domingo, 31 de maio de 2015

Capítulo 53.


Acordei com beijinhos no rosto, abri os olhos e vi minha menina sorrindo pra mim.
- Bom dia, petito!
- Bom dia, pequenininha. - selou nossos lábios.
- Cê tá com fome? Fiz comida pra gente, mas não vá se acostumando não. - ri assentindo - Tô te esperando lá.
Levantou e saiu, sentei na cama e fui pro banheiro. Saí do quarto passando as mãos no cabelo e senti o cheirinho de café, fui até ela lhe abraçando por trás e dei um beijo estalado em seu ombro.
- Tá com um cheirinho bom.
- Vem, senta pra comer.
Tinha torrada, pão, queijo, presunto... Tanta coisa que parecia que vinha mais gente comer, ri disso. Pra ela, só tinha frutinhas com granola e um iogurte.
- Aonde a gente vai almoçar?
- Já tá pensando no almoço? Meu Deus. - riu.
- Quero saber se você prefere comer na casa da sua mãe ou da minha, se quer ir num restaurante, se vai cozinhar pra mim ou pedir alguma coisa.
- Ah, a gente pede alguma coisa e come aqui, pode ser?
- Pode.
No almoço, pedi um yakisoba e ela pizza. Era sempre assim, só concordamos com a sobremesa, torta floresta negra. Depois que comemos, lhe ajudei a lavar e guardar a louça.
- Vamo ver filme? - sugeriu enxugando as mãos.
- Bora.
- Quer fazer pipoca?
- Comer eu quero sim, fazer não.
- Af. - revirou os olhos - Escolhe um filme, vou fazer.
- Beleza.
Vim pra sala e quando ela chegou, dei play no filme. Ela escorou a cabeça no meu ombro e colocou pipoca na minha boca.
- Frozen?
- É, eu sei o quanto você gosta. - ela riu e apertei seu nariz.
- Sei a maiorias das falas.
- Não duvido nada. - rimos.
- Faz a magia, faz a magia! - falou junto e eu gargalhei.
- Você é muito boba, maria luíza.
Assim que terminou de cantar 'Vejo uma porta abrir', seu celular apitou. Ela limpou a mão no short e o pegou.
- Mensagem da Jaqueline... - suspirou - Olha isso aqui, amor.
- Eita, é a gente. - ri - Na casa da sua mãe ontem!? Quem postou?
- Lembra aquela hora que o Puff passou correndo, e atrás dele tava a Jaque com a Hermione na mão e a Bruna? - assenti - Ela tava gravando, postou.
- E tiraram print do vídeo né? - ri - Até que ficou bonita a foto, espontânea. Vou até dar um like aqui.
- Ei, não! Deixa de ser idiota. - falou rindo e pegou de volta o celular - E aí?
- E aí que agora todo mundo já sabe. - tirei a tigela de pipoca do seu colo, a colocando na mesa de centro e segurei seu rosto para beijá-la.
No print, ela estava sentada com as pernas no meu colo e eu fazia carinho em seu rosto. Estávamos fazendo uma retrospectiva dos dias em Nova Iorque.
- A gente nem falou com Arleyde ainda, será que vai dar ruim?
- Não foi por querer, a culpa não é nossa e nem delas. E se a Lele disser pra apagar agora, não vai adiantar de nada.  - dei de ombros.
- É, mas
- "mas" nada. - coloquei um dedo em seus lábios - Me dá um beijo, amor.
- Mais um?
- É, depois de novo, de novo e de novo.
- E de novo. - riu e me deu um beijo, que aos poucos foi esquentando - Ei, calma.
- Vamo pra cama, vai?
- Não... Hoje não dá.
- Por quê?
- Acordei com um probleminha. - suspirei frustrado e ela riu - Prometo te recompensar depois.
- E como eu vou aguentar esse tempo todo?
- Não sei mas qualquer coisa, cê sabe onde fica o banheiro. - soltou um risinho safado.
- Não me provoca, menina.
- Nem tô, amor. - subiu as mãos por dentro da minha camisa, me arrepiei de imediato e ela sorriu.
- Sai daqui, mulher. - lhe coloquei de volta no sofá enquanto ela fazia bico - Quando você estiver boa, me avisa rápido pois quero logo minha recompensa.
- Ok. Mas cê ainda vai ficar aqui e dormir comigo né? - fez manha.
- Claro, meu amor. E amanhã a gente vai juntos pro escritório.
- Tá. - beijei seu rosto.

