segunda-feira, 30 de março de 2015

Capítulo 29.



- Luan, acorda! Ei.
- Que é, Bruna? - perguntei abafado pelo travesseiro.
- O que tu tava fazendo no motel com a Malu? Tipo eu até imagino o que, mas... Caraca.
- Quem foi que te falou isso?
- Tá na internet, tem foto e tudo.
- Ai Deus. - tirei o travesseiro do rosto e sentei na cama - Deixa eu ver isso.
- Nem dá pra negar.
- Eu não vou negar. - se espantou - Eu não falei nada ontem pra não preocupar vocês... Só que tinha alguém atrás da gente desde que saímos do shopping e pra despistar, entramos lá.
- Tá vendo que tu não pode sair sozinho! - me deu um tapa na testa.
- O que tá escrito aqui é uma puta mentira, a Jaque tava no carro com a gente.
- Nesses anos todos você ainda não sacou que eles não querem a verdade? Querem o que vende mais.
- A Malu já ligou?
- Ela não, mas a Ana... - fez careta.
- Ainda tem isso!
- A Arleyde tá perguntando o que aconteceu, pra saber o que dizer. - meu pai entrou no quarto com o celular na mão.
- Não aconteceu nada e diz pra ela que não é pra falar nada. - bufei.


Troquei mensagens com a Malu depois do almoço e ela concordou em não falar nada, não fizemos nada errado mesmo.
Um pouco depois peguei o celular e entrei no Twitter, pra ficar só de olho nelas, o assunto era um tweet da maria louca e 'Jaque' tava entre os assuntos mais comentados.


"até pq eu iria levar a Jaqueline pro motel pra empatar foda né? NossazZzzZZzzZzz. Seje menas."

Não teve como não rir, e me segurei pra não retweetar ela. Saí de lá e entrei no Insta, atualizei o feed e apareceu uma foto postada pela Jaque, nós três comendo batata frita ontem e com a legenda: "1/... de ontem. #sejemenas", gargalhei e dei like. Fui olhando as outras fotos e o feed atualizou sozinho, outra vez ela, dessa vez era uma da gente no carro antes de sairmos do shopping "2/... de ontem. #sejemenas", curti a foto de novo e chamei ela no WhatsApp.

"Jaaaque!! Tem mais foto da gente aí né?"

"De ontem? Tem um monte hahaha"

"Manda ae, muié. Vou postar também."
"Uia! Qual que cê quer?"
"Aquela das espada."
"Com as batatas? KKKKKKKKKKK vou procurar."
"To esperandoo."

Ela me mandou a foto e tava bem engraçada, a gente tava usando aquelas coroas e as batatas fritas como se fossem espadas, não entendo como essas de restaurante são tão grandes. Foi a Malu que tirou a foto.

" A # é vocês quem fazem..! :x "


Nos comentários só deu seje menas, fiquei rindo e minha mãe entrou no quarto.
- Que foi, filho?
- Essas meninas são uma graça. Acho que agora tá tudo resolvido. Se as minhas neguinhas acreditam em mim, já basta. Deixa o resto do povo imaginar o que quiser!
- E a Aninha, Luan?
- Tinha esquecido dela. - fiz careta e comecei a discar seus números - O que eu falo? Se é que eu vou conseguir falar.
- A verdade, a verdade sempre. - falou me olhando de um jeito misterioso - Pensa nisso um pouco, e depois cê liga pra ela.
- Tudo bem.
- Quer alguma coisa especial pro jantar de hoje?
- Não, o que a Senhora quiser pra mim tá bom. - ela sorriu e eu lhe abracei - Tava com muita saudade.
- Quer colo da mãe? - assenti e ela riu, deitei minha cabeça em seu colo enquanto ela me fazia cafuné.
Ficamos conversando um tempão, contei tudo pra ela e quase falei da Malu. Eu confio na minha mãe, claro, mas ela iria me dizer pra parar e isso eu não posso fazer.





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"O tempo passou, a vida mudou."

— Nocaute.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Capítulo 28.


Depois de mais alguns dias de correria, tiramos a semana de folga. O Luan ia parar pra ver com o Dudu as coisas do single e blá blá blá.
Ontem, praticamente dormi o dia todo. Hoje a minha querida irmãzinha, exigiu que eu passasse o dia com ela, aí como sempre, fomos pro shopping. De táxi porque o carro do Nicolas tava na revisão e ele tava com o meu. Mereço? Não.


- A gente precisa passar mais dias juntos. - a Jaque tagarelava do banco de trás - Foi irado!
- Jaqueline, cala essa boca. - falei irritada.
- Deixa a menina, tá tudo bem agora! Relaxa.
- Você é muito neurótica, meu Deus do céu.
- Tenho que concordar com ela.
- Olha Luan, cala a boca você também. Os dois viram que eu não tava errada. - cruzei os braços.
Encontramos com o Luan no shopping, não sei o que deu na cabeça dele pra sair sozinho né mas tudo bem, agora. A Jaque insistiu tanto que ele viu filme com a gente, comemos pizza e um monte de besteira.
- As moças estão entregues. - ele disse quando parou o carro na frente da casa da mamãe.
- Cê não quer esperar um pouco pra ir pra casa? Pedir pro seu pai vim te buscar? - ele riu.
- Não precisa, bobona. To pertinho de casa já.
- Então tá né.
- Tchau Luan, e sério, a gente tem que sair mais vezes.
- Pode deixar, Jaque. É só a maria louca topar.
- Quem sabe outro dia, sem muita emoção. - eles riram, a Jaque desceu do carro e correu pra casa.
- A gente precisa mesmo repetir isso, adorei passar a tarde com vocês.
- Foi bem legal mesmo. - ri.
- Então a gente tá de boa gora, né?
- Pode-se dizer que sim.
- Não gosto de ficar "brigado" com você. - sorri sem mostrar os dentes.
- Promete pra mim que não vai mais sair sozinho?
- Prometo, eu juro tá?
- Olha o que podia ter acontec
- Para! - colocou um dedo na minha boca - Não aconteceu nada e nem vai acontecer.
- Deus queira. - suspirei - Vou entrar.
- Tchau, pequenininha.
- Cuidado no caminho.
- Ai, que mulher chata. - segurou meu rosto e me dei um selinho demorado - Eu sei me cuidar.
- Tá, só não faz mais isso... Alguém pode ver.
- Então quer dizer que eu só posso te beijar se estivermos trancados num quarto ou sozinhos no camarim?
- A gente já falou sobre isso. Você não pode ficar me beijando em lugar algum.
- Fala isso pra minha boca, e pra sua também né?! - corei.
- Isso é detalhe. Eu já vou. - beijei sua bochecha - Me manda uma mensagem quando chegar.
- Uhum, boa noite.
- Boa noite. Beijo. - ia sair mas ele segurou meu braço.
- Que é?
- Ué, o beijo.
- Ah garoto! - gargalhei e saí. Ele só foi embora quando entrei em casa.
A Jaqueline tava numa falação só.
- A melhor parte foi quando tinha um carro seguindo a gente e
- Tinha o que? - minha mãe quase teve um treco.
- Oh God. - murmurei.
- Que história é essa, maria luíza? - até minha mãe me chama assim, a culpa é do Luan.
- É mãe, tinha um carro seguindo a gente desde o estacionamento do shopping.


