O show era fechado, numa boate e consequentemente, o camarim ficou cheio de piriguete. Mandei um "tô de olho em você", antes de sair pra conferir o palco e tal.
Eles colocaram o elevador, mas não teria passarela, já
estava tudo praticamente pronto. Quando voltei, encontrei o Luan sozinho.
- Vem cá, coisa linda. - sorri e selei nossos lábios.
- Tá pronto já?
- Uhum. Amor, cê tava comendo alguma coisa?
- Eu... Ah, chiclete. - ri - De melancia.
- Tem mais?
- Tem sim. Ó, mas não esquece de cuspir antes de subir no
palco, ouviu?
- Sim senhora. - revirei os olhos e ele riu - Tem certeza
que não quer ficar depois do show?
- Absoluta.
- Tá legal, você venceu! - ergueu as mãos se rendendo - A
gente volta pro hotel.
- Obediente. Gosto assim.
- Opa casal, atrapalhei alguma coisa? - Rober falou, depois
de ter entrado sem bater na porta.
- Nada, boi. Nada. - Luan suspirou e nós rimos dele.
- O contratante tá aí, com a filha dele e umas amiguinhas. -
fez "ok" com os dedos.
- Seje menas, Roberval. Bem menas. - reclamei cruzando os
braços, o cabeçudo riu e me abraçou de lado.
- Pede pra ele entrar. Cê fica aqui comigo, amor?
- Fico, no cantinho tá? - concordou contrariado.
- É uma grande honra ter você aqui viu? Minha filha vivia
pedindo, até minha mulher adora você. - o cara já foi logo dizendo enquanto
apertava a mão do Luan.
- Somos grandes admiradores do seu trabalho.
- Obrigado, dona...
- Karla. - ela riu, Luan beijou sua mão - Essa aqui é a
Jenifer, nossa filha. Marcele e Lisandra, amigas dela.
- Oi, tudo bem? - fiquei só vendo como elas eram atiradas e
como a mãe empurrou a filha pra cima do Luan, revirei os olhos mentalmente umas
dez mil vezes.
- Quando acabar seu show, vai pro nosso camarote, Luan. - a
tal da Jenifer falou enrolando as pontas do cabelo com o dedo.
- Não dá, desculpa.
- Ah. Mas
- E quem é a moça bonita ali? - ouvi sem pai lhe
interromper.
- Aquela ali é minha namorada, seu Alex. Vem aqui, amor?
- Oi... Malu, muito prazer. - apertei a mão deles, e apenas
acenei com a cabeça para as piranhas.
- Sua namorada trabalha pra você? - Lisandra perguntou vendo
meu crachá.
- Não. Ela trabalha comigo. - segurei uma risada.
Eles conversaram mais um pouco, tiraram fotos e foram
embora. Dei água pro cabeção e ele trocou de roupa, saímos de mãos dadas e
antes dele entrar no palco, mandei que cuspisse o chiclete.
Fui pra grade e fiquei de lá fazendo minhas fotos. O show
tava na vibe de sempre: Luan pra lá e pra cá, o pessoal gritando e cantando.
Normal.
Tudo mudou quando de repente, ele parou de cantar e depois
caiu no chão. Pensei ter sido um tiro ou sei lá o quê, na verdade, nem pensei
direito.
Wellington e outros homens correram em sua direção, uns
bombeiros entraram rapidamente no palco e eu continuava estática.
- Vem Malu, vem! - Rober me puxou pela mão.
Quando consegui raciocinar, já estava na sala de espera, no
hospital. Rober estava andando de um lado pro outro, sacudi a cabeça pra
afastar uma tontura e levantei. No mesmo instante, meu celular tocou. Arleyde.
- Malu? Onde vocês estão? O que aconteceu, pelo amor de
Deus?
- Eu não sei, tia... Não sei. A gente tá no hospital.
- Tão falando que ele levou um tiro!
- Hãn? Não, não. - falei afobada - Não foi tiro.
- Será que pode ter sido um infarte?
- Eu realmente não sei... - esfreguei minhas têmporas
tentando manter a calma - Quando souber de alguma coisa, lhe direi, tudo bem?
