quarta-feira, 29 de julho de 2015

Capítulo 72.


(...)

Passamos um bom tempo na estrada, quase um mês direto. Só paramos no dia do aniversário da Jaque, rolou festa na piscina que ela queria, o Luan fez questão de ir e, na semana seguinte, no seu aniversário. Não teve show mas estávamos longe de casa, fizemos um parabéns surpresa pra ele no salão de festas do hotel e até seus pais e a Bruna vieram. Depois da festa com a família e a equipe, fiz a nossa festa no quarto e foi maravilhosa, diga-se de passagem.
E ainda fiz mais coisas diferentes com ele tipo piquinique, passeio em parque de diversões, cinema e tudo mais que tivesse nas cidades que nós passamos, eu queria fazê-lo esquecer do que quer que fosse que estava atrapalhando sua vida e consequentemente, a nossa.
E no começo até que deu certo, mas nesses últimos dias, eu estava percebendo o Luan muito aéreo, além do normal e, comecei a ficar mais preocupada quando ele se perdeu cantando a nossa música. Todo mundo achou que ele tinha parado pra ouvir os fãs cantarem, como costuma fazer, mas não foi isso.
Todas as vezes que nos amavámos eram tão intensas, que sempre parecia ser a última vez.
Eu tentava conter certos tipos de pensamentos, só que eles foram ficando mais frequentes e isso me fez "mudar". Eu estava diferente, ele estava diferente. Todo mundo tava sacando aquilo, porém não falavam nada, pelo menos não na minha frente.
Chegou ao ponto que eu já não aguentava mais aquela angustia e nós discutimos, na verdade, eu gritei e ele só ouviu.

Viemos pra casa hoje, pra uma folguinha rápida, de quatro dias. Minha mãe me chamou pra jantar na casa dela mas eu não estava nem um pouco afim.
Exausta, com fome, confusa, com sono e insegura. Era assim que eu me sentia.
Tomei banho, vesti um pijama bem folgado e fui pra cozinha comer alguma coisa. Depois disso, só deu tempo de escovar os dentes e mandar uma mensagem no grupo da minha família, que o Luan inclusive era membro.

"Já cheguei. Estou viva e bem, eu acho. Respondendo as próximas perguntas que eu sei que virão: Sim, mamãe, já tomei banho e comi. Não, Jaqueline, não trouxe nada pra você.
Vou desligar o celular e dormir, não me incomodem pelo amor de Jesus Cristo, obrigada. Até mais tarde ou quando eu acordar, mores. Ily, xo."

Evitei ficar pensando pois ultimamente não tem sido uma boa ideia e comecei logo a contar unicórninhos, sim unicórnios, tenho medo de carneiros. Apaguei tão rápido quanto se tivesse levado uma paulada na cabeça.
Só acordei no outro dia, não eram nem nove da manhã ainda e eu já estava de pé, um caco mas de pé. Decidi tirar aquele diazinho pra me cuidar, estou merecendo. Liguei no salão e marquei hora pra tudo que eu tenho direito.
Enquanto debatia internamente sobre cortar o cabelo o não, tomei café da manhã e liguei meu celular.

"Me liga quando acordar pra eu saber se você tá viva mesmo, filha!"

Não teve como não rir dessa mensagem, disquei seus números e ela me atendeu logo: - Já comeu?
- Já, mãe. Bom dia.
- Bom dia, filha! Como você tá?
- Meio cansada ainda... - bocejei - Vou passar o dia no salão, relaxar um pouco.
- Faz muito bem. Se eu não tivesse marcado um chá com a Cátia e a Marizete, te acompanharia. - ri. Veio dela meu gosto por tomar chá.
- Deixa pra próxima então. Cadê o papai?
- Deve estar chegando, passou a madrugada no hospital.
- Ah... Acho que mais tarde eu passo aí pra dar um beijo em vocês.
- Vem mesmo, fiz pavê ontem mas você inventou de hibernar né! - gargalhei e ela me acompanhou - O Nicolas tava aqui e comeu quase tudo, mas eu faço outro hoje.
- Eu quero, não deixa ninguém comer tá?
- Tá certo.
- Vou me arrumar pra não chegar atrasada. Beijo, mãe. Te amo.
- Tchau, também te amo.

Não cortei o cabelo, só umas pontinhas. Passei a tarde inteira no salão morrendo de fome e quando finalmente saí, fui direto num restaurante japonês que tinha do outro lado da rua. Comi meu yakisoba com todo gosto do mundo, pois é. Li meu biscoito da sorte enquanto o mastigava, dizia:

"Deus escreve certo por linhas tortas."

Ri e olhei os números atrás, joguei o papel dentro da bolsa e fui pagar a conta. Antes de chegar em casa, parei pra comprar brownie e comi todos no carro mesmo.
- Oi? - atendi meu celular que tocava no banco do passageiro, o deixei no viva voz.
- Cê tá em casa?
- Ah, oi amor. - sorri - Não, tô chegando.
- Tá perto?
- Mais ou menos.
- Tô chegando no seu prédio, vou ficar te esperando.
- Tudo bem. Tchau, beijo.
- Tchau. - desligou.
- Que estranho.
Logo que saí do elevador, avistei o mocinho escorado na porta do meu apartamento, mexendo no celular. Pigarreei e ele me olhou.
- Cê tá linda. - deu um meio sorriso.
- Obrigada. Você... Tá com fome? - vim pra cozinha enquanto ele fechava a porta.
- Jantei antes de vir pra cá.
- Ah, tá bom. Vou tomar banho.
- Te espero aqui. - assenti e fui pro quarto.
Tomei um banho rápido e me vesti mais rápido ainda, estava ansiosa barra nervosa. Avisem a Ludmilla que é hoje.
- E aí... Acho que você tem algo pra me contar, não é?
- É.
- Pode começar. - sentei no sofá e ele se colocou na minha frente, sentado na mesa de centro.




VOCÊ ESTRAGOU TUDO E AGORA VAI PAGAR PELO QUE FEEEZ. BEM FEITUUU BSAFONWWOWL
#vivaeu #trêsanosdomelhorclipe #ninguémrala #meucasal  tchau.
_

"Agora se entenda com seu coração."
— Bem feito.

sábado, 25 de julho de 2015

Capítulo 71.


Acabou que o lindo não veio e nem deu sinal de vida o resto da noite, fui com a Jaqueline mesmo porque já tinha me arrumado. Ela ficou me zoando, só faltou gritar aos quatro ventos que o Luan tinha me dado um bolo.
Passaram-se dois dias e só nos falamos por mensagem e, apenas hoje, terça feira, ele me ligou. Falando que a Bruna tava viajando e que os pais dele, saíram pra jantar com os meus.
- Ah, por isso a Jaque tá com o Nick e a Fany. - pensei alto - Agora que tá sozinho lembra que eu existo né? Vagabundo.
- Fala assim não, pequenininha. - dizia manhoso - Vem pra cá vai? Não quero ficar sozinho.
- Não quero ir não, já tô de pijama.
- Vem assim mesmo.
- Não vou.
- Veste um robe e vem, amor. Eu faço pipoca pra gente ver sua série. - ri - Cê vem né?
- Já, já eu chego aí. - revirei os olhos.
- Isso! Vem logo.
- Calma, menino. - ele riu - Vou procurar uma roupa, vai que eu sou parada numa blitz e tô de robe? Vou dizer o quê? Desculpa, seu guarda mas o meu namorado ligou parecendo mulher na tpm e eu tô indo lá ver ele.
- Mulher na tpm, amor? Porra. - disse rindo.
- É isso mesmo, agora tchau. Vou me arrumar.
- Tá.
Coloquei meu pijama numa bolsa, junto com celular e mais um monte de coisas, inclusive uma roupa pra vir pra casa amanhã, embora tenha roupa minha lá no closet dele.
Assim que cheguei, ele me tascou um beijão na porta mesmo, depois entramos. Ri da sua samba canção do homem aranha, tava um fofinho.
- Tu já fez pipoca, ô Peter Parker? - negou - Deixa eu ajudar você.
- Não, senhora. Coloca sua bolsa lá no quarto, veste seu pijaminha e depois cê desce.
- Tá bom.
- Pode demorar se quiser viu?
- Você tá com cara de quem aprontou, garoto. - dei risada - Medo!
- Garanto que você vai gostar. - selou nossos lábios, assenti desconfiada e subi até seu quarto.
Tomei banho porque a água estava muito convidativa, quentinha. Vesti meu pijama, as pantufas e soltei o coque do cabelo.
- Amor... - cantarolei - Cadê você?
- Tô indo. Vai ligando a televisão aí. - gritou da cozinha.
- Ai ai ai, Luan, estou ficando curiosa. - peguei o controle remoto e sentei no colchão que estava entre o sofá e a mesa de centro.
- Cheguei. - sentou ao meu lado, beijando minha bochecha.
- Cê lembra que episódio eu tava?
- Não.
- Nem eu. - ri - Então vamo ver um filme, você escolhe.
- Tudo bem, deixa eu pensar... - tirei os olhos da tevê para olhá-lo, mas o que vi foi a deliciosa bandeja que estava em cima mesinha.
- Morango!
- E chocolate. - riu apertando meu nariz - Eu não fiz pipoca, mas cê quer?
- Não precisa. - apertei seu rosto e o beijei.
- Vou pegar alguma coisa pra gente não sujar a mão tá? Escolhe o filme, vejo o que você quiser. - assenti e ele levantou.
Tirei uma foto pra esfregar na cara da Jaque e mandei pra ela no WhatsApp.

