos, dois safados. Tchau.
- Precisava falar isso pra menina?
- Mãe, a Jaqueline não é nenhuma santa viu.
- Prefiro achar que ela ainda é. E você hein? No carro, filha? Meu Deus.
- Foi do momento, não deu pra segurar. - ri - Agora são apenas lembranças.
- Fica assim não, vai passar.
- Amor verdadeiro não passa, dona Samanta... Eu sou muito burra por ainda gostar dele?
- Não, filhinha.
- Eu tô com tanta saudade daquele idiota. - senti uma puta vontade de chorar - Eu vou morrer, mãe! Não sei mais viver sem o Luan.
- Sabe sim. Você é forte, bonita, independente e
- Otária. - riu negando.
- Para com isso. - fui lavar as mãos - Foca no seu trabalho e vai lá fazer essas aulas de não sei o quê.
- Twerk, é uma dança. - ri - A senhora fez lasanha? Wow.
- Parece até que adivinhei que cê vinha pra cá.

Após o almoço, tomei banho e passei a tarde inteira largada no sofá, junto com a Jaque e a Hermione.
Agora, antes do jantar, o papai veio comigo no meu apê pra buscarmos umas coisas pra mim.
- A princesinha vai voltar pra de baixo da asa do papai.
- Cala a boca, Nicolas. - o empurrei.
- A Jaque vai morrer de ciúmes, o senhor e a mamãe já estão preparados?
- Tem amor pras duas.
- E paciência, tem?
- A gente arruma. - eles riram.
- Faz alguma coisa e leva essa mala pro carro.
- Levo, irmãzinha.
- Pegou tudo, filha?
- Acho que sim.
- Então vamo.
- Espera, pai! Espera. - corri no meu quarto e peguei um travesseiro - Agora podemos ir.
- Voltou só pra buscar isso? - riu - Cê tem um monte lá.
- É, mas eu gosto mais desse.
- Ah, tá bom.
Papai trancou minha casa e me deu meu chaveiro, entramos no elevador e eu apertei o travesseiro em meus braços, tinha o cheirinho dele ali, era o que ele usava.





Quem está com pressa e vai se esforçar pra não fazer bostinha? Euzinha. Quem vai fazer capítulos menores? Euzinha também :))
Beijo e tchau.
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"Mas eu penso que se eu te amo, devo te deixar ir."
— HSM.

domingo, 2 de agosto de 2015

Capítulo 74.


Depois de muito chororô, resolvi acordar pra vida e seguir em frente. Como diz uma música que eu adoro "já que cê quer ir, é essa fita mesmo, demorou".
Na quarta-feira, quando a van chegou no meu prédio, eu já estava esperando, para surpresa de todos.
- Eu achava que você não vinha. - Marla falou sem graça.
- Eu também achava. - ri - Ainda tenho que trabalhar né? Não tenho a vida ganha.
- Pois é...
- Mas é só até domingo, segunda vou passar no escritório pra resolver as coisas.
- Poxa.
- Sem tristeza, o que passou já foi. - falei mais para mim - Meu apartamento estará sempre aberto pra vocês, quando quiserem me ver.
Não, o Luan não tava na van. Fui com a banda, ele só vai mais tarde.
Ninguém mais tocou no assunto sobre eu estar "indo embora", ninguém falou dele e eu agradeci mentalmente por eles serem assim, vi o quanto vou sentir falta desse pessoalzinho.

