sábado, 25 de julho de 2015

Capítulo 71.


Acabou que o lindo não veio e nem deu sinal de vida o resto da noite, fui com a Jaqueline mesmo porque já tinha me arrumado. Ela ficou me zoando, só faltou gritar aos quatro ventos que o Luan tinha me dado um bolo.
Passaram-se dois dias e só nos falamos por mensagem e, apenas hoje, terça feira, ele me ligou. Falando que a Bruna tava viajando e que os pais dele, saíram pra jantar com os meus.
- Ah, por isso a Jaque tá com o Nick e a Fany. - pensei alto - Agora que tá sozinho lembra que eu existo né? Vagabundo.
- Fala assim não, pequenininha. - dizia manhoso - Vem pra cá vai? Não quero ficar sozinho.
- Não quero ir não, já tô de pijama.
- Vem assim mesmo.
- Não vou.
- Veste um robe e vem, amor. Eu faço pipoca pra gente ver sua série. - ri - Cê vem né?
- Já, já eu chego aí. - revirei os olhos.
- Isso! Vem logo.
- Calma, menino. - ele riu - Vou procurar uma roupa, vai que eu sou parada numa blitz e tô de robe? Vou dizer o quê? Desculpa, seu guarda mas o meu namorado ligou parecendo mulher na tpm e eu tô indo lá ver ele.
- Mulher na tpm, amor? Porra. - disse rindo.
- É isso mesmo, agora tchau. Vou me arrumar.
- Tá.
Coloquei meu pijama numa bolsa, junto com celular e mais um monte de coisas, inclusive uma roupa pra vir pra casa amanhã, embora tenha roupa minha lá no closet dele.
Assim que cheguei, ele me tascou um beijão na porta mesmo, depois entramos. Ri da sua samba canção do homem aranha, tava um fofinho.
- Tu já fez pipoca, ô Peter Parker? - negou - Deixa eu ajudar você.
- Não, senhora. Coloca sua bolsa lá no quarto, veste seu pijaminha e depois cê desce.
- Tá bom.
- Pode demorar se quiser viu?
- Você tá com cara de quem aprontou, garoto. - dei risada - Medo!
- Garanto que você vai gostar. - selou nossos lábios, assenti desconfiada e subi até seu quarto.
Tomei banho porque a água estava muito convidativa, quentinha. Vesti meu pijama, as pantufas e soltei o coque do cabelo.
- Amor... - cantarolei - Cadê você?
- Tô indo. Vai ligando a televisão aí. - gritou da cozinha.
- Ai ai ai, Luan, estou ficando curiosa. - peguei o controle remoto e sentei no colchão que estava entre o sofá e a mesa de centro.
- Cheguei. - sentou ao meu lado, beijando minha bochecha.
- Cê lembra que episódio eu tava?
- Não.
- Nem eu. - ri - Então vamo ver um filme, você escolhe.
- Tudo bem, deixa eu pensar... - tirei os olhos da tevê para olhá-lo, mas o que vi foi a deliciosa bandeja que estava em cima mesinha.
- Morango!
- E chocolate. - riu apertando meu nariz - Eu não fiz pipoca, mas cê quer?
- Não precisa. - apertei seu rosto e o beijei.
- Vou pegar alguma coisa pra gente não sujar a mão tá? Escolhe o filme, vejo o que você quiser. - assenti e ele levantou.
Tirei uma foto pra esfregar na cara da Jaque e mandei pra ela no WhatsApp.

(ignorem minha preguiça de tirar essas bordas, se por acaso elas aparecerem)

"Olha o que ele fez pra mim, lindan"
"Tinha que se desculpar depois de um bolo de quase três dias, né queridan? JSIKSGSLYWJV"
"Cala a boca, sua ridícula!"
"OtáriaaaAAaaaA"
"InvejooOoOOoOsa.  Tchau, xo."
"Tchau, manda um beijo pro Luan."
"Não mando nada."
"Kkkkkkkkkkkkkkkkk idioOoOOta"

