quarta-feira, 1 de julho de 2015

Capítulo 62.


Segunda-feira, eu estava tão desanimada que só tomei café da manhã e voltei pra cama. Um pouco depois, a campainha tocou. Levantei amarrando num rabo de cavalo e olhei no olho mágico, era ele.
- Oi. - falei ao abrir a porta, ele sorriu e me abraçou.
- Desculpa, meu amor. Desculpa.
- Tá bom... Entra. - ele fechou a porta e voltou a me abraçar.
- Cê tá melhor? Desculpa tá?
- Tô. - dei de ombros - No final era você quem tinha razão mesmo.
- Não, eu tava sem razão. Foi por ciúme.
- Imaginei.- Eu senti tanto sua falta. É muito ruim brigar com você, pequenininha.
- Também senti muita saudade, meu amor. - me pegou no colo e sentou no sofá.
- O que cê tava fazendo?
- Tava deitada.
- Vou deitar com você, cê tá com soninho? - assenti - Quer que eu cante?
- Canta. - sorri.
- Aprendi uma que cê adora.
- Qual? - ele riu.
Fomos pro cama e eu afundei o rosto na curvatura de seu pescoço, inalando seu cheiro, relaxei em seu abraço.
- Quando eu te encontrei
Logo pensei em várias maneiras de te conquistar
Eu te avistei, logo pensei:
Aqui é o seu lugar
- Então me olha. - cantarolei.
- Que a noite, o dia
Tudo contigo fica tão lindo
- Então me olha. - riu.
- Mas é tanta beleza
Acabo ficando meio perdido
Ele ficou cantando pra mim, até dormirmos. Eu levantei dele antes, mas só lhe acordei perto das seis horas, pra comer.
- Tava cansado hein. - ri.
- É que eu não tô dormindo direito esses dias. - sorriu amarelo.
- Por quê, amor?
- T-tava preocupado com você, e com saudade. - o abracei.
- Agora tá tudo bem.
- É... - suspirou - Amor, quando eu tava subindo, encontrei com a Stéfany chegando. Ela chamou a gente pra uma balada, quer ir?
- Balada? Dia de hoje?
- É. - riu - Ela disse que dá pra gente ir tranquilo.
- Você quer ir?
- Se você não quiser, a gente não vai.
- Não, não. Vamos sim.
- Cê tá melhor mesmo né? - assenti.
- Tô ótima. - selei nossos lábios - E depois, a gente pode fechar a noite do nosso jeito.
- Perdi até as contas de quanto tempo a gente não faz isso. - revirei os olhos e nós rimos - Mais de uma semana já né? Tô morto aqui.
- Morto? Acho bom cê voltar a viver. - beijou minha boca.
- Eu quero você, maria luíza. - disse roçando nossos narizes - Logo...
- Logo que a gente voltar, querido. - ri lhe dando um selinho - Gosto tanto de sentir sua pele na minha.
- Eu também adoro... - mordeu minha orelha.
- É melhor a gente parar, esperar.
- Eu aguento até o fim da noite, mas você vai ter que deixar eu te dar banho.
- Tá. - ri pegando o celular - Vou ligar pra ela e falar que a gente vai.
- Liga. - mordeu meu ombro.
- Fany? 
- Oi cunhada.
- Olha, a gente vai tá?
- Vamo no seu carro, beleza? O Nick vai sair do hospital direto pra lá.
- Aham, tudo bem.
- Vou começar a me arrumar. Beijo.
- Ok, beijo e tchau. - desliguei.
Levantei e vim pro quarto, comecei a procurar uma roupa, ele veio atrás e deitou na cama enquando eu fuçava o guarda roupas. Ia pegar uma calça mas o Luan insistiu em vestido ou saia, por ser "mais fácil pra mim".
- Amor, pega uma roupa pra mim também?
- Pego. Ó, esse vestido ou essa saia com... Esse cropped?
- A saia com essa blusinha. Te deixa sexy, mais. - ri.
- Cê tá querendo mesmo hein.
- Lógico!
- Acho melhor você nem vir pro banheiro comigo, a gente vai acabar se atrasando.
- Essa mulher me tortura, Jesus, mereço?
- Deixa de queijo, menino. 

