Acordei com beijinhos no rosto, abri os olhos e vi minha menina sorrindo pra mim.
- Bom dia, petito!
- Bom dia, pequenininha. - selou nossos lábios.
- Cê tá com fome? Fiz comida pra gente, mas não vá se acostumando não. - ri assentindo - Tô te esperando lá.
Levantou e saiu, sentei na cama e fui pro banheiro. Saí do quarto passando as mãos no cabelo e senti o cheirinho de café, fui até ela lhe abraçando por trás e dei um beijo estalado em seu ombro.
- Tá com um cheirinho bom.
- Vem, senta pra comer.
Tinha torrada, pão, queijo, presunto... Tanta coisa que parecia que vinha mais gente comer, ri disso. Pra ela, só tinha frutinhas com granola e um iogurte.
- Aonde a gente vai almoçar?
- Já tá pensando no almoço? Meu Deus. - riu.
- Quero saber se você prefere comer na casa da sua mãe ou da minha, se quer ir num restaurante, se vai cozinhar pra mim ou pedir alguma coisa.
- Ah, a gente pede alguma coisa e come aqui, pode ser?
- Pode.
No almoço, pedi um yakisoba e ela pizza. Era sempre assim, só concordamos com a sobremesa, torta floresta negra. Depois que comemos, lhe ajudei a lavar e guardar a louça.
- Vamo ver filme? - sugeriu enxugando as mãos.
- Bora.
- Quer fazer pipoca?
- Comer eu quero sim, fazer não.
- Af. - revirou os olhos - Escolhe um filme, vou fazer.
- Beleza.
Vim pra sala e quando ela chegou, dei play no filme. Ela escorou a cabeça no meu ombro e colocou pipoca na minha boca.
- Frozen?
- É, eu sei o quanto você gosta. - ela riu e apertei seu nariz.
- Sei a maiorias das falas.
- Não duvido nada. - rimos.
- Faz a magia, faz a magia! - falou junto e eu gargalhei.
- Você é muito boba, maria luíza.
Assim que terminou de cantar 'Vejo uma porta abrir', seu celular apitou. Ela limpou a mão no short e o pegou.
- Mensagem da Jaqueline... - suspirou - Olha isso aqui, amor.
- Eita, é a gente. - ri - Na casa da sua mãe ontem!? Quem postou?
- Lembra aquela hora que o Puff passou correndo, e atrás dele tava a Jaque com a Hermione na mão e a Bruna? - assenti - Ela tava gravando, postou.
- E tiraram print do vídeo né? - ri - Até que ficou bonita a foto, espontânea. Vou até dar um like aqui.
- Ei, não! Deixa de ser idiota. - falou rindo e pegou de volta o celular - E aí?
- E aí que agora todo mundo já sabe. - tirei a tigela de pipoca do seu colo, a colocando na mesa de centro e segurei seu rosto para beijá-la.
No print, ela estava sentada com as pernas no meu colo e eu fazia carinho em seu rosto. Estávamos fazendo uma retrospectiva dos dias em Nova Iorque.
- A gente nem falou com Arleyde ainda, será que vai dar ruim?
- Não foi por querer, a culpa não é nossa e nem delas. E se a Lele disser pra apagar agora, não vai adiantar de nada. - dei de ombros.
- É, mas
- "mas" nada. - coloquei um dedo em seus lábios - Me dá um beijo, amor.
- Mais um?
- É, depois de novo, de novo e de novo.
- E de novo. - riu e me deu um beijo, que aos poucos foi esquentando - Ei, calma.
- Vamo pra cama, vai?
- Não... Hoje não dá.
- Por quê?
- Acordei com um probleminha. - suspirei frustrado e ela riu - Prometo te recompensar depois.
- E como eu vou aguentar esse tempo todo?
- Não sei mas qualquer coisa, cê sabe onde fica o banheiro. - soltou um risinho safado.
- Não me provoca, menina.
- Nem tô, amor. - subiu as mãos por dentro da minha camisa, me arrepiei de imediato e ela sorriu.
- Sai daqui, mulher. - lhe coloquei de volta no sofá enquanto ela fazia bico - Quando você estiver boa, me avisa rápido pois quero logo minha recompensa.
- Ok. Mas cê ainda vai ficar aqui e dormir comigo né? - fez manha.
- Claro, meu amor. E amanhã a gente vai juntos pro escritório.
- Tá. - beijei seu rosto.
Hoje ela me acordou cedo, e depois do café da manhã, Wellington e meu pai vieram nos buscar para irmos até o escritório.
- Não vai ser bom anunciar um namoro logo depois de um término. Por mais que eu goste de vocês dois, não dá. Fica feio. - ela dizia - Já teve aquilo ontem, e a Ana Laura não colabora.
- Mas se ela pode, a gente tamb
- Não Luan, tá tudo bem. - segurou minha mão, dando um meio sorriso.
- Vocês precisam esperar alguns meses...
- Ok, ok. - suspirei - Nós vamos esperar pra assumir... Pra mídia. Né amor?
- Uhum.
- Então estamos conversados?
- Sim. - respondemos juntos.
- Com licença, tô cheia de coisas pra fazer. Tenham um bom dia, queridos. - sorriu e saiu da sala apressada, nós ficamos sozinhos.
- Tá tudo bem mesmo?
- Tá, eu já imaginava que seria assim. - fez careta - Mas é de boa, amor.
- Fico mais aliviado. - ele riu - Então vamo almoçar agora? Tô com fome.
- Aonde?
- Ué, num restaurante. - ri.
- Será que pode?
- Pode, lógico. Vem. - pegou a bolsa.
Falamos com todo mundo antes de sairmos. Ela disse pra mim que sentia saudades dos tempos de Central, mas que preferia mil vezes viajar comigo.
- Aonde vamos?
- Naquele japa, Well.
- Luan! - cruzou os braços.
- Eita mulherzinha viu. - revirei os olhos - Ontem cê não comeu do meu yakisoba? Pede um pra você.
- Na próxima vez que a gente for almoçar, você vai comer o que eu quiser.
- Tá bom. - concordei selando nossos lábios.
- Cê não gosta mesmo hein.
- Minha experiência com esse tipo de comida não foi boa, seu Amarildo. - ele riu.
- Mas daqui a pouco ela vai tá viciada, pai. Eu vou fazer você gostar. - coloquei minha mão em sua perna.
- Ah não vai mesmo, querido. - tirou minha mão de lá.
- Tá vendo só como ela é difícil? Tô feito com essa mulher.
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"Nosso relacionamento virou uma coisa importante muito rápido. Talvez rápido demais. Fico o tempo todo me perguntando se não é bom demais pra ser verdade."
— Toda sua.


