* LUAN NARRANDO *
Essa semana a Ana Laura fez uma ultrasonografia que mostrou o sexo do nosso bebê, seria um menino. Já fazia algum tempo que eu não sorria de verdade, meu filho é uma das poucas coisas que estão me animando esses tempos.
Quando ela começou a falar de nomes, viajei num flash back e me vi junto com a Malu, conversando sobre nosso Enrique e ri sozinho.
Meus pais já estavam acostumados e até felizes com a ideia de serem avôs, a Bruna é que ainda demonstrava resistência.
- Realmente, essa criança não tem culpa da sua irresponsabilidade.
- Então fica um pouquinho feliz, vai? Cê tem que me ajudar a comprar roupinhas, ajeitar o quarto. - ela suspirou.
- Ele vai ficar aqui né? Quando a Ana
- É. - lhe freei.
Minha mãe entrou no quarto e me ajudou a arrumar minha mochila.
Depois que almocei, parti pra outra maratona de shows que me aguardavam e eu dormi durante todo voo.
Atendi uns fãs no aeroporto e na frente do hotel tinha uma quantidade anormal, tentei dar atenção para todos e o Well teve que me ajudar a entrar logo. O Testa já entrou me apressando, teríamos que chegar mais cedo no local do show por causa de uma entrevista pra tv local.
- Segura, por favor? - ele pediu e colocaram o pé na porta. Ao entrar naquele elevador meu coração parou.
- Roberval, que saudade! - ela disse e eles se abraçaram.
- Tava falando de você hoje, eu e a Marla.
- Bem né?
- Claro. - riram - Beleza, cara?
O boi e o tatuado se cumprimentaram e eu só tinha olhos para ela, saí do transe com um cutucão do Rober, ao que parece o tal do Paulo tinha falado comigo.
- Ah, oi. - apertei sua mão.
- É um menino né? Parabéns. - ela me disse.
- É... Obrigado.
Eu e o Paulo ficamos calados enquanto ela não parava de tagarelar junto com o Rober, até ouvirmos um barulho estranho e o elevador parar. Engoli seco.
- Ai Jesus. E agora?
- Calma. - o tatuado tentou tranquilizá-la. O cubículo despencou alguns metros, a fazendo se "segurar" nas paredes.
- Não acredito que vou morrer aqui.
- Vira essa boca pra lá, tá louca? Alguém vai tirar a gente daqui, né Paulo?
- É sim, Rober.
- Claro que alguém vai tirar a gente daqui. - falou óbvia - Os funcionários do IML! E nós vamos estar tão amassados que eles vão precisar de uma pá.
Rimos dela, que ficou brava e vermelha. Rainha do drama.
E esse cara? Tá vendo como ela tá nervosa e não faz nada. O olhei como se dissesse "qual é a tua?", ele fez cara de "o que eu posso fazer?" e eu rolei os olhos. Rober nos olhou negando com a cabeça e se entendi certo, "falou" que eu quem devia fazer algo e o Paulo concordou, indicando com a cabeça que eu tinha que ir. Os dois me olharam com uma cara nada boa quando eu fiz menção de negar.
- Ei. - as luzes apagaram no momento que peguei sua mão, ela estava gelada.
- Luan?
- Tô aqui. Cê tá com frio?
- Não.
- Como se eu não te conhecesse, maria luíza. - coloquei minha jaqueta sobre seus ombros e lhe trouxe pros meus braços.
Demorou um pouco mas ela se aconchegou dentro do meu abraço, repousando a cabeça em meu peito.
- Tenta apertar algum botão aí.
- Bota luz aqui, liga o flash. - eles começaram a mexer nos botões mas nada acontecia - Deve ter faltado energia.
- Um hotel desse tamanho não ter gerador é foda.
- Vai ficar tudo bem, eu prometo. - sussurrei.
- Não promete o que você não pode cumprir, cabeção.
Apertei-a mais ainda, quis guardar na minha mente cada detalhe e a sensação de tê-la nos braços outra vez. Cheirei seus cabelos, beijei seu rosto e dedinhos delicados afagaram minha barba, sorri sentindo seus carinhos.
- Me perdoa?
- Perdoo. Não quero morrer guardando magoa de ninguém.
- Cê não vai morrer agora, pequenininha. Se precisar, eu dou minha vida pela sua.
- Ninguém vai morrer aqui não, calem a boca. - Testa disse irritado e ela riu.
Os minutos que passamos ali me fizeram pensar muito, não sei como eu estava conseguindo viver sem essa menina. Ver fotos todos os dias antes de dormir não ajuda em nada, só alimenta minha culpa e a saudade.
- Será que eles tão tendo alguma coisa? - pensei alto.
- Malu e Paulo?
- Quem mais? - ele revirou os olhos.
- Acho que nem dá nada mas se rolar, eu aprovo.
- Aprova é?
- Aprovo a felicidade da caçula.
Estávamos sozinhos no corredor, indo para nossos quartos. O pessoal do hotel trouxe um técnico pra nos resgatar de dentro do elevador, foi uma falha da máquina e como não teve nenhum efeito grave, nós achamos melhor abafar o assunto.
Tomei banho e me vesti, iríamos jantar num restaurante da cidade mas antes de sair, precisava esclarecer umas coisas.
"Jaque?" - lhe mandei uma mensagem.
"Luan?"
"Oi."
"Oi digo eu né?"
"Kkkkkkkkk. Cê tem visto a Pi? Sabe onde ela tá?"
"Como eu vou saber aonde ela tá, se a irmã é sua? Eu hein.
Manda a real, vai. O que cê quer falar?"
"Tô no mesmo hotel que a Malu."
"Eee???"
"Ficamos presos no elevador."
"MEEEU DEUS! Vocês tão bem? Tavam sozinhos? O que aconteceu?"
"Ela ficou bem nervosa, mas tá tudo bem. O Paulo e o Testa tavam lá com a gente."
"Ah... Eu sei que cê não me chamou só pra falar isso, a Malu já podia ter me contado.
Que que foi?"
"Espertinha você né?
Quero te perguntar uma coisa"
"Pergunta de uma vezzzzz"
"A Malu tá ficando com alguém?"
"Não sei.
Cara, tu vai c-a-s-a-r, que que tem ela ficar com alguém?"
"Nada, nada. Eu quero que ela seja feliz, Jaque."
"Então pra quê chamou ela pra ser sua padrinha?"
"Não chamei nada, é a Ana Laura que tá fazendo essas coisas.
E pra quê ela aceitou também? A culpa não é minha."
"Nhenhenhem. Cala a boca.
A culpa é sua sim, você disse que não ia fazer minha irmã sofrer e olha aí!"
"Eu nunca quis magoar a Malu."
"De boas intenções o inferno tá cheio né?
Luan, eu gosto muito de você e de vocês juntos, mas por favor, não chega perto dela."
A Jaqueline tem toda razão de estar me tratando dessa forma, mas mesmo assim né? Ela podia pegar mais leve comigo, eu também tô sofrendo poxa.
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"He says, "What you heard is true, but i can't stop thinking 'about you"."
— Style.
Jaque sincera, amoooooo SABRE RAFALU AMOOOO MAIS AINDA, QUERO MAIS MEU CASAL, EU NECESSITO.
ResponderExcluirCONTINUAAAA PERUA