* LUAN NARRANDO *

Entrei em casa e todos estavam terminando de jantar, tirei meus sapatos e deitei no sofá. Liguei a televisão e passava Jornal Nacional, logo eles vieram pra sala também.
- Não vai comer, filho?
- Comi com as meninas, mãe. To sem fome.
- Você não tava com o Rober?
- Não. Saí só. - fiz careta esperando uma bronca.
- Tu não pode ficar saindo sozinho, Deus nos livre, vai que acontece alguma coisa!
- Eu sei, desculpa. Tava precisando ficar um pouco sozinho...
- Eu entendo, filho. Mas cê sabe como as coisas são.
- Sei e não reclamo, eu amo tudo isso. Gosto do Testa e o Well sempre comigo, são meus amigos, só que tem umas horas que eu quero ser livre, um cara normal. - ri - E eu prometi pra Malu que não faria isso outra vez.
- Tava com a Malu, Pi? - se jogou no sofá escorando o queixo no meu joelho.
- Encontrei ela e a Jaque no shopping.
- Ah, o que vocês fizeram o dia todo?
- Vimos uns três filmes. - ri.
- Da próxima vez me convida também, poxa.
- Convido. - abracei ela - Próxima vez que eu tiver de bobeira em casa, ligo pra Malu e nós vamos levar nossas irmãzinhas pentelhas pra passear, tá?
- Ei! - rimos.




Oi, tchau de novo! Beeijo ♥
_


"Me deixou assim, implorando por pedaços desse nosso amor
que é tão errado." 
— Esse amor tão errado.

terça-feira, 24 de março de 2015

Capítulo 27.



- Oi Malu?
- Vai no quarto do Luan e vê se ele já começou a se arrumar?
- Ué mas quem faz isso é você, sempre.
- Mas antes era tarefa sua. - o lembrei - Por favor? Não to com saco.
- Tudo bem. Eu vou lá.
- Obrigada! Beijos.
- Tchau. - desliguei.
Terminei de me arrumar e desci pra jantar, todo mundo já estava lá. Sentei entre a Mama e o Baron.
- Boa noite, gente.
- Boa noite, caçula. - o Ju disse, fiz careta e rimos.
- Cadê Luan?
- Sei lá, deve tá tirando o atraso com a namorada. - gargalharam.
- Você não gosta mesmo dela né?
- Depois daquele dia passei a ter certeza de quem ela é de verdade, não sou obrigada. - dei um gole no meu suco - Vamos mudar de assunto?
- To com fome de brigadeiro. - a Karielle disse fazendo careta e nós rimos.
Fomos todos juntos na mesma van e chegando lá, fiz meu trabalho normalmente.
Tava quase na hora de entrar no palco e o Luan tava no camarim com a Ana, como não avistei o Roberval, euzinha que tive de ir chamá-lo.
- Luan? - dei duas batidinhas na porta e abri um pouco - Tá na hora.
- Tá bom. Aninha, vai indo lá pro lado do palco!? - ele a beijou, ela assentiu e saiu - Malu, espera.
- Que que é?
- Me ajuda a arrumar o ponto aqui? - entrei e ajeitei o ponto dele.
- Tá legal agora?
- Tá, obrigada.
- Nada. - dei de ombros e me virei para sair, mas ele fechou a porta.
- Não fica desse jeito comigo.
- Eu to normal. - falei sem paciência.
- Não tá não. - me prendeu na parede. Ai caralho.
- Luan, por favor né? Me deixa ir.
- Só depois disso. - selou nossos lábios demoradamente e vendo que eu não ia corresponder, ele parou - Deixa de ser chata e me dá um beijo vai? Não faz assim.
- Pede beijo pra sua namorada.
- Ciúme?
- Claro que não. Agora me larga ou eu te bato.
- Cê bate e eu gamo mais ainda. - apertou minha cintura e aproximou nossos rostos outra vez.
- Sai Luan. - minha voz falhou, droga. Ele sorriu.
- Vocês dois vão sair daí hoje? - Rober nos assustou quando bateu na porta, empurrei o Luan e a abri.
- Estávamos saindo. - falei.
- Sei.
- E como você sabia que ela tava comigo?
- Encontrei a Ana e ela disse que vocês tavam arrumando alguma coisa. E ah, quero saber quem dos dois tentou me assassinar com uma portada na cara. - eu e o Luan rimos.
- Não foi eu.
- Tá rolando alguma coisa aqui?
- Infelizmente não. - Luan disse na maior calma, quase o matei com o olhar.
- Tomem cuidado nisso, tá? Se precisar de mim qualquer dia, só gritar.
- Isso é coisa que se diga, meu filho?! Seloco hein. - neguei com a cabeça e deixei os dois lá.
Ganhei uma câmera profissional do Nicolas, o Vi trouxe pra mim e só lembrou de me dar quando tava indo embora. Aí, agora eu to "ajudando" o Rober e o Berton, que sempre elogia minhas fotos e brinca dizendo que tem medo que eu tome o lugar dele.







Oi, tchau!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Capítulo 26.



Quatro dias se passaram desde o meu aniversário, quatro dias que Luan e eu estamos ficando, pois é. Eu sei que é muito errado, que nós dois temos compromisso e que devíamos honrá-los mas simplesmente não dá! Por isso estou evitando ao máximo ficar sozinha com ele, só que tá difícil e a criatura não colabora.
Terminei de arrumar minha mala e peguei meu celular, tinha uma mensagem do Luan pedindo ajuda pra arrumar a mala dele, claro que não é isso que ele quer, então eu neguei.
"Vem vai?"
"Não!"
"Vou te dar três minutos, se você não vier aqui..."
"O que?"
"Eu vou aí atrás de você." - ri e liguei a televisão.
Depois de uns cinco minutos ele bateu na minha porta, tá pra nascer alguém mais insistente que esse cara.
- Abre aqui?
- Não vou abrir.
- Ô garota! - gargalhei - Quando eu te pegar, cê vai me pagar.
- Volta pro seu quarto, coisa chata.
- Vem vindo alguém ali, abre por favor.
- Quem é?
- Como que eu vou saber?
- E como você sabe que vem alguém?
- Malu!
- Tá bom, tá bom. - abri, ele entrou e trancou a porta - O que você quer?
- Sério que eu ainda preciso falar?
- Deus do céu.
- Você gosta tanto quanto eu, admite pra mim.
- Não vou te deixar mais convencido do que já é.
- Eu sabia... Tá esperando o que?
- Pra quê?
- Me beijar uai. - ri da sua cara de pau e ele me puxou pela cintura.
Nosso beijo era intenso mas sem muita afobação, até porque ninguém fugiria. Depois, ele deitou na cama e ficamos vendo televisão como se nada tivesse acontecido.
- Muda o canal aí. - falei.
- Não.
- Intervalo foi feito pra isso, zapear por todos os canais e vê se acha algo melhor. - ele riu e me deu o controle remoto.
- Por falar em algo melhor... Se por acaso eu terminasse com a Ana, cê ficaria comigo?
- Posso te falar a verdade? De verdade.
- Lá vem. - rolou os olhos - Pode vai, fala.
- Eu gosto muito do Vitor, e confesso, também gosto do que fazemos mas
- Eu já entendi, você não quer terminar com ele. - assenti - Mas e a gente? Como fica?
- A gente não fica. Isso tá indo longe demais... Eu sou uma fraca, e você é o meu pecado.
- Não vá dizer que a culpa é só minha, não to beijando sozinho!
- Claro que a "culpa" não é só sua. Acontece que eu não quero jogar fora esses meses com o Vi por uma ficada com você.
- Pensei que eu significava mais que "uma ficada". - cruzou os braços.
- Não vem com drama, tu entendeu o que eu quis dizer.



