- Malu, eu to com fome... Acorda.
- Que foi? - falei sem abrir os olhos.
- Eu to com fome.
- Tem comida aí, doido.
- Faz pra mim?
- Ah cala a boca. - acertei minha mão na cara dele, mas foi sem querer.
- Calma, não precisa me espancar não.
- Foi mal. - ri - E se tá com fome, faz alguma coisa e come. Ainda to dormindo.
- To com preguiça.
- Não posso fazer nada. - senti o colchão afundar um pouco atrás de mim.
- Vou ficar aqui contigo, tá?
- Tá. Mas shh, faz silêncio.
- Uhum. - sentia ele vindo pra perto aos poucos, deu vontade de rir - Eu... Posso?
- Não vejo problema. - dei de ombros e ele se enfiou no edredom.
- Seu cabelo é cheiroso. - rimos.
- Para.
- O Vitor já sentiu o cheirinho do seu cabelo?
- O combinado era ficar calado.
- Ok... Mas sentiu ou não?
- Assim não.
- Vocês não... Dormiram juntos?
- Ainda não.
- Malu, tu é virgem? - gargalhei.
- Não né. Qual motivo do interesse repentino?
- Curiosidade.
- Ah sei, mas e se eu fosse?
- A gente podia resolver isso agora.
- Você é podre. - falei rindo e belisquei seu braço.
- Ai, sua louca. - mordeu meu ombro.
- Nojento! - riu - Que horas são hein?
- Meio dia e alguma coisa.
- Já? Tenho que levantar.
- Tem não, fica aqui. - me abraçou - Quer que eu te faça dormir?
- Como?
- Posso dar uma paulada na sua cabeça.
- Não, fico grata. - ele riu e começou a passar o dedo entre meus cabelos, suspirei devagar.
- É bom?
- Uhum. Dá soninho.
Ficamos um bom tempo em silêncio até meu celular tocar, era o Vitor.
- Cê não vai atender?
- Vou. - ri pegando o celular, sentei na cama e atendi - Oi Vi! Bom dia. To bem sim e você? ...Awn.
- Também quero ouvir. - revirei os olhos.
- Almoçar hoje?
- Não. Diga que não, você tá comigo.
- Cala a boca. - me mostrou a língua - Não, não é pra você calar a boca. To. É, o Luan. Aham, ele mesmo. Então tá bom, qualquer coisa te ligo mais tarde tá? Tchau, beijos.
- Tava falando o que de mim?
- Ele perguntou se eu não estava sozinha, aí eu falei que tava com você.
- Hum... A gente vai comer aonde?
- Não me lembro de ter sido convidada para almoçar, senhor Luan Santana.
- Rafael pra você. - piscou - E se não chamei, to chamando agora. Bora?
- Bora. - dei de ombros.
- Abriu uma churrascaria e eu queria conhecer, vamo?
- Churrasco não. E a minha dietinha?
- Recomeça depois.
- Ah não, é ruim.
- Posso pedir um japa então?
- Só se for pra enfiar os hashi no teu
- Êpa! No meu não. - falou rindo - Tava só brincando.
- Sem gracinha. Vai, diz o lugar logo. Tenho que escolher uma roupa.
- Vamo almoçar lá em casa.
- Na sua casa? Eu tenho vergonha.
- Não precisa nada disso. Meus pais te adoram, e a Bruna então? Nem se fala. Até o puff gosta docê. - ri.
- Eu sei mas tenho vergonha mesmo assim.
- Cê já foi lá milhares de vezes e se depender de mim, vai frequentar muito mais aquela casa. Vamo vai?
- Tenho escolha?
- Não. - fiz bico.
- Tá né! Vou me arrumar. - me espreguicei - Cê vai tomar banho?
- Isso foi um convite?
- Desisto de você, na moral. - falei rindo.
- Diz isso não que eu magoo. - fez biquinho, apertei suas bochechas e ele riu.
- Aqui nesse banheiro tem toalha, sabonete, pasta de dente e se quiser escova, tem na gaveta. Acho que as roupas do Nick poderiam caber em você, mas aqui não tem nenhuma, mandei tudo pra ele.
- Eu visto a mesma e troco em casa.
- Tá. To indo lá, qualquer coisa grita.
- Qualquer coisa mesmo? - arqueei uma sobrancelha - Tipo se o sabonete cair, tu vem me ajudar?
- Vai procurar Jesus, menino.
- Uai. Nem falei nada demais. - gargalhou - Você que tá nos imaginando fazendo bobagem, gosta do que vê?
- Para! - ri sacudindo a cabeça e lhe bati com um travesseiro.
O almoço com a família dele foi mega legal, eles são muito gente boa. Ele fez lá um creme de abacate pra gente comer no meio da tarde e praticamente quis me obrigar a comer, não gosto de abacate. Ele sabe disso.
- Ela não gosta, deixa ela. - sua mãe dizia.
- Come, cê vai gostá. - a Bruna caiu na risada.
- Deixa de ser chato. Eu não quero.
- Aposto que nunca nem comeu abacate.
- Nunca comi mesmo.
- Nunca? - seu pai perguntou - Porquê?
- Abacate é feio! - falei o óbvio gerando uma risada coletiva, fiquei roxa de vergonha.
Como vim de carro com o Luan, tava a pé, então fui pra casa da minha mãe depois. Ele veio comigo e até jantou com a gente.
- Gente, vocês já viram o que tá rolando? - a Jaque nos perguntou com o tablet na mão.
- Não. - ele disse.
- O que?
- Isso. - meu queixo foi no chão.
PODEM ME XINGAR, HOJE<<< EU DEIXO.
Amanhã posto um cap grande, e vou ver se posto dois porque acabou a liberdade, Brasil!
Tipo, vocês não tem culpa, quem assumiu o compromisso de postar foi euzinha mas cês podem me entender, vai? Eu não sei o que esperar desse ano e não possso bobear de jeito nenhum, mais uma vez tem vestibular e, esse ano vou me arriscar no ENEM também hauhauhah
Esse chove não molha deles é Ilário kkkk #LaisAraujo
ResponderExcluirTo amando a fic :-)
ResponderExcluir