(ignorem minha preguiça de tirar essas bordas, se por acaso elas aparecerem)

"Olha o que ele fez pra mim, lindan"
"Tinha que se desculpar depois de um bolo de quase três dias, né queridan? JSIKSGSLYWJV"
"Cala a boca, sua ridícula!"
"OtáriaaaAAaaaA"
"InvejooOoOOoOsa.  Tchau, xo."
"Tchau, manda um beijo pro Luan."
"Não mando nada."
"Kkkkkkkkkkkkkkkkk idioOoOOta"

- Já escolhi. - larguei o celular quando ele apagou a luz da sala e voltou pro colchão - Era a Jaqueline.
- Ata. - riu - Qual cê escolheu?
- Esse, "Qual seu número?".
- Ó, eu disse que topo assistir o filme mas se você ficar "ai, Chris não sei o quê", "que lindo, que gostoso" eu te dou umas bofetadas.
- E é, neném? Eu é que vou te bater, você que tá merecendo.
- Calma, amor. Come um moranguinho, toma. - riu e me deu na boquinha.
Fiquei chamando o Chris de gostoso sim, pois não sou obrigada a nada e ele é um gostoso mesmo. O Luan colocou outro filme depois, de ação, estava tão bom que eu dormi. E ele também.
Seus pais nos acordaram quando chegaram, quase uma da manhã.
- Ai, que vergonha. - ele e seu pai riram.
- Não precisa ter vergonha de nada, aqui cê é de casa.
- É mesmo. Agora vamo pra cama, amor.
- Espera, deixa eu arrumar isso aqui.
- Não, não. - Marizete me impediu - Podem ir dormir, eu ajeito tudo aqui.
- A senhora acabou de chegar, que isso.
- Que isso digo eu, vão lá dormir.
- Obedece a mamusca, pequenininha. - ela riu assentindo.
- Tudo bem. - me rendi - Boa noite, gente.
- Boa noite, família.
- Boa noite, Malu. Boa noite, filho, juízo hein. - seu Amarildo disse e eu corei, eles riram.
- Boa noite, crianças. - sua mãe beijou nossos rostos.
Viemos pro quarto e escovamos os dentes, depois deitamos logo, tava fazendo um friozinho gostoso.
- Tá frio demais, isso sim.
- Não tá nada.
- Tá sim, eu não gosto de frio.
- Eu sei que você não gosta, mas eu gosto.
- Eu sei. - nos cobriu - Me esquenta.
- Você que tem que me esquentar, você é maior que eu.
- É verdade. - riu - Então vem mais pra cá, gorda.
- Para de me chamar de gorda!
- Tá. Você que manda, dona. - ri - Você é minha pérola e eu sou a conchinha.
- Você é um conchão. - rimos.
- Cê já viu pérola em concha?
- Ao vivo, assim na minha frente? Não.
- Também não, então vamos ver juntos. Um dia...
- É, porque agora nós vamos dormir. - bocejei - Até amanhã.
- Mais tarde.
- Ah mano, não começa! - riu e beijou minha nuca. Entrelacei meus dedos nos seus, que antes faziam carinho na minha perna.
- Bons sonhos, minha pequenininha.

Acordei no meio da madrugada, deduzi por ainda estar escuro, o Luan não estava na cama. Sentei coçando os olhos e lhe achei na sacada, calcei minhas pantufas e fui até ele, que olhava pro nada, distraído.
- Amor? - chamei - O que cê tá fazendo aí?
- Perdi o sono. - sorriu amarelo.
- Volta pra cama. - o abracei - Que que foi?
- Nada... - suspirei e segurei seu rosto, o fazendo olhar nos meus olhos.
- Seja lá o que for, para de pensar nisso, por favor! Pensa na gente. Pensa em mim, anjo.
- Desculpa... - fechou os olhos, fiz carinho em sua barba.
- Desculpo. E eu vou te colocar pra dormir agora, vem. - o puxei pela mão.
Deitamos bem agarradinhos, fiquei fazendo cafuné em seus cabelos até que ele dormisse.
É claro que eu sei que tem algo errado, mas não vou forçá-lo a me contar e nem vou deixar que isso o afaste de mim. Na minha cabeça, não existe mais Malu se não tiver Luan junto.




Olha euzinha aqui antes do previsto :)) #escritorabazinha #talvezotária
Então, a fanfic vai começar a andar mais rápido e se ficarem com alguma dúvida: perguntem.
_

"Um colchão na sala, nós dois de pijama..."
— Coisas de quem ama. ♥

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Capítulo 70.


Uma semana depois... (dia do show)

Ontem o Luan quase não me deixou vir embora, tava todo dengosinho. Conseguimos uma semana de folga, falei pra ele ir me encontrar quando chegasse da rádio e que se ele quisesse, passaríamos os próximos sete dias grudados.
- E aí, como vai ser na hora da foto? - perguntei pra Jaqueline ansiosa Queiroga que estava do meu lado.
- Quero Naíque, o Paulo é todo seu.
- Tá beleza. - ri - Agora tenho que achar uma vaga pra estacionar.
- Qualquer uma, Malu!
- Calma, baranguinha... Já falou com a Su?
- Antes de sair, eles estavam vindo também.
- Humm. Achei. - manobrei e estacionei o carro - Liga pra ela, diz pra eles virem pra cá. Vou ligar pro Paulo.
- O que? - gritou, eu ri.
- Liga logo pra ela.
- Tá bom.
- Paulinho? - ele me atendeu rápido.
- Oi Malu. Chegaram?
- Chegamos.
- Aonde cês tão? Vou pedir pra alguém ir buscar vocês.
- Lado sul do estacionamento. - olhei numa placa.
- Beleza, esperem aí.
- Ok, obrigada. - desliguei e vi a Su, tia Cátia e o Binho vindo na nossa direção.
Falei com o Paulo no meio da semana, avisei que ia pro show e que estaria com uns amiguinhos da Jaque, ele disse que colocava a gente pra dentro logo e me garantiu que não teria problema.
- Oi Malu.
- Oi tia. - nos cumprimentamos com beijinhos no rosto.
- Não me chama de tia, garota. Me sinto muito velha desse jeito. - rimos.
- Vamo logo pra fila, gente!
- Calma, Su. Falei com o Paulo e - ela escancarou a boca - Acho que o Celsinho vem buscar a gente aqui.
- Minha. Nossa. Senhora. - gargalhei.
- Ó, mas não é pra ficar espalhando não. É injusto com as outras fãs? Muito. E se elas ficam sabendo, a gente não vai poder mais fazer isso, então fiquem quietas. - assentiram.
- Aquela dali não é a
- Duda!
- Oi. - a menina sorriu - Você é a Malu? Sou a Duda, irmã do Nathan.
- Eu mesmo. - nos abraçamos - Aqui é a Jaque, minha irmã. Su, amiga dela e sobrinha da tia Cátia, que é mãe do Binho, amigo das meninas.
- Vish. - riu - Acho que entendi. Vamo lá?
- Vamos.
Conheci a mãe e a outra irmã do Nathan, que era bem mais tímida que a Duda. Os meninos estavam comendo pra começar o atendimento no meet&greet mas pararam pra falar com as meninas, foram super legais.
Fizemos nossas fotos logo, conversamos um pouco e depois fomos pro camarote com elas. O lugar estava lotado, o show já devia estar perto de começar quando meu celular começou a tocar. Luan.
- Amor?
- Oi amor.
- Cê tá no show?
- Tô, ainda não começou. E aí, já acabou?
- Nem rolou, aonde que é esse show mesmo? - sorri.
- Na Eazy, por quê?
- Será que eu consigo entrar sem ingresso? - riu.
- Vem, vem. Eu arrumo pulseirinha pra você, quem mais tá contigo?
- Os de sempre. - ri.
- Eu vou falar com o pessoal aqui e te ligo, espera. - desliguei, já procurando o número - Japa?
- Oi.
- Posso pedir um favor?
- Manda. - riu.
- O Luan tinha um compromisso aqui perto mas foi cancelado, ele tá vindo pra cá. Dá pra ser?
- Sério? Claro que dá! Quantas pulseiras cê quer?
- Três, tem o Rober e o Well com ele.
- Vem aqui pro lado do backstage, que eu te dou.
- Tô chegando, valeu.
- Nada. - desligamos.
- Tia, olha eles por favor? Eu já volto.
- Uhum, vai lá.
- Malu, cê vai pra onde?
- Buscar um pacote, Jaqueline. Fica aí. - ela franziu a testa, ri e fui andando.
O Japa me deu as pulseiras e eu liguei pro Luan, ele entrou por trás, direto no backstage. Falou com os meninos, agradeceu e o Thiago fez uma foto nossa. Depois, seguimos pro camarote atraindo olhares de todos.
- Ah, esses três são o pacote? - Jaque riu.
- Pacote?
- Nada, amor.
- E aí, Jaque. - Testa disse e ela o abraçou.
- Daqui a pouco tô maior que você. - ele fez careta e nós rimos - Oi Wellington.
- Opa, caçula da caçulinha. - ri.
Apresentei o pessoal ao pessoal, e foi o tempo da abertura do show começar. Luan me abraçou por trás, escorando o queixo no meu ombro e ficamos assim o tempo todo.
Teu olhar, a única que ele sabia, foi lindamente cantada no meu ouvido.
Ao nosso lado tinham duas criaturas enlouquecidas, Jaqueline e Suelen, fora as outras que também estavam ali né. A tia Cátia ria e, Binho, Wellington e Rober deviam estar mais perdidos que cego em tiroteio.
- Cê sabe todas hein? - Luan riu no meu ouvido.
- Sei mesmo. No meu carro toca sempre, querido.
- Ah é, por isso reconheci a da velhinha de algodão. - gargalhei.
- E também, talvez porque ela parece um pouco com a Te esperando.
- Nossa! Verdade. - riu - Gostei dela.
- De quem?
- Da música deles.
- Own! - ri - É linda mesmo.
Quando acabou o show, esperamos até esvaziar o local e fomos encontrar os meninos. A mãe do Nathan nos convidou pra comer pizza, perguntei ao Luan se ele queria ir e o cabeção topou na hora.

