sábado, 28 de fevereiro de 2015

Capítulo 18.


Deixei o Vitor dormindo e fui pro apartamento do Nick, queria conversar. Mas lógico que não contaria o que fiz ontem, ainda mais na presença da sua namoradinha.
- Ele era de boa e do nada começou a encanar com o Luan.
- Desculpa me intrometer mas o povo no hospital fala, e fala muito. - a Stéfany disse.
- To percebendo. - ironizei seu comentário.
- Ele tem motivo pra tá inseguro?
- Não. - falei o mais convincente que pude.
- Então conversa com ele.
- A gente começa a conversar normal, e no final acaba discutindo.
- Que complicação, vocês dois!
- Tem como você se afastar do Luan?
- Eu trabalho com ele, viajamos juntos. Acho que não dá, né querida. - suspirei.
À noite, saímos pra jantar, eu e o Vitor, Nicolas e Stéfany. Depois fomos numa balada. No final da noite, acho que consegui dobrá-lo usando meu "charme".
Ele iria embora de manhã pois tinha que ir em casa, e só ia pro hospital só de tarde. Eu ainda tenho esse dia livre, amanhã começaremos uma tour pelo Norte do Brasil, não lembro das cidades exatamente.


* LUAN NARRANDO *

'Escreve aí' é uma música muito boa, eu curto pra caramba e todo mundo também gostou. Mas eu achava que tava na hora de um novo single, poder trabalhar duas músicas.
Liguei pro Dudu, ele falou que poderíamos tentar e quis saber se eu já tinha algo em mente. Como não tinha nada resolvi fazer uma reunião coletiva no VIP, quanto mais gente pra ajudar é melhor.
- Malu? Tem uma reunião lá no Dudu mais tarde, cê vai né?
- Luan? ...Reunião? Pra quê?
- Cê tava dormindo essa hora?
- É né, o Vi tava aqui e a gente... Dormiu tarde.
- Eu não precisava saber disso. - bufei.
- Tá, mas e essa reunião?
- Vou lançar um novo single.
- Do dvd? Qual?
- Ainda não sei, por isso quero você lá pra me ajudar.
- Que horas?
- Uma da tarde, quer que eu passe pra te buscar?
- Pode ser.
- Então levanta e se arruma.
- Que horas são agora?
- Sete pro meio dia. - olhei no relógio.
- Já? Meu Deus.
- Já. Se apresse, não quero atrasos.
- Ei, essa fala é minha! - ri - Vou lá, beijos.
- Até mais. - ela desligou.

Paramos na frente do prédio dela e eu entrei pra buscá-la, o porteiro não avisa quando eu chego porque sabe que eu sou de casa. Nos cumprimentamos com um aceno de cabeça e eu peguei o elevador até seu andar, toquei a campainha e ela demorou pra atender.
- Você ainda não tá pronta? - entrei e fechei a porta.
- Você falou que era de uma hora.
- De uma hora lá, então eu ia passar aqui antes né? Vamo, meus pais tão lá em baixo.
- Calma, deixa eu terminar. - ela correu pro quarto e voltou calçando uma sapatilha.
- Bora, bora.
- Pega meu celular aí, vou escovar os dentes.
- Aonde?
- Na minha cama, eu acho.
- Tá bom.
Peguei seu celular e fui na cozinha tomar água, na mesa tinha uma folha com uma rosa em cima. Como bom curioso, abri. O Vitor estava chamando-a para almoçar no lugar de sempre e
- Vem Luan! - gritou.
- Calma. - deixei o copo na pia e saímos do apartamento.
- Por sua culpa nem café da manhã eu tomei. Estou com fome. - cruzou os braços.
- A gente para num drive thru, tá bom?
- Esse tipo de comida na primeira refeição do dia?
- É melhor que te deixar com fome, então para de reclamar.
- Ai que estresse. Cuidado com o sopro.
- O que?
- Nada. - o elevador abriu e fomos pro carro.
- Pai, vamos ter que parar naquele coisa pra comprar comida pra ela. - falei colocando o cinto.
- Bom dia, seu Amarildo. Bom dia, Mari.
- Bom dia. - responderam juntos nos fazendo rir.
- Não tomou café, Malu?
- Não, sabe como seu filho é chato né? Podia ter falado a hora que ia passar aqui.
- Nada disso, a culpa é sua que passa mil anos se arrumando.
- Cala a boca. - me deu um tapa na cabeça.
- Vocês acham que ela é boazinha, mas tá vendo como que é, mãe? Uma doida.





Oi, tchau!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Capítulo 17.




Saímos tarde da festa, bem tarde. O Luan e a Bruna ficaram na minha casa.
- A Piroca dorme no outro quarto e eu durmo aqui com você.
- Não, claro que não e levanta da minha cama, bora. Vai tomar banho. - estava arrumando a cama pra mim e a Bruna.
Já tinha arrumado o outro quarto pro Luan dormir, a Bru tava tomando banho e eu tive que ir pegar uma roupa do Nick, pro Luan vestir.
- Eu posso te esquentar. Tá frio.
- Vai lá tomar banho, vai.
- A gente já dormiu juntinhos, cê sabe que eu não vou fazer nada.
- Bru, cê vai querer comer? - perguntei na porta.
- Vou! Mas não precisa fazer tudo sozinha, eu ajudo.
- Tá. - ri - E você, vai comer?
- Cê faz pra mim?
- Faço né. - revirei os olhos.
Ele foi tomar banho e eu fui pra cozinha preparar umas torradas, tinha toddynho na geladeira e, pra um lanche da madrugada tá ótimo. Comemos, escovamos os dentes e a Bru foi deitar logo. O Luan me ajudou a arrumar a cozinha e como tava meio sem sono, resolvi lavar a louça logo.
- A roupa do Nicolas ficou boa em mim, achei que fosse ficar apertada.
- Vocês tem o mesmo físico. Ombro largo e canela fina. - rimos.
- Aquela que é a namorada dele?
- É.
- Gatinha ela.
- Ai Luan, fecha teu cu.
- Uai. - ele gargalhou.
- Já terminei aqui, pode ir dormir.
- Quer que eu seque pra você?
- Não, vou deixar no escorredor e guardo amanhã. - enxuguei as mãos.
- "amanhã" é hoje.
- Eu ainda não dormi, então é amanhã e cala a boca.
- Não cansa de mandar não?
- Em você? Não.
- Mas eu que deixo você mandar em mim, pode fazer o que quiser comigo.
- Gosto assim. - ele riu - Agora vai dormir, tá tarde.
- Vem me colocar na cama?
- Sério?
- Uhum. - fez bico.
- Ô meu neném, bora. - fomos rindo até o quarto. Ele deitou e eu apaguei a luz.
Antes de sair senti sua mão na minha e rapidamente o encontro dos nossos corpos, os braços em volta da minha cintura não me deixariam sair dali. Seus lábios macios pressionaram os meus e no começo, eu bem que tentei resistir.
Minhas mãos que antes o empurravam, agora estavam rodeando seu pescoço o mantendo o mais perto possível. Quando as mãos bobas começaram, eu o empurrei pra recuperar o ar.
- Eu
- Não fala nada. - pedi - Antes que eu me arrependa dessa loucura.
- Loucura bem gostosa. - riu - Sua boca se encaixa direitinho na minha.
- É?
- É. - ele deu alguns passos pra trás e caímos na cama - Quer que eu acenda a luz?
- Melhor não. E cala a boca, tá falando demais.
- Vem aqui e me cala então. - o beijei com desejo.
Sua mão invadiu meu pijama e soltei um gemido, ele nos virou ficando por cima e começou a tirar minha blusa.
- Não, Luan. Para! - ofeguei.
- Hãn?
- Eu não consigo mais, minha cabeça só mostra o Vitor e eu não quero fazer isso com ele...
- Puta que pariu hein. - resmungou deitando do meu lado - Agora eu faço o que?
- Dorme. - virei para olhá-lo e lhe beijei outra vez, notei o quanto ele ficou excitado - E isso fica só entre nós. Ou melhor, esquece que isso aconteceu!
- Não tem como esquecer... E desculpa se eu forcei alguma coisa.
- Não! Tu não forçou nada, eu também quis.
- Fico feliz em ouvir isso.
- Eu vou indo, boa noite.
- Boa noite, pequenininha.
Fiquei acordada durante muito tempo, enquanto a Bruna dormia quieta ao meu lado. É... Eu deixei acontecer, talvez também quisesse aquilo, e não posso negar que foi maravilhoso.



