sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Capítulo 84.


- Quer ser padrinha do Lu no nosso casamento? Ele não tá com tempo, aí eu aproveitei que estou aqui em São Paulo e tô adiantando algumas coisas. Cê tem o endereço do Eduardo? Pensei em ir no estúdio mas
- Cala a boca. Como você tem coragem de fazer uma coisa dessas? O Luan não gosta de você, ele ama a Malu.
- Jaqueline, menos. Bem menos. - segurei seu braço.
- Que nada! Ela tem que tomar uma bela dose de semancol e sumir daqui agora. Eles estavam bem e você teve que aparecer pra estragar tudo.
- Eu não sabia que o lance de vocês era sério, Malu. - falou pra mim - Não precisa aceitar nada, me desculpa.
- Deixa de ser falsa!
Escutando a gritaria da cozinha, o Nick veio ver o que estava acontecendo e tirou a Jaqueline de perto da gente. Por dentro, eu estava rindo muito mas por fora, permaneci séria.
- Eu aceito, Ana Laura. - estendi a mão para o envelope que ela segurava.
- Como assim aceita? Tá doida, maria luíza?
- A-aceita? - cobriane gaguejou.
- Sim.
- Então... Aqui ó, obrigada por aceitar nosso convite.
- Não há de quê. - sorri falsa, não mais que ela.
- O Lu vai ficar feliz em saber que você aceitou.
- Eu imagino. Ah, espera aí. - falei e ela assentiu desconfiada.
Subi a escada enquanto todos me olhavam, fui no meu quarto e peguei a caixa de roupas do noivo dela. Desci e lhe dei, pedindo que o entregasse.
- O que é isso?
- Roupas. Se tiver mais, depois eu mando, tá bom? A porta é ali. - apontei - Muito obrigada pela sua visita, tchauzinho.
Dei as costas para Ana e voltei pro meu quarto, terminei de pintar minhas unhas e a Jaque apareceu com a Fany, elas também pintaram as unhas. E graças aos céus, niguém disse nada sobre o que rolou lá em baixo.
Minha mãe deu a ideia de jantarmos fora, todo mundo, menos o papai que estava trabalhando. Eu encontraria com eles no restaurante, ia passar no Vip antes.
- Se cê demorar, vou comer tudo e não deixo nadinha pra você.
- Eu atolo sua cara num prato de macarronada, Jaqueline. - ela riu - Tô indo lá, viu mãe? Até mais tarde.
Revirei os olhos e mudei de estação quando a rádio anunciou sua próxima música, não sou obrigada a nada. Meu celular começou a tocar no banco do passageiro e eu o olhei rapidamente, era um número privado, deixei tocar até cair, durante o caminho ainda tocou mais quatro vezes.
- Que que você tá fazendo aqui, menina? - ele perguntou rindo enquanto nos abraçávamos.
- Desculpa ter vindo sem avisar, mas eu preciso te entregar uma coisa. Devolver, na verdade.
- Não me diz que é o que eu tô pensando... Cê não gostou?
- Não, não é isso. É que você vai saber dar um fim melhor pra essa música... Dá pra outra pessoa cantar, sei lá. - dei de ombros.
- Mas ela é sua.
- Eu sei, muito obrigada. Só que eu não quero ficar guardando isso, sabe? E sendo minha, eu te autorizo a fazer o que quiser.
- Tudo bem. - lhe entreguei o tablet - Vai ficar guardada aqui, um dia se cê quiser de volta...
- Eu sei onde achar. - sorri - Obrigada.
- Não precisa agradecer. Quer um café?
- Ah não, vou jantar com a minha família. - senti meu celular vibrando na bolsa - Deve ser a Jaque ligando, vou atender.
- Claro.
- Alô? - era o número privado outra vez - Alô? Tem alguém aí?
- Quem era?
- Não tenho a menor ideia. Desde que eu saí tão me ligando, af. - revirei os olhos - Deve ser os caras na cadeia.
- Então nem atende a próxima. - assenti - Certeza que não quer nada?
- Absoluta. - ri - Eu tenho que ir. Vocês fizeram um trabalho ótimo com essa música, desculpa jogar o tempo de vocês no lixo.
- Nada a ver, Maluzinha. Eu te entendo, pode ficar tranquila. - nos abraçamos - Tchau.
- Tchau, Dudu. Beijo.
Quando eu saí do Vip, tava garoando e parece que foi só eu entrar no carro que começou a chover mais forte.
- Droga, mil vezes droga. - praguejei olhando o céu.
Aquela chuva só iria piorar, parti rumo ao restaurante e o número privado voltou a me ligar. Juro que ignorei o máximo que pude, até o momento que não aguentei mais e peguei o celular pra atender.
- Que que é?