Juntamos um monte mesas no primeiro andar da pizzaria pra caber todo mundo, o dono foi nos receber e disse pra ficarmos à vontade, ele iria deixar aquele piso só pra gente, tentamos negar mas não deu. Foi uma confusão pra escolher os sabores das pizzas, rolou quase uma votação. Os lindos queriam cerveja, só que no final todo mundo pediu suco.
Acabamos saindo de lá bem tarde, a "farra" foi boa. Obviamente registramos aquele momento, a Jaqueline postou no Instagram dela e todos saíram repostando.
- Cê vai pra onde, amor?
- Tenho que levar a Jaque na casa da mamãe, acho que vou dormir lá mesmo.
- Então eu vou com vocês, posso ficar lá?
- Pode, amor. - ri - Well, o Luan vai pra casa comigo.
- Tá bom, nós estamos logo atrás.
- Eu dirijo, vem. - revirei os olhos e lhe entreguei meu chaveiro de fada, ele riu.
Nos despedimos do pessoal e saímos todos na mesma hora, parecia um comboio, três carros e uma van.
- Agora coloca música, vai.
- Calma, lindan. - falei mexendo no porta luvas - Tô procurando...
- Sonhar alto nunca é demaaais! - Jaqueline cantava, era de longe a mais empolgada - Te ganhei, me ganhou. Veio pra ficar e ficou.
- Foi bom ficar do lado da paixão.
- Como é bom. - Luan riu.
- Procurei e achei. Entregou, me entreguei.
- O nosso amor não tem comparação. - eu e Luan cantamos juntos.
- Af! Parem, parem, parem. - rimos dela.

Quando nós dois acordamos, já passava do meio dia. Minha mãe fez o tal almoço que ela queria fazer pro Luan, cozinhou o que ele pediu e blá blá blá. É mimo demais pro meu gosto.
Fomos comer a sobremesa no sofá, eu, ele, Jaqueline e papai.
- Amor, vou em casa tomar um banho e trocar essa roupa. Mais tarde a gente pode ir na sorveteria, que tal?
- Uhum. - beijei seu rosto - Vai agora?
- Vou. - fiz bico e ele me deu um selinho.
Antes de ir embora, ele agradeceu pelo almoço e super elogiou a comida da minha mãezinha, que ficou toda boba. Ela ama que falem bem da comida dela.
- Então se der, vem com seu pai pra ver o jogão de amanhã.
- Opa! A gente vem sim, seu Roberto. - apertaram as mãos - Tchau Jaque.
- Tchau, cunhado.
- Eu venho buscar você tá? - assenti e nos beijamos - Fica bem bonita e cheirosa.
- Você também. - apertei seu nariz - Tchau.
- Tchau, amor.





Ê laiá hahahaha. Euzinha tenho que estudar, e é meio que questão de vida ou morte. Acho que só volto a postar depois da prova, datada e mais conhecida como próxima quinta. Ok né? Obrigada. Adios, xoxo.
_


"O seu beijo sempre acaba complicando, vou ficar mais um pouquinho por enquanto."
— O que eu tava falando?

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Capítulo 69.


De manhã, fui pro mercado com minha mãe e a Jaque. O Luan me ligou, falando que ia pra minha casa de noite e, que queria me contar uma coisa.
Seguindo o conselho da Fany pra fazer "coisas diferentes", decidi comprar uns ingredientes e cozinhar pra ele.
- Faz lasanha. - mamãe sugeriu - É fácil, todo mundo gosta.
- É... Jaque, pega presunto lá pra mim?
- Vou ganhar o quê com isso?
- Vai logo. - revirou os olhos e saiu saltitante - Mãe, como faz molho branco?
- Cebola, leite, margarina, sal e amido de milho, creme de leite no final. Depois te passo as medidas. - assenti.
- Mãe, a Su falou que vai ter show. - veio sorridente com o telefone na mão - Toma aí seu presunto, querida.
- Obrigada, querida.
- Posso ir, mãe? Posso?
- Quando?
- Próxima sexta. Posso?
- Cê pode levar ela, Malu?
- Sexta? - fiz careta - Tenho que ver na agenda do Luan.
- Se a Malu puder te levar, você vai.
- Ah não, mãe! A tia Cátia vai levar a Su, eu vou com elas.
- Tia Cátia é? Ai ai ai Binho.
- Cala a boca, maria luíza. - gargalhei. A Su é prima do Binho.
- Olha lá hein, eu não te levo pra lugar nenhum. Se comporta.
- Mãe, manda ela parar!
- Tchau, vocês duas. - saiu andando.
- Volta aqui, mãe. - riu negando e continuou andando.

Quando cheguei em casa, liguei na Central pra saber o que teria na próxima sexta. Somente rádio, aqui em São Paulo mesmo, então dá pra ir com a Jaque.
- Fany, vamo comigo no shopping?
- Agora? Cê tá em casa?
- Tô, pode ser mais tarde. O Nick tá aí?
- Não, chamaram ele no hospital. Comprei comida, cê já almoçou?
- Ainda não, cheguei quase agora.
- Então vem pra cá. Aí depois a gente vai.
- Tá bom. Vou tomar banho e já chego aí.
- Ok. Tchau.
- Beijos.
Passamos o resto da tarde no shopping, comprei os ingressos pro show dos meninos e outras coisinhas. E também ajudei a Fany a escolher um presente pro filho de uma moça do hospital. Festa de criança melhor coisa.
Fiz a lasanha sendo supervisionada pelo Nick, que veio me encher o saco assim que chegou do hospital.
- Minha mulher tá aqui, eu ia ficar em casa só?
- Você tava trabalhando, chegou cansado, vai dormir.
- Eu não. - pegou um pêra na fruteira.
- Malu, cê vai vestir o que?
- Roupa, né amor?
- Cala a boca, Nicolas. - ele fez bico - Roupa normal ou algo mais... Mais?
- Não sei. Uma roupa bonita e simples, a gente vai ficar em casa mesmo. - dei de ombros - Sabe aquele short de cintura alta? O jeans com botão.
- Sei.
- Vou colocar esse, só não sei que blusa eu coloco.
- Qualquer regata apertadinha fica legal com ele.

Acabei tudo e expulsei os dois, corri pra tomar banho e quando tava terminando de me arrumar, a campainha tocou, ri e fui abrir a porta do jeito que estava mesmo.
- Wow. - riu, depois ficou sério - É assim que você atende a porta, maria luíza? Entra.
- Vim assim porque sabia que era você. - me defendi.
- E se não fosse eu?
- Eu improvisava na hora. - dei de ombros, ele estreitou os olhos me fazendo rir.
- Você se orienta, menina. - colou nossos corpos e nos beijamos - Sabia que eu adoro vermelho?
- Sabia. - me fez dar uma voltinha - Gostou?
- Demais, renda te deixa muito sexy. - ri - Nunca vi... É nova né?
- É sim. - seu olhar em mim era uma coisa de louco - Não achei que você reparasse nisso.
- Em você eu reparo. - apertou de leve minha cintura - Reparo tudo, conheço cada detalhe do seu corpo.
- É?
- É, e só eu sei fazer como você gosta.
- Isso até que é verdade. - mordi os lábios.
- Deixa eu ver a parte de baixo, vai amor? - beijou meu pescoço - É fio?
- Talvez. - soltou um riso sapeca - Mas antes cê vai ter que me contar o que queria falar.
- Ah! Não... Não é novidade, você sabe. Eu te amo, cê é a mulher da minha vida. - lhe beijei.
- Eu fiz comida pra você, homem da minha vida.
- Fala de novo.
- Eu fiz comida pra você!? - ri.
- Não, isso não. Fala que eu sou
- O homem da minha vida! - falei alto, ele sorriu e me pegou no colo.
- Vamo pro quarto, pequenininha? Depois a gente come...
- Tá, vamo.
- Tô com saudade.
- Eu também.
Finalmente, matamos quem estava nos matando. Minha pele ansiava por seus toques, sentir seu cheiro em mim. Ser só nós dois, sem se preocupar com o resto do mundo.
- O que cê fez pra gente?
- Lasanha, mas eu tiro a carne moída pra você.
- Que bom, eu já ia perguntar mesmo.
- Eu penso em tudo, meu amor. - riu assentindo.
Tomamos banho e fomos jantar. O resto da noite foi bem tranquila, ficamos vendo novela e namorando no sofá.