Levantei coçando os olhos e encontrei o Vitor assistindo televisão. Sentei ao seu lado e ele me abraçou, fazendo com que eu deitasse a cabeça em seu ombro.
- Foi boa a festa?
- Uhum. - bocejei.
- Legal.
- Tanto que a Bru ainda tá dormindo, Luan não acorda essa hora. - ri.
- Ele tá aqui?
- Tá, que que foi?
- Nada. - debochou.
- Olha não começa, Vitor. - levantei e fui pro banheiro. Lavei o rosto e escovei os dentes.
- Quer que eu faça alguma coisa pra você comer?
- Não.
- Eu trouxe pra você, coloquei num vasinho logo. - apontou umas margaridas que estavam no balcão.
- Obrigada Vi.
- Nada, meu amor. - sorriu pegando minha mão e eu lhe puxei para um abraço. Foi mega estranho beijá-lo.
- Vou acordar o Luan.
- Tá.
Entrei no outro quarto e ele dormia como um anjo, deu até pena de acordá-lo. Ele deu um sorrisinho quando me viu, ri dele.
- Gostou de ontem e quer repetir?
- Shhi! O Vi tá aqui. Levanta vai, cê tem que ir pra casa.
- Já quer ficar sozinha com o namoradinho. - cruzou os braços.
- Luan, pelamor né!? Vou fazer alguma coisa pra você comer.
- Não quero.
- Para com isso, você vai comer e acabou. - saí de lá e fui pro meu quarto, a cama tava arrumada e a Bru tava no banho - Brunis?
- Oi! To terminando já.
- Ó, quando cê sair, vem tomar café tá?
- Tá bom.
O Vi me ajudou a fazer, e sentou pra comer comigo. Em seguida veio a Bru e um pouco depois, o Luan. Sem camisa e com os cabelos molhados. A educação que o Vi teve com a Bru, como sempre, não fez questão de usar muito com o Luan.
- Nossa próxima folguinha é quando, Malu?
- Sexta gravamos Faustão à tarde, e vamos pra Campinas domingo de manhã.
- Essa sexta?
- A outra.
- Apareçam lá em casa depois da gravação, vou fazer um churrasco.
- Nós vamos sim, obrigado pelo convite. - respondeu por mim. A Bruna riu.
- Que foi?
- Nada Pi. - deu de ombros e dessa vez quem riu foi eu.
Esquecemos que o Well tinha nos deixado aqui, aí o Luan queria chamar um táxi mas eu insisti, e eles levaram meu carro. Depois eu o buscaria.
- Ou quando ele for embora, me liga que eu venho. - falou enquanto me abraçava.
- Tomem conta do meu carrinho viu?
- Pode deixar.
- Tchau Malu, obrigada por nos aturar aqui.
- Nada Bru, foi um prazer. - nos abraçamos.
- Tchau Vitor.
- Tchau Bruna. - ele acenou.
Eles foram embora e eu fechei a porta, o Vi foi tomar banho e eu arrumei o quarto que o Luan tava. Seu cheiro estava ali, suspirei e fui pra sala.
O Vitor tava bem cansado por ter passado a noite em claro, fomos deitar e ele dormiu rápido.
Minha cabeça só conseguia pensar naquele beijo e em como eram gostosos seus toques na minha pele. O que acontece se eu confessar que quero de novo? Alguém vai me chicotear?






AMANHAAAÃ VAI LEMBRAR DO QUE FOI NÓS DOIS, DESCOBRIR QUE ME AMA E DEPOIS? ~ Completem hauahuahauh
Estou satisfeita com esse cap, e vocês? Beijos ♥

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Capítulo 16.



* MALU NARRANDO *

Ontem o Luan apareceu aqui de surpresa bem na hora que eu e o Vi íamos sair, nem fomos e ele acabou ficando e jantando com a gente. Só foi embora depois que terminamos de assistir um filme. O Vitor não tava gostando nem um pouco da situação e o Luan ainda "provocava". Pra fechar a noite com chave de ouro, tivemos nossa primeira 'dr'.
De manhã o Vi foi pra casa e nem tomou café da manhã comigo, bichinho ficou chateado. Mas pô, o que ele queria que eu fizesse? Sim, tínhamos planejado fazer um programa de casal mas o Luan apareceu, eu não podia simplesmente mandá-lo embora!
Coloquei uma música alta e fui fazer faxina no apê, quando terminei, vi que tinha uma ligação da Lele e retornei.
- Oi tia Arleyde.
- Oi, Malu. Olha, vai ter gravação do Faustão tá?
- Ah! Ok. Quando?
- To resolvendo um probleminha aqui. Liga na Central, pode ser?
- Uhum.
- E avisa logo pra Luan e Rober.
- Pode deixar! Mais alguma coisa, tia?
- Não, amor. Obrigada.
- Tá bom então, tchau. Beijo. - desligamos.
A gravação seria de hoje a quinze, liguei pro Testa e depois mandei uma mensagem pro Luan, aproveitei pra perguntar o que ele queria conversar mas não obtive resposta, ele disse que era besteira.

