segunda-feira, 20 de julho de 2015

Capítulo 69.


De manhã, fui pro mercado com minha mãe e a Jaque. O Luan me ligou, falando que ia pra minha casa de noite e, que queria me contar uma coisa.
Seguindo o conselho da Fany pra fazer "coisas diferentes", decidi comprar uns ingredientes e cozinhar pra ele.
- Faz lasanha. - mamãe sugeriu - É fácil, todo mundo gosta.
- É... Jaque, pega presunto lá pra mim?
- Vou ganhar o quê com isso?
- Vai logo. - revirou os olhos e saiu saltitante - Mãe, como faz molho branco?
- Cebola, leite, margarina, sal e amido de milho, creme de leite no final. Depois te passo as medidas. - assenti.
- Mãe, a Su falou que vai ter show. - veio sorridente com o telefone na mão - Toma aí seu presunto, querida.
- Obrigada, querida.
- Posso ir, mãe? Posso?
- Quando?
- Próxima sexta. Posso?
- Cê pode levar ela, Malu?
- Sexta? - fiz careta - Tenho que ver na agenda do Luan.
- Se a Malu puder te levar, você vai.
- Ah não, mãe! A tia Cátia vai levar a Su, eu vou com elas.
- Tia Cátia é? Ai ai ai Binho.
- Cala a boca, maria luíza. - gargalhei. A Su é prima do Binho.
- Olha lá hein, eu não te levo pra lugar nenhum. Se comporta.
- Mãe, manda ela parar!
- Tchau, vocês duas. - saiu andando.
- Volta aqui, mãe. - riu negando e continuou andando.

Quando cheguei em casa, liguei na Central pra saber o que teria na próxima sexta. Somente rádio, aqui em São Paulo mesmo, então dá pra ir com a Jaque.
- Fany, vamo comigo no shopping?
- Agora? Cê tá em casa?
- Tô, pode ser mais tarde. O Nick tá aí?
- Não, chamaram ele no hospital. Comprei comida, cê já almoçou?
- Ainda não, cheguei quase agora.
- Então vem pra cá. Aí depois a gente vai.
- Tá bom. Vou tomar banho e já chego aí.
- Ok. Tchau.
- Beijos.
Passamos o resto da tarde no shopping, comprei os ingressos pro show dos meninos e outras coisinhas. E também ajudei a Fany a escolher um presente pro filho de uma moça do hospital. Festa de criança melhor coisa.
Fiz a lasanha sendo supervisionada pelo Nick, que veio me encher o saco assim que chegou do hospital.
- Minha mulher tá aqui, eu ia ficar em casa só?
- Você tava trabalhando, chegou cansado, vai dormir.
- Eu não. - pegou um pêra na fruteira.
- Malu, cê vai vestir o que?
- Roupa, né amor?
- Cala a boca, Nicolas. - ele fez bico - Roupa normal ou algo mais... Mais?
- Não sei. Uma roupa bonita e simples, a gente vai ficar em casa mesmo. - dei de ombros - Sabe aquele short de cintura alta? O jeans com botão.
- Sei.
- Vou colocar esse, só não sei que blusa eu coloco.
- Qualquer regata apertadinha fica legal com ele.

Acabei tudo e expulsei os dois, corri pra tomar banho e quando tava terminando de me arrumar, a campainha tocou, ri e fui abrir a porta do jeito que estava mesmo.
- Wow. - riu, depois ficou sério - É assim que você atende a porta, maria luíza? Entra.
- Vim assim porque sabia que era você. - me defendi.
- E se não fosse eu?
- Eu improvisava na hora. - dei de ombros, ele estreitou os olhos me fazendo rir.
- Você se orienta, menina. - colou nossos corpos e nos beijamos - Sabia que eu adoro vermelho?
- Sabia. - me fez dar uma voltinha - Gostou?
- Demais, renda te deixa muito sexy. - ri - Nunca vi... É nova né?
- É sim. - seu olhar em mim era uma coisa de louco - Não achei que você reparasse nisso.
- Em você eu reparo. - apertou de leve minha cintura - Reparo tudo, conheço cada detalhe do seu corpo.
- É?
- É, e só eu sei fazer como você gosta.
- Isso até que é verdade. - mordi os lábios.
- Deixa eu ver a parte de baixo, vai amor? - beijou meu pescoço - É fio?
- Talvez. - soltou um riso sapeca - Mas antes cê vai ter que me contar o que queria falar.
- Ah! Não... Não é novidade, você sabe. Eu te amo, cê é a mulher da minha vida. - lhe beijei.
- Eu fiz comida pra você, homem da minha vida.
- Fala de novo.
- Eu fiz comida pra você!? - ri.
- Não, isso não. Fala que eu sou
- O homem da minha vida! - falei alto, ele sorriu e me pegou no colo.
- Vamo pro quarto, pequenininha? Depois a gente come...
- Tá, vamo.
- Tô com saudade.
- Eu também.
Finalmente, matamos quem estava nos matando. Minha pele ansiava por seus toques, sentir seu cheiro em mim. Ser só nós dois, sem se preocupar com o resto do mundo.
- O que cê fez pra gente?
- Lasanha, mas eu tiro a carne moída pra você.
- Que bom, eu já ia perguntar mesmo.
- Eu penso em tudo, meu amor. - riu assentindo.
Tomamos banho e fomos jantar. O resto da noite foi bem tranquila, ficamos vendo novela e namorando no sofá.