Hoje ela me acordou cedo, e depois do café da manhã, Wellington e meu pai vieram nos buscar para irmos até o escritório.
- Não vai ser bom anunciar um namoro logo depois de um término. Por mais que eu goste de vocês dois, não dá. Fica feio. - ela dizia - Já teve aquilo ontem, e a Ana Laura não colabora.
- Mas se ela pode, a gente tamb
- Não Luan, tá tudo bem. - segurou minha mão, dando um meio sorriso.
- Vocês precisam esperar alguns meses...
- Ok, ok. - suspirei - Nós vamos esperar pra assumir... Pra mídia. Né amor?
- Uhum.
- Então estamos conversados?
- Sim. - respondemos juntos.
- Com licença, tô cheia de coisas pra fazer. Tenham um bom dia, queridos. - sorriu e saiu da sala apressada, nós ficamos sozinhos.
- Tá tudo bem mesmo?
- Tá, eu já imaginava que seria assim. - fez careta - Mas é de boa, amor.
- Fico mais aliviado. - ele riu - Então vamo almoçar agora? Tô com fome.
- Aonde?
- Ué, num restaurante. - ri.
- Será que pode?
- Pode, lógico. Vem. - pegou a bolsa.
Falamos com todo mundo antes de sairmos. Ela disse pra mim que sentia saudades dos tempos de Central, mas que preferia mil vezes viajar comigo.
- Aonde vamos?
- Naquele japa, Well.
- Luan! - cruzou os braços.
- Eita mulherzinha viu. - revirei os olhos - Ontem cê não comeu do meu yakisoba? Pede um pra você.
- Na próxima vez que a gente for almoçar, você vai comer o que eu quiser.
- Tá bom. - concordei selando nossos lábios.
- Cê não gosta mesmo hein.
- Minha experiência com esse tipo de comida não foi boa, seu Amarildo. - ele riu.
- Mas daqui a pouco ela vai tá viciada, pai. Eu vou fazer você gostar. - coloquei minha mão em sua perna.
- Ah não vai mesmo, querido. - tirou minha mão de lá.
- Tá vendo só como ela é difícil? Tô feito com essa mulher.


_


"Nosso relacionamento virou uma coisa importante muito rápido. Talvez rápido demais. Fico o tempo todo me perguntando se não é bom demais pra ser verdade."
— Toda sua.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Capítulo 52.