Quando chegamos, o Nicolas já nos esperava. Beijou a namorada e depois nos cumprimentou.
- Eu não conhecia essa balada. - Luan comentou me abraçando de lado, concordei.
- A gente já, né bebê? E muito. - o casal riu.
- Ah, se as paredes do banheiro falassem. - riram mais e o Luan me olhou.
- Me poupem dos detalhes, pelamor.
Como nenhum dos dois ia beber, por estarem dirigindo, a Stéfany pediu dois drinks pra gente. Um rosa lá, não tenho a menor ideia do que era mas tinha um gosto adocicado. Ficamos conversando por um tempo, depois a pista começou a ferver e a Fany me arrastou pra dançar.
Começamos a dançar ao som de Bang Bang, em seguida tocou um remix de Pusher Love Girl. Luan me olhava enquanto bebia sua água, comecei a dançar para ele.
- Faz tempo que vocês não transam né? - arregalei os olhos - Dá pra ver o quanto você tá enlouquecendo aquele homem.
- Como cê sabe?
- Olha pro Nicolas, também estamos sem há algum tempo. - riu, ele afrouxava a gravata e eu ri - Muito trabalho.
- Com a gente é a mesma coisa, o cansaço não deixa. E a gente tava brigado, o que piora tudo. - ela riu.
- Sei como é. Então aproveita e provoca bastante. - passou as mãos no cabelo - Vou fazer a mesma coisa com seu irmão.
Quando a música acabou, voltamos pra mesa, Luan me beijou com tanto fogo que achei que poderíamos explodir a qualquer momento. Falou no meu ouvido que queria ir pra casa, pra cama.
- Ainda não, amor. Nem faz tanto tempo que a gente chegou. - fiz bico.
- Quando chegarmos em casa, você vai pagar o que está fazendo comigo.
- Como você quiser. - lhe beijei no canto da boca.
Ficamos conversando um pouco, quando tocou Problem eu não consegui me segurar e voltamos pra pista.
- Capricha no twerk! - ela gritou quando começou Hey mama, balançamos os quadris e sacudimos a bunda no ritmo da música.
Eu estava adorando ver o Luan tão "incomodado", seus olhos me imploravam para irmos embora dali e, aposto que ele estava duro dentro daquela box do superman.
A próxima música era um funk, bufei discretamente e decidi dançar com toda sensualidade que eu conseguisse. Para que ele lembrasse de mim ao ouvir essa música, e não dela.
Fui pra onde ele estava e dancei coloda ao seu corpo, ele me olhava como se fosse tirar minha roupa ali mesmo.
- Vem, chega mais perto. Vai, fica à vontade. É que eu tô querendo a noite toda. - cantei em seu ouvido e ia me afastar dele, mas ele foi mais rápido e me deu uma juntada. Senti sua ereção na minha bunda e suas mãos apertavam com força minha cintura, continuei dançando rebolativa e quando ele menos esperava, empinei a bunda e fiz o danado do "quadradinho".
- Meu Deus! O que é isso, Malu? - sua voz rouca no meu ouvido estava extremamente sexy, sua respiração estava bastante acelerada. Fiquei de frente pra ele e o beijei.
- A gente vai embora agora. Se despede do pessoal. - assentiu e tirou um dinheiro da carteira, o deixando na mesa.
- Nicolas, Fany. A gente já vai. - estava apressado - Paga aí, cara.
- Tá.
- Boa transa pra vocês. - eu e ela rimos.
- Igualmente. 
- Eca Stéfany, não quero ouvir nada sobre a vida sexual da minha irmã. - rimos.
- Eu cuido dela direitinho, cunhado. - Luan deu um tapinha no ombro dele.
- Tchau, fanycolas. Usem camisinha! - joguei beijinhos no ar e fomos embora.

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