- Levanta, gorda!
- Gordo é você... - cobri o rosto - Ouvi a voz do Nick, o que ele queria?
- Chamou a gente pra almoçar. Falei que a gente vai, então levanta.
- Mas eu não quero sair da cama.
- Que preguiça é essa?
- Ué, a minha. - riu e puxou o edredom - Naaão!
- Vem amor, levanta.
- Nossa, como você tá disposto hoje. - ironizei.
- Tá vendo? Isso é o que você faz comigo.
- Huuum. - ri - Vamo comer aonde?
- Iremos decidir na hora.
- Quero comida mexicana.
- Mexicana?
- É. - fiz bico.
- Vamo ver né. - riu.
- Tá... Bom dia, amor.
- Bom dia, pequenininha. - seus lábios se juntaram aos meus carinhosamente - Vem tomar café, fiz cereal pra você.
- O cereal vem pronto, amor. Você só colocou leite. - dei risada da careta que ele fez.
- E o carinho não conta?
- Conta, conta. - ri e levantei - Obrigada.
- De nada, meu amor.
- Ah, vou te avisar logo: sexta da semana que vem cê só tem rádio, mas eu não vou estar contigo. Tenho que sair com a Jaque.
- Pra onde?
- Show dos meninos.
- Tá... E por falar nisso, eu não gostei daquela foto não. E com eles cê vai comer japa, comigo não né? - ri apertando suas bochechas.
- A foto ficou lin-da! E eu comi pizza, tá querido?
- Sei.
- Minha foto de sexta vai ser com o Nathan, igual a Jaque com o Caíque.
- Cê não é nem doida.
- Não duvide de mim. - cantarolei entrando no banheiro - Se tu quer saber, o Paulo e o Caíque namoram.
- Eita! Mentira, pequenininha? - gargalhei.
- Namoram com meninas! - falei ainda rindo - Eu conheci elas.
- Ata, mas e o outro? Tem três.
- Até onde eu sei, o Nathan é solteiro. Mas se cê quiser saber mais da vida deles, pergunta pra Jaque.
- Pode deixar que eu vou perguntar.
Iríamos no carro do Nicolas, Luan e ele na frente, eu e Fany atrás. Me estiquei pra ligar o rádio e ele revirou os olhos.
- Desde sempre essa menina é assim. - o Luan riu - E aí, aonde vamos?
- Num restaurante de comida mexicana. - falei.
- Mexicana?
- Que que tem? Tô com vontade.
- Todos concordam em fazer a vontade da maria louca?
- Aham. - Luan disse e a Fany concordou com a cabeça.
- Quero comer machos mexicanos.
- Quer o que, maria luíza? - eu e Stéfany rimos, rimos muito - Hein? Que história é essa?
- Foi o corretor, Luan. Relaxa. - os dois estavam sérios, o que me dava mais vontade de rir.
Desde ontem euzinha estou com essa vontade. Não de machos, mas sim de nachos.
Antes de ir almoçar com a Fany no apê deles, mandei um whats perguntando se ela sabia se tinha alguma restaurante mexicano lá na praça de alimentação do shopping, ela disse que achava que não. Respondi um "ai, que pena! Tô louca pra comer uns nachos", porém o corretor colocou "machos", só percebi depois que tinha enviado. Nós duas rimos feito idiotas.
- Fica tranquilo, tá amor? - apertei seu ombro - Nunca provei um macho mexicano, prefiro os brasileiros. O brasileiro, você.
- Eu também não comi mexicanos, tá bebê?
- Pena que eu não posso dizer o mesmo.
- Pois é, nem eu. - Luan cabeça de bujão falou com um sorrisinho no rosto, o fuzilei com o olhar.
- Já comeram mexicanos, lindos?
- Não, bebê. - Nick lhe olhou pelo espelho - Comi mexicanas, numa viagem do ensino médio, bons tempos.
- Faz tempo hein, seu otário? - deu um tapa na cabeça dele - E você, Luan? Quando comeu mexicanas?
- Fany! - reclamei.
- Cê não quer saber, amor?
- Fecha esse seu cu, Rafael. - mostrei o dedo do meio e eles riram.






E aí? Olá? O capítulo foi grande né? Meu Deus bisegwio Tchau, xo.

3 comentários:

  1. - Quero comer machos mexicanos. Kkkk . melhor não teve , foi o corretor amor , *LaisAraujo

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  2. adoreeeeeeeeeeeeeeei o capitulo
    já pode postar mais kenga hahaha

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  3. Cabeça de bujão KKKKKKKKKKKKKKKK
    Luan não comeu mexicana nenhuma, é só pra irritar a Malu tenho certeza! Continua Tia. xoxo

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