Ao chegarmos na casa dos pais da Malu, sua mãe nos recebeu. Minha mãe e ela engataram um papo logo de cara, ficaram na sala conversando. A Jaque levou a Bruna pra piscina e disse que nossa maria louca estava no quarto, ri e fui até lá.
- Amor, cê já chegou.
- Cheguei, petita. - ri, ela me deu um selinho e despejou uma gaveta toda na cama.
- Vou escolher um biquíni. Sorte que eu deixo muitos aqui, a maioria.
- Um biquíni? - ergui uma sobrancelha e ela riu - Quer ajuda?
- Tá bem. Vem olhar aqui. - comecei a mexer no monte de biquínis.
- Tá bom de comprar uns maiores né?
- Ai, cala a boca. Eu gosto desse, é bonito?
- Veste aí pra eu ver. - estreitou os olhos.
- Espera. - cantarolou e foi se vestir no banheiro.
Quando ela saiu, lhe fiz dar uma voltinha. Tava uma delícia.
- Wow. É... Lindo, amor.
- Cê tem certeza? - perguntou se olhando no espelho, dei um tapa na bunda dela.
- Tenho. Cê tá muito gostosa.
- Idiota. - falou rindo, a puxei pela mão e colei nossos corpos.
- Só falei a verdade. E quero um beijo agora. - fiz bico e ganhei um beijão.
- Vamo descer?
- Não, vamo ficar aqui. - beijei sua nuca e vi sua pele arrepiar.
- Para. - falou manhosa, ri.
- Agora não. - rocei meu nariz em sua orelha, e deixei uma mordidinha por ali.
Minhas mãos desceram até sua cintura e pararam no lacinho do seu biquíni. Ela bateu na minha mão afim de tirá-la dali, e acabou que minha pulseira prendeu nela não sei como. Isso é coisa de Deus.
- Não puxa!
- Tá.
- E agora?
- Agora cê tira seu biquininho. - mordi os lábios - Aí a gente aproveita e já fica por aqui mesmo.
- Cala sua boca, garoto. Tira a pulseira!
- Vem cá, senta. Deixa eu ver como dá pra soltar isso. - folguei a pulseira do meu braço e a tirei - Pronto, não precisava ficar exaltada.
- Não tô exaltada. - levantou e colocou um vestido, cheio de florzinha. Pegou o celular, protetor solar e esticou a mão pra mim - Vem.
- Ok. - descemos abraçados - Seu pai tá por aí não né? Nem o Nicolas?
- Tão no hospital. - revirou os olhos.
- Seu irmão não gostou de te ver comigo.
- Ele não gosta do fato de você ter uma namorada e estar assim comigo, e também fala que eu deveria esperar você resolver sua vida. - riu.
- Ele só quer te proteger, tá certo. E se você quer saber, já falei com a Lele.
- O que ela disse?
- Pra ir no escritório segunda, cê vai comigo né?
- Não sei não... - torceu a boca.
- Ô amor, bora vai?
- Tem como resistir quando cê faz essa carinha? - ri e lhe dei um selinho.
Ficamos um pouco na cozinha, conversando com nossas mamães que faziam o almoço. E já falavam sobre juntar as duas famílias pra um churrasco de 'comemoração', topei na hora.
- Aqui ou lá em casa?
- Depois vemos isso! Que tal um bolo de cenoura pra sobremesa?
- Ai, mãe. Assim a senhora me quebra. - Malu disse nos fazendo rir - Vamo ver o que as dondocas estão aprontando.
- Bora. - lhe abracei de lado e saímos pela porta da cozinha, elas fizeram um coro de "hummm" quando nos viram, eu ri.
- Não vão entrar, casal?
- Mais tarde, né? - assenti e sentei numa espreguiçadeira na sombra. Ela ficou em pé do meu lado, abracei sua cintura, fazendo-a se inclinar para me dar um beijo e depois ficou fazendo carinho nos meus cabelos.
- Malu, pega aquela barra de alpino pra mim?
- Não, Jaqueline. Sai e vai pegar.
- Mas é chatinha viu. - deram língua uma pra outra, ri.
- Eu pego, amor.
- Então traz a laka pra gente, tá?
- Tá. - beijei sua barriga e levantei.
Entrei na cozinha e elas conversavam sobre a novela enquanto faziam tudo, rápidas.
- Que foi, filho? 
- Nada...
- Quer falar alguma coisa e tá com vergonha!? - ri assentindo - Pode falar, querido.
- As meninas tão pedindo umas barras de chocolate.
- Ah, era só isso? - riu - Pode pegar aí na geladeira, vai.
- Pode mesmo?
- Ué, pode. - elas riram e eu fui pegar. Agradeci e saí, ouvi elas começarem a falar de nós dois e fiquei até curioso, mas deixei pra lá.
- Aqui ó. - entreguei uma pra Jaque, que estava sentada no raso junto com a Bruna e, sentei com a Malu na borda.
- Eu prefiro o chocolate ao leite, mas laka é laka né? - ri e ela colocou pra eu morder.
- Eu gosto de qualquer chocolate, sem preconceito. - rimos.
- E eu tô tentando evitar né? Mas aí cê me aparece com uma barra de alpino, Jaque. Não dá!
- A Pi quer ficar magrela, mas homem gosta de carne pra apertar.
- Para! - Malu disse dando um tapa na minha mão e elas riram - Não pera, cê me chamou de gorda, Rafael?
- Ih, agora o tempo fechou.
- Não amor, não.
- Eu ouvi você me chamar de gorda.
- Você ouviu eu te chamar de boa. - riu - Gostosa sabe?
- Cê pensa que me ganha assim tão fácil é? - beijei seu ombro e seu pescoço.
- Isso aqui é só o começo. - pisquei.
- Parem com isso, não sou obrigada.
- Não somos. - a Jaque concordou e eu beijei minha menina outra vez.
- Falam isso por que tão encalhadas. - jogaram água em mim.
- Não precisava me molhar também, né lindas?
- Tá grudada nele porque quer. - Jaque disse saindo da piscina e pegou o celular.
- Vamo postar uma foto?
- Eu não quero, melhor esperar um pouco.
- Mas a gente sempre posta foto juntos, amor.
- Agora é diferente...
- Tá bom, tá bom.
- Já que rafalu não quer, vai ser só nós duas. - a Pi disse - Bruqueline.
- Bruqueline? Adorei!
Elas tiraram a foto e a Jaque postou, tiraram outra e a Bruna postou. De repente a Jaque fez careta, mostrou o celular pra Bruna e ela teve a mesma reação.
- Cês tão vendo o que hein?
- Mostro?
- Ele vai ficar sabendo de qualquer jeito.
- É... - me passou o celular.