Chegando no hotel, rolou um problema com os quartos, tentei pegar outro mas o hotel tava cheio.
- Tá tendo uma feira na cidade, senhora. Com palestras, shows, exposições e mais um monte de coisas, os hotéis ficam todos cheios essa época.
- Ok, tudo bem, obrigada. Vou dar um jeito.
- E aí, conseguiu?
- Nada.
- Dorme você com ele e eu fico com o seu quarto. - sugeri.
- Não! Eu hein.
- Só hoje, Rober, por favor.
- Tô fora.
- Tu é foda. - cruzei os braços.
- Eu fico no sofá e você na cama, não precisa nem falar comigo... - Luan disse.
- Vai Malu, é só hoje.
- Só hoje. - me dei por vencida depois de um tempo, não ia ter jeito mesmo.
Nós dois subimos, entramos no quarto e ele foi tomar banho. Fiquei vendo televisão, tava passando a novela das seis.
- Vamos jantar num restaurante, cê vem?
- Não, obrigada. Vou comer por aqui mesmo.
Ele saiu e eu pedi comida, tomei banho e separei a roupa dele enquanto esperava. Assim que terminei a sobremesa, fui escovar os dentes e comecei a me arrumar.
- Malu... O Testa pediu pra te entregar.
- O que é? - perguntei procurando um batom.
- Uns doces que a gente achou que cê fosse gostar.
- Ata, brigada.
- De nada. - comi concentrada em não olhar pra ele, que me olhava.
Tive que escovar os dentes de novo e soltei o cabelo, voltei pra pegar o batom e o Luan me deu um, coincidência ou não, um dos meu preferidos.
Já no local do show, fiz tudo o que tinha pra fazer e ainda faltava um tempo pro show começar, mandei mensagem pro Rober avisando que estava no camarote e como não tinha trago minha câmera, ficaria por lá até a hora de ir embora.
Foi o que eu fiz, só sai de lá quando o Well me ligou dizendo que eles já iriam pro estacionamento. O Luan ainda parou rapidinho pra falar com as fãs e fomos pro hotel.
- Você não vai dormir no sofá, tem que descansar pra amanhã e a cama é mais confortável.
- Mas
- Por favor, cala a boca e só faz. - a porta do elevador se abriu e eu saí logo.
Tomei banho, vesti um pijama quentinho, depois peguei um travesseiro e o edredom, apaguei a luz e deitei, não sei ao certo quanto tempo demorei pra dormir mas acho que foi rápido.

Quando acordei estava junto com ele na cama, muito junto. Me afastei bruscamente, o fazendo acordar assustado.
- Eu saí do banheiro e você tava toda torta no sofá, aí eu te trouxe pra cá mas não fiz nada, cê que veio me abraçando e eu não te tirei pra não te acordar. - se explicou atropelando as palavras. Realmente, era eu quem estava em cima dele.
- Foi só pra não me acordar?
- Cê sabe que não... Eu tô com saudade.
- Eu também. Mas foi você que quis assim, Luan. - ele desviou os olhos dos meus, suspirando.
- Tem alguma coisa que eu posso fazer pra não perder sua amizade?
- Por agora, nada. - levantei indo em direção ao telefone - Vai comer aqui ou prefere descer?
- Tava pensando em comer aqui mesmo.
- Beleza, então pede aí.
Troquei de roupa e desci pra comer, as meninas me chamaram pra sair pela cidade mas eu neguei, estava me sentindo cansada. Psicologicamente cansada.
Voltei pro quarto e encontrei o Luan lendo, a Fany me chamou no WhatsApp e eu fiquei conversando com ela.

"Tô conseguindo me controlar, sou mais forte do que achei que fosse."
"E ele?"
"Tá triste também, eu acho. A gente teve que ficar no mesmo quarto."
"Eita porrAAA. Dormiram juntos?"
"Inicialmente não maaas, acordamos grudados."
"Ai, vocês dois </3E aquele negócio, resolveu?"
"Meio caminho andado, segunda vou falar com o pessoal de lá."
"Boa sorte, cunhada. Tenho que ir agora, chegou paciente aqui."
"Obrigada, Fany. Ok. Beijos."

- Cê nem viu o show ontem né?
- É. - dei de ombros.
- Isso não tá dando certo.
- Isso o quê?
- Pode ir pra casa se quiser, sério.
- Minha presença tá te incomodando?
- Não, não. É que
- Eu sei bem o que é, não precisa explicar.