- Já escolhi. - larguei o celular quando ele apagou a luz da sala e voltou pro colchão - Era a Jaqueline.
- Ata. - riu - Qual cê escolheu?
- Esse, "Qual seu número?".
- Ó, eu disse que topo assistir o filme mas se você ficar "ai, Chris não sei o quê", "que lindo, que gostoso" eu te dou umas bofetadas.
- E é, neném? Eu é que vou te bater, você que tá merecendo.
- Calma, amor. Come um moranguinho, toma. - riu e me deu na boquinha.
Fiquei chamando o Chris de gostoso sim, pois não sou obrigada a nada e ele é um gostoso mesmo. O Luan colocou outro filme depois, de ação, estava tão bom que eu dormi. E ele também.
Seus pais nos acordaram quando chegaram, quase uma da manhã.
- Ai, que vergonha. - ele e seu pai riram.
- Não precisa ter vergonha de nada, aqui cê é de casa.
- É mesmo. Agora vamo pra cama, amor.
- Espera, deixa eu arrumar isso aqui.
- Não, não. - Marizete me impediu - Podem ir dormir, eu ajeito tudo aqui.
- A senhora acabou de chegar, que isso.
- Que isso digo eu, vão lá dormir.
- Obedece a mamusca, pequenininha. - ela riu assentindo.
- Tudo bem. - me rendi - Boa noite, gente.
- Boa noite, família.
- Boa noite, Malu. Boa noite, filho, juízo hein. - seu Amarildo disse e eu corei, eles riram.
- Boa noite, crianças. - sua mãe beijou nossos rostos.
Viemos pro quarto e escovamos os dentes, depois deitamos logo, tava fazendo um friozinho gostoso.
- Tá frio demais, isso sim.
- Não tá nada.
- Tá sim, eu não gosto de frio.
- Eu sei que você não gosta, mas eu gosto.
- Eu sei. - nos cobriu - Me esquenta.
- Você que tem que me esquentar, você é maior que eu.
- É verdade. - riu - Então vem mais pra cá, gorda.
- Para de me chamar de gorda!
- Tá. Você que manda, dona. - ri - Você é minha pérola e eu sou a conchinha.
- Você é um conchão. - rimos.
- Cê já viu pérola em concha?
- Ao vivo, assim na minha frente? Não.
- Também não, então vamos ver juntos. Um dia...
- É, porque agora nós vamos dormir. - bocejei - Até amanhã.
- Mais tarde.
- Ah mano, não começa! - riu e beijou minha nuca. Entrelacei meus dedos nos seus, que antes faziam carinho na minha perna.
- Bons sonhos, minha pequenininha.

Acordei no meio da madrugada, deduzi por ainda estar escuro, o Luan não estava na cama. Sentei coçando os olhos e lhe achei na sacada, calcei minhas pantufas e fui até ele, que olhava pro nada, distraído.
- Amor? - chamei - O que cê tá fazendo aí?
- Perdi o sono. - sorriu amarelo.
- Volta pra cama. - o abracei - Que que foi?
- Nada... - suspirei e segurei seu rosto, o fazendo olhar nos meus olhos.
- Seja lá o que for, para de pensar nisso, por favor! Pensa na gente. Pensa em mim, anjo.
- Desculpa... - fechou os olhos, fiz carinho em sua barba.
- Desculpo. E eu vou te colocar pra dormir agora, vem. - o puxei pela mão.
Deitamos bem agarradinhos, fiquei fazendo cafuné em seus cabelos até que ele dormisse.
É claro que eu sei que tem algo errado, mas não vou forçá-lo a me contar e nem vou deixar que isso o afaste de mim. Na minha cabeça, não existe mais Malu se não tiver Luan junto.




Olha euzinha aqui antes do previsto :)) #escritorabazinha #talvezotária
Então, a fanfic vai começar a andar mais rápido e se ficarem com alguma dúvida: perguntem.
_

"Um colchão na sala, nós dois de pijama..."
— Coisas de quem ama. ♥

2 comentários:

  1. ai ai ai, meu sexto sentido está desconfiado desse sumiço do senhor cabeça de bujão.
    sem Luan não existe Malu. E se não existir nem Luan, nem Malu não vai existir nem Jeane udbdnddbd
    Quero mais Tia, bjos.

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  2. ai meu Senhor Jesus amado me segura, to com medo desse sumiço ai visse? "Na minha cabeça, não existe mais Malu se não tiver Luan junto." AI MEDO AINDA Peruaaa não me tortura caraio
    CONTINUAAAAAAAAA PERUINHAA

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