Depois do almoço, chamei a Jaque pra ir pro shopping. Ela disse que ia se arrumar e eu fui buscá-la.
- Vamo com a gente, mãe. - chamei.
- Ah não quero, filha.
- Quer que eu traga alguma coisinha?
- Você que sabe. - ela riu.
- Tá bom. Bora Jaqueline!
- Já estou aqui.
- Nossa, quando que essa pirralha cresceu e ficou tão gata? - ela revirou os olhos.
- Tchau, mãe.
- Tchau, amores.
Fomos o caminho todo cantando as músicas que tocavam na rádio. Chegando lá, ela inventou que queria ir no cinema e fomos ver o que tinha em cartaz.
- A próxima sessão vai demorar. - resmungou - Vamo comer alguma coisa? Depois eu venho assistir com a Fany.
- O que? Já tá amiguinha dela é?
- Eu acho ela legal.
- Ah cala a boca. - baguncei seu cabelo.
- Ei!
- Vai querer comer onde?
- Habib's!?
- Pode ser, bora. Sundae ou milk shake? - perguntei entrelaçando nossos braços.
- Huum... Sundae. Morango ou chocolate? - riu.
- Morango, lógico.
- Sabia. - rimos - A gente pode comer pizza antes?
- Que lombriga é essa que tem dentro de você?
- To em fase de crescimento, maria luíza. Tenho que comer né?
- Ata.
Pedimos e ficamos esperando, em silêncio, até ela soltar essa: - Fala a verdade pra mim.
- De quê, menina?
- Eu sou sua irmã, pode confiar.
- Que é?
- Tu e o Luan já ficaram?
- Não! Tá louca?
- Eu gosto do Vitor sabe, mas o Luan é mais legal.
- Então porque você não fica com ele?
- Ai se ele me desse bola. - ela se abanou com a mão e nós rimos.
- Vai crescer, Jaqueline.
- Quando eu crescer ele vai tá velho.
- Aí o problema é seu.
- Sério que vocês nunca... Nem um selinho?
- Você acha que eu sou o que?
- E quando você era solteira?
- Que interesse todo é esse? Já falei que não.
- Tá bom, tá bom. - ergueu as mãos.
Comemos e depois fomos em várias lojas, compramos coisa pra todo mundo, até pra Hermione. 
No caminho pro estacionamento ainda paramos numa loja de doces e compramos bastante também.

- Tão linda quanto a lua no céu, com seus olhos lindos que são da cor de mel.
- Colorindo o papel que eu fiz pra você. - apontou pra mim e rimos - O caminho mais fácil pra me entender.
- Mistérios eu vou desvendar, problemas vou solucionar e eu vou escrever milhares de canções. - cantávamos feito loucas paradas no trânsito.
- Poemas, versos e declarações.
- Pera que o sinal abriu. - ri voltando minha atenção pra pista.
- Imagina que louco se o Luan gravasse com a Fly?
- Seria uma mistura bem interessante.
- E uma gostosura sem tamanho. - gargalhei.
- Você tá muito tarada, garota. Vai brincar de Barbie, vai.
- Tu ainda tá nessa, é Malu? Sabe de nada, inocente. - a olhei com uma sobrancelha arqueada e gargalhamos.
A deixei em casa e fui pro meu apêzinho, mas ficar sozinha em casa tava chato pra caralho.
O Vi tava trabalhando e o Nick também, ou seja, estou sozinha mesmo. Tentei dormir pra passar o tempo mas não deu, tava cedo. 19:30 pm. Meu celular começou a tocar e era cabeçudo, atendi:
- Oi?
- Tá de bobeira?
- Sozinha? To sim. - ele riu.
- Quer ir numa festa comigo?
- Cadê a Ana?
- Ainda tá com as frescuras dela. - revirei os olhos.
- Festa aonde? De quem?
- Um amigo do Dudu.
- Tu não sabe nem o nome do cara.
- É... Mas ele chamou, eu vou né. Não tenho nada pra fazer mesmo.
- Sei.
- A Bruna vai também, e aí? Vamo ou bora?
- Tá. Eu vou.
- Daqui uma hora passo pra te buscar, dá tempo pra se arrumar?
- Acho que dá.
- Acha? Meu Deus do céu. - gargalhei.
- Então deixa eu ir logo pra não te atrasar, tchau. Beijo.
- Beijo aonde?
- Idiota! - ri - Tchau.
Larguei o celular no sofá e fui tomar banho. Não me arrumei muito, tava bem básica.
Antes de sair mandei uma mensagem pro Vitor, logo eles chegaram e eu desci. Well no volante, Testa no banco do carona, Luan entre eu e a Bruna atrás. O Rober pegou o pau de selfie e tirou uma foto da gente.

Na festa, que era em um camarote muito top, eu só conhecia o Marcos e o Dudu. Cumprimentei o aniversariante que foi super simpático com todos e a namorada dele, Raquel, que também era gente boa e ficou conversando comigo e a Bruna.
- E tu maria luíza, vê se não enche a cara hein.
- Cala a boca. - reclamei fazendo eles rirem.
Alguém pode me dizer o motivo de festa de adulto não ter docinhos? E coxinha? Festa sem coxinha, não é festa.
- Malu, vamo no banheiro comigo?
- Claro, Bru.
- Ai Lu, vamo no banheiro comigo? - o Marquinhos disse afinando a voz e nós rimos.
- Seus trouxa. - mostrei a língua.
Fomos no banheiro e aproveitei pra retocar o batom.
- Oi Bruna. - um cara disse antes de chegarmos na mesa.
- Oi...?
- Fred, colega do Rafa.
- Ah! - ela riu - Tudo bem?
- Tudo. E sua amiga, não vai apresentar? - riu me olhando.
- Essa é a Malu. - sorri sem mostrar os dentes.
-  Você... Tá sozinha, Malu? - me olhava de cima a baixo. Eita.
- Não.
- Pensei que tivesse, não te vi com ninguém.
- Ela tá comigo. - o Luan apareceu não sei da onde, assustando o moço saidinho.
- Ah... Foi um prazer te conhecer então. Manda um abraço pro Rafa, Bruna.
- Claro. - ela riu.
- Tchau. - deu um tapinha nas costas do Luan e saiu de fininho. Começamos a rir.
- De que buraco cê saiu, Pi? - ela perguntou ainda rindo.
- Tava olhando vocês duas, e esse daí não é flor que se cheire não. - nos abraçou pela cintura e voltamos pra mesa.
- Quem era o cara? - o Testa perguntou.
- Um Fred aí, disse que conhecia o Rafa mas eu nunca vi na vida. - rimos.
- Ele tava secando nossa mascotinha.
- E quem não olharia? A Malu é linda.
- Olha só quem tá falando. - ri pra ela.
- Vou falar pra Jaque te amarrar em casa. Assim não dá, maria luíza!
- Ué, porquê? - coloquei as mãos na cintura.
- Quem foi que disse que eu quero esses homens desejando mulher minha?
- Iihh rapaz. - começaram a zoação, fazendo piadinhas e gracinhas. Esse Luan me paga.