Nas outras cidades, consegui quartos pra mim e não precisei ficar com ele.
Como falei pra Stéfany, sou mais forte do que pensei e não chorei nenhuma vez, por dentro eu estava acabada mas por fora, ninguém dizia que eu tinha tomado um chifre e um pé na bunda.
O final de semana passou num piscar de olhos e hoje, segunda, estou indo na Central acertar as contas, depois de almoçar com meu pai no shopping.
- Olha quem apareceu!
- Oi gente. - sorri pra eles - A Arleyde...?
- Sala de reuniões, te esperando. - Jéssica apontou.
- Obrigada. - assim que entrei, meus olhos encontraram os dele - Boa tarde, desculpem o atraso, eu estava com meu pai.
- Boa tarde, Malu.
- Tudo bem, também atrasamos aqui. Senta. - tia Arleyde sorriu.
- E aí, tem certeza que vai fazer isso? - Fábio perguntou e eu assenti.
- Não dá mais né. - ri - Aprendi o motivo de ser tão importante separar vida profissional, da vida pessoal. Bom ou ruim, no fim tudo é aprendizado.
O Luan se remexeu na cadeira e o clima ficou tenso. Para quê caralhos ele está aqui mesmo?
- Então, tá tudo pronto. - ela me estendeu um papel - Só ler e assinar.
- E sobre as multas, preferem depósito ou cheque? - perguntei depois de ter lido a rescisão de contrato.
- Você não vai precisar pagar, fica como um bônus pelo seu trabalho maravilhoso.
- Isso é coisa sua, não é? - o olhei - Fique sabendo que eu posso e quero pagar.
- Não, Malu. O Luan não tem nada a ver com isso, fomos nós que decidimos.
- E você tem que aceitar, se não, não vai sair daqui. - Fábio puxou o papel das minhas mãos.
- Ou! Devolve, cara. - ri e ele me entregou. Respirei fundo e assinei.
- Você precisa de ajuda pra arrumar um emprego novo?
- Não tia, obrigada. Saindo daqui, já vou discutir sobre meu novo contrato. - sorri.
- Já? Parabéns então.
- Foi muito bom trabalhar com vocês. - falei me levantando.
- Com a qualidade do seu trabalho e esse carisma, cê vai longe. Se precisar de qualquer coisa, pode ligar pra mim ouviu?
Eles me deram abraços apertados, retribuí todos e quando chegou a vez do Luan, apenas estendi a mão para cumprimentá-lo.
- Obrigada pela oportunidade de trabalhar na sua empresa, senhor Luan Santana. - falei com uma, talvez duas ou três pitadas de ironia.
- É Rafael, pequenininha. - sussurrou e me puxou para seus braços - Obrigado e desculpa, por tudo.
- Me solta.
- Cê vai me perdoar? - acariciou a base da minha coluna.
- Um dia... - minha voz saiu mais baixa do que deveria, me afastei dele - O coração é burro, Luan e mais burro é quem ama.
Olhei em volta e estavámos sozinhos na sala, peguei minha bolsa e saí de lá, ainda falei com o resto do pessoal e todos me desejaram boa sorte.
Vou esquecer o Luan e seguir com a minha vida, repetia pra mim mesma enquanto dirigia até o restaurante onde encontraria o Johnny e o Henrique.
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"Muitas vezes durmo com vontade de me afastar mas acordo doido pra te encontrar."
— Guerra fria.

sábado, 1 de agosto de 2015

Capítulo 73.