Ficamos de mal um do outro, criancisse. Obviamente todo mundo estranhou, mas eu não tava nem aí.
A Ana tava no estacionamento do aeroporto, tínhamos acabado de chegar em Fortaleza, veio fazer surpresa pro namoradinho.
- Eu quero é novidade.
- Será que ela faz alguma coisa de útil nessa vida?
- Eu acho que não. - eu e o Rober rimos.
- A gente vai de van ou de carro até o hotel?
- De carro, graças a Deus.
- Roberval, você é venenoso! - gargalhei.
- Cês dois tão brigados?
- Ah... Mais ou menos, acho que sim. - dei de ombros.
- Entendi.
Num carro foi o Luan com a Ana e o Wellington e no outro, eu, Rober e tia Arleyde.
O dia seria cheio, de tarde tinha rádio, depois um programa da filha de não sei quem e à noite, show.
Como eu não ia pra rádio, aproveitei pra descansar. Tomei banho, liguei o ar e deitei, quando tava quase dormindo a Jaque ligou.
- Malu, quando você vem pra casa?
- Acho que segunda. Porquê?
- Posso fazer uma social no seu apê?
- Não. - falei óbvia.
- Por favor?
- Não.
- Eu juro que não te peço mais nada até o fim do ano.
- Eu já disse que não, Jaqueline.
- Desisto viu! Vou pedir ao Nicolas e a Fany, pelo menos ela é legal.
- Olha aqui, menin - desligou. Se bem conheço ela, aposto que está rindo. Peste.







Como vocês sabem, pc agora só no fim de semana. Acho que é só isso... Comentem e tals.  X.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Capítulo 25.



O Vi foi junto com a gente na van, ele já conversava normal com todo mundo.
O show seria em Abreu e Lima, não era perto do hotel que ficamos, em Boa Viagem. O Luan tem certa fama de atrasildo entretanto, desde que eu comecei a viajar com eles isso mudou bastante.
- Vi, fica lá pelo backstage? Vou fazer as coisas aqui.
- Tá bom, amor. - lhe dei um selinho e saí em busca das sorteadas pro camarim.
Quando apareci, começaram a cantar parabéns pra mim. Sou manteiga derretida e chorei mesmo, ganhei vários abraços e presentes também, os dei a um segurança e pedi que ele levasse pra dentro.
- Vocês não tinham esse direito. - ri secandos as lágrimas - Borrou minha maquiagem toda.
- Cê fica linda de qualquer jeito.
- Ai, meu Deus. Muito obrigada viu? Muito mesmo. Além de vocês, só quem lembrou do meu aniversário foi o Vitor e o Luan.
- Como foi o parabéns do Rafa? - um garoto perguntou.
- Normal uai, vocês sabem como ele é. - ri tentando fugir da resposta.
- E do seu namorado?
- Não vou entrar em detalhes. - gargalhamos.
- Ele veio pro show?
- Veio, tá lá pra dentro. Agora vamos ver se os sorteados estão todos presentes? - assentiram e eu fiz a chamada, a maioria estava ali - E quem não conseguiu dessa vez, não desistam viu?
- Faz tanto tempo que eu tento, Malu. Hotel, show, sorteio, aeroporto... Não sei se aguento mais.
- Ô meu amor, não fala assim.
- É muito difícil, Malu e tem hora que a pessoa cansa. Todo mundo dizendo que tu não vai conseguir e o destino só jogando contra, te colocando pra baixo. - outra disse com os olhos brilhando de lágrimas. Me dá um aperto no peito tão grande.
- Qual seu nome? - perguntei.
- Raíssa.
- E o seu?
- Bianca.
- Rai e Bia, sobrou aqui duas pulseiras e - elas gritaram - Calma, calma. Ó, vocês duas entram comigo, fechou?
- Obrigado, obrigado. - me abraçaram.
- Se eu pudesse colocaria todo mundo pra dentro mas infelizmente não dá. - vi uns rostinhos tristes - Lembram que ele para na saída né?
- Ele vai parar mesmo? - uma menina perguntou.
- Eu prometo. - pisquei e ela sorriu, não só ela mas os outros que ainda estavam ali - Quem for esperto fica calado... Tchau, amores e mais uma vez obrigada.
Entrei com a Rai e a Bia, que tremiam feito bambu. Depois que ele atendeu todos, e o pessoal da família do prefeito, peguei as duas pela mão e bati na porta do camarim.
- Quem? Ah, oi Malu. - o Rober abriu a porta.
- Maria louca tá aí? - ele disse e as duas apertaram forte a minha mão, ri.
- Também. - riu.
- Trouxe duas pessoas comigo. - entramos e ele sorriu quando viu as meninas, a Bia correu e o abraçou enquanto a Rai permanecia estática. Alguém chama o xamu, se essa menina morre a culpada sou eu.
- É de verdade? - ela murmurou.
- Verdade verdadeira. - ri - Vai lá, abraça ele.
Nunca vi nada tão intenso e puro quanto o amor de fã, acho que só se compara ao amor de mãe, que com certeza é o maior de todos.
Elas tiraram fotos com ele, abraçaram, conversaram e depois eu disse que teriam que ir pois ele ia se arrumar pro show. Elas foram embora sorrindo extasiadas.
- Sua cara tá toda borrocada. - eles riram.
- Eita, bem lembrado! É culpa dos seus fãs que cantaram parabéns pra mim lá fora. - abri minha bolsa e fui ajeitar minha maquiagem no espelho gigante que tinha lá.
- Então aqueles presentes ali não são meus? - apontou uma pequena pilha que tinha no sofá.
- São meus la la la.
- Mas olha pra isso.
- Eu nunca vou acostumar com tanto mimo que eles me dão, sério. - disse quando terminei de passar o batom - Tá bom agora?
- Linda. - Rober fez "ok" com os dedos.
- E eu ainda não acostumei com isso sabia? É muito louco você ser tão importante assim na vida de uma pessoa. - sorri.
- Agora deixa eu ver se adivinho: aquelas duas não foram sorteadas e você ficou com peninha. - senti um sarcasmo aí, fera.
- Super engraçado, Roberval. - revirei os olhos - Sobraram duas pulseiras e eu quis dar pra elas, algum problema?
- Problema nenhum, pequenininha. - Luan falou rindo e me abraçou por trás - Ela faz o que quiser, seu Testudo, quem manda aqui é ela.
- Nossa, vou começar a usar saia, salto e maquiagem também. - me mostrou a língua e eu devolvi.
- Troca de roupa, aquece a voz e fica pronto. Vou no camarim da banda e olhar o palco pra ver se tá tudo ok. Ajuda ele, Rober.
- Sim senhora. - bateu continência, revirei os olhos e saí.
Bati no camarim da banda e eles já estavam prontos, são os melhores do mundo. O Vi tava lá com eles.
Subi pra olhar o palco e as cortinas ainda estavam abertas, ri com o susto e o cara que tava apresentando lá me chamou.
- Essa aqui, quem é? - ele perguntou e começaram a gritar meu nome, acenei - Malu? É Malu?
- Isso. - ri, nos cumprimentamos com beijinhos no rosto.
- Essa aqui que a namorada dele, gente? - queria ☆ morta. O pior foi eles confirmarem, que danados.
- Não, não! Não sou. - vi umas meninas rindo.
- É não? Me desculpa então.
- Tudo bem.
- E cadê o Luan Santana?
- Tá no camarim se preparando, ele me disse que estava ansioso pra cantar aqui de novo. - gritaria da porra. E fecharam a cortina atrás de nós.
- Pra nós é uma honra tê-lo aqui novamente, e fazer a alegria desse povo todinho. - ele riu, realmente tinha muita gente.
Me despedi deles e voei pro camarim onde já estavam todos reunidos, fizemos nossa oração e depois fomos pra escadinha que levava ao palco. Eu e o Vitor ficaríamos de lado do palco, o Luan que pediu.
Escutei o carinha lá fazer uma contagem regressiva e começou a abertura, quando as cortinas caíram só se ouvia gritos e mais gritos.
Antes de começar lepo lepo, o Luan pediu pra parar tudo e começou a falar.
- Minhas neguinhas, cês sabem que dia é hoje, não sabem?
- Anem, mentira. - o Paulinho me olhou e riu.
- É o dia daquela menina que chegou tímida e foi ganhando todo mundo. Vem cá, maria luíza. - ele olhou pra onde eu estava e eu neguei - Vem muié.
- Acho melhor cê ir. - Rober riu.
- Cê você não vier eu vou te buscar hein?
- Eu vou lá, tá Vi?
- Tá né. - deu de ombros.
- Olha, como ela tá bonita hoje. - ele veio ao meu encontro e segurou minha mão - Dá uma voltinha.
- Eu vou te bater, garoto. - ele gargalhou porque eu falei perto do microfone e todo mundo ouviu.
- Calma, primeiro eu vou te dar um presente... Eu sei que é sonho de toda mulher dançar o lepo lepo comigo. - ri não acreditando no que ouvi - Então, no seu aniversário vou realizar seu sonho. Olha que beleza!
- Tu se acha mesmo hein.
- Bora. Toca aí, toca aí. - entrei na brincadeira e dancei com ele.
Quando acabou nos abraçamos e eu voltei pra onde estava, a cara do Vi não estava nada boa. Sorri como se dissesse "desculpa", ele suspirou e me abraçou de lado.
O show continuou normalmente até o final, quando entraram com um bolo e lá fomos nós pro meio do palco onde cantaram parabéns mim de novo, terminou com uma melequeira de bolo em todo canto, até nas meninas tacaram bolo. Não tenho nada a reclamar de todos meus aniversários, mas esse com certeza foi um dos melhores, entrou pro top três.




