quarta-feira, 1 de julho de 2015

Capítulo 60.

Ah, qual é? É melhor previnir do qeu remediar, gente! E já que o querido site não nos deixou, aqui estou eu e a SMC de volta. Vou colocar aqui o que já tinha postado no Social Spirit, e depois continuaremos normalmente. Ou não, nunca se sabe bskvowghowj
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- Dorme muito tarde, não come direito. Tá sem horário pra nada, Joel! - minha mãe falava ao médico, amigo dela e do meu pai. O Nicolas me buscou no aeroporto e me trouxe direto pra cá, onde minha mãe já me esperava de cara feia.
- É o meu trabalho. - argumentei.
- Mas se você não tá bem, não pode trabalhar!
- Sua mãe tem razão, Malu. O que foi que você andou aprontando pra essa gripe vir tão forte?
- Tomei banho com o Mariano. - murmurei.
- Tomou o que?
- Banho... Com o Mariano. - me olharam estranho - No palco durante música do bombeiro, gente!
- Teu namorado não falou nada disso não?
- Mãe, ele me provocou. Tava merecendo mesmo. - doutor Joel riu.
- A sua sorte é que veio pro hospital logo. Por estar com a imunidade baixa, rapidinho essa gripe poderia virar uma pneumonia. - começou a escrever nuns papéis - Vou te passar uns exames e vitaminas, e repouso por no mínimo quatro dias.
- Vou dormir muito, obrigada Deus.
Depois que terminamos no consultório, passei na enfermaria pra tomar os remédios e encontramos meu pai no corredor.
- Desse tamanho fazendo besteira. - negou com a cabeça - E ainda por motivo besta.
- Tá parecendo o Luan falando. - rolei os olhos.
- E ele tem razão. - minha mãe falou.
- Ai, parem. Pelo amor de Deus.
- Tudo bem. Vai na cantina e come alguma coisa, que horas cê comeu hoje?
- De manhã e almocei na rádio, mas não comi muito.
- Então vai mesmo. - dona Samanta mandou e eu assenti - Vou logo pra casa, deixei a Jaqueline com a Bruna e
- Com a Bruna?
- É, elas foram pro shopping hoje. - ri - Quando acabar aqui, você vá lá pra casa ouviu?
- Tá bom, mãe.
- A gente vai cuidar de você, filha. - papai avisou - Amor, prepara aquela canja que ela adora.
- Ah não, pai! Eca. - eles riram.
- Tô indo lá, beijo meus amores. - beijou nossas bochechas e foi embora. Meu pai me abraçou de lado e fomos na direção da cantina.
- Como que tá o Luan?
- A gente tá brigado, pai. - ele riu beijando meus cabelos.
- Uma briguinha vez ou outra é saudável. Ciúme é bom pra dar tempero na relação.
- Eu não tava com ciúme.
- Até parece que eu não conheço você. - apertou meu nariz.
- Tá vai, talvez tenha sido. Mas quem nunca?
- Quem nunca né!? - concordou - Vou lá, que o trabalho me chama tá? Quando chegar em casa, eu te dou sua sopinha.
- Para pai. - ri batendo em seu ombro.
- Tchau, minha filha.
Nos abraçamos e ele entrou num corredor, fui pelo outro e entrei na cantina. O cheirinho de comida fez minha barriga roncar, ri. Pedi dois Croissant de queijo e suco de morango, sentei numa mesa perto da parede e comecei a comer distraída.
- Malu? - engasguei de leve - Tá tudo bem?
- Nossa. - ri - Oi Vi, quer sentar aqui?
- Claro. - ele tomava um café - Cê tá doente?
- Uhum, minha cara diz tudo né? - riu e eu fiz careta - Mas vou melhorar, e você como tá?
- Tô indo. - riu - Como estão você e o Luan?
- Brigamos.
- Eita. - rimos.
- Tu já... Encontrou alguém?
- Ah, tô saindo com uma menina aí. - coçou a nuca.