 Postando hoje pq amanhã não vai dar tempo :))
Capítulo tá bem grande, vai? Comentem, deixem sugestões e tal. Obrigada, tchau!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Capítulo 15.

Dedicado a Isla, feliz aniversário atrasado kkkk tudo de bom, linda!
_



* MALU NARRANDO *

(...)



Tinha acabado de chegar de viagem, a mãe disse que a chave da minha casa tava com o Nick, aí fui buscar.
- Oi Malu, quanto tempo. - a Stéfany disse.
- É. Cadê o Nicolas?
- Tá no banho, cê quer entrar?
- Claro. - ela me deu espaço e eu entrei.
- Então, ele tem pegada?
- Oi? - perguntei incrédula.
- Você tá namorando o Vitor, né?
- Minha vida não te interessa. E para de querer ser minha amiguinha, tá chato.
- Ainda tá encanada naquela história? Qual é, faz mil anos!
- O Nicolas vai demorar?
- Eu amo o seu irmão.
- É bom mesmo.
- Vou ver se ele vai demorar. - dei de ombros e ela levantou.
Demorou um pouco e os dois voltaram abraçados. Não sou obrigada.
- Veio buscar as chaves?
- Claro, ou será que tem mais coisa minha aqui?
- Não, o shampoo é meu mesmo. O Nick me disse que você também usa esse. - riu.
- Hum. Quero ir pra casa, cadê?
- Aqui. - ele me entregou meu chaveiro de fada.
- Obrigada e tchau.
Fui pra casa e assim que entrei, larguei a mala no meio da sala. Preciso muito descansar.

Acordei na cama, o que é estranho porque deitei no sofá. Um cheiro bom pairava pela casa. Comida. Levantei e fui até a cozinha, onde o Vitor preparava algo.
- Você acordou, amor. - nos abraçamos - Que tal um banho antes do jantar?
- Preguicinha. - fiz bico e ele riu.
- Eu vi quando cheguei.
- Foi você que me levou pra cama?
- Foi ué. - ri e beijei seu pescoço.
- O que você fez pra gente?
- Temos um macarrão com molho branco, peixinho grelhado com um pouco de azeite e suco de morango, que eu sei que você gosta. - apertou meu nariz.
- Como cê é prendado, namorado.
- Tudo pela magrela mais linda do universo.
- Cê quer vir tomar banho comigo?
- Com certeza. - ri e ele tirou o avental.
O puxei pela mão e fomos deixando nossas roupas caírem pelo caminho até o banheiro. Nosso banho foi cheio de malícia e beijos.
Ele cozinha divinamente bem, e eu como sem medo de ser feliz.
- Vi, cê podia fazer aquele filezinho no forno né? Com mussarela em cima.
- Tem os ingredientes?
- Aham, pedi pra minha mãe comprar. - riu.
- Amanhã venho almoçar contigo então.
- Isso, vem mesmo. - ele riu.
- E a noite podemos sair, pode ser?
- Pode! - sorri.
Ficamos quietinhos no sofá a noite toda, vendo filmes e trocando beijinhos. Ele é muito carinhoso comigo, e isso é uma das coisas que mais gosto nele.
Lembro bem do dia que o conheci, fui no hospital com a Jaque e a minha mãe, a pirralha tinha torcido o pé. Nos esbarramos no corredor, foi bem engraçado e, desde então fomos nos aproximamos, cada dia mais.
Dormimos agarradinhos, tava fazendo frio.




* LUAN NARRANDO *



A Ana não tá falando comigo, e quer saber? To nem aí. Ela já é grande o suficiente pra saber o que faz da vida, e eu não tenho que aguentar birra de ninguém.
- Não sei porque ainda não acabei com isso. - resmunguei.
- Filho, você gostava tanto dela, o que aconteceu?
- Eu não sei, mas com o tempo nossa relação esfriou... Ela que tá mais distante e ainda quer ter direito de cobrar as coisas de mim, que sempre fui fiel à ela.
- Coloca as coisas na balança e no final, faz o que for melhor pra você.
- Tá bom. Obrigada mãe. - sorri e ela deu um beijo na minha testa.
Passei a tarde refletindo e decidi ir na casa da Malu pra conversar, tudo o que estava preso em minha garganta, finalmente seria dito.
Toquei a campainha e um cara me atendeu, deve ser o tal do Vitor.
- Cadê a Malu?
- Ela tá no quarto e
- Ok, eu espero aqui. - entrei mesmo sem ser convidado e sentei no sofá.
- Vi? Ouvi a campainha, quem era? - ela veio do quarto colocando um brinco - Luan?
- Oi, pequenininha. - ela sorriu e levantei para abraçá-la.
- O que que cê veio fazer aqui?
- Queria te ver, e aliás, cê tá linda. - sorriu.
- Já tá pronta, amor? Podemos ir?
- Luan, esse é o Vitor. Meu
- Namorado. - apertamos as mãos.
- Ah. Cê vai sair né? Acho que vou pra casa então.
- Não, besta. Vem com a gente.
- Malu!
- Ir com vocês? Brincar com o Puff é mais legal. - ela riu e me deu um tapinha.
- Então nós ficamos e jantamos os três aqui, que tal? - o carinha bufou.
- Se pro seu namorado tiver tudo certo, por mim tá de boa. - sorri irônico.
Sentei no sofá novamente e liguei a televisão, ela foi no quarto trocar de roupa e disse pra ficarmos a vontade.
- Já é tão de casa assim? - perguntou enquanto eu zapeava os canais.
- Tanto que você nem imagina.
- Escuta aqui, é bom que saiba que agora a Malu tem a mim. E eu não quero você atrás dela.
- Eu já a conhecia antes de você.
- Não quero saber! Vejo como olha pra ela e não gosto, a Malu não é essas qualquer uma que você pega por aí.
- Eu sei disso.
- Ótimo. Faça o favor de ficar longe dela.
- Impossível.
- Escolheram? Vamos pedir o que? - ela apareceu na sala de surpresa, nos calando pelo susto.
- Podemos pedir um japonês!?
- A Malu não gosta. - respondi seco - Deveria saber, não é?
- Pizza! Pizza todo mundo gosta. - falou tentando cortar o clima, concordamos e ela pegou o telefone pra pedir.
Ela escolheu o sabor e quis pagar pela pizza, lógico que não deixei. E depois de outra quase briga, eu e o namoradinho dela rachamos, cada um deu uma metade.
- Eu que te convidei pra jantar e quem convida, paga. - ele disse e ela riu negando.
- Injusto. Então na próxima, eu que vou te convidar.
- Eu não aceito. - ela mostrou a língua. Revirei os olhos.
- O que foi que você veio fazer aqui mesmo? Que eu saiba, tens uma namorada.
- Tá sabendo muito da minha vida né!?
- Cadê a Bruna? - ela perguntou.
- Saiu com umas amigas. - dei de ombros - Pensei que cê tava sozinha e vim, pra gente... Conversar.
- Mas como percebeu, ela não está sozinha.
- É, eu to vendo.
- O que cê queria conversar? - ela perguntou pegando os pratos da mesa e os levou pra pia.
- Ah, agora não dá. - ri - Quer ajuda aí?
- Não. Só vou lavar depois.
- Tá.
- Cês querem ver um filme? - assentimos, ela foi escolher e acabou colocando 'Correio do amor'. Ela ama esse filme e sempre falava dele, mas eu nunca tinha visto, e no final ela chorou.
- A primeira vez que eu vi esse filme, foi tipo "socorro, Deus! Ela não morreu.". - rimos.
- É só um filme, amor. - falou alisando seus cabelos.
- Não é um filme, é O filme. Um dos meu preferidos.
- Sério? Nem deu pra perceber. - falei e ela riu.