" Quero agradecer a geral que colou na 'festinha' hoje hahaha, e a quem não pôde também. Obrigada por todas mensagens e cartinhas que recebi, isso fora os ursinhos, o bolo, os chocolates, os abraços... Obrigada por tudo, de verdade. Amo vocês muitão! #bday23 #vivaeu #iloveabreuelima ♥♥ "




18/09/2014 = saudade infinita! E sim, eu sei que acabou a donzela e o lepo lepo - ô glória! - mas eu já tinha esse capítulo faz tempo e não vi necessidade de mudar, ok? Beijo.
_


"O seu amor pra mim é tudo. E eu não vou te perder, eu juro."
  Querendo te encontrar.

Capítulo 24.



(...)

Dormia traquilamente até meu celular começar a berrar, se tem uma coisa que me acorda fácil é o danado do celular. Era o Luan e ele estava na porta, pedi que ele esperasse até eu escovar os dentes e pá.
- Demorou hein!
- O que é que cê quer essa hora da manhã, garoto? - ele entrou e fechei a porta.
- Dar parabéns pra minha pequenininha uai. - ri e o puxei para um abraço - Agora cê tem direito a uma dança, vai querer que eu cante o que?
- Dança?
- Uhum. Vai querer o que?
- Hum, não sei... Promete!?
- Prometo. - ri e dei um tapinha no ombro dele.
- Vai, seu bobo.
- Tá bom. - começamos a rodopiar pelo quarto enquanto ele cantava pra mim.
- Obrigada, cabeçudo.
- Eu que tenho que agradecer de ter você na minha vida.
- Ah! Para com isso. - ri corada e ele acariciou minha bochecha com o polegar.
- Já disse que cê fica linda assim? - ele estava muito perto. Perto demais.
- Já. - ri - Luan... Para de me olhar assim.
- Não posso. - mordi os lábios. Acho que passamos uns mil anos nos olhando, em silêncio.
- Me dá um beijo? - sussurrei e ele sorriu. Acho que alguém aqui está maluquinha.
- Sempre que você quiser.
Já falei que o beijo dele era zilhões de vezes melhor do que eu tinha imaginado? Não que eu já tivesse ficando imaginando como seria beijá-lo, de maneira alguma...
Quando nos faltou ar, ele desceu sua boca pro meu pescoço fazendo meu coração quase parar. Jesus toma conta.
- Para... - falei baixinho.
- Esquece tudo que tem fora desse quarto, por favor.
- Não dá.
- Só hoje, pequeninha?
- Desculpa. Eu nem devia ter te pedido aquilo! Deus do céu, cadê meu tarja preta? - deu uma risada gostosa e eu ri também.
- Eu fui muito burro, cara. Devia ter notado antes, e hoje você seria minha. - stop bitch!
- Agora eu acho melhor tu ir pro teu quarto. O Vitor deve estar chegando e
- Eu to cagando pro seu namorado. - tomou meus lábios outra vez. Esse menino precisa saber o que são limites.
- Luan, temos que parar. É sério. - nos afastei - Eu... Amo o Vitor e, ele também me ama.
- Cê conhece o cara não faz nem um mês!
- Mentira!
- Quem te ama sou eu, Malu. - arregalei os olhos e perdi um pouco do chão, logo em seguida bateram na porta. Respirei fundo antes de atender, era ele.
- Oi Vi.
- Feliz aniversário, princesa. - tirou meu pés do chão com um abraço de urso. Ele viu o Luan e não disse nada nem fez cara feia, nosso namoro amadureceu.
- E aí, beleza?
- Beleza. E você?
- To bem demais.
- Vai pro seu quarto, Luan.
- Depois nós terminamos isso aqui. - ele piscou e saiu fechando a porta.
- Isso o que?
- A gente tava conversando, coisas do trabalho.
- Sei.
- Mas vamo esquecer disso? Que bom que você chegou, amor.
- Eu tinha que vim te dar parabéns, né?
- Obrigada.
Daí partiu pra uma coisa mais quente e nós transamos ali. "transamos" não soa nada legal mas acho não "fizemos amor", fazer amor é uma coisa mais profunda. E eu disse que o amava não é? Mas não tenho certeza de nada quando o assunto é minha vidinha amorosa. Chama a carrocinha e traz minha camisa de força. 
Eu gosto muito do Vi, muito mesmo. Ele é maravilhoso. Com o Luan é complicado, errado e gostoso. Atração... No máximo.
- Cê tá pensativa aí...
- Lembrando tudo que aconteceu até hoje. - estava deitada em seu peito enquanto ele fazia carinho no meu braço.
- E seu futuro? Tem espaço pra mim nele? - ri.
- Não gosto muito de pensar no futuro. Vamos viver o agora, combinado?
- Combinado. Então agora eu quero tomar um banho com a minha namorada linda.
- Vamos!
- Posso ir no show com você? Tenho que ir pra casa cedo amanhã. - fiz bico.
- Claro que pode, amor.