- Boa sorte, Vi. - apertei sua mão e ele sorriu.
- Obrigado, boa sorte pra vocês também.
- Sinto que vamos precisar. - ri fraco.
Ficamos conversando até acabar o intervalo dele, depois peguei meu carro e parti pro Alpha.
No caminho, ligaram pra mim três vezes, deixei tocar até cair. Quando chegasse em casa, retornaria.
- Ah, ela acabou de chegar. - Jaqueline disse ao telefone assim que fechei a porta - Quer falar com ela? Ah... Beleza. Tchau, Luan.
- O que que ele queria?
- Ué, saber de você.
- Hum.
- Qual motivo da briga? - riu cruzando os braços.
- Oi?
- Dá pra perceber de longe, conta logo. - revirei os olhos - Foi por causa do Mariano? Vi a foto no Instagram dele.
- Também, ele foi uma forma de dar o troco. E eu acabei me fodendo com essa gripe. - bufei - Cê não viu quem mais foi no show?
- Não... Quem?
- A Giovana. - falei com nojo e ela torceu a boca.
- Não vi, nem sigo essa mulher.
- Enfim, começou por causa dela. Porra, ele sabe que eu não gosto dela!
- Vocês são dois idiotas. - lhe olhei incrédula.
- Cala a boca, você não sabe de nada.
- Ai ai ai, rafalu bobões. - riu - Vai ter show dos meninos na Ballroom sábado, vamo?
- Se eu já estiver melhor, com certeza.
- No meet, o Caíque é meu ok?
- Tudo bem, fico com o Paulo e o Nathan. Sem problemas. - ri e ela tacou uma almofada em mim - Mãe?
- Oi? - veio da cozinha comendo bolo - Já liguei pra Arleyde viu? Ela disse que o Rober vai dar conta, até você ficar realmente boa.
- Eu já tô melhor, mãe.
- Tá nada, cala a boca. Vai tomar banho e depois desce pra jantar.
Subi pro meu quarto e larguei minha mala do lado da cama, sentei suspirando. Fitei o celular na minha mão e pensei em ligar pro Luan, mas levantei e fui tomar um banho morno.
Vesti um pijama quentinho e achei minhas pantufas no guarda roupas, com certeza minha mãe foi pegar lá em casa. Ri e o celular vibrou na cama. Chamada de vídeo do Rober, sorri ao ver ele, a Mama, Karielle e o Felipe do outro lado.
- E aí, patroa.
- Patroa? - ri - Sou funcionária, Roberval.
- Mas se depender do cabeçudo, já já vira patroa. - ri negando.
- Fala aí, quando cê volta?
- Não sei ainda, a Lele me deu carta branca pra ficar quantos dias precisasse.
- Eita que o patrão vai ficar louco. - Felipe disse e eles riram - Ele tá todo tenso.
- Ah, desculpa por ter vindo sem avisar vocês tá? - mudei o assunto - Tinha hora pro avião e eu tava meio atrasada.
- Que milagre!
- Verdade. - admiti.
- Deve ser a convivência com o Luan. - Marla disse e rimos, mudei minha expressão quando ele apareceu no meu campo de visão.
- Oi. - falou manso.
- Oi.
- Já foi no hospital?
- Fui, vou ficar bem.
- Tá bom... - acenou com a cabeça e desapareceu.
- Que climão foi esse?
- Ele não te falou nada, Roberval? Mentira.
- Não me falou não. - dei de ombros.
- Aonde vocês estão?
- No estacionamento do hotel, esperando a van conseguir passar pelo tanto de gente que tem lá fora.
- Só você acalma essas meninas. - Kari disse e todos concordaram, ri.
- A mamãe tá te chamando pra comer, baranga! - eles riram e eu revirei os olhos.
- Jaqueline chegou aqui, vou lá comer tá? Bom show pra vocês.
- Ok Maluzinha, obrigada.
- Tchau, fica boa logo. - assenti.
- Beijo.
- Beijos. - desliguei.

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