segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Capítulo 78.


A semana passou voando e enfim chegou o dia da festa da Bruna, não sei se estou preparada pra ver o Luan lá, mas fazer o quê?
Eu, mamãe e Jaque viemos ao salão de beleza se emperequetar.
- E aí, vai cortar o cabelo? - ela perguntou balançando na cadeira giratória.
- Não sei. Corto, mãe?
- O cabelo é seu. - deu de ombros - E de qualquer forma, cabelo cresce.
- É. Então corta, Judithe.
- Posso passar a tesoura mesmo?
- Não! Calma. - elas riram - Corta só um palmo, já tá bom.
- Um palmo aberto?
- Fe-cha-do, pelo amor de Deus.
- Ok.
Depois de horas e horas, finalmente ficamos prontas. Meu cabelo não ficou curto, só um pouco menor do que estava.

Chegamos atrasadas por causa da Jaqueline e da Stéfany. A festa tava linda e a Bruna, nem se fala.
Fomos pra nossa mesa e ela continuou recebendo os outros convidados. Fui falar com o pessoal que eu conhecia e encontrei a Kaka, nos abraçamos apertado e ela me levou até onde os outros estavam.
- Tá linda hein. - Rober disse e fez "fiufiu" - Que saudade eu tava de você.
- Eu também. - fiz bico - Mas ir lá em casa que é bom, nada né?
- A gente tá muito atarefado.
- Sei. Tô na casa da minha mãe, passa lá amanhã pra almoçar com a gente.
- Opa, tô dentro.
Congelei ao ouvir aquela voz de atrás de mim, e a mãe do filho dele também estava presente. Tô vendo que essa festa vai ser longa.
- Oi Malu, adorei seu corte de cabelo. - ela disse. Respirei fundo e pensei "mostre que é superior."
- Obrigada. Mudar de vez em quando é bom né?
- É sim.
- Como tá a gravidez?
- Bem, graças a Deus.
- Que bom.
- Malu, vamo lá falar com a sua mãe? Quero escolher a sobremesa. - o Testa saiu me puxando de perto deles - Cê tá legal?
- Tô! Sério, não vou fazer nada e nem sair chorando. - ri - Sou mais que isso, Roberval.
- Fico feliz que você não esteja atolada na bad.
- Uhum, o pior já passou.
- Sabe que tem vezes que ele te chama enquanto dorme? Nos primeiros dias, ele tava malzão mesmo.
- Pelo visto, agora não tá mais né? - ironizei - E não me conta, eu não quero saber.
- Foi mal.
- Pera, só me diz uma coisa. - riu assentindo - Eles tão... Juntos?
- Não que eu saiba.
- Beleza. - dei de ombros.
O Rober ficou na mesa com a minha família, dona Marizete e seu Amarildo passaram para nos cumprimentar e ficaram conversando.
Na área de fora do salão, tinha uma piscina de bolinhas enorme e uma cama elástica, como a Bruna disse. Tinhas umas crianças lá e um pessoal olhando, talvez com vergonha de ir pular.
- Fany, vem pular comigo! - Jaqueline gritou, nós duas rimos e ela me entregou os sapatos de salto.
- Jura que você vai?
- Claro! A Bruna não falou que podia? Então.
- Vai lá, vou mandar seu homem segurar suas coisas. - saí andando atrás do Nicolas.
- Cadê a Fany?
- Lá fora. Toma ó, segura. - ele me olhou confuso.- O que ela tá fazendo descalça lá fora?
- Veja com seus próprios olhos. - ri e sentei do lado da minha mãe.
Ele saiu e eu fiquei na mesa, comendo e bebendo, mais bebendo do que comendo. Nada de álcool.
O parabéns rolou antes das dez da noite, mas a festa iria até onde aguentassem. Todo mundo tava se esbaldando nos brinquedos, essa ideia foi ótima e eu já estou pensando em roubar pra minha festa.
- Filha, vai embora agora? - meu pai chamou.
- Vou depois com Fanycolas.
- A Malu também vai ficar. Deixa por favor, pai?