Beijos! ;)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Capítulo 14.


- Por mim a gente ficava nessa cama pra sempre. - falou.
- Mas não dá, temos que levantar... Ai, que preguicinha. - riu.
- Eu só vou pro hospital mais tarde, você tem alguma coisa pra fazer hoje?
- Hoje não, amanhã eu viajo.
- Pra onde?
- Paraíba.
- Ah. E o que eu faço com a saudade?
- Guarda e a gente mata depois. - beijei seu pescoço.
- Gostei disso. - apertou minha cintura.
Nosso almoço quem fez foi ele, tava tudo uma maravilha. Ele foi embora lá pelas cinco da tarde, porque ia em casa antes de ir pro hospital.
- Bom trabalho, Vi.
- Pra você também, amor. Sentirei saudades. - disse quando desgrudamos nossos lábios.
- Eu também. - fiz carinho na sua nuca - Até a volta, namorado.
- Até. - me deu um selinho - Eu não quero ir.
- Não quero que você vá. - fizemos bico rindo em seguida.
- Mas eu tenho que ir mesmo, se cuida tá?
- Promete que não vai me esquecer?
- E tem como te esquecer, namorada? - sorri e o beijei - Eu vou te ligar todo dia.
- Esperarei ansiosa.
- Tchau, amor.
- Tchau, Vi. - o levei até a porta e nos despedimos com um selinho.
Me joguei no sofá suspirando, e quando criei coragem pra arrumar minha mala, tive que ligar pro Rober para saber aonde iríamos.
Jantei e fui dormir, ainda estava cedo só que não tinha nada pra fazer.

- Eu vi que vocês assumiram. Só espero que ele cuide de você e te faça feliz.
- Obrigada. - sorri de canto e ele suspirou.
- Tá namorando, oiaa. Desencalhou. - o Rober falou rindo.
- Para. - ri também.
- E aí, quem é?
- Passa a ficha completa que a gente também quer saber. - Kari disse vindo com a Marla.
- Como se conheceram?
- O Vi trabalha no hospital também, nos conhecemos lá. - ri.
- Hmm, é doutor. - Marla disse estreitando os olhos e nós rimos.
- Ele é super carinhoso e cozinha como poucos.
- Ihhh.
- Você para hein, Roberval. - o empurrei enquanto ele ria.
- Quando as moças decidirem, nós partimos. - Luan falou sorrindo sarcástico.
- Patrãozinho acordou de mal humor hoje.
- Acho que tem um certo alguém que não anda comparecendo.
- Cala a boca, Roberval. - reclamou e gargalhamos.
- Cê não pode descontar na gente se andam te deixando na mão.
- Olha maria luíza, cala essa boca tu também.
- Ui! Me senti ofendida.
Ele foi a viagem toda meio calado, o que é mega estranho pois é o que mais fala.
Sempre seu quarto era no mesmo corredor do meu, depois que tomei banho e fiz um lanche, bati em sua porta.
- Que é?
- Posso entrar? - suspirou e me deixou entrar - O que você tem hein?
- Nada.
- Sério? - revirei os olhos - Fala de uma vez.
- A Ana tá uma fera por causa daquela merda lá e agora ela tá cismada com você. Disse que se eu não te colocar de volta no escritório, vai me dar um pé na bunda.
- Uh, tá te fazendo escolher. Ou ela ou eu. - ri - Por mim tudo bem, eu to amando viajar com vocês mas voltar a ter uma rotina agora que to com o Vi não seria nada mal...
- E quem disse que você vai voltar? Eu te quero aqui, Malu.
- E a...?
- Não tenho que aceitar chantagem dela.
- Sério?
- Se ela quiser ir, que vá. - deu de ombros. Tudo penso, nada falo.
- Então tá... - sorriu pra mim - Tem mais alguma coisa que te aflige?
- Isso você não pode resolver, infelizmente.
- Ah! - ri corada - Não posso mesmo.
- É...
- Ah, mais tarde tem entrevista pro jornal local e amanhã à noite tem show. Descansa tá?
- Pode deixar.

Voltamos tarde da emissora, quase dez horas.Só jantei e quando fui deitar, o Vi ligou.
- Sabia que cê ia dormir, falei que ia fazer um lanche e vim na cantina ligar pra você. - ri.
- Tem muita gente hoje?
- Parece que teve um acidente com uma van, não sei explicar...
- Ah! Mas como que você sabe que eu já ia dormir? - perguntei curiosa.
- Ué, tá tarde. - rimos - Como foi a viagem?
- Tranquila, graças a Deus.
- Que bom, meu amor. Sim Senhor, estou indo. Mando. - ele riu.
- Quem era, amor?
- Seu pai chamando, mandou um beijo pra você.
- Diz pra ele que eu mandei outro.
- Tá bom.
- Agora vai lá trabalhar, vai. - ri - Boa noite, Vi.
- Boa noite, princesa. Dorme com Deus.
- Tchauzinho. - bocejei - Beijos.
- Tchau, beijo.