- Levanta, gorda!
- Gordo é você... - cobri o rosto - Ouvi a voz do Nick, o que ele queria?
- Chamou a gente pra almoçar. Falei que a gente vai, então levanta.
- Mas eu não quero sair da cama.
- Que preguiça é essa?
- Ué, a minha. - riu e puxou o edredom - Naaão!
- Vem amor, levanta.
- Nossa, como você tá disposto hoje. - ironizei.
- Tá vendo? Isso é o que você faz comigo.
- Huuum. - ri - Vamo comer aonde?
- Iremos decidir na hora.
- Quero comida mexicana.
- Mexicana?
- É. - fiz bico.
- Vamo ver né. - riu.
- Tá... Bom dia, amor.
- Bom dia, pequenininha. - seus lábios se juntaram aos meus carinhosamente - Vem tomar café, fiz cereal pra você.
- O cereal vem pronto, amor. Você só colocou leite. - dei risada da careta que ele fez.
- E o carinho não conta?
- Conta, conta. - ri e levantei - Obrigada.
- De nada, meu amor.
- Ah, vou te avisar logo: sexta da semana que vem cê só tem rádio, mas eu não vou estar contigo. Tenho que sair com a Jaque.
- Pra onde?
- Show dos meninos.
- Tá... E por falar nisso, eu não gostei daquela foto não. E com eles cê vai comer japa, comigo não né? - ri apertando suas bochechas.
- A foto ficou lin-da! E eu comi pizza, tá querido?
- Sei.
- Minha foto de sexta vai ser com o Nathan, igual a Jaque com o Caíque.
- Cê não é nem doida.
- Não duvide de mim. - cantarolei entrando no banheiro - Se tu quer saber, o Paulo e o Caíque namoram.
- Eita! Mentira, pequenininha? - gargalhei.
- Namoram com meninas! - falei ainda rindo - Eu conheci elas.
- Ata, mas e o outro? Tem três.
- Até onde eu sei, o Nathan é solteiro. Mas se cê quiser saber mais da vida deles, pergunta pra Jaque.
- Pode deixar que eu vou perguntar.
Iríamos no carro do Nicolas, Luan e ele na frente, eu e Fany atrás. Me estiquei pra ligar o rádio e ele revirou os olhos.
- Desde sempre essa menina é assim. - o Luan riu - E aí, aonde vamos?
- Num restaurante de comida mexicana. - falei.
- Mexicana?
- Que que tem? Tô com vontade.
- Todos concordam em fazer a vontade da maria louca?
- Aham. - Luan disse e a Fany concordou com a cabeça.
- Quero comer machos mexicanos.
- Quer o que, maria luíza? - eu e Stéfany rimos, rimos muito - Hein? Que história é essa?
- Foi o corretor, Luan. Relaxa. - os dois estavam sérios, o que me dava mais vontade de rir.
Desde ontem euzinha estou com essa vontade. Não de machos, mas sim de nachos.
Antes de ir almoçar com a Fany no apê deles, mandei um whats perguntando se ela sabia se tinha alguma restaurante mexicano lá na praça de alimentação do shopping, ela disse que achava que não. Respondi um "ai, que pena! Tô louca pra comer uns nachos", porém o corretor colocou "machos", só percebi depois que tinha enviado. Nós duas rimos feito idiotas.
- Fica tranquilo, tá amor? - apertei seu ombro - Nunca provei um macho mexicano, prefiro os brasileiros. O brasileiro, você.
- Eu também não comi mexicanos, tá bebê?
- Pena que eu não posso dizer o mesmo.
- Pois é, nem eu. - Luan cabeça de bujão falou com um sorrisinho no rosto, o fuzilei com o olhar.
- Já comeram mexicanos, lindos?
- Não, bebê. - Nick lhe olhou pelo espelho - Comi mexicanas, numa viagem do ensino médio, bons tempos.
- Faz tempo hein, seu otário? - deu um tapa na cabeça dele - E você, Luan? Quando comeu mexicanas?
- Fany! - reclamei.
- Cê não quer saber, amor?
- Fecha esse seu cu, Rafael. - mostrei o dedo do meio e eles riram.






E aí? Olá? O capítulo foi grande né? Meu Deus bisegwio Tchau, xo.

sábado, 18 de julho de 2015

Capítulo 68.


Acordei com o celular dele tocando, era a dona Marizete. Atendi logo para não acordá-lo também.
- Oi Mari, bom dia.
- Ah, oi Malu, bom dia pra você também. - riu - O que foi que o Luan aprontou hein?
- Deu um susto em todo mundo, subiu no palco mascando chiclete e quase morreu engasgado.
- Meu Deus do céu!
- Eu mandei ele cuspir mas seu filho é teimoso, e ainda vem falar de mim. - revirei os olhos - Fomos pro hospital mas não foi nada tão sério, graças a Deus. Não precisa se preocupar viu?
- Eu tento né. - riu - E cadê ele?
- Tá aqui, dormindo. - fiz carinho em seu rostinho de bolacha.
- Ah, eu te acordei? Desculpa.
- Tudo bem, já tava na hora mesmo. - ri.
- Fala pra ele que eu liguei, e dá uns cascudos nele por mim.
- Já dei umas tapas nele ontem mesmo. - rimos - E vou avisar que a senhora ligou, pode deixar.
- Obrigada, Malu. Obrigada por cuidar do meu menino.
- Não precisa agradecer, Mari. Eu vou cuidar desse cabeçudo sempre.
- Assim eu espero! - ri - Então tchau.
- Quando ele acordar, peço pra ligar pra senhora tá?
- Ok, obrigada. Um beijo.
- Tchau, beijos! - desliguei e deixei o celular na cama.
Levantei e fui no banheiro, quando saí, liguei pra recepção do hotel e pedi comida pra nós dois.
- Amor? - me chamou baixinho.
- Oi amor.
- Cê tava falando com quem?
- Agora? Tava pedindo comida. E antes tava falando com sua mãe.
- Vish, ela ia me dar bronca né?
- Claro. - ri me jogando na cama, ao seu lado - E pediu pra eu te bater.
- Ai, pequenininha. - fez beicinho, ri.
- Eu falei pra ela que cê ia ligar, então depois do almoço você liga ok?
- Sim senhora. - coçou os olhos - Vai pra academia comigo hoje?
- Tô com preguiça.
- Ih, que frescura, gordinha.
- Eu posso fazer você suar aqui mesmo, Luan Rafael.
- É? Então faltar um dia não faz mal.
- Vai tomar banho, nosso almoço já vai chegar.
- Tá.
Li minhas mensagens enquanto almoçava. Respondi todas e por último as da Jaqueline, que diziam em caps look pra eu ir olhar os Snaps do Luan.

"Oi meus amores, beleza? Tô passando pra avisar que tô legal, obrigado e desculpa por fazer vocês se preocuparem."
"Tenho que falar baixinho porque a pequenininha já dormiu. - riu - Olha só como ela é linda até dormindo."
"Agora eu vou dormir também. Boa noite pra vocês, se cuidem tá? Beijão. - mandou um beijo."

- Você tava me gravando, garoto? - gritei e ouvi ele rir.
- Todo mundo te achou linda, amor.
- Sei...
Almoçamos num clima mega agradável, um dando comidinha na boca do outro, ele imitando o rapaz que veio trazer nosso almoço e eu rindo da cara dele.
- Amor, sua mãe tá ligando.
- Atende, por favor? - eu estava no banheiro, escovando os dentes.
- Tá certo... Oi sogrinha. - ri dele - Ela tá escovando os dentes. E a senhora, como que tá?
Fiquei jogada na cama por um longo tempo, conversando com ela. Luan tava do mesmo jeito, com uma perna em cima de mim, vendo televisão.
- Amor, ela te convidou pra jantar lá em casa.
- Huum, comidinha da sogra. - ri e o beijei - Quando?
- Quando a gente tiver uma folga.
- Beleza. Agora me conta, como cê vai me fazer suar hein? - disse malicioso.
- Não é como você tá pensando não, querido. - lhe olhei - Vinte e cinco flexões ali no chão, vai.
- Quê? Anem, deixa de ser chata.
- Esqueceu que você tá de castigo? - revirou os olhos.
- Eu já sou grande pra ficar de castigo. - subiu em cima de mim e tirou o celular da minha mão - Você sabe como eu sou grande.
- Sei?
- Sabe.
- Ok. - ri - Agora devolve meu celular e sai daqui, gordo.
- Não devolvo nada. - aproximou nossos rostos, minha respiração acelerou e ele sorriu.
Me beijou sem pressa alguma, de um modo deliciosamente torturante, que terminou com selinhos e uma mordida no meu lábio inferior, deixando aquele famoso gostinho de "quero mais".
- Eu já te disse que você é um garotinho muito malvado?
- Já. - falou contra meu pescoço e o chupou, arfei.
- Não faz isso.
- Não vou deixar marquinha, prometo tomar cuidado tá? - assenti passando a unha por suas costas nuas, o puxando pra mais perto de mim.
- Amor... - suas mãos passeavam na lateral do meu corpo enquanto sua boca percorria meu pescoço, distribuindo beijos e lambidas - Por que você não tira essa barba hein?
- Uai, porque não. - parou pra me olhar - Aquele dia lá no carro você não reclamou.
- Seu ridículo. - rimos. Nos beijamos, cada vez mais quente.
Quando ele ia tirar minha camisa, meu celular começou a tocar, ignoramos e continuamos. Mas depois foi a vez do dele, que tocou até cair e depois o meu, de novo.
- Puta que pariu. - resmungou.
- Assim não dá. Atende, amor.
- Que que cê quer, Roberval? - arregalou os olhos, que já são arregalados né - Ah meu Deus, é mesmo! A gente esqueceu... Calma, já já a gente desce.
- Que foi?
- Todo mundo tá esperando. A gente tem que ir embora, muié. - falou rindo, bati na minha testa e pulei da cama pra arrumar nossas mochilas.
- Ainda bem que já tomamos banho né? Troca de roupa aí. - coloquei as coisas tudo de qualquer jeito, estamos indo pra casa mesmo.
Assim que pisamos no estacionamento e eles nos viram, começaram a rir. "logo você, que nunca se atrasa", pior que é verdade, onde eu estava com a cabeça?
- Tavam fazendo o quê pra esquecer que tinham de ir embora?
- Nada da sua conta.
- Receba! - Juliano disse rindo, nos fazendo gargalhar.