- É o que, amor? - Malu se escorou na minha perna pra ver também - Mas é a
- Ana Laura.
- Esse aí não é aquele cara do show?
- O primo dela... Que mora em Madrid. Como eu fui otário! - passei as mãos pelo rosto - Será que antes da gente separar ela já
- Ei, isso não importa mais! - segurou meu rosto fazendo com que eu a olhasse - Não importa, tá? Deixa o passado no passado e vive só o presente. Comigo.
Sorri, ela me deu um beijo carinhoso, cheio de ternura que me fez relaxar, fiquei calmo novamente. Quando descolamos nossas bocas, a puxei para um abraço.
A pequenininha tem razão, tudo que me importa agora está aqui, envolvida nos meus braços.
- Eu amo você. - sussurrei em seu ouvido e ela sorriu lindamente pra mim, me dando outro beijo.
- Agora casem, pelo amor de Deus! - rimos.


_

"Todo mundo deveria ter um amor verdadeiro, que deveria durar pelo menos até o fim da vida da pessoa."
— Acéde.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Capítulo 51.



(...)

*  MALU NARRANDO *

Infelizmente, já era o nosso último dia aqui em Nyc, amanhã de noite voltaríamos pra realidade vulgo Brasil. Sim, realidade, pois aqui ele não é o Luan Santana astro sertanejo, derrubador de forninhos. É só o Luan Rafael, meu cabeçudo, só isso.
Tava olhando da janela distraída, quando ele me chamou.
- Amor.
- Oi?
- Tá pensando no quê aí?
- Nada. - ri e parei na sua frente, ele cruzou os braços.
- Tem certeza?
- Tenho. Só me abraça, bem forte. - me puxou pela mão, cruzei minhas pernas em volta do seu tronco e beijei seu rosto.
- Que foi, minha vida?
- Nada, já falei. Só quero ficar assim com você.
- Não me enrola, petita. - apertou meu nariz.
- É que... Quando a gente voltar pra casa, isso tudo vai acabar e
- Quem te disse que vai acabar? Agora somos eu e você pra sempre, ou cê mentiu pra mim? - ri negando - Vamos continuar andando de mãos dadas por aí e eu vou te beijar na hora que eu quiser, na frente de todo mundo. A gente vai postar foto juntos e todas minhas neguinhas vão comentar "se casem", "me adotem".
- "shippo muito", "brilha rafalu", "abaixa que é tiro". - rimos - Bem que a gente podia ficar aqui pra sempre?
- É... Mas não dá, minha pequenininha.
- Essa foi a melhor viagem da minha vida. Obrigada.
- A primeira de muitas por que nunca mais vou te largar. Vamo assumir nosso namoro agora?
- Mas você não me pediu em namoro. - ri apertando seu nariz.
- Eita porra, verdade. - rimos - Então eu peço agora.
- Ai, meu Deus. - ele riu e o celular começou a tocar, revirei os olhos e atendi. Deixei no viva voz.
- Já comprou meus presentes?
- Já comprei, garota. Tu ligou só pra falar isso?
- Foi.
- Vou desligar na sua cara. Tchau.
- Não, não! A mamãe quer falar com você, vou passar pra ela.
- Tá.
- Filha? Que saudade!
- Também, mãe.
- Como é que você tá?
- Melhor impossível. - ele sorriu pra mim.
- É mesmo é? Nem pense em ficar por aí.
- Bem que eu queria. - ri.
- Não inventa, menina! Seu pai tá mandando um beijo.
- Diz pra ele que eu tô com saudade e manda outro beijo.
Conversamos um pouco e depois desliguei, o Luan ficou brincando com meus cabelos o tempo todo.
- Acho que vou ligar pra minha mãe também.
- Bateu saudade né? - assentiu, ri - Então liga.
Ele pegou o celular e ligou, ela atendeu rápido.
- Oi, meu amor! Tudo bem por aí?
- Quem tá com a senhora?
- Fica tranquilo. - ela riu - Tô no quarto e seu pai tá no banheiro. Cadê a Maluzinha?
- Aqui ouvindo, tá no viva voz a ligação. - riu.
- Oi, dona Marizete.
- Vocês estão se comportando? - Luan riu - Ele tá cuidando de você direitinho?
- Tô mãe, né amor?
- Uhum. Seu filho é um lorde.
- Sei não hein. - ela disse e rimos.
- Alguém desconfiou de alguma coisa, mamusca?
- Estranharam, mas não disseram nada.
- Ainda bem... Nem a Pi?
- Nem ela. - ele riu.
- Ah, a senhora quer alguma coisa? Um sapato? Uma bolsa?
- Não precisa, meu filho.
- Claro que precisa. Ó, a Malu vai escolher alguma coisa pra você tá?
- Tudo bem. Confio no bom gosto da minha nora.
- Ihh, mãe! Ela ficou com vergonha. - eles riram - Tá vendo só? Minha mãe te adora, pequenininha.
- Com certeza. Só tô com um pouco de ciúmes. - fiz careta e ele riu - Mas é ciúme normal de mãe, sei ele está feliz com você. Ah, cê tem que vir almoçar aqui com a gente.
- Claro, dona Marizete. Só marcar o dia.
- E pode parar com essa cerimônia, me chame só de Marizete.
- É que sai no automático. - rimos.
Quando ele desligou, decidimos sair pra comprar mais algumas coisas e depois, "jantamos" num fast food.
Ele dormiu logo que chegamos, arrumei nossas malas e deitei com ele.
De manhã, descemos pra tomar café e demos uma última volta pela cidade.
Nosso voo sairia à meia noite, uma hora antes já estávamos no aeroporto. Antes de sairmos do hotel, fiz questão de agradecer todos e garanti que voltaria logo.