* LUAN NARRANDO *


Durante o dia, a maioria do pessoal saiu pra conhecer a o lugar e fazer compras. Eu dormi bastante e só fui na academia.
Depois do show fomos a uma balada famosa que tinha na cidade e a louca da Malu inventou que ia experimentar tequila, o que não deu nada certo. Tanto, que agora, eu e a Marla estamos tendo que i´r levá-la no quarto.
- Eu consigo fazer sozinha, me deixem vocês dois.
- Eu acho que não consegue não hein. - a Marla disse e riu.
- Vai lá Marloids, eu fico com ela.
- Boa sorte aí. - deu um tapinha no meu ombro.
- Obrigada, boa noite. - entrei com a Malu no quarto.
- Luan, você pensa que vai pra onde?
- Vou te ajudar, coisa doida.
- Eu to legal, cara.
- Cala a boca. Cadê sua mala?
- Ali no canto. - apontou e eu fui pegar - Eu quero vomitar.
- Então vamo pro banheiro.
- Não, não! Eu disse que quero, não que vou.
- Olha que engraçadinha. - ri. Procurei um pijama pra ela e a guiei até o banheiro.
- Você não vai me olhar, sai daqui. - gargalhei.
- E se você cair aí?
- Eu não vou cair.
- Qualquer coisa to aqui. - encostei a porta e fiquei esperando.
- Me dá uma toalha, por favor? - ela pediu depois de um tempo.
- Aonde tem?
- Pega na minha mala mesmo.
Ela se vestiu, escovou os dentes e deitou na cama, dizendo que eu já podia ir embora.
- Só vou embora quando você dormir.
- Ai, eu nem bebi tanto assim. - cruzou os braços.
- Não vou nem comentar sobre isso.
- Mas pode ir, eu não vou dormir agora.
- Nesse caso, eu deito com você.
- Fique longe de mim.
- Deixa de ser chata e deita aqui, vem. - a puxei pra perto de mim.
- Você tá suado, nojento. Me solta e vai tomar um banho.
Fiz o que ela pediu e fui tomar banho, como tava sem roupa ali, fiquei só de box. Quando voltei pra cama, ela já dormia. Ri e deitei ao seu lado nos cobrindo com um lençol.
Acordei no susto com um barulho, procurei por ela na cama e quando abri os olhos, ela me encarava no chão.
- Malu, levanta daí.
- Porque você tá aqui? E só de cueca? - falou pausadamente.
- Cê não lembra? Fica tranquila, não rolou nada. - estendi minha mão, ela pegou desconfiada e sentou do meu lado.
- De verdade?
- Cê acha que eu me aproveitaria de você assim?
- Não, desculpa. É que... Sei lá né. - ela corou.
- Tudo bem. Agora que você tá melhor, eu vou indo.
- Acho que tenho que agradecer né?
- Seria bom né? - rimos.
- Obrigada aí, e não me deixe mais ficar bêbada.
- Pode deixar, cê nem deu muito trabalho. Eu cuido de você e você cuida de mim, tá? - riu pelo nariz.
- Claro, agora veste tua roupa e dá o fora.
- Você me usa desse jeito e depois me manda embora assim? - perguntei com a mão no peito.
- Eu falei pra você que ia ser só uma noite.
- Isso não se faz.
- Vai embora antes que eu chame a segurança. - ela gritou e caímos na risada - Você já deve ter feito muito isso né?
- Ah... - fiz careta.
- Eu sei que fez. Quem te conhece como eu, nunca aceitaria ficar contigo.
- Nossa, não fala assim. - ela riu - Faz um tempão que eu não faço essas coisas, e não era desse jeito.
- Eu sei disso. - revirou os olhos.
- Não sou de trair quando to namorando, alguém que eu goste de verdade.
- Tá bom! Para de se defender.
- Eu só quero que você saiba
- Calaaa a boca! - colocou a mão no meu rosto.
- Me deixa falar, coisa chata. - subi em cima dela prendendo seus braços ao lado da cabeça.
- Sai daqui, baleia.
- Se você ficasse comigo, eu ia te fazer a mulher mais feliz do mundo.
- Luan... Para com isso.
- Deixa eu
- Não. - virou o rosto, suspirei e a soltei - A gente nunca ia dar certo.
- Porquê?
- Justamente porque eu te conheço muito bem, além disso eu tenho o Vitor e você a Ana. Cê tá carente, aí acha que sente alguma coisa diferente mas não é. Nunca teve outra mulher viajando com vocês sem ser a Kari ou a Marla, isso é curiosidade ao novo, apenas.
- Vou pro meu quarto, tem o que pra hoje? - comecei a me vestir.
- Hoje vamos pro Rio de Janeiro depois do almoço.
- Beleza.
Ela se acha a dona da razão, meu Deus que garota encantadoramente chata! O que eu mais queria era lhe calar, com um beijo, pra ela entender de uma vez por todas que pra mim, ela é mais que uma amiga. Mas realmente não posso levar isso a diante, tem duas pedras bem no meio do nosso caminho.





Então é isso... Tchau!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Capítulo 13.


" Luan Santana e Malu Rodríguez: é só amizade mesmo?

A gatinha que é sempre vista com um suposto namorado, mantêm uma amizade um tanto quanto duvidosa com seu patrão, Luan Santana, que namora a loira Ana Laura Mendonça.

Ontem (15), foram flagrados chegando separados no prédio em que ela mora na região de Baruerí, e só saíram hoje a tarde, juntos no carro do Cantor.
O "casal" é constantemente clicado durante trocas de carinho e brincadeiras em hotéis, aeroportos e até mesmo no condomínio de Luan.
Ontem também, por volta da meia noite, ele postou uma foto dos dois com uma legenda fofa. Não sei vocês, mas acho isso foto de casal e se os dois são comprometidos... Temos aqui um quadrado amoroso, será? "