- Então... - segurou minhas mãos - Lembra que você pediu pra pensar na gente? Pensar em você.
- Uhum.
- É o que eu tenho feito. - puxou o ar e o soltou devagar - Pensando em você, cheguei a conclusão que eu não posso mais ficar te enganando. Cê não merece e não tem que passar por isso.
- Pera aí. - ri - Você tá term
- Tô.
- O que? Não, Luan! Eu vou ficar com você sim, a gente vai passar por isso juntos.
- Não vamos não, você não pode querer pagar por um erro que eu cometi sozinho.
- Foi uma traição né? Eu sei que foi, mas eu te perdoo e até já esqueci ó, nós dois vamos
- A Ana Laura tá grávida, Malu. - nessa hora meu mundo desabou.
- Quando, Luan?
- Naquela vez que eu fui pra Campão, depois do show rolou uma balada com uns amigos e ela tava lá também, me contou que tinha brigado com o namorado e depois mostrou as fotos que saíram de você com o Vitor no hospital. - ri incrédula - Mas eu não fiquei com raiva, confio em você. Falei com a Jaque pra saber se você tava melhor e depois o Rober chegou com um copo pra mim, não bebi tanto pra ficar inconsciente, disso tenho certeza... Só que eu não lembro de mais nada. Nada!
- Meu Deus, meu Deus. - passei as mãos pelo rosto.
- Quando eu acordei... Ela tava comigo.
- Era só eu que não sabia disso?
- Só quem sabia era o Well, eu implorei pra ele não contar... Desculpa, pequenininha. - levantou.
- Aonde você vai?
- Embora.
- Não! - gritei - Por favor, não vai.
- Eu não posso ficar.
- Claro que pode, fica comigo, Luan. - agarrei seu braço, já afogada nas lágrimas - Não faz isso, eu te quero assim. Assume seu filho, eu não me importo mas pelo amor de Deus, não me deixa!
- Tô fazendo isso porque quero seu bem.
- Não, não é. É porque você quer! - bati em seu peito - Eu comi aquelas coisas, traí o Vitor que sempre foi um príncipe comigo, aceitei ser sua amante e
- Você não era minha amante.
- Era sim, era sim.
- Nunca foi a amante, sempre foi a que eu amei. - disse me olhando bem nos olhos - Mas agora você vai ficar livre de mim.
- Eu não quero ficar livre. - lhe bati outra vez - Quero ficar com você, seu maldito egoísta! Fui contra meus princípios só pra ficar contigo, será que você não vê que eu
- Tu acha que também não tá doendo em mim? - me sacudiu pelos cotovelos - Eu não quero isso pra você, não quero te fazer sofrer pelo resto da vida. Não dá mais pra gente... Acabou.
- Não, não, não, não. - ele conseguiu me segurar antes que eu caísse e me colocou no sofá.
- Se cuida, pequenininha. - beijou minha testa - Eu amo você.
Tentei levantar mas estava fraca demais, impotente demais. Ali, chorando, eu vi o amor da minha vida ir embora.
- Eu também amo você. - sussurrei.
Passei a madrugada inteira chorando, me perguntando qual era o problema dele. Eu estava disposta a continuar com ele, sabia que seria conhecida no Brasil inteiro como corna e/ou otária, quiçá interesseira mas eu estava disposta. Eu estava.
Depois da tristeza, veio o choro de raiva. Raiva por amá-lo, por não ter tido coragem de dizer antes o quanto eu o amo, raiva por ele ser tão idiota, raiva da desgraçada da Ana Laura e de mim, por ser tão retardada a ponto de cogitar ficar com ele depois disso tudo, de me humilhar implorando para que ele não me deixasse. Quem devia fazer aquilo era ele!

Levantei às seis da manhã, não tinha dormido nada e minhas olheiras estavam horrorosas, eu já não aguentava mais chorar. Entrei na cozinha passada de fome e depois que comi uma tijela cheia de cereal com leite, continuei comendo. Comendo e comendo.