Tomamos banho e ficamos jogados na cama o dia todo. À noite, me arrumei primeiro que ele e fui no Luan pra ver se ele já tinha começado a se arrumar. De tarde ele havia me mandado uma mensagem perguntando se o Vitor já tinha ido embora, sorte que ele tava dormindo e nem ouviu o celular.
- Ele ainda tá aí?
- Tá, e vai no show.
- No meu show? Não vai mesmo.
- Ele vai! Agora veste uma camisa e arruma esse cabelo, rápido.
- Cê não tá gostando? - perguntou passando a mão na barriguinha, mordi os lábios e ele riu.
- Se veste pra não atrasar.
- Essa sua mania de morder os lábios me deixa louco, sabia?
- Luan!
- Um beijo. Um beijo e eu te deixo em paz, até seu namoradinho ir embora.
Ele me tem nas mãos e já deve saber disso, por isso se aproveita. O seu perfume é inebriante e não me deixa raciocinar porra nenhuma, quando me dei conta sua língua já estava dentro da minha boca.
- Eu não consigo controlar isso. - falei baixinho.
- Não chama nós dois de "isso". - ele sentou na cama e me puxou pela mão, caí em seu colo.
- Que nós dois o que? Nunca existiu e nem vai existir nós dois. - o empurrei.
- Pra mim sempre existiu. - me segurou ali - Desde quando eu te vi entrando na sala de reuniões, toda tímida.
- Eu tava com medo que não gostassem de mim...
- É impossível, pequenininha. Até minhas neguinhas gostaram de você, logo de cara!
- Eu também tava com medo de apanhar delas. - ele gargalhou - Me disseram que gostaram de mim porque já tinham alguém pra odiar.
- Elas já me falaram um montão de vezes que eu devia ficar contigo.
Sorri de lado, nos beijamos outra vez e dessa vez, só paramos quando alguém bateu na porta.
- Cadê minha blusa? - perguntei desesperada.
- Caiu aí do lado.
- Seu pescoço sujo de batom. Ai meu Deus.
- Luan? - bateram na porta outra vez, era o Testa.
- Já vai, calma! Entra no banheiro e espera, só sai quando eu falar que pode tá?
- Tá. - entrei no banheiro, vesti meu cropped e arrumei o cabelo que ficou assanhado.
- Malu? Pode vim. - me chamou depois de uns dez minutos.
- Que ridículo isso, Malu Rodríguez Pacheco! Se lança da janela agora, sua idiota.
- Calma. - ele ria.
- Calma? Não me diga pra ficar calma.
- Ele quase viu seus sapatos. - riu - Empurrei pra de baixo da cama.
- Ah que ótimo, pega aí né? Ou cê quer que eu me abaixe pra pegar?
- Adoraria te ver nessa posição, só que cê tá com roupa demais.
- Meu Deus, cala essa boca! Pega logo.
- Tá. - quando ele ficou de bunda pra cima, dei um tapa - Eita! Aqui seus sapatos, mocinha.
- Obrigada. - os calcei e fui pra frente do espelho enorme que tinha ali, sendo observada por ele.
- Tá linda, mais linda. - sorri - A gente forma um casal bonito, olha.
- Você é até bonitinho mesmo. - veio pra perto de mim.
- Bonitinho é cu de macaco, eu sou lindo. - gargalhei - Imagina um filho nosso.
- Não. Tá ficando louco, Luan Rafael? Vou mandar te internarem.
- Imagina, vai. - me abraçou por trás e colocou a mão na minha barriga - Cê não ia poder ficar andando com a barriga de fora.
- Por quê?
- Eu não ia deixar. - beijou meu pescoço.
- Ata. - ri e coloquei minhas mãos sobre as suas - Eu quero ser mãe de menino.
- Qual nome cê gosta?
- Enrique.
- É lindo.
- Dois corpos no cio, um imenso vazio, esperando o amor. - citei a música o fazendo rir.
- Esse fogo por dentro vai enlouquecendo e a gente suando. - seu hálito quente no meu pescoço me fez arrepiar, me encolhi e ele riu apertando minha cintura.
- E eu fui otária achando que só cachorro ficava no cio. - gargalhou.
- Você que é louca.
- Não, não. - "acordei" do transe e me afastei dele - E vai, se arruma, garoto. Olha a hora!
- Já vou, dona.
- Eu vou ver se o Vi tá pronto.
- Ah não, deixa o doutorzinho e fica aqui comigo.
- Não posso. Tchau. - saí.




Por enquanto é isso, e assim. Para maiores informações deixe seu número nos comentários ou mande no twitter ( @luanvoacomosfly ) e eu lhe colocarei no grupo do whatsapp, é bem mais fácil de explicar tudo.
Tchauzinho ♥
_

"Então libera, a vida nos deu asas pra voar. E se liberta, o amor nunca pode acabar."
Voar outra vez.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Capítulo 23.