O Luan ficou na casa dele e eu fui pra casa da minha mãe, a Fany e o Nicolas estavam lá também.
- Eu ia fazer compras hoje, mas vocês chegaram...
- Ah mãe, lá em casa não tem nada. Por isso eu vim pra cá. - Jaqueline revirou os olhos.
- Amanhã vamo comigo no mercado então.
- Tá.
Eu e a Fany ficamos conversando perto da piscina, falando sobre nossos relacionamentos. Contei que tinha medo que o Luan enjoasse de mim, já que a gente se vê todo dia e tá toda hora junto. Por isso, eu "deixei" que ele saísse sozinho aquele dia.
- Ele não vai enjoar de você.
- Será? Chocolate é bom, mas toda hora enjoa. - ela riu alto, revirei os olhos - Tô falando sério, Stéfany.
- Você não é chocolate, e ele te ama. Deixa de loucura.
- Ai ai ai.
- Se você tá tão insegura assim, faz coisas diferentes com ele. - deu de ombros - Um chicote, algema, sei lá. Like a Fsog.
- Tu é podre, menina. - gargalhei - Prefiro à la Crossfire.
- Adoro! Vem ni mim, Gideon.
- É o que, Fany? - Nicolas falou, aparecendo do além.
- Af. - bati no ombro dele.
- Assustaram? Tavam falando besteira aí né?
- Foi nada não, amor.
- Tô de olho nas duas.
- Blá blá blá. - bagunçou meu cabelo - Sai daqui, coisa chata.
- Dona Samanta tá chamando pra jantar, bora.
- Bora. - levantamos e ele nos abraçou pela cintura, nos guiando pra dentro.





Inhaiii, sentiram saudades? Próxima semana não vai ter aula, então acho que vou postar mais vezes dhngvfuwbgowow. Por falar em sentir saudades, estão sentindo saudade de algum personagem? Da Hermione, quem sabe? Sdbfskafhoiqw  tchau.
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"Eu prefiro perder tudo, do que ter que te perder."
— Pra quê viver nesse mundo?

terça-feira, 14 de julho de 2015

Capítulo 67.


O show era fechado, numa boate e consequentemente, o camarim ficou cheio de piriguete. Mandei um "tô de olho em você", antes de sair pra conferir o palco e tal.
Eles colocaram o elevador, mas não teria passarela, já estava tudo praticamente pronto. Quando voltei, encontrei o Luan sozinho.
- Vem cá, coisa linda. - sorri e selei nossos lábios.
- Tá pronto já?
- Uhum. Amor, cê tava comendo alguma coisa?
- Eu... Ah, chiclete. - ri - De melancia.
- Tem mais?
- Tem sim. Ó, mas não esquece de cuspir antes de subir no palco, ouviu?
- Sim senhora. - revirei os olhos e ele riu - Tem certeza que não quer ficar depois do show?
- Absoluta.
- Tá legal, você venceu! - ergueu as mãos se rendendo - A gente volta pro hotel.
- Obediente. Gosto assim.
- Opa casal, atrapalhei alguma coisa? - Rober falou, depois de ter entrado sem bater na porta.
- Nada, boi. Nada. - Luan suspirou e nós rimos dele.
- O contratante tá aí, com a filha dele e umas amiguinhas. - fez "ok" com os dedos.
- Seje menas, Roberval. Bem menas. - reclamei cruzando os braços, o cabeçudo riu e me abraçou de lado.
- Pede pra ele entrar. Cê fica aqui comigo, amor?
- Fico, no cantinho tá? - concordou contrariado.
- É uma grande honra ter você aqui viu? Minha filha vivia pedindo, até minha mulher adora você. - o cara já foi logo dizendo enquanto apertava a mão do Luan.
- Somos grandes admiradores do seu trabalho.
- Obrigado, dona...
- Karla. - ela riu, Luan beijou sua mão - Essa aqui é a Jenifer, nossa filha. Marcele e Lisandra, amigas dela.
- Oi, tudo bem? - fiquei só vendo como elas eram atiradas e como a mãe empurrou a filha pra cima do Luan, revirei os olhos mentalmente umas dez mil vezes.
- Quando acabar seu show, vai pro nosso camarote, Luan. - a tal da Jenifer falou enrolando as pontas do cabelo com o dedo.
- Não dá, desculpa.
- Ah. Mas
- E quem é a moça bonita ali? - ouvi sem pai lhe interromper.
- Aquela ali é minha namorada, seu Alex. Vem aqui, amor?
- Oi... Malu, muito prazer. - apertei a mão deles, e apenas acenei com a cabeça para as piranhas.
- Sua namorada trabalha pra você? - Lisandra perguntou vendo meu crachá.
- Não. Ela trabalha comigo. - segurei uma risada.
Eles conversaram mais um pouco, tiraram fotos e foram embora. Dei água pro cabeção e ele trocou de roupa, saímos de mãos dadas e antes dele entrar no palco, mandei que cuspisse o chiclete.
Fui pra grade e fiquei de lá fazendo minhas fotos. O show tava na vibe de sempre: Luan pra lá e pra cá, o pessoal gritando e cantando. Normal.
Tudo mudou quando de repente, ele parou de cantar e depois caiu no chão. Pensei ter sido um tiro ou sei lá o quê, na verdade, nem pensei direito.
Wellington e outros homens correram em sua direção, uns bombeiros entraram rapidamente no palco e eu continuava estática.
- Vem Malu, vem! - Rober me puxou pela mão.

Quando consegui raciocinar, já estava na sala de espera, no hospital. Rober estava andando de um lado pro outro, sacudi a cabeça pra afastar uma tontura e levantei. No mesmo instante, meu celular tocou. Arleyde.
- Malu? Onde vocês estão? O que aconteceu, pelo amor de Deus?
- Eu não sei, tia... Não sei. A gente tá no hospital.
- Tão falando que ele levou um tiro!
- Hãn? Não, não. - falei afobada - Não foi tiro.
- Será que pode ter sido um infarte?
- Eu realmente não sei... - esfreguei minhas têmporas tentando manter a calma - Quando souber de alguma coisa, lhe direi, tudo bem?
- Tá, tá bom. Tchau. - desliguei.
Daí em diante os celulares não pararam um minuto. Bruna, seu Amarildo, Jaqueline...
- Fala Fábio, é, estamos no hospital... - parei de prestar atenção na conversa quando vi um médico caminhando na nossa direção.
- Vocês estão com o Luan Santana?
- É, estamos. Como que ele tá? Eu já posso ver ele? Meu Deus, cadê?
- Calma, minha jovem.
- Calma? - quase gritei.
- Ele está bem sim, e sim, você pode vê-lo. - riu e começou a falar o motivo do desmaio e o que eles fizeram, só entendi a palavra "chiclete" e blá blá blá.
- Aonde eu posso ver ele?
- Fala pra ela logo, doutor, por favor. O resto você pode tratar com a gente. - Rober pediu e ele assentiu, virando-se para mim.
- Entre nesse corredor e siga até a quinta porta, do lado direito. Ele estará lá.
- Obrigada. - saí apressada. Entrei na sala e vi o Luan rindo, junto com outro moço de jaleco.
- Oi pequenininha.
- Você é doido? Ou tá querendo me matar? - gritei, o enfermeiro arregalou os olhos - O que foi que eu falei, Luan? Cospe a porra do chiclete. Você cuspiu? Não, não cuspiu e quase morreu aí!
- Calma, amor.
- Não me pede pra ficar calma! - meus olhos estavam cheios d'água.
- Eu vou deixar vocês sozinhos, licença.
- Ei, ei. - me abraçou, afagando meus cabelos enquanto eu chorava em seu ombro - Eu sei que fiz errado, desculpa.
- E-e se você morresse hein? E aí? - solucei.
- Não chora, minha vida. Eu tô bem, tô aqui. - riu - Para de chorar, bobona.
- Vamo embora daqui.
- Vamo sim, olha pra mim. - secou minhas lágrimas e beijou meu rosto - Vem.
- Ué, tava chorando? - Well perguntou.
- Deixa ela, cirilo. Acho que minha pequenininha tá com sono, a gente já pode ir?
- Já.
Tinha uns repórteres fora do hospital querendo saber o que tinha acontecido, não tava com saco e nem arrumada pra ir lá falar então o Testa foi. Ele disse apenas que o Luan estava bem, não foi nada sério.
- Se o patrão só ficou engasgado, dava uns tapinhas nas costas dele e pronto. - Well falou e ele riu.
Também achei que foi um exagero vir pro hospital mas como não sou médica e não entendo disso, fiquei na minha. Mandei mensagem pra Bruna e pra Jaque, enquanto o Rober falava com a Arleyde.
Chegando no hotel, fomos direto pro quarto. Eu estava exausta e chorosa.
Tomamos um banho quente e deitamos juntinhos.
- Boa noite. - sussurrou alisando meus cabelos.
- Até amanhã, amor. - me aninhei em seu corpo quente e soltei o ar devagar, acho que dormi bem rápido.