* LUAN NARRANDO *


Passei a noite em claro, vi fotos, li conversas e mensagens nossas. Estava tudo acabado e o culpado sou eu, sei que ela vai sofrer agora mas vai passar logo, se a gente continuasse juntos ia ser muito pior pra ela.
Levantei e fui lavar o rosto, acabei tomando um banho.
- Você tá bem? - minha mãe perguntou receosa quando entrei na cozinha.
- Tenho que ficar. - suspirei.
Tomei café da manhã, peguei o carro e fui pra academia. Quando estava voltando, ouvi a Jaque me chamar, pensei em ignorá-la e me xinguei mentalmente por isso.
- Oi. - acenei pros seus amigos que ficaram mais para trás - Tudo bem?
- Pra falar a verdade, não sei. A Malu tá com você?
- Não.
- Ela disse que ia vir aqui ontem e não veio, tem um pavê na geladeira e ninguém pode comer porque é pra ela. - revirou os olhos, ri fraco - Cê não sabe dela?
- Não.
- Ok né... Obrigada, tchau.
- Tchau. - fui abraçá-la e ela se afastou.
- Você tá suado, garoto.
- Poxa! Tá certo. - ri e ela se afastou rindo também.
Destravei meu carro e entrei, liguei o rádio e dirigi sem pressa. Com certeza a Jaqueline notou que tem algo errado, é uma menina esperta e, embora não sejam irmãs de sangue, parece muito com a maria luíza, principalmente no temperamento.
A tarde passou numa lentidão absurda, o que me deixou irritado. O Soroca me ligou antes do jantar, me convidando para mais um de seus churrascos, inventei que tinha que jantar com minha mãe e falei que talvez aparecesse por lá.
E eu fui, acabei bebendo demais e a Bruna teve que ir me buscar.
- Isso é feio, Luan!
- Eu tô sofrendo, me deixa em paz. - resmunguei quando ela abriu a porta do quarto.
- Não é enchendo a cara que você vai esquecer da Maluzinha, se é que um dia cê vá conseguir.
- Assim tu não me ajuda.
- Que tanto papel é esse aqui? Vai fazer um ninho?
- Não é nada. E você não pode ver.
- Tá, eu hein! Vai, deita. - jogou o lençol sobre mim, me cobri e ela apagou a luz do abajur - Boa noite, irmão.
- Pi?
- Oi?
- Você é mulher, então deve saber, fala com sinceridade. - assentiu confusa - Ela me odeia né?
- Talvez um pouco... Ai, na real mesmo? Eu acho que ela até te mataria, só não fez isso porque te ama. Agora dorme. - beijou meu rosto - Tchau.
- Tchau.

No meio do almoço o telefone de casa tocou, a mamusca foi atender e voltou dizendo que era pra mim.
- Sei que normalmente você não se envolve nisso mas acho que é do seu interesse... - era a Lele - A Malu pediu demissão.
- Eu já sabia que isso ia acontecer. - suspirei - Dá a demissão dela e mais tudo que ela tem direito, se precisar daquelas cartas, escrevam as melhores recomendações. 
- Tudo bem. Só que tem dois problemas: a multa da quebra de contrato e a de não cumprimento do aviso prévio, ela falou que paga.
- Não, ela não vai pagar nada.
- Como você quiser. Consegui segurar ela até acabar os shows dessa semana, fala pro Amarildo que ele precisa assinar uns papéis.
- Eu posso fazer isso?
- Você? Pode...
- Quando ela vai no escritório?
- Combinamos na segunda feira, depois do almoço.
- Estarei aí.
- Tem certeza, Luan?
- Absoluta.
- Ok. Boa tarde e desculpa atrapalhar sua refeição. - ri - Tchau, um beijo.
- Não precisa se desculpar, obrigado por me avisar. Boa tarde pra você também, tchau.
- O que foi, filho? Sua mãe falou que era a Arleyde.
- A Malu se demitiu.
- Ah.
O resto do almoço foi em silêncio, ninguém disse mais nada. Depois a Bruna foi estudar, meu pai foi ver televisão e minha mãe levou a louça pra cozinha, a segui.
- Tem creme de abacate na geladeira, se você quiser.
- Outra hora eu como... Quer ajuda?
- Quero, vai enxugando e guardando. - assenti.
Passei o dia na barra da saia da minha mãe, me senti uma criança, mas eu estava mesmo precisando do carinho dela.







FICA SÓ UM POUCO MAAIS, APAGA A LUZ E VEM DORMIR. AMANHÃ VOCÊ VAI, NÃO VOU TENTAR TE IMPEDIR NÃO SBFISWNERIN CANTEM COMIGOOO
O cap não ficou tão bom pq eu não sei escrever drama, adoro, mas não sei escrever :))
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"Loucura maior seria aceitar viver sem você."
— Divina comédia. ♥