Quando chegamos lá, a maioria já estava na casa dele, apresentei o Vitor à todos e eles "aceitaram" de boa. Antes de sairmos, falei com o Vi e, quando cheguei lá, pedi ao Luan que ficasse na dele, pra não criar aquele clima chato. Ninguém merece né?
- A Malu é uma menina de ouro.
- Eu sei, dona Marizete. - ele sorriu.
- Tem que cuidar direito.
- Tá vendo só? - falei e rimos.
- É a nora que muitos querem ter viu? - seu Amarildo disse e eu corei.
- Minha mãe adora ela.
- É, a dona Silvana é um amor. - afirmei.
- Você bebe alguma coisa, Vitor?
- Hoje não que eu to de carro, ainda tenho que levar essa moça em casa.
- Faz bem. Água de coco, suco?
- Aceito a água de coco.
- Eu vou lá dentro pegar. - a Mari disse e entrou. Fomos sentar perto do pessoal da banda.
- Você não sabe o quanto ela fala de você. - Rober disse.
- É mesmo, o dia todo. Ai o Vi aquilo, o Vi isso.
- Que mentira, Felipe! - gargalhamos.
- Maluzinha, cê tá de parabéns viu.
- Eu tenho bom gosto, Mama. - beijei a bochecha dele.
O Luan apareceu e ficou com a gente lá, pouco tempo depois a Bruna chegou e se juntou a nós. Coloquei o Puff no colo e ele se acomodou rapidinho, comecei a fazer carinho nele. O pêlo dele é super macio, e ele é muito manhoso.
- Tá me trocando, filho?
- Perdeu Bruna, vou levar pra casa.
- Vai nada. - me mostrou a língua e nós rimos.
- Ele parece um ursinho.
- Dá vontade de apertar até os olhos pularem da cara! - Karielle disse e todos a olharam, depois caímos na risada.
Comemos, rimos, cantamos, rimos mais. Até o Luan e o Vitor estavam de boa, quase soltei fogos por isso. A medida que anoitecia, o tempo esfriava. Bateu um vento e eu me arrepiei inteira, fazendo todos rirem.
- Daqui a pouco ela congela.
- Vem pra cá, amor. - fui sentar perto do Vi e ele me abraçou. Antes estava perto das meninas.
- Cê quer um casaco? Ou uma jaqueta?
- Um casaco Bru, por favor. - ri.
- Ai, vamo lá pegar.
Entramos e ela subiu a escada correndo, quando comecei a subir a campainha tocou, umas dez mil vezes. Como lá fora ninguém ouviria, tomei a liberdade de atender a porta.
- O que você tá fazendo aqui? Cadê o Luan? - a Ana falou entrando.
- Vai deixar as malas do lado de fora?
- Meu namorado é seu patrão esqueceu, garota? Bota as malas pra dentro e paga o táxi.
- O que? - gargalhei incrédula.
- É surda?
- Florzinha, para né!? Como você mesmo disse, meu patrão é ele e não você. Não sou paga pra carregar mala da namoradinha do patrão, além do quê, eu to de folga.
- Acho que você não tá entendo, florzinha. - eca! Nojo - Eu to mandando, então você faz.
- Malu, esse tá bom pra você? - perguntou do alto da escada - Ué... Ana?
- Tá Bruninha, obrigada!
- Nada. - ela me deu e eu vesti.
- Bem melhor agora. - rimos. Voltei lá pra fora, estavam cantando, abracei o Vi e deitei minha cabeça em seu ombro.
- Que foi, amor?
- Nada, depois eu falo. - sorri sem mostrar os dentes.
- Ô Luan! - a Bruna chamou.
- Oi?
- A Ana tá aí, e eu acho melhor você pegar logo a carteira. - ele franziu a testa e levantou indo pra dentro de casa.
- Eu sei que ela é nora e cunhada de vocês, mas essa mulher é uma duas caras! - disparei.
- O que foi que ela fez?
- Tão rica e não tem dinheiro pra pagar um táxi. - ri sarcástica - Falou comigo como se fosse mais do que eu: "eu to mandando, você faz". Va-ca!
- A Aninha? - a Mari parecia surpresa.
- Ah gente, eu não queria dizer por causa do Luan... Mas ela é outra coisa quando ele tá longe. Meio arrogante sabe? - a Kari falou sem jeito.
- É verdade. - a Marla concordou.
- Chata pra caralho. Pronto falei. - o Rober disse e nós quatro rimos.
- Não estou falando que vocês estão mentindo ou coisa assim, mas ela não parece ser desse jeito. Os pais e os irmãos dela são super educados, humildes. - o Amarildo falou.
- É o que eu costume dizer; toda árvore tem fruta podre, por mais saudável que ela seja.
- Lispector, Juliano. - gargalhamos.
- A família dela trabalha muito, ela vive por aí gastando o dinheiro. - Bruna disse negando com a cabeça.
- Que tal deixarmos isso pra lá hein?
- Bora tocar mais uma? - Paulinho sugeriu.
- Posso pedir?
- Cê que manda, caçula.
- Amor distante!
Só fomos pra casa perto da meia noite, ainda bem que a queridíssima Ana Laura não nos deu o desprazer da sua companhia, o Luan disse que ela estava indisposta. Ah tadinha, tomara que seja uma caganeira.
As meninas irão continuar na fic. Tchau :))
Pelo menos na fic né ~chorando
ResponderExcluirAdorei o complô da equipe contra a Ana Banana kkkk muito engraçado.
Quero maix,bjo bjo.
"estava indisposta. Ah tadinha, tomara que seja uma caganeira" HAHAHAHA GARGALHEI posta mais
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