A campainha tocou e como ninguém levantou pra atender, e eu já sabia quem era, fui. Ele entrou e nos beijamos.
- Boa noite dona Samanta, seu Roberto.
- Boa noite, Vitor. - meu pai respondeu.
- Vamo lá?
- Vamo, deixa eu só arrumar meu cabelo.
- Quer ir com a gente, Jaque?
- Ficar de vela pra vocês? Eu hein. - rimos.
- Filha, cê ainda volta?
- Não, mãe. - olhei o Vitor pelo reflexo do espelho e ele riu - Vou pra casa.
- Tá bom.
Me despedi deles e fomos pra uma soverteria, depois iríamos pro meu apartamento. Assim que entramos meus olhos localizaram o Luan, e parece que com ele foi a mesma coisa.
- Opa! E aí, tudo bem, casal? - ele perguntou.
- Tudo bem e vocês, casal?
- Estamos ótimos.
- Que bom.
- Vocês querem sentar aqui com a gente? Ainda não pedimos também. - tão falsa quanto um bom dia às sete da manhã. Olhei pro Vi e apertei sua mão, tipo: NÃO QUERO, ME TIRE DAQUI.
- A gente vai comer em casa, vendo filme. - ele disse.
- Que isso Vitor, não faz essa desfeita com a gente! Senta aí, pequenininha.
Sentamos com eles pra não ficar feio e não dar motivo pra o povo falar, os três olhavam o cardápio enquanto eu só queria sair dali. Não entendo como uma pessoa pode ser tão cara de pau.
- Eu sempre dizia a Malu pra ela arrumar um namorado pra poder sairmos juntos.
- Cês topam uma balada mais tarde?
- Não. - respondi curta.
- Que estresse é esse, maria luíza?
- Pelo amor de Deus né? - revirei os olhos.
- Deixa ela, Lu. - riu - Podemos pedir, já escolheram?
- Cê não vai querer nada, amor?
- To bem assim, Vi. - sorri pra ele.
- Eu te entendo, Malu. Tá evitando pra emagrecer né?
- O que?
- É melhor pedir logo, não é?
- É. - o Luan concordou com o Vitor, acho que vi um milagre.
Enquanto eles comiam, eu fiquei no celular, o Luan tava estranhando e pelo visto, ninguém falou do que rolou no dia do churrasco.
Me despedi do cabeçudo com um abraço apertado e pra namorada apenas um "tchauzinho". No caminho pra casa, falei o quão desnecessário foi aquilo e que não era pre termos aceitado.
- Fala a verdade pra ele.
- Mas amor, parece que eles se acertaram e eu quero ver o Luan feliz, não posso fazer isso!
- Então pelo menos, tenta aguentar a loirona lá.
- Loirona, Vitor? Loirona? - lhe estapeei.
- Eu to dirigindo, amor. - ele ria - Calma, é só modo de dizer.
- Acho bom tu nem falar mais nada. - cruzei os braços.
- Que ciúme mais lindo. - me roubou um selinho.
- Presta atenção na pista, besta.
- Tá. - riu - Amor, cê vai tá viajando no dia do seu aniversário né?
- Uhum.
- Acho que vou te fazer uma visita.
- Sério?
- Seriíssimo. Vou comprar as passagens, já sabe pra onde é?
- Sei, Recife.
- Quando chegar em casa a gente compra online, beleza?
- Beleza! - sorri.





Olha quem tá aqui de novo, o capítulo é minúsculo mas eu tava com vontade de postar :))
Como euzinha estou muito sentimental, ao final de cada capítulo vou colocar uma citação ou um trecho de música, que tal? Pode ser relacionado ao cap., ou não kdjdjshdu


"O teu sorriso me desmonta inteiro."
 Escreve aí.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Capítulo 22.


( Me desculpem mas estou com preguiça de contar quanto tempo passou, deve ter sido uns dois meses no máximo. Agora é Setembro. )


- Semana que vem tem alguém que vai ficar mais velha né?
- Tem é? Não sei. - riram. Estávamos tomando café, toda equipe junta. O show de ontem foi num rodeio, no interior.
- A gente vai tá aonde dia dezoito, Malu?
- Pernambuco. - respondi.
- Oba, praia.
- A gente pode jogar ela no mar, que tal?
- Cala a boca, sem gracinha. - joguei um guardanapo no Luan.
Vamos para o Nordeste mas antes teremos uma folga de três dias. Depois do café da manhã, voltei pro quarto e arrumei minha bolsa.

Cheguei em casa no meio da tarde, e na portaria o Valter me deu um buquê, um mix de flores.
- Namorado bom esse hein.
- Ô! Demais. - ri.
- As suas correspondências estão com o Nicolas.
- Ok, obrigada. Bom trabalho. - fui pro elevador e hashtag quero cama.
Entrei e já fui largando tudo no chão, coloquei as flores num vaso, tomei banho, fiz um lanche rápido e escovei os dentes. Mandei apenas um áudio no grupo da minha família no whats, avisando que já estava em casa e dormindo.
Acordei de madrugada e fui no banheiro, voltei pra cama e dormi novamente.
De manhã, tomei café e fui pra casa dos meus pais.
- Bom dia, pai. - nos abraçamos - Cadê o povo dessa casa?
- Sua mãe tá na cozinha resolvendo o almoço com a dona Lena, e a Jaqueline tá na escola.
- Huum, tá bom. Vou falar com elas. - ele assentiu e voltou a assistir.
- Olha só quem tá aqui.
- Bom dia, dona Lena! - a abracei - Como a Senhora tá?
- Bem, meu amor e você?
- Se melhorar vira festa. - elas riram - Bom dia, mãezinha.
- Bom dia, filha. - beijou minha bochecha.
- Vão fazer o que pro almoço hoje?
- Ainda não decidimos.
- Arroz, feijão, bife, salada e batata frita. Pronto, problema resolvido. - falei e rimos.
- Vou ficar um pouco na piscina tá?
- Vai lá, filha. Passa protetor solar.
- Lógico. - ri.
Subi pro meu quarto e me troquei, meu pai achava que eu não duraria muito tempo morando sozinha por isso não mexeu no meu quarto, e olha que já tem mais de dois anos. Como sempre, a Hermione estava em baixo da cama.
Fui pra piscina e a levei comigo, a coloquei na borda e fiz uma foto, coloquei "Omg! Cadê o Ron?" na legenda. Logo vi um comentário da Jaque e morri de rir.
A caçula chegou da escola puta da vida, como boa irmã que sou, fui conversar com ela depois do almoço.
- Eu odeio o Fábio, odeio.
- O que foi que o Binho fez? - deitei na cama dela.
- Simplesmente tá de namorinho com a garota mais nojenta daquele colégio!
- Gabriela leiteira?
- Tem outra? - ri - Sempre fomos uma dupla e agora ele vem com essa história de "dupla de três", ah vai se ferrar.
- Eles namoram sério?
- Quem namora sério aos treze anos, Malu? - perguntou cruzando os braços.
- Calma, vai que né!?
- Eles vem pra cá fazer uma pesquisa.
- Pra cá?
- Óbvio. Na minha casa quem manda sou eu, então se quiser nem deixo eles entrarem. - gargalhei.

A tarde foi bastante engraçada, o Binho devia estar me pedindo socorro mentalmente. A Jaqueline e essa Gabriela não se dão desde sempre, quando eram menores rolou até chiclete no cabelo.





Tenho algo importante pra falar e faz tempo, só que quando chega na hora de escrever aqui, esqueço!
Então observem meu ícone novo, e morram comigo ♥

sábado, 7 de março de 2015

Capítulo 21.