Tô meio sem tempo pra escrever por causa das coisas da escola, sim, da escola. Euzinha não vou ter férias pq teve greve aqui no começo do ano, então já viu né? Compreendam, sweets. Obrigada.
Seja bem vinda, leitora nova ♥  e sejam sem vergonha, leitoras fantasmas :))


domingo, 12 de julho de 2015

Capítulo 66.


Viemos hoje para Balneário Camboriú, mas o show é só amanhã.
Encontrei uns colegas e eles me chamaram pra uma festa na marina, falei que ia perguntar a Malu se ela tava a fim e, foi o que bastou pra começarem a me zoar.
- Então quer dizer que agora cê é dominado?
- Maluzinha te laçou direitinho mesmo hein, boi. - Sorocaba disse e eles riram.
- É só que eu não gosto de sair sem ela. - Roberval puxou um coro de "own", revirei os olhos.
- Cê tava aonde hein? - me perguntou quando entrei no nosso quarto.
- No bar do hotel, encontrei uns amigos e... Vai ter uma festa, bora?
- Festa?
- No iate de um parça do Sorocaba. - ela riu arrumando os cabelos.
- Não quero ir.
- Poxa amor, eu queria
- Vai, menino.
- Sozinho?
- É. - riu - Que que tem?
- Sei lá... Tem certeza?
- Claro. Ou cê tá pensando em aprontar alguma coisa? - colocou as mãos na cintura.
- Não, não! Mas eu achei que... Ah.
- Achou que eu fosse ter um surto? - ri - Não vou te afastar dos seus amigos, vai lá.
- Posso mesmo?
- Mano, cê tá pedindo permissão? Sério? - cocei a nuca - Eu confio em você, amor. Vai tranquilo.
"eu confio em você, amor" ouvir aquilo apertou meu coração.
Sorri de lado e lhe chamei com a mão, ela sentou no meu colo, rodeando meu pescoço com seus braços. Minha pequenininha sorriu e eu sorri também, fiz carinho na sua bochecha e beijei-a na boca, calma e demoradamente.
- Não quer ir mesmo? - negou - Cê vai passar o dia sozinha?! Eu fico com você.
- Não senhor, vai se divertir. Vou chamar a Kaka e a Marla pra sair.
- Tá bom então. Faz um favor pra mim?
- O que?
- Escolhe e compra uma jóia, a mais bonita. Tô querendo presentear uma moça aí.
- E é? E se essa moça não quiser a jóia?
- Ela vai me deixar triste. - fiz biquinho.
- Um beijo cura sua tristeza?
- Um só? Não.
- É que eu não quero você gastando seu dinheiro comigo.
- Que besteira, amor.
- Muito obrigada, mas eu não quero. Sério.
- Menina difícil. - resmunguei e ela riu - Então curte sua tarde com as meninas, porque a noite é nossa.
- Quero ver se você vai ter pique. - fiz cara de ofendido e nós rimos - Lembre-se que você tem que estar bem amanhã, tem show.
- Não vou beber muito, e quando eu chegar cê vai ver só.
- Sei não hein... - gargalhou.


* MALU NARRANDO *

Eu passei a tarde no shopping com as meninas, compramos uns doces e fomos no cinema. E a Jaqueline passou a tarde enchendo meu saco! Mandando várias fotos do Luan na festinha, que aliás, estava cheia de vagabundas.
"OLHA ISSO! OLHA OLHA OLHA" dizia a prévia de uma das mensagens, revirei os olhos e abri.
- Que vadio. - ri incrédula - Esse menino me paga. Mereço? Não.
- Não mesmo. - Mama concordou.
- Não merece o que, Malu? - a Kari perguntou.
- Olha isso.
- Vish, que pouca vergonha. - gargalhou - Vai espancar o patrãozinho essa noite hein?
- Vou fazer pior. - elas riram e fomos pro estacionamento.
Cheguei, tomei banho e como já tinha jantado com as meninas, fiquei vendo novela. Luan chegou um pouco depois, todo animadinho, não tava bêbado mas sóbrio também não tava.
- E aí, meu amor.
- Oi querido.
- Tá com fome? Quer sair pra jantar?
- Não, já comi.
- Ah... Então vamo logo pra sobremesa né?
- Não. - lhe empurrei com o pé - Primeiro você toma banho, depois a gente conversa.
- Ui, tá bom. - riu, revirei os olhos.
Ele demorou muito no banheiro, achei até que tinha morrido. E saiu reclamando de dor de cabeça, vestiu uma roupa e deitou no meu colo.
- Você é muito folgado sabia? Sai.
- Ô amor...
- Eu pedi comida pra você, come e toma o remédio. Tá ali em cima.
- Tá bom.
- A festa foi boa, bebê? - perguntei quando ele voltou pra cama.
- Foi...
- Que bom, porque você não vai mais pra canto nenhum sozinho ouviu? - apertei seu rosto.
- Ouvi, amor. Mas eu não fiz nada tá?
- E que putaria foi essa aqui? Piranha em água salgada? - sacudi o telefone na cara dele.

( sorry pela qualidade, só tem assim. Tysm, queridan Jeane por me ajudar ♥ )

- Eita.
- "eita"? É isso que você tem pra me dizer, Luan Rafael? Elas tão no seu colo ou é impressão minha? Olha eu vou bater em você!
- Era só umas primas dos meninos e
- Primas? Ah claro! Tá bom, querido.
- Amor, amor! Eu não fiz nada, eu juro.
Meu coraçãozinho apaixonado falava que ele não tinha feito nada, mas minha cabeça insistia em dizer que o danado tava merecendo uns gritos, e foi isso que eu fiz. Dr, dr e dr.
No fundo eu tava achando bem engraçado, me controlando pra não rir da cara assustada dele.
- Eu não tô gritando! - tô sim.
- Minha cabeça tá doendo, pequenininha, por favor.
- É? Bebe mais, Luan. Bebe mais!
- Desculpa...
- Ai, cala sua boca. E eu cansei disso já. - ri - Vem, deita, vamo dormir.
- Eu posso ficar perto de você? - gargalhei.
- Pode. - beijei seu rosto, muitas e muitas vezes.
- Você é doida sabia? - sussurrou.
- Ca-la-do. Dorme. - coloquei um dedo em seus lábios - Eu vou cuidar de você, cabeção.

Acordamos tarde como sempre, descemos pra almoçar junto com o pessoal e depois, enquanto o Luan malhava, euzinha fui curtir a piscina do hotel.
Não tinha ninguém lá, então fiquei bem de boa.
- Maria luíza, tá fazendo o que aí?
- Tomando sol, não tá vendo? - ele riu sarcástico e sentou na espreguiçadeira do meu lado.
- Anda, cobre esse corpo.
- Cala a boca.
- Aqueles homens ali do outro lado tão tudo te olhando, até na academia tavam falando de você.
- Por isso cê veio aqui né? Safado. - riu amarelo - Tu é um cachorro.
- Eu não. Foi meu sexto sentido que disse que eu tinha que vir aqui e ele tinha razão, tá vendo?
- Sexto sentido é? Tá gravidinho?
- Não muda de assunto. Levanta daí, vamo pro quarto.
- Ok... Já faz um tempo que eu tô aqui mesmo. - dei de ombros.
- Veste uma roupa antes né!
- Que estresse, menino. - coloquei meu vestido e levantei - Tá bom agora?
- Tá. - selou nossos lábios.
Ele fez questão de passar na frente dos outros caras, com uma mão firme na minha cintura e um sorriso cínico no rosto.
Ao entrarmos no quarto, fui direto tomar um banho e ele veio atrás com a desculpa que estava suado, o que não era mentira.
- É só banho ouviu?
- Banho também. - tirou a camisa.
- "também" nada. Você tá de castigo.
- Castigo?
- Castigo. - tirei a parte de cima do biquíni e entrei no box.
- Assim não dá, maria luíza!
- Então sai daqui.
- Não. - cruzou os braços e ficou me olhando enquanto eu tomava banho - Cê sabe que se eu quisesse, eu te pegava né? Vou ficar quieto só pra você ficar feliz achando que manda em mim.
- Hum, tá bom.
- Depois do show, cê vai querer ficar na balada?
- Não. E nem você.
- Ah é?
- É.
- Chata... É gostosa pra caralho, mas também é chata viu, seloco. - gargalhei.
- Me dá minha toalha aí, seu chato.
- Cê fica melhor assim.
- Me dá, garoto.
- Não dou.
- Eu vou aumentar seu castigo.
- Af, toma. Sabe nem brincar. - me enrolei e ri, apertando sua bochecha.





Grupo no facebook pq a escritora tá sem wpp, é só clicar :) Se coisem lá, pelo amor de Jesus Cristo, obrigada, queridas. >> https://www.facebook.com/groups/1457171844602057/

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"Não sei dizer o que mudou mas, nada está igual."
— Borboletas.

domingo, 5 de julho de 2015

Capítulo 65.


