Fomos pra um camarote bem animado, fiquei na grade vendo o show de uma dupla que nunca tinha ouvido falar enquanto o Rober ia no bar, eles eram até bonzinhos.
Ver o casal vinte chegando de mãos dadas e sorrindo, mexeu muito comigo, mais até do que eu imaginei.
- O que foi? Ah... Ele não falou que vinha. - dei de ombros.
- Vamo dançar?
- Bora.
Dançamos umas quatro músicas e voltamos pra mesa, eu rindo e o Roberval fingindo estar bravo porque o chamei de fracote.
- Malu? Não sabia que você estaria aqui.
- Digo o mesmo. - retribuí seu sorriso falso - Oi Luan.
- Oi. - deu um sorrisinho torto.
- Ei, dona sumida!
- Eu?
- Você mesma. - rimos e nos abraçamos.
- Tô com a agenda meio apertada, Bru. - fiz careta - Vou falar com a mamãe pra marcamos um chá, pode ser?
- Pode, pode. E chama a Fany também, quero ver a barriguinha dela. - assenti rindo.
A Ana Laura me pareceu incomodada com o interesse da Bruna na gravidez da Stéfany. Mudei o foco da conversa elogiando seus sapatos, que eram realmente bonitos.
- Olha o que eu achei! - Marquinhos falou chegando.
- O que?
- Essa sumida aqui. - me abraçou de lado.
- Tá vendo só?
- Eu não sumi. Vocês é que não me procuram. - pisquei e eles riram - E você tava onde? Nem te vi.
- Encontrei umas colegas ali, tava batendo um papo.
- Sei bem qual o seu papo, rei delas.
- Deixa baixo, Maluzinha. - ri negando - Cês querem alguma coisa?
- Tô legal. - Bruna levantou o copo.
- Quero ir pra casa, já deu sono.
- Ir pra casa agora? Corta essa. Vou pegar um energético pra você. Nem adianta dizer que não. - me interrompeu antes mesmo que eu abrisse a boca, revirei os olhos.
Ele nem demorou muito pra voltar, depois sumiu de novo.
- Ana... Cê tá legal? Quer alguma coisa?
- Quero um drink, igual o da Bru.
- Um drink? Tá doida?
- O que que tem?
- O que que tem que você tá com um filho meu na barriga. Ou esqueceu?
- Não esquecei não.
- Que bom! Água com gás ou sem?
- Com.
- Cris, Malu, querem alguma coisa?
- Hum?
- Quer que eu peça...? - apontou minha lata.
- Ah não, Luan. Obrigada.
- Tá.
Eu já não tava muito animada, agora então, só por Deus. A lata na minha mão se tornou a coisa mais interessante do mundo, não queria ficar olhando pro casal.
- Assessora?
- Carlos! Oi. - levantei e nos abraçamos.
- Tá boa? - assenti - Não tô vendo o Nathan com você...
Seu tom de voz me fez corar, ele riu negando com a cabeça.
- Ó, é que
- Não precisa explicar. Se cê não queria nada, era só ter falado.
- Foi mal. - fiz careta.
- Esquenta com isso não. - sorri aliviada - Qual é a do canudo?
- Energético.
- Ah. - riu.
- Apresenta seu amigo pra gente, Malu. - Ana Laura disse um tanto maliciosa. Vaca.
- Carlos, esses são: Ana, Cris, Well, Bruna, Luan e... Tá faltando gente.
- O Luan eu já tive a oportunidade de conhecer.
- É. - apertaram as mãos.
- E vocês dois, se conhecem faz tempo? - todos olhamos pra ela.
- Tem um tempinho sim.
- Vamo andar um pouquinho? - sugeri passando meu braço pelo dele - Tô cansada de ficar parada.
- Vamo lá. Foi um prazer conhecer vocês.
- Tchau. - Bruna acenou.
Nós fomos pra longe deles, graças a Deus. Suspirei e bebi o que restava na minha lata.
- Dança comigo?
- Tava esperando o convite. Os caras andam bem lentos ultimamente né? - provoquei. Chegou a hora de desapegar.
A atmosfera da música foi nos envolvendo, cada vez mais. Ele notou que eu tava querendo mas mesmo assim, foi devagar e só me deu um beijinho no canto da boca.
- Maria luíza!
- Roberval! - me separei do Carlos, frustrada.
- Quem é esse aí?
- Se era só isso, tu não podia esperar eu beijar primeiro?
- Não. - revirei os olhos.
- Carlos, Rober. Rober, Carlos. Ok?
- Ok. Oi, e aí?
