(...)
Dormia traquilamente até meu celular começar a berrar, se tem uma coisa que me acorda fácil é o danado do celular. Era o Luan e ele estava na porta, pedi que ele esperasse até eu escovar os dentes e pá.
- Demorou hein!
- O que é que cê quer essa hora da manhã, garoto? - ele entrou e fechei a porta.
- Dar parabéns pra minha pequenininha uai. - ri e o puxei para um abraço - Agora cê tem direito a uma dança, vai querer que eu cante o que?
- Dança?
- Uhum. Vai querer o que?
- Hum, não sei... Promete!?
- Prometo. - ri e dei um tapinha no ombro dele.
- Vai, seu bobo.
- Tá bom. - começamos a rodopiar pelo quarto enquanto ele cantava pra mim.
- Obrigada, cabeçudo.
- Eu que tenho que agradecer de ter você na minha vida.
- Ah! Para com isso. - ri corada e ele acariciou minha bochecha com o polegar.
- Já disse que cê fica linda assim? - ele estava muito perto. Perto demais.
- Já. - ri - Luan... Para de me olhar assim.
- Não posso. - mordi os lábios. Acho que passamos uns mil anos nos olhando, em silêncio.
- Me dá um beijo? - sussurrei e ele sorriu. Acho que alguém aqui está maluquinha.
- Sempre que você quiser.
Já falei que o beijo dele era zilhões de vezes melhor do que eu tinha imaginado? Não que eu já tivesse ficando imaginando como seria beijá-lo, de maneira alguma...
Quando nos faltou ar, ele desceu sua boca pro meu pescoço fazendo meu coração quase parar. Jesus toma conta.
- Para... - falei baixinho.
- Esquece tudo que tem fora desse quarto, por favor.
- Não dá.
- Só hoje, pequeninha?
- Desculpa. Eu nem devia ter te pedido aquilo! Deus do céu, cadê meu tarja preta? - deu uma risada gostosa e eu ri também.
- Eu fui muito burro, cara. Devia ter notado antes, e hoje você seria minha. - stop bitch!
- Agora eu acho melhor tu ir pro teu quarto. O Vitor deve estar chegando e
- Eu to cagando pro seu namorado. - tomou meus lábios outra vez. Esse menino precisa saber o que são limites.
- Luan, temos que parar. É sério. - nos afastei - Eu... Amo o Vitor e, ele também me ama.
- Cê conhece o cara não faz nem um mês!
- Mentira!
- Quem te ama sou eu, Malu. - arregalei os olhos e perdi um pouco do chão, logo em seguida bateram na porta. Respirei fundo antes de atender, era ele.
- Oi Vi.
- Feliz aniversário, princesa. - tirou meu pés do chão com um abraço de urso. Ele viu o Luan e não disse nada nem fez cara feia, nosso namoro amadureceu.
- E aí, beleza?
- Beleza. E você?
- To bem demais.
- Vai pro seu quarto, Luan.
- Depois nós terminamos isso aqui. - ele piscou e saiu fechando a porta.
- Isso o que?
- A gente tava conversando, coisas do trabalho.
- Sei.
- Mas vamo esquecer disso? Que bom que você chegou, amor.
- Eu tinha que vim te dar parabéns, né?
- Obrigada.
Daí partiu pra uma coisa mais quente e nós transamos ali. "transamos" não soa nada legal mas acho não "fizemos amor", fazer amor é uma coisa mais profunda. E eu disse que o amava não é? Mas não tenho certeza de nada quando o assunto é minha vidinha amorosa. Chama a carrocinha e traz minha camisa de força.
Eu gosto muito do Vi, muito mesmo. Ele é maravilhoso. Com o Luan é complicado, errado e gostoso. Atração... No máximo.
- Cê tá pensativa aí...
- Lembrando tudo que aconteceu até hoje. - estava deitada em seu peito enquanto ele fazia carinho no meu braço.
- E seu futuro? Tem espaço pra mim nele? - ri.
- Não gosto muito de pensar no futuro. Vamos viver o agora, combinado?
- Combinado. Então agora eu quero tomar um banho com a minha namorada linda.
- Vamos!
- Posso ir no show com você? Tenho que ir pra casa cedo amanhã. - fiz bico.
- Claro que pode, amor.
Tomamos banho e ficamos jogados na cama o dia todo. À noite, me arrumei primeiro que ele e fui no Luan pra ver se ele já tinha começado a se arrumar. De tarde ele havia me mandado uma mensagem perguntando se o Vitor já tinha ido embora, sorte que ele tava dormindo e nem ouviu o celular.
- Ele ainda tá aí?
- Tá, e vai no show.
- No meu show? Não vai mesmo.
- Ele vai! Agora veste uma camisa e arruma esse cabelo, rápido.