Acho que esse capítulo dá pra dividir e ler em dois dias, ficou enorme mesmo e foda-se. Boa leitura, sweets :)
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Ficamos assistindo Pretty Little Liars, com Jaqueline toda hora reclamando dizendo que já tinha visto aqueles episódios. Ameacei jogá-la pela janela caso me desse spoilers.
- Minha filha, eu trabalho sabia? Não passo o dia de rabo pra cima não.
- Eu não passo o dia de rabo pra cima não, maria luíza!
- Se a carapuça serviu. - quando ela ia retrucar, gritei: - Meu casal, todo mundo cala a boca!
- Só quem tá falando é você.
- Cala a boca, Luan! - ele riu.
- Caleb. Meu. Homem. - ela disse concentrada na tevê.
- Caleb seu? Tá louca?
- Caleb é meu, só meu. - neguei - Te sai, maria luíza.
- Fica com o Caleb, o Tyler é meu. - mostrei a língua - O Tyler e o Brant.
- Seu é o Luan, cala a boca. - me bateu com uma almofada.
- O Luan também é, assim como o Brant e o Tyler. Sou boazinha e te dou o Keegan, se quiser, se não é meu também.
- Você é ridícula. - baguncei seus cabelos.
- Vocês são bestas.
- Você baba na Megan, então nem fala nada.
- É, Luan. Fica na sua aí.
- Tá. Mas pelo menos eu tenho uma foto com ela, e vocês?
- Ridículo! - falamos sérias e ele gargalhou.

À noite, colocamos a Jaque na cama com direito a historinha e tudo. Fiz chá de morango pra mim e ficamos vendo Jornal da Globo, já prontos pra dormir.
- Amor...
- Hum? - perguntei depois de dar um gole no chá.
- Cê viu como eu tenho jeito com criança? - ri, já imaginando onde esse papo chegaria - Eu quero um bebê, um bebê nosso.
- Nós não podemos ter um bebê agora.
- Podemos sim. Tenho certeza do que sinto por você, e que nunca vai mudar. - sorri - Então podemos ter muitos bebês.
- Muitos não, um só já tá bom. - ele riu - Eu também quero construir uma família com você, Luan Rafael. Só que por enquanto, tem que ser só nós dois.
- Tudo bem. - suspirou e pegou a xícara da minha mão, dando um longo gole em seguida.
- E não queria chá né? - ri.
- Quero um abraço, amor.
- Cê tá tão dengosinho, anjo.
Deixei minha xícara na mesinha de centro e o puxei para um abraço. Beijei seu rosto e ficamos quietinhos por um tempo, só ouvindo a televisão.
- Promete que nunca vai esquecer o quanto eu te amo?
- Prometo. Agora me conta o que você tem, vai.
- Deve ser sono. Vamo dormir?
- Luan...
- Não faz essa cara, pequenininha. - acarinhou minha bochecha.
- É a única que eu tenho. - cruzei os braços, ele riu baixinho e colou nosso lábios devagar.
- Me beija direito, amor. - fez biquinho - Não precisa se preocupar.
- Então me fala o que tá acontecendo. É por isso que cê não tava dormindo direito? - ficou calado, suspirei - Tá bom, não quer falar? Ok. Vou pra cama.
- Pequenininha, espera... - lhe ignorei.
Entrei de baixo das cobertas e apaguei o abajur, ele chegou me olhando com carinha de cachorro abandonado e deitou, nos fazendo conchinha.
- Boa noite, coisa idiota.
- Boa noite, meu amor. - ri e virei para olhá-lo, apertei seu nariz.
- Não consigo ficar com raiva de você por muito tempo.
- Graças a Deus! - rimos.
- Sou boba e fraca.
- Você não é boba, nem fraca. Só é apaixonada e minha. - o beijei calmamente. - Mas assim... Talvez cê seja um pouco boba, talvez.
- Ah é? - assentiu e apertou meu braço - Ai!
- E é fraquinha também. - falou rindo.
- Seu idiota. - comecei a rir e ele subiu em cima de mim.
- Seu idiota. Todo seu, profundamente seu, para sempre seu, somente seu. - disse me dando selinhos e finalizou com um beijo.


* LUAN NARRANDO *

(...)

Estávamos no bicuço a caminho do Pará, hoje tem show numa cidade lá, que agora eu não lembro o nome. Pois é, não me julgue.
A Malu tava dormindo há algum tempo, o Cirilo tava na cabine com o piloto e o Rober mexendo no celular.
- Eu queria que ela dissesse que me ama... - suspirei.
- O que?
- Eu ia ficar feliz, muito mais do que já estou.
- Então pergunta pra ela o motivo de nunca ter dito.
- Não. Tá doido? - deu de ombros - Não quero que ela se sinta forçada.
- E você acha que ela te ama mesmo? - ergueu uma sobrancelha.
- Que tipo de pergunta é essa? Tenho certeza que ela me ama.
- Então deixa de boiolisse.
- Ou!
- Acredito que ela não é do tipo que fala, é do tipo que faz. - assenti concordando - Todo mundo sabe o quanto a Malu te ama, ela não tem vergonha de demonstrar e é isso que importa.
- Mas eu vi ela dizendo pro Vitor que amava ele.
- Deixa de ser trouxa, que infantil isso. Passado é passado.
- Não tem nada de infantil, Roberval. - cruzei os braços e ele riu.
- Ela tá contigo, não tá!? E como cê mesmo canta "um beijo fala mais que mil palavras". - ri - Te aguentar já é uma prova de amor.
- Sem gracinha. - falei e rimos.

Chegamos na hora do almoço, esperei ela sair do banho pra pedir alguma coisa. Ela me surpreendeu dizendo que eu poderia escolher, e que ela comeria o que eu pedisse.
- Por você vale a pena, amor. - sentou no meu colo e beijou minha bochecha, sorri.
- Cê não precisa... Se não quiser.
- Eu quero! Você faz muito por mim, o que custa te agradar um pouco? - riu.
- Minha pequenininha... - rocei nossos narizes e ela me deu um beijinho - Eu não vou conseguir viver se um dia cê tiver triste comigo.
- Para de falar assim, anjo.
- Eu sou um idiota.
- Eu sei, amor. - riu - Fazer o que se eu gosto de você assim?
- Coisa linda da minha vida. - nos beijamos.
- Agora pede nossa comida!
- Tá bom.
Ela mesmo ligou na recepção do hotel e pediu o número do melhor restaurante japonês da cidade, eu fiz nossos pedidos. Optei pelas coisas fritas e se ela não gostasse, pedi um extra de macarrão com salmão grelhado.
Quando chegou, coloquei a mesa pra nós dois e servi os pratos. Ela fez uma caretinha e eu ri.
- Vamo lá né.
- Pera aí, amor. Hoje é um dia importante, tenho que registrar esse momento.
- Seu sem graça! - rimos. Peguei seu celular e tirei uma foto, ela olhando pro prato e fazendo careta.
- Postei.
- Tá... Como o que primeiro hein?
- Prova esse aqui. - cortei o sushi, passei no molho e coloquei em sua boca.
- O que é isso?
- Sushi uai.
- Do quê?
- É bom?
- Respondendo minhas perguntas com perguntas? Melhore, querido. Já comi coisas melhores. - ri.
- Quer mais? Tem macarrão ó.
- Acho que vou comer o macarrão mesmo.
- Então tá.
Depois que almoçamos, ficamos vendo televisão na cama. Deitei a cabeça em seu colo e ela me fez cafuné.
- Loucura maior seria aceitar viver sem você. - cantou - Quanto tempo faz? Não importa mais, você é meu vício.
- Assumo e digo mais: nada teria valor, se não tivesse ao meu lado você.
- Que me dá tudo que eu preciso.
- Com você eu faço do inferno o paraíso.
- Com você eu faço do inferno o paraíso. - ela riu e eu puxei seu rosto, colando nossos lábios suavemente - Amor, a gente vai pra academia hoje?
- Só se você quiser.
- Então vamo, meu gordinho.
- Nada de ficar fazendo agachamento ouviu? - riu - Tô falando sério, não quero ninguém olhando pra sua bunda.
- Deixa de ser besta, garoto!
Desde que ela voltou, tá indo pra academia comigo e o Heman tá ajudando ela com o treino funcional, que a mocinha já fazia só que no quarto.

Voltamos mega cansados, eu tomei banho e deitei pra tirar um cochilo, a Malu saiu com a Marla e a Karielle.
Acordei quando ela chegou, umas três horas depois, com um monte de sacolas.
- Cê comprou tanto o que aí hein? - perguntei.
- Taá com voz de sono, azar teu se te acordei. - cantarolou e riu - Comprei um look completo, e um salto que eu achei maravilhoso. Quer ver?
- Quero. - ri e ela sentou do meu lado na cama, abrindo uma das sacolas.
- Esse eu vou usar hoje. - me mostrou um sapato de salto e abriu outra sacola - Com esse vestido. Vai ficar bom?
- Vai. - garanti, ela revirou os olhos.
- Agora olha esse sapato, meu Deus. Eu e a Kari tiramos ímpar ou par pra ver quem ia ficar com ele, obviamente euzinha ganhei. - falou convencida, me fazendo gargalhar.
- Vocês são tudo louca.
- Vai dizer que ele é feio? Você que é louco, querido.
- Se eu entendesse de sapato, passaria horas falando disso com você, amor. Pode ter certeza. - riu e colocou o sapato de volta na caixa - Mas como eu só entendo da dona... Dá um beijo aqui.
- Se você entendesse de sapato de mulher a ponto de passar horas falando disso, a coisa seria bastante estranha. - rimos. O riso dela é música para os meus ouvidos.
- Verdade, amor. - ficamos nos olhando, ela sorriu e então me beijou.