- Oi. - Carlos riu, estava claramente confuso.
- Cê deixou seu celular lá na mesa. Toma.
- Meu celular? Não, o meu tá comigo. - acendi a tela - Esse é do Luan.
- É? Então, foi mal ter atrapalhado.
- Mal? Querido, foi péssimo. Sabe quanto tempo faz que eu não beijo? - cochichei pra ele, que riu alto.
- Não sei.
O queridão deu a desculpa de que não aguentava mais ouvir o papo da Ana Laura e ficou junto com a gente, ou seja, continuei no 0x0.
- Cê não vai devolver o celular dele? - tentei.
- Depois eu dou. Parece até que não me quer aqui, Maluzinha. - se fez de ofendido, sorri sarcástica - Tem algum problema pra você, Carlos?
- Nada, que isso.
- Af. Vou pegar alguma coisa pra beber, já que não tem nada descente pra comer nesse lugar.
- Tá com fome?
- Uhum.
- Aqui pertinho tem um restaurante bem legal, topa? - confirmei com a cabeça - Vem com a gente, Rober?
- Eu posso, dona Malu?
- Sem gra-ça. - mostrei a língua - Pode né.
Bruna e Marcos também vieram conosco, o Luan foi pra casa com a Ana e a prima dela, Well os levou. O restaurante era legal e a comida boa, ficamos até quase duas da manhã.
O Carlos me trouxe em casa e quando fomos nos despedir, na frente do prédio, ele tentou me beijar mas eu fui otária e virei o rosto.
- Você ainda gosta do seu ex né? - perguntou de repente.
- E-eu
- E parece que ele também gosta de você. É injusto.
- Não, nada a ver. - ri nervosa.
- Então por que o amigo de vocês grudou na gente a noite toda? Não que tenha sido ruim, mas eu preferia estar só contigo.
- Desculpa. - apoiei a cabeça nas mãos - Que droga!
- Calma...
Combinamos de ser só amigos, infelizmente não estou preparada para mais que isso. Minha cabeça já compreendeu a situação há tempos, já o coração, não posso dizer o mesmo.
Uns dias atrás nos juntamos na casa da minha mãe, pro chá que eu tinha combinado com a Brubs.
Parece que o Brasil inteiro só sabia falar do casamento do Luan, peguei um abuso enorme da internet e só tava usando pro que era realmente necessário.
- Pro Rio, Malu? - afastei o celular da orelha.
- É Jaqueline, para de gritar. Lembra que me demitiram? Que eu não sou mais padrinha?
- Não existe essa coisa de demitir padrinha. - desliguei a televisão da sala e vim pro meu quarto - Eu sei que é difícil pra você. Mas se cê fosse, ia provar pra todo mundo que
- Jaque, tu não sabe quantos quilos saíram das minhas costas com isso. E eu não preciso provar nada pra ninguém, não tem nada que me faça ir naquela igreja.
- Cê não deve tá sabendo, então deixa eu te dizer
- Eu não vou. - falei pausadamente - Amanhã eu viajo cedo, me "deixa" ir dormir, por favor.
- Desculpa... Boa viagem.
- Obrigada. Fala pra mamãe que domingo eu vou aí, direto do aeroporto.
- Domingo? O show não é amanhã?
- É, mas sábado vamos aproveitar a praia.
- Ata. Melhor do que ficar trancada, chorando num quarto de hotel.
- Com certeza.
- Se lá tiver algum salva-vidas gatinho, finge que tá se afogando e pá. - gargalhei.
- Tá certo. E ah, o buffet é maravilhoso, come por mim.
- Comerei, irmãzinha.
Esse fim de semana é o casamento, eu fiz tudo que pude pra conseguir um show bem longe de São Paulo mas como foi meio em cima da hora, só deu pra ser no Rio.
Quando finalizei a ligação com a Jaque, escovei os dentes, conferi minhas coisas na mochila e fui dormir.
Achei que tava sonhando com a campainha tocando, só que era real. Procurei o celular e vi as horas, uma e vinte e sete da manhã. Quem podia ser essa hora? O Nick? E se aconteceu alguma coisa com a Fany e o neném? Levantei correndo pra atender.
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"I try to fight this but I know I'm not that strong."
— I need you love.
É o Luan continuaaaaaaaa
ResponderExcluirTenho certeza que foi o Luan que mandou o Rober ficar atrapalhando a Malu, af! Espero que agora seja o Luan nessa porta se não vou pirar o cabeção huahua
ResponderExcluirSò pode ser o Luan, tem q ser ele! Continuaaa pelo amorr.
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