- Cê não tá gostando? - perguntou passando a mão na barriguinha, mordi os lábios e ele riu.
- Se veste pra não atrasar.
- Essa sua mania de morder os lábios me deixa louco, sabia?
- Luan!
- Um beijo. Um beijo e eu te deixo em paz, até seu namoradinho ir embora.
Ele me tem nas mãos e já deve saber disso, por isso se aproveita. O seu perfume é inebriante e não me deixa raciocinar porra nenhuma, quando me dei conta sua língua já estava dentro da minha boca.
- Eu não consigo controlar isso. - falei baixinho.
- Não chama nós dois de "isso". - ele sentou na cama e me puxou pela mão, caí em seu colo.
- Que nós dois o que? Nunca existiu e nem vai existir nós dois. - o empurrei.
- Pra mim sempre existiu. - me segurou ali - Desde quando eu te vi entrando na sala de reuniões, toda tímida.
- Eu tava com medo que não gostassem de mim...
- É impossível, pequenininha. Até minhas neguinhas gostaram de você, logo de cara!
- Eu também tava com medo de apanhar delas. - ele gargalhou - Me disseram que gostaram de mim porque já tinham alguém pra odiar.
- Elas já me falaram um montão de vezes que eu devia ficar contigo.
Sorri de lado, nos beijamos outra vez e dessa vez, só paramos quando alguém bateu na porta.
- Cadê minha blusa? - perguntei desesperada.
- Caiu aí do lado.
- Seu pescoço sujo de batom. Ai meu Deus.
- Luan? - bateram na porta outra vez, era o Testa.
- Já vai, calma! Entra no banheiro e espera, só sai quando eu falar que pode tá?
- Tá. - entrei no banheiro, vesti meu cropped e arrumei o cabelo que ficou assanhado.
- Malu? Pode vim. - me chamou depois de uns dez minutos.
- Que ridículo isso, Malu Rodríguez Pacheco! Se lança da janela agora, sua idiota.
- Calma. - ele ria.
- Calma? Não me diga pra ficar calma.
- Ele quase viu seus sapatos. - riu - Empurrei pra de baixo da cama.
- Ah que ótimo, pega aí né? Ou cê quer que eu me abaixe pra pegar?
- Adoraria te ver nessa posição, só que cê tá com roupa demais.
- Meu Deus, cala essa boca! Pega logo.
- Tá. - quando ele ficou de bunda pra cima, dei um tapa - Eita! Aqui seus sapatos, mocinha.
- Obrigada. - os calcei e fui pra frente do espelho enorme que tinha ali, sendo observada por ele.
- Tá linda, mais linda. - sorri - A gente forma um casal bonito, olha.
- Você é até bonitinho mesmo. - veio pra perto de mim.
- Bonitinho é cu de macaco, eu sou lindo. - gargalhei - Imagina um filho nosso.
- Não. Tá ficando louco, Luan Rafael? Vou mandar te internarem.
- Imagina, vai. - me abraçou por trás e colocou a mão na minha barriga - Cê não ia poder ficar andando com a barriga de fora.
- Por quê?
- Eu não ia deixar. - beijou meu pescoço.
- Ata. - ri e coloquei minhas mãos sobre as suas - Eu quero ser mãe de menino.
- Qual nome cê gosta?
- Enrique.
- É lindo.
- Dois corpos no cio, um imenso vazio, esperando o amor. - citei a música o fazendo rir.
- Esse fogo por dentro vai enlouquecendo e a gente suando. - seu hálito quente no meu pescoço me fez arrepiar, me encolhi e ele riu apertando minha cintura.
- E eu fui otária achando que só cachorro ficava no cio. - gargalhou.
- Você que é louca.
- Não, não. - "acordei" do transe e me afastei dele - E vai, se arruma, garoto. Olha a hora!
- Já vou, dona.
- Eu vou ver se o Vi tá pronto.
- Ah não, deixa o doutorzinho e fica aqui comigo.
- Não posso. Tchau. - saí.
Por enquanto é isso, e assim. Para maiores informações deixe seu número nos comentários ou mande no twitter ( @luanvoacomosfly ) e eu lhe colocarei no grupo do whatsapp, é bem mais fácil de explicar tudo.
Tchauzinho ♥
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"Então libera, a vida nos deu asas pra voar. E se liberta, o amor nunca pode acabar."
— Voar outra vez.
— Voar outra vez.
Ela ama o Luan e ponto jdbsjsh
ResponderExcluirQuero mais obrigada, de nada!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirMarminina qe fogo esses dois #AdoroChegaChoro kkk . Não é certo ela trair o Vi tadinho , tão dengo com ela e ela sacaniando , acho certo não . pronto falei *LaisAraujo
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