segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Capítulo 89.


* MALU NARRANDO *

No dia depois do do ateliê, fomos ver as músicas pro casamento e eu fiquei só de enfeite mesmo, não palpitei em nada. Como da outra vez, o Nath veio me buscar pra aula de streat.
A Fany tá mesmo gravidinha e acho que nunca vi o Nick tão feliz como agora. Vim no shopping pra começar a mimar meu afilhado, ou afilhada né?
- Malu? Que que cê tá fazendo aqui?
- Bru? Oi! - trocamos beijinhos no rosto - Tô fazendo meu papel de dinda.
- Dinda de quem?
- Baby fanycolas.
- Sério? Que legal. - assenti sorrindo.
- E aí, já decidiram no nome do seu sobrinho?
- Sabe que eu nem sei. - riu - A Fany tá de quantas semanas?
Fizemos nossas compras e depois fomos comer, comentei sobre minhas coisas que estavam com o Luan e ela me chamou pra ir buscar.
- Tem certeza que ele já foi embora?
- Tenho. - olhou em seu relógio - Vamo?
- Vamo.
Colocamos o papo em dia no caminho pois pegamos um trânsito básico. Entramos na casa e não tinha ninguém na sala, ouvimos uma voz diferente quando nos aproximamos da cozinha, ela parou e fez sinal pra eu fazer silêncio.
- Espera. - sussurrou, concordei sem entender.
- Quem é?
- O médico.
- Médico?
Ela não me respondeu e eu comecei a imaginar coisas, bateu logo o medo de ser alguma coisa séria com o Luan mas graças a Deus não era com ele, e sim com a Ana Laura. Ela tá doente e o resultado dos novos exames dela não foram bons.
- Eu pensei que ele já tinha ido. - Bruna se justificou.
Ele parecia muito preocupado, queria saber como a gravidez andava, se o bebê tava bem.
Dona Marizete começou a se despedir do médico e nós duas corremos pra porta, como se tivéssemos acabado de entrar.
- Qualquer novidade não hesite em nos contar e. Oi filha, oi Malu. - acenamos com a cabeça e esperamos ela voltar pra falar conosco.
- Aconteceu alguma coisa, mãe?
- Não. - respondeu rápido e mudou de assunto - Vocês não estão com fome?
- Nós lanchamos no shopping.
- Ah...
- Eu vim pegar umas coisas, posso subir?
- O Luan tá na cozinha.
- Então vou pedir pra ele buscar. Licença. - assentiram.
Entrei na cozinha sem fazer barulho e o encontrei de cabeça baixa, toquei seu ombro e ele se assustou ao me ver.
- Oi...
- Tá tudo bem? - negou com a cabeça - Vem cá, vem.
Ao lhe abraçar, entendi o que eu sentia antigamente quando ficava perto dele: amor. Sempre foi e eu não sabia, ou não queria ver.
- Tá tudo tão errado. - ele suspirou.
- Mas vai se resolver. Ó. - me soltei dele e peguei minha carteira na bolsa - Toma.
- O que é isso? - era um papelzinho dobrado, a mensagem que eu ganhei no biscoitinho.
- Minha sorte. Fica pra você, quem sabe te dá uma esperança. - ri dando de ombros.
- Brigado.
- De nada. Luan, eu quero minhas coisas.
- Vamo lá pegar. - levantou.
- Uhum.
Lhe segui até o quarto, ele me disse pra ir procurando enquanto catava alguma coisa na mochila. Abri a gaveta do closet que eu sempre deixava minhas coisas e me surpreendi com o tanto de roupa que tinha ali.
- Tem uns brinquinhos dentro da caixa dos meus relógios, guardei pra não perder.
- São azuis? - assentiu - Obrigada, eu tava procurando mesmo. Caraca, vou ligar pra minha mãe trazer uma bolsa...
- Não precisa. - entrou no closet e voltou com outra mochila - Leva essa, pode ficar. Cê gosta dela né?
- É, valeu. - dei um meio sorriso e sentei na cama, comecei a colocar as roupas na bolsa.
- Pequenininha, olha. - sentou do meu lado e colocou um livro no meu colo - Abre.
Era um álbum, cheio de foto da gente e tinha um bilhete da menina que fez, ela queria que a gente completasse as páginas que faltavam.
- Cadê sua máquina de polaroides?
- Não sei... - falou pensativo - Ah! Vou pegar.
- Tá bom. - terminei de dobrar e guardar as coisas.
- Vish, tá sem o trem que fica dentro. - ri - Deve ter acabado o filme.
- Então fica pra uma próxima. Tchau, Luan.
- Tchau. - me deu um beijo na bochecha.
A Mari e a Bruna ainda queriam que eu ficasse pro jantar, me desculpei e saí falando que tinha umas coisas pra resolver. E tenho mesmo.

Fui cumprindo a agenda de eventos do casamento em meio aos meus compromissos com a carreira dos meninos, idas ao Ibirapuera e as aulas de streat.
Sexta é dia dos namorados e meus pais vão viajar sozinhos, a Fany e o Nick vão ter plantão e sobrou pra mim ficar com a Jaqueline. Quinta feira à noite, embarcaremos pra Recife e só voltamos domingo antes do almoço. Os meninos tem show no sábado, mas vamos antes pra curtir a cidade e tal.
- Irmãzinha, cê vai me levar na praia né? - ela perguntou entrando no meu quarto.
- Vou.
- Todo dia?
- Não né. - falei óbvia.
- Quando a gente chegar, posso comprar um biquíni novo?
- Pra quê, Jaqueline?
- Eu quero um de lá.
- É tudo igual.
- Não é. - revirei os olhos.
- Você tem dinheiro pra comprar?
- Tenho, no cofrinho. Só que tem que esperar o papai chegar porque ele que sabe da senha.
- Se não tu gasta tudo, né coisinha? - ri e ela mostrou a língua.





Eu não abandonei a fic, só tava sem internet e não tive como avisar, so sorry! Dependendo da cor predominante no meu boletim, até o natal com certeza já terei finalizado as postagens.
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"É que pra mim não é tão fácil, fingir que eu superei."
— Você tá namorando.

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