sábado, 17 de janeiro de 2015

Capítulo 6.



Saímos da piscina pra comer, vesti logo meu short e fiquei só com a parte de cima do biquíni. Subimos no quarto da Bruna, ela ia pegar o bronzeador e eu aproveitei pra pentear os cabelos.
- Quando chegar em casa, faço hidratação.
- Ah mas se quiser, pode ir no meu banheiro.
- Não precisa, Bru. Obrigada.
- Então tudo bem.
Quando descemos a Marla havia acabado de chegar, e o Rober já estava lá. Aos poucos foi chegando gente e mais gente. O Mariano, o Zezé, a Joana, o Sorocaba, a Ju, o Douglas, a banda, algumas pessoas da Central...
Como é de praxe, os cantores se juntaram pra tocar umas modas. Gravei algumas partes e postei no Insta pra meninas verem.
- Luan, é melhor ir devagar na bebida. Come alguma coisa.
- Eu to ótimo, Malu. Fica tranquila, é uma festa.
- Quem bebe muito não aproveita a festa, faz merda e ainda esquece tudo.
- Tá... Relaxa, mamãe. - revirei os olhos.

A farra foi boa e comida não faltou, minha barriga que o diga. Era quase meia noite quando os últimos foram embora, eu tava tão avoada que nem percebi o tempo passar.
- Nossa Bru, olha a hora! Tenho que ir.
- Cê não tá de carro?
- Não, vou chamar um táxi.
- Uma hora dessas? Não é muito confiável, uma moça sozinha. - a dona Marizete disse.
- O Luan te leva, Malu.
- Não precisa, seu Amarildo.
- Não precisa o que? - ele entrou na cozinha com o celular na mão.
- A Malu tá querendo ir pra casa de táxi.
- Sozinha? De jeito nenhum! Bora, eu te levo em casa.
- Cê bebeu.
- Estou sóbrio, maria luíza. Bora simbora.
Me despedi de sua família e agradeci pelo dia maravilhoso. Ele pegou o carro e saímos.
Como era perto, fomos só nós dois mesmo.
- Eu sei que não é da minha conta mas cê tava falando com quem no telefone? Voltou com uma carinha tão coisada.
- Era a Ana... Ela tá estranha. Mas eu não quero falar disso.
- Ok! - ergui as mãos.
- É só que eu não quero falar agora mas é bom saber que posso contar contigo, Malu.
- Claro que pode, se precisar to aqui. - sorriu - Pode ligar, mandar whats, viber, sinal de fumaça, ir lá em casa... Menos quando eu estiver dormindo.
- Como eu vou saber? Tu só dorme, muié. - rimos.
- Poxa, falar nisso, eu podia ter ido pra casa da minha mãe né?
- Agora já era. - ele riu e entramos na garagem do meu prédio. Pegamos o elevador até o quarto andar.
- Cadê minhas chaves? - perguntei enquanto as catava na bolsa - Achei.
- Então está entregue, sã e salva. - rimos.
- Cê não vai entrar?
- Tava esperando o convite. - ri negando e fechei a porta.
- Quer alguma coisa? Um suco, água?
- Aceito a água.
- Então pega aí. Eu vou tomar banho.
- Quer ajuda pra esfregar as costas? - estreitei os olhos.
- Não, panaca. - ele riu.
Fui pro quarto e larguei a bolsa na escrivaninha, entrei no banheiro e tomei uma ducha quente.
Vesti uma um pijama um pouco maior pelo fato de ter visita, calcei minhas pantufas e soltei o cabelo.
- Olha que lindinho, um panda. - apontou pro meu pé.
- Muito fofinho, eu sei. Tá com fome? Vou fazer miojo de copo.
- De copo?
- É, quer ou não?
- Tá, quero. - coloquei água pra ferver, abri a geladeira e só achei refrigerante.
Três minutinhos depois ficou pronto, sentamos no balcão da cozinha e comemos. Escovei os dentes e ele disse que ia pra casa, tava bem tarde.
- Cuidado na volta, tá?
- Tá. Brigado pelo miojo de copo. - rimos.
- Não tem por onde. - ele riu e nos abraçamos. Eu gosto de abraçá-lo.
- Amanhã não tem nada pra fazer, folga né? - assenti e senti ele fungar em meu pescoço, me encolhi arrepiada e ele riu.
- Cê gostou do perfume? - brinquei.
- É muito gostoso. - seus olhões começaram a me encarar. Opa.
- Boa noite, Luan. Tchau.
- Boa noite, Malu.
- Já pode me soltar.
- Cê fica linda assim vermelhinha, sabia?
- Ou, para com isso.
- Shh. - seu polegar acariciou minha bochecha. Wtf, bitch?
Meu coração batia descompassado, ele estava aparentemente nervoso e sorriu pra mim antes grudar nossos lábios, um beijo cheio de pressa e ao mesmo tempo suave. Eu simplesmente não tinha forças pra sair dali, nem raciocinar direito eu conseguia.
- Jesus... - coloquei minha mão na boca - Melhor você ir pra casa agora.
- Malu, espera. - segurou meu braço - Eu não consegui segurar, eu g
- Não precisa explicar nada. Vamos fingir que nunca aconteceu.
- Vai ser como você quiser. Só não se afasta de mim, por favor.
- Nunca! Nunca. - o abracei por impulso e ele beijou meus cabelos.
- Tchau, pequenininha.
- Tchau. - sorri de lado e ele foi, esperei até que a porta do elevador fechasse.
Agora alguém pode me explicar que porra foi essa? Eu podia ter empurrado ele mas não, deixei ele me beijar. Ah cara, quem resistiria àquele homem que atire a primeira pedra!
Isso foi errado, totalmente errado e agora eu não sei com que cara vou olhar pra ele. Podia ser tudo simples: nada aconteceu, está tudo igual. Nada vai mudar.
ACONTECE QUE EU SOU UMA PESSOA COMPLICADA!
Em meio a discussão com meu sub-consciente, acabei dormindo no sofá e acordei com uma puta dor nas costas.
Liguei pro Nick e falei que queria conversar, ele disse que também queria conversar comigo e parecia bem animado. Me chamou pra almoçar num restaurante, mas eu insisti pra ele vir aqui em casa. Vontade de me arrumar pra sair: zero.





RÁ! EU DISSE QUE VIRIA.
Eu não sei se isso foi meio precipitado, mas gostei do resultado. Agora quero saber se vocês gostaram ok?
Agora vou indo me arrumar porque mais tarde tem festinha, beijocas!

3 comentários:

  1. Posta mais logo nao demora por favor!

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  2. O beijo veio mais rápido do que eu esperava #LaisAraujo

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  3. Oii leitora nova aqui, o beijo veio beeem rápido mas ta legal posta mais

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