- Que merda é essa?
- Deixa eu ver. - ele pegou o tablet do meu colo.
- Vontade de matar esse viado!
- Calma, Malu. - a Jaque disse.
- Eu vou falar com a Arleyde pra tirar isso do ar.
- Agora não adianta! Todo mundo já viu. Devem achar que eu sou uma biscate! E o Vi? Será que ele viu? Meu Deus.
- Você não é nenhuma biscate, calma.
- E se o Vitor viu ou não,  não importa. Se ele confia em você, sabe que não é verdade. Até porque nem tem como né? - ela disse e nos entreolhamos.
- Claro que não tem como, Jaqueline. O Luan é meu amigo.
- Só... Amigo. - confirmou.
- Gente, que falação é essa? - minha mãe desceu as escadas e na mesma hora a porta abriu, papai e Nicolas haviam chegado do hospital.
- Pelas caras, acho que já viram né? - Nick perguntou e assentimos.
- Querendo ou não, faz parte. - o Luan coçou a nuca.
- É. - meu pai concordou - E você tem que se acostumar com essa exposição, filha.
- Eu não gosto que fiquem falando de mim, sem nem me conhecer. Me coloca de volta pra Central? - a carinha que ele fez deu até pena.
- Cê... Tem certeza?
- Não. - admiti - A gente conversa depois, tá?
- Uhum. Eu vou indo pra casa né... Tchau pessoal, tchau Jaque. - lhe abraçou.
- Eu te levo na porta. - assentiu e fomos.
- Não cai na pilha, ignora. Não é a primeira e nem vai ser a última. - deu um meio sorriso - Cê não pode me deixar só por causa disso.
- Eu não sei se consigo ignorar. Queria poder mandar todo mundo pra puta que pariu! - ele riu de leve.
- Eu te ajudo e vamos ignorar juntos.
- Juntos? Como? - perguntei afobada.
- Do modo que você achar melhor. Mas cê sabe o que eu quero mesmo, não sabe?
- Não, não sei não. - dei um passo para trás.
- Eu prometo parar com as investidas, faço qualquer coisar pra ter você ao meu lado. - sorri.
- Eu prometo não ficar pilhada por bobagem. E deixa o povo falar, que que tem? - ri - Eu continuo viajando com vocês, ia sentir muuita falta.
- A gente também sentiria.
- Ah, aproveitando o momento, cê me leva pra conhecer o Jorge e Mateus?
- Levo pra qualquer lugar, só pedir. - ri e nos abraçamos.
- Obrigada.
- Não tem por onde, pequenininha. - apertou meu nariz - Tchau.
- Tchau, Luan. Desculpa eu ser tão bobinha.
- Cê vai acostumar rápido, já que não vai mais sair de perto de mim.
- É mesmo? Quem disse?
- Eu sei. - piscou entrando no carro e eu gargalhei negando com a cabeça.
Entrei em casa e fui conversar com minha mãe, falei que aquilo tudo poderia até ter um fundinho de "verdade".
- Eu acho que você tem que se dar uma chance de ser feliz, minha filha. Sem se prender ao que os outros pensam, da sua vida quem sabe o que é verdade, o que é melhor, é você. Apenas você.
- É né? - fiz careta.
- Sua mãe sabe mais, rapunzel. - ela piscou e nós rimos.
- Vocês tavam falando de quê hein? Eu também quero saber. - a Jaque entrou no quarto.
- Não vai saber de nada, você é fofoqueira.
- É?
- É.
- Tá vendo, né mãe?
- Ai, que garota chata. - lhe bati com o travesseiro.
- Aqui na cama não. Se quiserem brigar, vão pra grama lá fora.
- Não! Na grama tem formiga. - ela falou.
- E vai sujar minha roupa.
- Mas são frescas viu, sei não. - rimos.
- Malu, o Nicolas tá perguntando se você vai pra casa.
- Ele vai?
- Vai. - estranhei - Olha a hora pra tá na rua sozinha.
- Eu vou com ele, pai. - levantei.
- Tchau, baranga.
- Tchau, baranguinha. - nos abraçamos - Tchau, mãe.
- Tchau, filha.
- Bora, maria louca?
- Cuidado na pista vocês dois, venham aqui. - deu um beijo em cada um - Boa noite, crianças.
- Tchau, mãe. Acho que amanhã venho almoçar aqui, tenho plantão só de noite.
- Então trate de descansar. Vão.
Ela disse e saímos do quarto, desci abraçada com meu pai.
- Boa noite, minha menina.
- Tchau papai. - ele sorriu.
Entramos no meu carro e viemos pra casa, o Nick que veio dirigindo. Quando saímos do elevador, ele foi pro lado oposto ao meu.
- Cê não vai lá pra casa?
- Ué, não.
- Mas você não gosta de ficar aí sozinho.
- Quem disse que eu to sozinho? - arqueei uma sobrancelha, ele tocou a campainha do seu apê e a Stéfany abriu a porta.
- Amor!
- Oi, bebê. - que cena horrível.
- Nicolas, você tá com a chave do meu carro. - estendi a mão e ele jogou-a para mim - Adeus.
- Tchau. - falaram juntos e entraram, abri minha porta e entrei logo.
Tava tão cansada que nem comi nada, só tomei um banho quente e deitei.
Fiquei pensando e pensando, em tudo. Demorei bastante pra pegar no sono.

Tava tomando café da manhã quando bateram na porta, como boa curiosa que sou, levantei e fui ver quem era o indivíduo que não sabe tocar a campainha.
- Lírios. - me abaixei pra pegar o ramalhete e abri o cartãozinho, foi o Vi que mandou. Sorri.
- Gostou?
- Porra, que susto, Vitor! - reclamei e ele gargalhou - Tá querendo me matar é?
- Nunca, princesa. - me ajudou a levantar e entramos - Pensou com carinho na gente? Desculpa mas eu to ansioso.
- Eu deixo você me namorar, só que tem uma condição.
- Qual?
- Não me assuste mais. - ele riu e nos beijamos - Cê viu o que saiu ontem?
- Vi.
- E aí? - perguntei receosa.
- E daí? Eu não to nem aí pra essas fofocas.
- Sério?
- Claro, amor. - deixei as flores num vaso e sentei pra terminar de comer.
- Cê quer comer alguma coisa?
- Não, obrigado. Comi na casa da minha mãe.
- Ah.
- Ela disse que quer te conhecer.
- Próxima folga, beleza?
- Certo, vou cozinhar pra gente.
- Aí eu vi vantagem. - rimos - Posso escolher?
- Você pode tudo.
Depois ficamos no sofá, trocando beijinhos e carinhos. Tiramos uma foto e ele a postou no seu instagram, sem me mencionar nem nada. E a legenda foi "Que seja eterno enquanto dure, e que dure para sempre."
- Bonda da Stronda, Vi? - ri.
- É, cê conhece?
- Claro né. - gargalhei e ele riu. Peguei meu celular e entrei pra curtir a foto.
- Que tal se agora a gente largasse esses celulares, e fossemos curtir uma coisa à dois.
- Que tipo de coisa? - estreitei os olhos.
- Me leva pra conhecer a casa.
- Primeira parada? - sentei no seu colo e comecei a abrir os botões da sua camisa.
- Sua cama.