- Tá, tá bom. Tchau. - desliguei.
Daí em diante os celulares não pararam um minuto. Bruna, seu
Amarildo, Jaqueline...
- Fala Fábio, é, estamos no hospital... - parei de prestar
atenção na conversa quando vi um médico caminhando na nossa direção.
- Vocês estão com o Luan Santana?
- É, estamos. Como que ele tá? Eu já posso ver ele? Meu
Deus, cadê?
- Calma, minha jovem.
- Calma? - quase gritei.
- Ele está bem sim, e sim, você pode vê-lo. - riu e começou
a falar o motivo do desmaio e o que eles fizeram, só entendi a palavra
"chiclete" e blá blá blá.
- Aonde eu posso ver ele?
- Fala pra ela logo, doutor, por favor. O resto você pode
tratar com a gente. - Rober pediu e ele assentiu, virando-se para mim.
- Entre nesse corredor e siga até a quinta porta, do lado
direito. Ele estará lá.
- Obrigada. - saí apressada. Entrei na sala e vi o Luan
rindo, junto com outro moço de jaleco.
- Oi pequenininha.
- Você é doido? Ou tá querendo me matar? - gritei, o
enfermeiro arregalou os olhos - O que foi que eu falei, Luan? Cospe a porra do
chiclete. Você cuspiu? Não, não cuspiu e quase morreu aí!
- Calma, amor.
- Não me pede pra ficar calma! - meus olhos estavam cheios
d'água.
- Eu vou deixar vocês sozinhos, licença.
- Ei, ei. - me abraçou, afagando meus cabelos enquanto eu
chorava em seu ombro - Eu sei que fiz errado, desculpa.
- E-e se você morresse hein? E aí? - solucei.
- Não chora, minha vida. Eu tô bem, tô aqui. - riu - Para de
chorar, bobona.
- Vamo embora daqui.
- Vamo sim, olha pra mim. - secou minhas lágrimas e beijou
meu rosto - Vem.
- Ué, tava chorando? - Well perguntou.
- Deixa ela, cirilo. Acho que minha pequenininha tá com
sono, a gente já pode ir?
- Já.
Tinha uns repórteres fora do hospital querendo saber o que
tinha acontecido, não tava com saco e nem arrumada pra ir lá falar então o
Testa foi. Ele disse apenas que o Luan estava bem, não foi nada sério.
- Se o patrão só ficou engasgado, dava uns tapinhas nas
costas dele e pronto. - Well falou e ele riu.
Também achei que foi um exagero vir pro hospital mas como
não sou médica e não entendo disso, fiquei na minha. Mandei mensagem pra Bruna
e pra Jaque, enquanto o Rober falava com a Arleyde.
Chegando no hotel, fomos direto pro quarto. Eu estava
exausta e chorosa.
Tomamos um banho quente e deitamos juntinhos.
- Boa noite. - sussurrou alisando meus cabelos.
- Até amanhã, amor. - me aninhei em seu corpo quente e
soltei o ar devagar, acho que dormi bem rápido.
Tô meio sem tempo pra escrever por causa das coisas da escola, sim, da escola. Euzinha não vou ter férias pq teve greve aqui no começo do ano, então já viu né? Compreendam, sweets. Obrigada.
Seja bem vinda, leitora nova ♥ e sejam sem vergonha, leitoras fantasmas :))
Tô meio sem tempo pra escrever por causa das coisas da escola, sim, da escola. Euzinha não vou ter férias pq teve greve aqui no começo do ano, então já viu né? Compreendam, sweets. Obrigada.
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Depois do susto dei muita risada , "era só dá uns tapinhas naa costas " kkkk *Laiaraujo
ResponderExcluircaraca q susto esse capitulo, Luan é muito kengo tinha q cuspir a porra do chiclete affs kkk
ResponderExcluirmaissssssssssssssss
Fiquei com dó da Maluzinha, imagina o susto da coitada kkkkk
ResponderExcluirMuito atrasada mas capítulo lido e comentado com sucesso hjzhhbf