sexta-feira, 3 de julho de 2015

Capítulo 64.


- Acorda, pequenininha. - falou beijando meu rosto.
- Não posso, ainda quero dormir.
- Já passou da hora de acordar, coisa preguiçosa.
- Quem vê, pensa que acorda cedo. - ele riu e puxou meu edredom - Luan!
- Levanta vai? A mamusca chamou você pra almoçar lá em casa.
- Huumm... Que horas são agora hein?
- Dez e dez. - sentei na cama bocejando, ele riu e passou a mão nos meus cabelos desarrumados.
- Horas iguais, tem alguém pensando em você.
- Tem é? - assenti - Quem será?
- Não sei... - ri dando de ombros.
- Boba. - apertou meu nariz - Bom dia, amor.
- Bom dia, anjo. - lhe abracei.
- Cê tá com fome?
- Não. Mas eu faço comida pra você, quer? - riu.
- Quero e, a senhorita mesmo sem fome, precisa comer. Tava doente, tem que se recuperar direito.
- Mas é chatinho esse menino viu.
- E tu é teimosa que dói! - mostrei a língua - Eu que vou fazer comida pra gente, vem.
- Vai me deixar mal acostumada.
- A intenção é essa.

Já na casa dele, fiz um bolo de chocolate pra sobremesa. Fiquei conversando com dona Marizete enquanto ela fazia a comida, com o cabeçudo grudado na gente o tempo todo.
A Bru e seu pai só chegaram na hora do almoço, comemos entre brincadeiras, como sempre era quando se está com o Luan.
Gosto muito do ambiente da casa dele, a relação com a família, é como na minha casa. Por isso gostei deles desde a primeira vez que vim aqui.
- De sobremesa tem o bolo da Malu. - sua mãe disse nos servindo.
- Maluzinha que fez? - Bruna perguntou depois de levar a colher até a boca - Se deu bem, Pi. Ela já pode casar.
- Bora agora, amor?
- Pra onde?
- Uai, casar. - ri e ele beijou minha bochecha.
- Tá muito cedo pra isso, queridinho. Muito cedo.
- Eu nem acho.
- E é? - ele assentiu de boca cheia.
- Deu pra ver quem é que tem juízo nessa relação. - seu Amarildo disse e nós rimos.
Fizemos pipoca e brigadeiro, passamos a tarde inteira vendo filmes. Terror, comédia, mais terror e uns filminhos bem melosos.
- Eu ia pra academia hoje. - Bru disse se espreguiçando e eu ri.
- E só comeu gordice o dia todo.
- Vou queimar tudo na esteira amanhã.
- Do jeito que é preguiçosa, sei não viu.
- Cala a boca. - bateu nele com uma almofada.
- Cês não vão jantar, crianças?
- Senta aqui com a gente, mãe. - ele chamou - Não precisa cozinhar, pede alguma coisa.
- O que você prefere? - Mari me perguntou e o Luan tapou minha boca.
- Pizza não, maria luíza. - grunhi - Uma barca, né Pi?
- Uhum, mas e pra ela?
- Pro meu amorzinho, um yakisoba.
- Tudo bem, Malu? - assenti revirando os olhos. Ela saiu da sala rindo, com o telefone na mão, indo na direção da cozinha.
- Se eu soltar, capaz dela me morder. - Bruna gargalhou - Amor, cê vai me morder não né?
- Seu idiota. - bati em seu braço - Eu devia te morder mesmo!
- Então vem, me morde todinho. Sai daqui, Bruna.
- Ih, nada a ver.
- O que vai rolar aqui, não é coisa pra você ver. - ri alto.
- Então vão pro quarto.
- Não mesmo, não vai rolar nada. Ouviu, Luan Rafael? Nada.
- Ai mulher, você me frustra. - fez drama, eu ri e lhe beijei.
Jantamos todos juntos, sentados no chão da sala, assistindo 'O candidato honesto', do Leandro Hassum.
Seus pais foram os primeiros a se recolher. Eu, Luan e Bruna ainda vimos mais um filme. Quer dizer, eu vi só metade dele.
- Vem pra cama, pequenininha.
- Acabou o filme? Cadê sua irmã?
- Já foi. - ri - A gente levou as coisas pra cozinha, ela subiu e agora eu vou levar você.
- Cê é forte demais, amor. - falei enquanto ele subia a escada, comigo em seu colo.
- Eu sei, amor. - riu - Vamo tomar um banho?
- Quero dormir. - fiz bico - Eu não vou tomar banho.
- Então eu vou dar banho em você, porquinha. Malu pig.
- Idiota. - começamos a rir - Shii, vai acordar todo mundo.
- Vai nada. - entramos em seu quarto e ele me colocou no chão.
- Eu trouxe roupa na minha bolsa.
- Que espertinha. - assenti convencida, ele riu e eu abri minha bolsa.
Fomos pro banheiro e começamos no chuveiro, mas no meio do banho, ele inventou de usar a banheira.
- Aí enquanto enche, eu fico aqui pelada e com frio. - ele riu me abraçando por trás.
- Pelada sim, com frio não.
- Humm.
- E a gente podia - beijou meu pescoço - Cê sabe.
- Não, eu não quero.
- Chata. - cantarolou.
- Tarado. - lhe imitei - Hoje eu não tô pra safadeza, quero carinho.
- Own, meu Deus. - riu - Hoje não tá né? Mas ontem...
- Cala a boca. - falei rindo e belisquei seu braço.
Tomamos um banho muito gostoso, só sentindo a companhia um do outro. Ficamos conversando, rindo e fazendo planos juntos.