Vi que tem gente nova aqui, sejam bem vindas e fiquem a vontade para comentar sempre, é bom e a escritora gosta haha ♥
#PapoSério: De agora em diante postarei só no fim de semana, por enquanto<< que to acostumando com a rotina nova. Não é porque sou muito preguiçosa nem nada, mas realmente está/vai ficar muito puxado. Eu já não sou isso tudo em matemática, aí vem e colocam um dos pesadelos da escola como professora e que por uma bela coincidência, não vai com a minha cara. Olha que beleza! Definitivamente não posso bobear.
Quem tiver a capacidade de me entender e quiser continuar aqui comigo, ótimo. Quem não tiver paciência, só lamento.


Beijos!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Capítulo 12.


- Malu, eu to com fome... Acorda.
- Que foi? - falei sem abrir os olhos.
- Eu to com fome.
- Tem comida aí, doido.
- Faz pra mim?
- Ah cala a boca. - acertei minha mão na cara dele, mas foi sem querer.
- Calma, não precisa me espancar não.
- Foi mal. - ri - E se tá com fome, faz alguma coisa e come. Ainda to dormindo.
- To com preguiça.
- Não posso fazer nada. - senti o colchão afundar um pouco atrás de mim.
- Vou ficar aqui contigo, tá?
- Tá. Mas shh, faz silêncio.
- Uhum. - sentia ele vindo pra perto aos poucos, deu vontade de rir - Eu... Posso?
- Não vejo problema. - dei de ombros e ele se enfiou no edredom.
- Seu cabelo é cheiroso. - rimos.
- Para.
- O Vitor já sentiu o cheirinho do seu cabelo?
- O combinado era ficar calado.
- Ok... Mas sentiu ou não?
- Assim não.
- Vocês não... Dormiram juntos?
- Ainda não.
- Malu, tu é virgem? - gargalhei.
- Não né. Qual motivo do interesse repentino?
- Curiosidade.
- Ah sei, mas e se eu fosse?
- A gente podia resolver isso agora.
- Você é podre. - falei rindo e belisquei seu braço.
- Ai, sua louca. - mordeu meu ombro.
- Nojento! - riu - Que horas são hein?
- Meio dia e alguma coisa.
- Já? Tenho que levantar.
- Tem não, fica aqui. - me abraçou - Quer que eu te faça dormir?
- Como?
- Posso dar uma paulada na sua cabeça.
- Não, fico grata. - ele riu e começou a passar o dedo entre meus cabelos, suspirei devagar.
- É bom?
- Uhum. Dá soninho.
Ficamos um bom tempo em silêncio até meu celular tocar, era o Vitor.
- Cê não vai atender?
- Vou. - ri pegando o celular, sentei na cama e atendi - Oi Vi! Bom dia. To bem sim e você? ...Awn.
- Também quero ouvir. - revirei os olhos.
- Almoçar hoje?
- Não. Diga que não, você tá comigo.
- Cala a boca. - me mostrou a língua - Não, não é pra você calar a boca. To. É, o Luan. Aham, ele mesmo. Então tá bom, qualquer coisa te ligo mais tarde tá? Tchau, beijos.
- Tava falando o que de mim?
- Ele perguntou se eu não estava sozinha, aí eu falei que tava com você.
- Hum... A gente vai comer aonde?
- Não me lembro de ter sido convidada para almoçar, senhor Luan Santana.
- Rafael pra você. - piscou - E se não chamei, to chamando agora. Bora?
- Bora. - dei de ombros.
- Abriu uma churrascaria e eu queria conhecer, vamo?
- Churrasco não. E a minha dietinha?
- Recomeça depois.
- Ah não, é ruim.
- Posso pedir um japa então?
- Só se for pra enfiar os hashi no teu
- Êpa! No meu não. - falou rindo - Tava só brincando.
- Sem gracinha. Vai, diz o lugar logo. Tenho que escolher uma roupa.
- Vamo almoçar lá em casa.
- Na sua casa? Eu tenho vergonha.
- Não precisa nada disso. Meus pais te adoram, e a Bruna então? Nem se fala. Até o puff gosta docê. - ri.
- Eu sei mas tenho vergonha mesmo assim.
- Cê já foi lá milhares de vezes e se depender de mim, vai frequentar muito mais aquela casa. Vamo vai?
- Tenho escolha?
- Não. - fiz bico.
- Tá né! Vou me arrumar. - me espreguicei - Cê vai tomar banho?
- Isso foi um convite?
- Desisto de você, na moral. - falei rindo.
- Diz isso não que eu magoo. - fez biquinho, apertei suas bochechas e ele riu.
- Aqui nesse banheiro tem toalha, sabonete, pasta de dente e se quiser escova, tem na gaveta. Acho que as roupas do Nick poderiam caber em você, mas aqui não tem nenhuma, mandei tudo pra ele.
- Eu visto a mesma e troco em casa.
- Tá. To indo lá, qualquer coisa grita.
- Qualquer coisa mesmo? - arqueei uma sobrancelha - Tipo se o sabonete cair, tu vem me ajudar?
- Vai procurar Jesus, menino.
- Uai. Nem falei nada demais. - gargalhou - Você que tá nos imaginando fazendo bobagem, gosta do que vê?
- Para! - ri sacudindo a cabeça e lhe bati com um travesseiro.

O almoço com a família dele foi mega legal, eles são muito gente boa. Ele fez lá um creme de abacate pra gente comer no meio da tarde e praticamente quis me obrigar a comer, não gosto de abacate. Ele sabe disso.
- Ela não gosta, deixa ela. - sua mãe dizia.
- Come, cê vai gostá. - a Bruna caiu na risada.
- Deixa de ser chato. Eu não quero.
- Aposto que nunca nem comeu abacate.
- Nunca comi mesmo.
- Nunca? - seu pai perguntou - Porquê?
- Abacate é feio! - falei o óbvio gerando uma risada coletiva, fiquei roxa de vergonha.
Como vim de carro com o Luan, tava a pé, então fui pra casa da minha mãe depois. Ele veio comigo e até jantou com a gente.
- Gente, vocês já viram o que tá rolando? - a Jaque nos perguntou com o tablet na mão.
- Não. - ele disse.
- O que?
- Isso. - meu queixo foi no chão.






PODEM ME XINGAR, HOJE<<< EU DEIXO.
Amanhã posto um cap grande, e vou ver se posto dois porque acabou a liberdade, Brasil!
Tipo, vocês não tem culpa, quem assumiu o compromisso de postar foi euzinha mas cês podem me entender, vai? Eu não sei o que esperar desse ano e não possso bobear de jeito nenhum, mais uma vez tem vestibular e, esse ano vou me arriscar no ENEM também hauhauhah