Quando chegamos lá, a maioria já estava na casa dele, apresentei o Vitor à todos e eles "aceitaram" de boa. Antes de sairmos, falei com o Vi e, quando cheguei lá, pedi ao Luan que ficasse na dele, pra não criar aquele clima chato. Ninguém merece né?
- A Malu é uma menina de ouro.
- Eu sei, dona Marizete. - ele sorriu.
- Tem que cuidar direito.
- Tá vendo só? - falei e rimos.
- É a nora que muitos querem ter viu? - seu Amarildo disse e eu corei.
- Minha mãe adora ela.
- É, a dona Silvana é um amor. - afirmei.
- Você bebe alguma coisa, Vitor?
- Hoje não que eu to de carro, ainda tenho que levar essa moça em casa.
- Faz bem. Água de coco, suco?
- Aceito a água de coco.
- Eu vou lá dentro pegar. - a Mari disse e entrou. Fomos sentar perto do pessoal da banda.
- Você não sabe o quanto ela fala de você. - Rober disse.
- É mesmo, o dia todo. Ai o Vi aquilo, o Vi isso.
- Que mentira, Felipe! - gargalhamos.
- Maluzinha, cê tá de parabéns viu.
- Eu tenho bom gosto, Mama. - beijei a bochecha dele.
O Luan apareceu e ficou com a gente lá, pouco tempo depois a Bruna chegou e se juntou a nós. Coloquei o Puff no colo e ele se acomodou rapidinho, comecei a fazer carinho nele. O pêlo dele é super macio, e ele é muito manhoso.
- Tá me trocando, filho?
- Perdeu Bruna, vou levar pra casa.
- Vai nada. - me mostrou a língua e nós rimos.
- Ele parece um ursinho.
- Dá vontade de apertar até os olhos pularem da cara! - Karielle disse e todos a olharam, depois caímos na risada.

Comemos, rimos, cantamos, rimos mais. Até o Luan e o Vitor estavam de boa, quase soltei fogos por isso. A medida que anoitecia, o tempo esfriava. Bateu um vento e eu me arrepiei inteira, fazendo todos rirem.
- Daqui a pouco ela congela.
- Vem pra cá, amor. - fui sentar perto do Vi e ele me abraçou. Antes estava perto das meninas.
- Cê quer um casaco? Ou uma jaqueta?
- Um casaco Bru, por favor. - ri.
- Ai, vamo lá pegar.
Entramos e ela subiu a escada correndo, quando comecei a subir a campainha tocou, umas dez mil vezes. Como lá fora ninguém ouviria, tomei a liberdade de atender a porta.
- O que você tá fazendo aqui? Cadê o Luan? - a Ana falou entrando.
- Vai deixar as malas do lado de fora?
- Meu namorado é seu patrão esqueceu, garota? Bota as malas pra dentro e paga o táxi.
- O que? - gargalhei incrédula.
- É surda?
- Florzinha, para né!? Como você mesmo disse, meu patrão é ele e não você. Não sou paga pra carregar mala da namoradinha do patrão, além do quê, eu to de folga.
- Acho que você não tá entendo, florzinha. - eca! Nojo - Eu to mandando, então você faz.
- Malu, esse tá bom pra você? - perguntou do alto da escada - Ué... Ana?
- Tá Bruninha, obrigada!
- Nada. - ela me deu e eu vesti.
- Bem melhor agora. - rimos. Voltei lá pra fora, estavam cantando, abracei o Vi e deitei minha cabeça em seu ombro.
- Que foi, amor?
- Nada, depois eu falo. - sorri sem mostrar os dentes.
- Ô Luan! - a Bruna chamou.
- Oi?
- A Ana tá aí, e eu acho melhor você pegar logo a carteira. - ele franziu a testa e levantou indo pra dentro de casa.
- Eu sei que ela é nora e cunhada de vocês, mas essa mulher é uma duas caras! - disparei.
- O que foi que ela fez?
- Tão rica e não tem dinheiro pra pagar um táxi. - ri sarcástica - Falou comigo como se fosse mais do que eu: "eu to mandando, você faz". Va-ca!
- A Aninha? - a Mari parecia surpresa.
- Ah gente, eu não queria dizer por causa do Luan... Mas ela é outra coisa quando ele tá longe. Meio arrogante sabe? - a Kari falou sem jeito.
- É verdade. - a Marla concordou.
- Chata pra caralho. Pronto falei. - o Rober disse e nós quatro rimos.
- Não estou falando que vocês estão mentindo ou coisa assim, mas ela não parece ser desse jeito. Os pais e os irmãos dela são super educados, humildes. - o Amarildo falou.
- É o que eu costume dizer; toda árvore tem fruta podre, por mais saudável que ela seja.
- Lispector, Juliano. - gargalhamos.
- A família dela trabalha muito, ela vive por aí gastando o dinheiro. - Bruna disse negando com a cabeça.
- Que tal deixarmos isso pra lá hein?
- Bora tocar mais uma? - Paulinho sugeriu.
- Posso pedir?
- Cê que manda, caçula.
- Amor distante!
Só fomos pra casa perto da meia noite, ainda bem que a queridíssima Ana Laura não nos deu o desprazer da sua companhia, o Luan disse que ela estava indisposta. Ah tadinha, tomara que seja uma caganeira.






As meninas irão continuar na fic. Tchau :))

quarta-feira, 4 de março de 2015

Capítulo 20.


(...)

Hoje o dia começou a todo vapor. Acordei atrasada, não me arrumei direito, tive que tomar café da manhã na van tendo que ouvir piadas dos meus colegas de trabalho. Mereço um descanso, sim ou claro?
A gravação lá com o Faustão tava bem tranquila, nada de anormal. Eu só tava tirando umas fotos.
- Essas tecnologias estão muito avançadas hoje em dia. - não sei como eles chegaram nesse assunto mas ok.
- É mesmo viu, rapaz. Mas é bom que deixa a gente mais perto dos nossos fãs.
- E como você se sente o cantor brasileiro mais amado?
- Tem vezes que eu me perco no meio de tanto amor. - ele riu e a platéia também - É muita honra. Tudo que elas me dizem e fazem por mim é lindo, não tem nada mais puro que o amor de fã, e eu só tenho a agradecer a eles. Sem vocês nada disso seria possível, se eu to aqui hoje é por vocês.
Palmas e muitos gritos tomaram conta do estúdio. Começaram a gritar "Luan, eu te vivo" e o sorriso que ele deu foi a coisa mais linda do mundo.
- Luan Santana recebe o carinho da galera!
Eles falaram mais um monte de coisas, o Luan cantou e eles fizeram uma pausa na gravação.
- Ô maria luíza, trás aqui meu celular, muié! - revirei os olhos e fui até os dois - Tira uma foto nossa?
- Tiro. - eles ficaram mais perto e sorriram. Clique!
- Essa que é a sua namorada, Luan?
- Não. - riu me abraçando de lado - Essa doida aqui trabalha comigo.
- Malu Rodríguez, muito prazer. - sorri e estendi a mão pra ele.
- Nome bonito para uma moça bonita. - ele apertou minha mão. Segurei uma gargalhada, isso foi meio que uma cantada ou...?
- Brilha Rafalu! - duas meninas gritaram e eu fiz careta.
Quando retomaram a gravação, eu voltei pra onde tava e o Rober chegou perto de mim.
- Por essas meninas a namorada do Luan era você. - ri.
- Não posso fazer nada se elas não gostam da Ana. - dei de ombros e ele riu concordando.