- Bom dia, família.
- Bom dia, gente.
- Bom dia, casa! Dormiram bem? - Bruna perguntou rindo maliciosa.
- Com certeza.
- Agora sentem pra tomar café, vamos.
Depois do café, fui tomar banho enquanto o Luan ficou deitado na cama vendo televisão. Ouvi meu celular tocar e ele atendeu, mas não prestei atenção na conversa.
- Era a sogra, vamo almoçar lá hoje.
- Tá. - ri e comecei a pentear os cabelos.
- Vou tomar banho.
- Vai lá. - bati em sua bunda, ele estreitou os olhos e gargalhamos - Vai, menino.
- Tô indo, tarada.
A Jaque tava toda triste, e pareceu ficar mais ainda quando falamos de Fernando de Noronha. Que aliás, não vamos mais pois o Luan vai ter show.
Mamãe disse que ela encontrou uma foto da viagem que fizemos pra Noronha anos atrás, seus pais ainda eram vivos e ela era muito novinha. Eu nunca vi a caçulinha tão pra baixo, eu e o Luan conversamos bastante com ela.
- A gente vai pro apê, quer vir? - lhe chamei - Podemos fazer maratona de série, brigadeiro...
- Não, quero ficar aqui.
- Vem Jaque, vai ser legal.
- Não, Luan. Eu vou atrapalhar vocês.
- Claro que não.
- Se cê não levantar, eu vou te carregar daí. - ela riu fraco.
- Tá bom.
O Luan desceu a escada e foi até o carro com ela nas costas, enquanto eu ria junto com a mamãe.
- Cuide das minhas filhas, viu Luan?
- Pode deixar, sogra.
- Tchau mãe, amanhã venho trazer ela.
- Uhum. - nos abraçamos e eu entrei no carro - Tchau.
- Mãe. - Jaque lhe chamou - Eu te amo.
- Eu também amo você, minha Jaque. - elas se abraçaram, Luan olhou pra mim sorrindo e eu sorri mais ainda.
Liguei a rádio e fomos cantando o caminho todo, era engraçado ver o cabeçudo cantar "sem compromisso", só por diversão mesmo. Numa hora tocou Hey mama e ele me olhou, soltando um risinho safado. Ri também e mandei ele calar a boca, Jaqueline ficou enchendo o saco pra saber o motivo das risadinhas.
- Não é nada que lhe interesse.
- Ok né, seus sapecas. - gargalhamos saindo do elevador.
Abri a porta de casa e ela foi direto pra cozinha, Luan se jogou no sofá e eu larguei minha bolsa no chão.
- Tem barra, então não vou fazer brigadeiro. - falei indo atrás dela, lavei as mãos e abri a geladeira. Na minha casa pode faltar tudo, mas chocolate não falta.
- Huum, eu quero essa. - pegou a de diamante negro - Luan, cê quer qual?
- Qualquer uma.
- Pega aquela de alpino e uma ao leite. - falei - Cês fazem questão de pipoca?
- Não precisa.
- Toddynho ou coca-cola?
- Coca. - responderam juntos, ri e lavei as latinhas.





O cap já tava ficando grande demais, até o próximo, bebês.
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"Ele era minha droga, um vício que eu não tinha a menor vontade de largar."
— Profundamente sua.

3 comentários:

  1. Okay Perua pode postar mais eu deixo haha e ai Luan e Malu vão aprontar o que pra alegrar Jaque? Quero só ver
    COOOONTINUAAAAA PERUAAAAAAA

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  2. Quanto love, esse meu casal*-*
    Fiquei com Peninha da Jaque :(

    Continua vivi

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  3. "Ai mulher, você me frustra." que gay KKK
    que dó da Jaque =/
    Desculpa a demora

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