- Você vai pra casa, Jaqueline. - mamãe falou e ela cruzou os braços - Já passou da hora de dormir. Vai lá se despedir da Bruna.
- Que horas são?
- Quase duas.
- Já? Nossa. - arrumei meu coque - Vou pular mais, tchau família. Boa noite.
- Tchau. - disseram e riram.
A maioria do pessoal já tinha ido embora, inclusive a Ana Laura. O sr. cabeçudo tava bebendo muito e se eu ainda me importasse com ele, iria arrancar o copo de suas mãos e levá-lo pra casa.
- Rober, cê não acha que ele já bebeu demais não?
- Ele tá assim desde... Aquilo.
- Fala pra ele parar e ir comer alguma coisa doce. - é, parece que alguém aqui ainda se importa.
- Fala você, ele vai te escutar.
- Não vou!
- Ô orgulhinho chato viu. - riu - Vou falar que você que pediu.
O Luan parou de beber, o Rober pegou bolo pra ele e eles ficaram numa mesa afastada. Ia me virar pra voltar pra piscina de bolinhas, quando dei de cara com a Bruna.
- Como se beber desse amnésia. - ri e ela também - Conversa com ele vai?
- Desculpa, mas eu não vou não.
- Tudo bem! Vamo lá brincar? - concordei com a cabeça.
Como tinha bebido muito e estava pulando, fiquei com vontade de fazer xixi. Corri discretamente pro banheiro e senti um alívio maravilhoso quando acabei.
- Luan? - dei de cara com ele quando saí da cabine - O que você tá fazendo aqui?
- Pra falar a verdade? Não sei.
- Ok. Tchau. - falei lavando as mãos.
- Para com isso.
- Eu? - ri e retoquei meu batom - Foi você que veio atrás de mim.
- Foi, foi. Mas é que eu
- Por favor... Luan, me larga.
- Tá tão difícil sem você comigo.
- Então não complica mais as c - me calou com seus lábios.
Se eu dissesse que tentei resistir, estaria mentindo. Cedi rápido passagem pra sua língua e me entreguei àquele beijo sem pensar em nada. Minhas mãos agarraram seus cabelos e eu os puxei, ele gemeu entre o beijo e apertou minha bunda.
Nossas bocas ficaram grudadas por muito tempo, às vezes nos separávamos minimamente pra recuperar o fôlego mas logo voltávamos aos beijos.
- Eu não sei vou conseguir continuar, pequenininha.
- Vai, vai sim. - o empurrei.
- Não vai embora. - segurou meu braço - Fica comigo essa noite?
- O quê?
- Eu sei que você tem razão, eu sou mesmo egoísta e
- Bom pra você que reconheceu, pra mim já é tarde demais.
- Deixa eu te ter mais uma vez, por favor?
- Mano, além de bêbado, cê tá doido? - dei risada - Eu só te beijei por... Tchau, Luan.
- Volta pra mim, volta? Eu te amo tanto. - sussurrou de cabeça baixa e eu tive medo de fraquejar outra vez.
- É problema seu! Depois de tudo, você acha que é só fazer assim - estalei os dedos, debochando - Que eu volto? Tá enganado viu!
- Onde cê tava, menina? - Fany perguntou me assustando.
- No banheiro.
- Aconteceu alguma coisa?
- Nada. - peguei o copo que estava em sua mão e virei de uma vez só, acho que era vodka com alguma coisa.
- Eita porra, se revoltou. - gargalhou - Vamo dançar, cunha!
- Vamo.
Ele passou o resto da festa me olhando e eu consegui controlar minha vontade sair dali. Eu poderia ir pra qualquer lugar, qualquer lugar que ele pudesse ficar comigo.




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"Eu sei, você pode estar pensando em mim. Mas todas as canções que eu não cantei, as palavras que eu não te falei, não vão justificar o fim."
— Vida que segue. ♥

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