Os meninos só fizeram pockets esse fim de semana, achei maneira a ideia de ter uma tour com pockets pras cidades menores.
Lá no restaurante onde foi o show, apareceu uma repórter de um programa de fofoca querendo falar comigo e, após um breve esculacho, ela acabou fazendo uma matéria sobre a Fly com os meninos.
Agora estamos na van, voltando de Jundiaí pra casa.
- Até parece que eu ia falar ou deixar que falassem dele né? Com certeza eles iriam detonar o Luan e me colocar como corna e/ou coitadinha.
- Verdade.
- Eu não mereço isso, as fãs dele não merecem isso. E nem ele.
- Cê ainda ama ele, não ama?
- Amo. - suspirei - Mas vou deixar de amar, Paulinho.
- Ai ai, ela também ainda tá comigo sabe? Em mim.
- Sei. - ri triste e ele também.
- Posso saber o que as moças tanto conversam aí atrás? - Caíque gritou do primeiro banco, nós dois estávamos nos últimos.
- Se fosse pra você saber a gente estaria falando alto!
- Eita, como ela é rápida. - Nathan disse e nós rimos.
- Amanhã vou dar uma volta no Ibira, gosto de ir lá pra pensar.
- Acho que dá pra contar nos dedos das mãos quantas vezes eu fui lá. - falei rindo.
- Sério? - assenti - Vamo comigo então.
- Que horas?
- De tarde. Acho que vou levar meu skate...
- Tá, mas eu não sei andar de skate.
- Imaginei pelo seu jeito. - ele riu, revirei os olhos - A gente pode caminhar ou alugar umas bicicletas.
- É, pode ser.
Eles me deixaram na frente de casa e assim que foram embora, outra van passou, essa eu conhecia bastante. Devolvi o aceno pro Wellington com um sorrisinho e entrei em casa.
Estranhei por não ter ninguém, só um bilhete da mamãe e comida pronta no microondas. Jantei, tomei banho e fiquei vendo televisão no meu quarto até pegar no sono.
Depois que tomei café da manhã com meus pais, fui pra academia. Dona Iara me avisou que o Portuga teve um problema e que hoje outro instrutor ia me ajudar, o Rubens. Ele era tipo mil vezes mais forte que o Portuga, bombadão mesmo.
- Vou orientar um pessoal aqui e já volto. Vai alongando aí, tudo bem?
- Ok.
Coloquei meus fones de ouvido e comecei. O tal Rubens ficava falando, puxando papo nada a ver, fingi não ouvir o que ele dizia muitas vezes.
- O Portuga trabalha bem, mas eu acho que posso te treinar melhor.
- Estou satisfeita com o Adelmo.
- Caso você mude de ideia, podemos trocar telefone e
- Não, obrigada. - bebi água.
- Olha lá hein, depois eu não vou querer mais...
- Oi? - arqueei as sobrancelhas - Por favor, né querido? Cala a boca.
Logo que saí de lá, fui "almoçar" num fast food, comprei um lanche caprichado pois tenho que aproveitar. Depois da festa da Bruna, vou numa nutricionista e terei que dar adeus para essas delícias. Ou não.
- Oi Maluzinha. - Stéfany disse ao atender o telefone.
- Cê tá podendo falar?
- Tô.
- Me empresta seus patins? Vou pro Ibira com o Paulo.
- Que legal, empresto sim. - riu - Tá lá em casa, em cima do guarda roupas.
- O Nicolas tá lá né?
- Aham, acho que ainda tá. Ele ia pra casa da sua mãe.
- Então vou ligar pra ele. Valeu, cunhada! Beijo.
- Nada, cunha. Tchau. - desliguei.
Consegui falar com o Nick antes dele sair e ele levou os patins pra mim, não falei pra Jaqueline com quem eu ia, se não ela ia enlouquecer. Saí um pouco mais cedo e parei pra comprar brownie.
- Já tá aí, Malu? Chegou faz tempo?
- Mais ou menos, senta aí. - sentou ao meu lado - Quer?
- Ah não, obrigado.
- Obrigado digo eu! Não queria te dar, ofereci por que sou educada. - rimos.
- E aí, vamo fazer o quê?
- Trouxe os patins da minha cunhada. Sinceramente, espero que seja igual andar de bicicleta.
- Então, sinceramente eu vou te contar que não é. Bicicleta tem duas rodas, patins tem seis e
- Eu sei! - rimos - Eu falei "andar de bicicleta" no sentido que a gente nunca esquece, entendeu?
- Entendi.
- Para de rir, cara. - reclamei e ele ergueu as mãos se rendendo.
Terminei de comer e calcei os patins, junto com todos os outros acessórios de proteção. Levantei e saímos.
Brincamos muito e eu sempre ia na frente, correndo. Conversamos um bocado e paramos pra tomar sorvete, depois que o Paulo ralou o joelho. Deu pena mas foi muito engraçado.
- Não sei quem é pior, você ou Caíque. - ele ainda resmungava - Não vai ajudar e fica rindo do cara.
- A risada dele é mais escandalosa que a minha, então ele é pior. - concluí e ele concordou - Cê vem amanhã de novo?
- Não sei.
- Tá. Vou trazer a Jaqueline, ela vai gostar de brincar aqui.
- Também acho... Vou ver se apareço.
- Ela vai surtar. - rimos - Vou chamar a Suelen e o Binho pra vir também.
- Perdi a companhia do Caíque pra Bruna e agora, ganhei você e mais três.
- Aí ó, tá na vantagem. - riu assentindo. Nos despedimos e eu vim pra casa.
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"Mesmo pensando em você cada segundo e sentindo a dor maior que tem no mundo. Vou sufocar em mim essa vontade de te amar, pra não me machucar."
— 29 de agosto.
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