* ROBERTO NARRANDO *

- Teve um acidente com uma moça de carro, ela capotou.
- Gravidade? - perguntei.
- Numa escala de zero à dez, cinco. Os bombeiros a tiraram das ferragens, prestaram os primeiros socorros e ela tá vindo pra cá.
- Identificação?
- Ainda não fui informado.
- Vou repassar aos outros. - saí apressado.
Hoje o hospital estava relativamente calmo, voltei pra emergência e continuei com os atendimentos. Quando a moça chegasse, ajudaria no que fosse possível.
- Doutor Roberto?
- Sim? - me virei e um bombeiro estava ali.
- Pediram pra avisar que a sua filha chegou. - franzi o cenho - A moça que capotou.
- Malu!? - corri até onde a encontraria.
- Vamos fazer tudo que precisar. Mantenha a calma.
- O que ela tem? - segui com a equipe que trataria dela.
- Apenas olhando, uma fratura exposta na perna esquerda. Mas temos que fazer exames.
- Vem conosco?
- Eu não vou aguentar, confio em vocês. - desabafei.
Sentei num banco que tinha ali no corredor e fiquei pensando no que podia fazer, mas eu não sabia. Uma mão tocou meu ombro e eu levantei o olhar, era o Vitor.
- Cadê ela?
- Tá lá dentro. - apontei com a cabeça.
- O senhor já avisou pra
- Não.
- Vou ligar pro Nicolas.
- Obrigado.
Considerando tudo que poderia ter acontecido, ela estava "bem". Estável.
A Samanta queria ficar com ela o tempo todo mas tinha que cuidar da Jaqueline, então revesamos nesses dois dias que a Malu está em coma induzido na UTI. Alguns amigos vieram lhe ver, os cantores principalmente e, o Luan cancelou a agenda dele pra ficar aqui com ela.

Hoje de manhã fui pra casa descansar um pouco e quando voltei agora à noite, ela já estava no quarto e acordada.
- Como foi que isso aconteceu?
- Tinha um número que não parava de me ligar... Eu já tava de saco cheio e peguei pra atender.
- Atender celular enquanto dirige? Errado, maria luíza. Errado! - Nicolas a repreendeu e ela riu de leve.
- Cê capotou sabia?
- Mentira! Quantas vezes?
- Umas quatro ou cinco. - o médico disse entrando, doutor Jonas - Seu carro foi perda total, dona Malu.
- Ah não.
- Como está se sentindo?
- Minha perna doe, e esses arranhões vão ficar uó quando sarar. - ele riu.
- Vamo sair pro Jonas examinar a louca. - o Nick saiu do quarto com a Jaqueline.
- Sua perna ainda vai doer muito, mas nada que muito repouso não resolva.
- Graças a Deus. - abracei minha mulher.
- Bom, tenho outros pacientes pra ver agora. Qualquer coisa é só chamar. - assentimos e ele saiu.
Quando contamos que o Luan estava do lado de fora e que queria vê-la, ela ficou muito agitada. Pedi para colocarem um calmante no suco e logo depois do jantar ela adormeceu.
- Como ela tá, seu Roberto?
- Melhorando. Pode ir pra casa, já faz muito tempo que você tá aqui.
- Vou ficar até ela poder ir embora. - falou decidido - Posso falar com
- Ela dormiu. - o interrompi - Vai pra casa, dorme e amanhã você volta pra ver ela. Pode ser?
- Quero ficar.
- Luan, amanhã você volta.
Passei uns longos minutos para convencê-lo a ir pra casa, ele é tão teimoso quanto a Malu e a Jaqueline. E me questionou muito em relação ao coma, expliquei que preferimos assim porque sabíamos o quanto ela ficaria inquieta se estivesse acordada, ele concordou.



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"Mesmo de mal de mim, eu vou estar com você."
— Quando Deus quer.

2 comentários:

  1. Ela tem que ver ele pra brigar com ele e amei a idéia de ser madrinha kkkk continua e não demora pra postar não

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  2. Olha lá heim, faz a Malu da uns pegas nele antes do casamento ashuashua
    OLHA AQUI DONA PERUA, QUERO A MALU INTEIRINHA, FIRME E FORTE VISSE? ENTÃO DA UM JEITO DE FAZER ELA FICAR BEM LOGO
    antes que eu me esqueça, CONTINUAAAA PERUAAA

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