Saímos de lá com o Luan fazendo gracinha, como sempre, tava com meu óculos e minha bolsa pendurada no braço. Se achando a diva.
- Gostaram do look do hoje, amors? - deu uma voltinha. Tinha poucas meninas ali fora.
- Me dá minha bolsa, ô coisa chata.
- Lu, porque você não namora a Malu?
- Namorar essa louca? Deus me livre.
- E quem disse que eu ia te querer, seu otário? - elas riram.
- A Ana gosta tanto de vocês. - ele disse.
- Deem um desconto pra ela, gente. - pedi.
- Não. - uma falou e as outras riram, o Luan fez careta.
- Malu, quando que vai passar na tv?
- Quando a gente ficar sabendo ou eu ou a Central avisa, ok?
- Uhum!
Conversamos mais um pouco e depois fomos embora, e já na van, o Luan convocou todo mundo pro churrasco na casa dele.
- Cê vai com teu namoradinho?
- Você convidou ele, querido. Lembra?
- Af. - rolou os olhos.
- Falar nisso, vou avisar que to indo pra casa. - mandei mensagem.
- Já estão de boa de novo é?
- É né. Os dois estavam errados, então nos desculpamos e pronto.
- Ele não te merece.
- Será? Acho que sou eu que não mereço ele.
Cheguei em casa e ele estava jogado no sofá, tava tudo bem arrumadinho. Deixei minha bolsa no quarto, tirei o all star e voltei para acordá-lo.
- Dormi e nem senti. - rimos.
- Então agora levanta e toma um banho. Cê arrumou o apê?
- Foi, tava sem nada pra fazer. - riu olhando em volta - Ficou bom?
- Ficou ótimo! - lhe dei um selinho - É... Vi, e o churrasco do Luan?
- É hoje? - assenti - Nós vamos.
- Tá. - sorri.





Eu descobri em teu olhar ah, ah, ah, aah, ah, aah ♫ ♥ ~Dúvido alguém completar essa hahaha

To achando que as coisas aqui estão meio desconexas, vou melhorar. E fazer capítulos maiores também. Prometo :))
Beijo e tchau!

domingo, 1 de março de 2015

Capítulo 19.



- Tem alguma sugestão, boi?
- Não sei... O recado? - falei inocentemente.
- Qual que é essa mesmo? - minha mãe perguntou e rimos.
- Sente o meu perfume aqui, sei que esse cheiro te lembra de tanta coisa... - eu cantava dando umas olhadas na Malu, quando ela percebeu ficou vermelhinha - E aqui vai meu recado pro seu novo namorado: está vivendo uma mentira
Quando ela ama você, é a mim que está amando
Quando ela beija você, é a mim que está beijando
Ela não pensa em você, é em mim que está pensando
Ela nunca me esqueceu
O amor dela sou eu.
- Eu acho melhor não.
- To com o Dudu. - ela disse rápido.
- Teu público é teen, vamo focar no que eles gostam.
- Essa música mostra um trouxa inconformado, que ainda por cima é convencido. Ninguém merece ex convencido. - o Dudu e meu pai riram.
- Promover Eu não merecia isso com um clipe foi uma grande jogada, se não, sinceramente não sei que fim ela teria.
- Mas as meninas gostam de tudo que essa criatura faz.
- Enfim, temos que lembrar que Eu não merecia isso já está nas paradas. Como vamos implacar, e o mais importante: manter as três?
- Marketing não é comigo, eu só canto. - ela revirou os olhos.
- Você podia ligar nas rádios de novo... Sei lá.
- Ah não, Dudu. Vai ficar igual a Tanto faz.
O Marcola e o Douglas chegaram, e pedimos pra Ju vir pra cá. Liguei pra Joja e em seguida pro Rober, que pela voz, aposto que tava no décimo sono. Enquanto a Malu falava com a Marla, Karielle e o Felipe.
A Ju chegou pra ajudar e ficamos entre Cantada e Chuvas de arroz.
- Com Chuvas de arroz dá até pra fazer um flash mob, ao mesmo tempo em todos os estados.
- Boa ideia, Ju. - o Douglas concordou.
Aquilo tudo tava sendo cansativo, fizemos uma pausa pra esfriar a cabeça e aflorar as ideias. A Malu tava conversando com a minha mãe há um tempão, sentei perto delas.
- Tão falando do quê hein?
- Deixa de ser curioso.
- Já escolheu a música, filho?
- Estamos entre duas, Cantada e Chuvas de arroz.
- Eu gosto das duas.
- E você, maria luíza?
- Cantada.
- Então vai ser essa.
- Sério?
- Claro.
- Mas a ideia da Juliana foi boa, iria ser uma grande divulgação.
- Mas se você quer Cantada, vai ser Cantada. - minha mãe sorria negando com a cabeça.
- Faz tudo por você esse daí.
- Dona Marizete, seu filho pode ser idiota e chato pra caramba. Mas é um fofinho! - deu um beijo estalado na minha bochecha.
Falei que queria que fosse cantada e todos aceitaram, o problema agora é resolver o que fazer pra lançar em grande estilo.
- Sei lá.. Podemos fazer um concurso, onde o vencedor vai jantar com o Luan, ver um show de cima do palco e tomar café da manhã com ele... Por agora, é a única coisa que me passou pela cabeça.
- Tá bom, jujuba! Depois a gente resolve isso direito.
- Reunião acabada?
- Sim. Todo mundo liberado. - ri.



* MALU NARRANDO *


Assim que cheguei em casa coloquei meu celular pra carregar, tinha umas mil ligações do Vitor. Tomei banho e depois liguei pra ele.
- Oi Vi. Meu celular descarregou e
- Aonde você tava? Eu te esperei a tarde toda. - super irritadinho.
- Me esperou? Onde?
- Eu te chamei pra almoçar, deixei um bilhete na cozinha.
- Sério? - fui até lá e tinha mesmo um bilhete - Desculpa, eu não vi.
- Como não viu, Malu?
- Eu mal entrei na cozinha hoje, o Luan chegou aq
- Só podia ser esse cara! Sempre ele né!?
- Hoje teve reunião de última hora!
- Nossa, até porque seu trabalho é super sério.
- Olha aqui, você cala essa sua boca e enfia esses deboches no
- Tá pensando que é o que pra falar assim comigo? Ainda sou seu namorado, você me deve respeito. - gargalhei.
- Querido, se tem duas coisas que eu não sou, é tuas nega e obrigada. Então tchau, passar bem! - desliguei.





Sem inspiração = capítulo chato. Beijo e tchau!