QUE SAUDADE DA MINHA SAGA CROSSFIRE, SELOCO!!!!! Desabafei, obrigada pela atenção.
Vamo brincar de comentar, lindans? Depois não digam que eu não avisei... Amo mensagens subliminares, AMO MUCHO HAHAHAHA  tchau.
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"Já tá marcado, vai acontecer entre nós dois e se não for agora eu sei, eu sei. Então vai ser depois."
— A hora, o dia e o lugar.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Capítulo 64.


- Acorda, pequenininha. - falou beijando meu rosto.
- Não posso, ainda quero dormir.
- Já passou da hora de acordar, coisa preguiçosa.
- Quem vê, pensa que acorda cedo. - ele riu e puxou meu edredom - Luan!
- Levanta vai? A mamusca chamou você pra almoçar lá em casa.
- Huumm... Que horas são agora hein?
- Dez e dez. - sentei na cama bocejando, ele riu e passou a mão nos meus cabelos desarrumados.
- Horas iguais, tem alguém pensando em você.
- Tem é? - assenti - Quem será?
- Não sei... - ri dando de ombros.
- Boba. - apertou meu nariz - Bom dia, amor.
- Bom dia, anjo. - lhe abracei.
- Cê tá com fome?
- Não. Mas eu faço comida pra você, quer? - riu.
- Quero e, a senhorita mesmo sem fome, precisa comer. Tava doente, tem que se recuperar direito.
- Mas é chatinho esse menino viu.
- E tu é teimosa que dói! - mostrei a língua - Eu que vou fazer comida pra gente, vem.
- Vai me deixar mal acostumada.
- A intenção é essa.

Já na casa dele, fiz um bolo de chocolate pra sobremesa. Fiquei conversando com dona Marizete enquanto ela fazia a comida, com o cabeçudo grudado na gente o tempo todo.
A Bru e seu pai só chegaram na hora do almoço, comemos entre brincadeiras, como sempre era quando se está com o Luan.
Gosto muito do ambiente da casa dele, a relação com a família, é como na minha casa. Por isso gostei deles desde a primeira vez que vim aqui.
- De sobremesa tem o bolo da Malu. - sua mãe disse nos servindo.
- Maluzinha que fez? - Bruna perguntou depois de levar a colher até a boca - Se deu bem, Pi. Ela já pode casar.
- Bora agora, amor?
- Pra onde?
- Uai, casar. - ri e ele beijou minha bochecha.
- Tá muito cedo pra isso, queridinho. Muito cedo.
- Eu nem acho.
- E é? - ele assentiu de boca cheia.
- Deu pra ver quem é que tem juízo nessa relação. - seu Amarildo disse e nós rimos.
Fizemos pipoca e brigadeiro, passamos a tarde inteira vendo filmes. Terror, comédia, mais terror e uns filminhos bem melosos.
- Eu ia pra academia hoje. - Bru disse se espreguiçando e eu ri.
- E só comeu gordice o dia todo.
- Vou queimar tudo na esteira amanhã.
- Do jeito que é preguiçosa, sei não viu.
- Cala a boca. - bateu nele com uma almofada.
- Cês não vão jantar, crianças?
- Senta aqui com a gente, mãe. - ele chamou - Não precisa cozinhar, pede alguma coisa.
- O que você prefere? - Mari me perguntou e o Luan tapou minha boca.
- Pizza não, maria luíza. - grunhi - Uma barca, né Pi?
- Uhum, mas e pra ela?
- Pro meu amorzinho, um yakisoba.
- Tudo bem, Malu? - assenti revirando os olhos. Ela saiu da sala rindo, com o telefone na mão, indo na direção da cozinha.
- Se eu soltar, capaz dela me morder. - Bruna gargalhou - Amor, cê vai me morder não né?
- Seu idiota. - bati em seu braço - Eu devia te morder mesmo!
- Então vem, me morde todinho. Sai daqui, Bruna.
- Ih, nada a ver.
- O que vai rolar aqui, não é coisa pra você ver. - ri alto.
- Então vão pro quarto.
- Não mesmo, não vai rolar nada. Ouviu, Luan Rafael? Nada.
- Ai mulher, você me frustra. - fez drama, eu ri e lhe beijei.
Jantamos todos juntos, sentados no chão da sala, assistindo 'O candidato honesto', do Leandro Hassum.
Seus pais foram os primeiros a se recolher. Eu, Luan e Bruna ainda vimos mais um filme. Quer dizer, eu vi só metade dele.
- Vem pra cama, pequenininha.
- Acabou o filme? Cadê sua irmã?
- Já foi. - ri - A gente levou as coisas pra cozinha, ela subiu e agora eu vou levar você.
- Cê é forte demais, amor. - falei enquanto ele subia a escada, comigo em seu colo.
- Eu sei, amor. - riu - Vamo tomar um banho?
- Quero dormir. - fiz bico - Eu não vou tomar banho.
- Então eu vou dar banho em você, porquinha. Malu pig.
- Idiota. - começamos a rir - Shii, vai acordar todo mundo.
- Vai nada. - entramos em seu quarto e ele me colocou no chão.
- Eu trouxe roupa na minha bolsa.
- Que espertinha. - assenti convencida, ele riu e eu abri minha bolsa.
Fomos pro banheiro e começamos no chuveiro, mas no meio do banho, ele inventou de usar a banheira.
- Aí enquanto enche, eu fico aqui pelada e com frio. - ele riu me abraçando por trás.
- Pelada sim, com frio não.
- Humm.
- E a gente podia - beijou meu pescoço - Cê sabe.
- Não, eu não quero.
- Chata. - cantarolou.
- Tarado. - lhe imitei - Hoje eu não tô pra safadeza, quero carinho.
- Own, meu Deus. - riu - Hoje não tá né? Mas ontem...
- Cala a boca. - falei rindo e belisquei seu braço.
Tomamos um banho muito gostoso, só sentindo a companhia um do outro. Ficamos conversando, rindo e fazendo planos juntos.

- Bom dia, família.
- Bom dia, gente.
- Bom dia, casa! Dormiram bem? - Bruna perguntou rindo maliciosa.
- Com certeza.
- Agora sentem pra tomar café, vamos.
Depois do café, fui tomar banho enquanto o Luan ficou deitado na cama vendo televisão. Ouvi meu celular tocar e ele atendeu, mas não prestei atenção na conversa.
- Era a sogra, vamo almoçar lá hoje.
- Tá. - ri e comecei a pentear os cabelos.
- Vou tomar banho.
- Vai lá. - bati em sua bunda, ele estreitou os olhos e gargalhamos - Vai, menino.
- Tô indo, tarada.
A Jaque tava toda triste, e pareceu ficar mais ainda quando falamos de Fernando de Noronha. Que aliás, não vamos mais pois o Luan vai ter show.
Mamãe disse que ela encontrou uma foto da viagem que fizemos pra Noronha anos atrás, seus pais ainda eram vivos e ela era muito novinha. Eu nunca vi a caçulinha tão pra baixo, eu e o Luan conversamos bastante com ela.
- A gente vai pro apê, quer vir? - lhe chamei - Podemos fazer maratona de série, brigadeiro...
- Não, quero ficar aqui.
- Vem Jaque, vai ser legal.
- Não, Luan. Eu vou atrapalhar vocês.
- Claro que não.
- Se cê não levantar, eu vou te carregar daí. - ela riu fraco.
- Tá bom.
O Luan desceu a escada e foi até o carro com ela nas costas, enquanto eu ria junto com a mamãe.
- Cuide das minhas filhas, viu Luan?
- Pode deixar, sogra.
- Tchau mãe, amanhã venho trazer ela.
- Uhum. - nos abraçamos e eu entrei no carro - Tchau.
- Mãe. - Jaque lhe chamou - Eu te amo.
- Eu também amo você, minha Jaque. - elas se abraçaram, Luan olhou pra mim sorrindo e eu sorri mais ainda.
Liguei a rádio e fomos cantando o caminho todo, era engraçado ver o cabeçudo cantar "sem compromisso", só por diversão mesmo. Numa hora tocou Hey mama e ele me olhou, soltando um risinho safado. Ri também e mandei ele calar a boca, Jaqueline ficou enchendo o saco pra saber o motivo das risadinhas.
- Não é nada que lhe interesse.
- Ok né, seus sapecas. - gargalhamos saindo do elevador.
Abri a porta de casa e ela foi direto pra cozinha, Luan se jogou no sofá e eu larguei minha bolsa no chão.
- Tem barra, então não vou fazer brigadeiro. - falei indo atrás dela, lavei as mãos e abri a geladeira. Na minha casa pode faltar tudo, mas chocolate não falta.
- Huum, eu quero essa. - pegou a de diamante negro - Luan, cê quer qual?
- Qualquer uma.
- Pega aquela de alpino e uma ao leite. - falei - Cês fazem questão de pipoca?
- Não precisa.
- Toddynho ou coca-cola?
- Coca. - responderam juntos, ri e lavei as latinhas.





O cap já tava ficando grande demais, até o próximo, bebês.
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"Ele era minha droga, um vício que eu não tinha a menor vontade de largar."
— Profundamente sua.