* LUAN NARRANDO *



- Amor, cê gostou dessa foto?
- Ficou muito linda. - riu. Nós dois fazendo careta.
- Coloquei no papel de parede ó.
- Vou colocar uma nossa no meu também. Escolhe. - coloquei uma da gente em Coney Island, tomando sorvete.
- Tamo combinando agora. - riu, beijei sua bochecha.

Assim que pisamos fora do avião, tirei o bendito casaco, já estava com saudades desse calor. O Nicolas que veio buscar a Malu, e estranhou quando me viu.
- Nick, vamo direto pro Alpha, por favor.
- Tá bom. - andamos até o estacionamento.
- Será que alguém vai falar alguma coisa?
- Pra todo mundo eu já tava em casa, e se descobrirem nós não vamos ligar né? - fez careta, ri e selei nossos lábios.
Notei que seu irmão não estava gostando nada da situação, via ele nos olhando pelo espelho.
- Você é um mentiroso! - a Bruna disse assim que entrei em casa.
- Eu não menti, só omiti.
- E aí, filho? Como foi?
- Maravilhoso, mãe. - sorri e lhe abracei.
- O que que foi maravilhoso?
- Lá em Nova Iorque.
- Mentira que você tava... Não pera, eu não acredito! Me conta o que vocês aprontaram, vai.
- Calma aí, Piroquinha. - assanhei seu cabelo - Cadê o pai?
- Em reunião com Fábio, Sergio e Arleyde no escritório. - minha mãe respondeu.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não que eu saiba. Acho que é normal, sobre os shows.
- Ah.
- Agora deixa de enrolar e conta. Malu virou cunhadinha?
- Não oficialmente, ainda.
- Vai tomar um banho, filho. Vou terminar o almoço.
- Agora não, mãe! Deixa ele contar primeiro.
- Eu não vou fugir, calma. - ri.
- Você disse que vinha pra casa e foi pra Nova Iorque, quem me garante que não vai fugir? - colocou as mãos na cintura.
- Eu garanto. - nossa mãe falou rindo - Vai, Luan.
- Faz todo mundo de trouxa, posta uma foto com se tivesse em casa e tá lá em Nova Iorque. - resmungava.
- Se ficar reclamando não vou dar presente, ai ai ai, dona Bruna.
- Tá até falando igual a ela. - gargalhou, revirei os olhos e a empurrei.
Subi pro meu quarto e antes de tomar banho, mandei uma mensagem pra Lelezinha e outra pra minha Malu, perguntando se ela estaria em casa à noite ou dormiria na casa da sua mãe.
- Oi amor. - atendi sua ligação sorrindo. Tava jogando videogame no quarto, depois do almoço.
- Desculpa não ter visto sua mensagem logo, petito. Sabe como que é a Jaqueline né? - ri.
- Sei, mas e aí? Cê vai pra casa?
- Minha mãe pediu pra ficar aqui hoje.
- Poxa, eu queria dormir com você.
- Não faz bico, cabeçudo. - olhei pra porta e ela continuava fechada.
- Como cê sabe que eu fiz bico?
- É a sua cara fazer isso. - falou rindo e ri também - Amanhã eu e a Jaque combinamos de ficar na piscina, quer vir? Traz todo mundo.
- Aposto que a Pi vai adorar. - ri - Então agora eu só te vejo amanhã?
- Tá fazendo bico de novo? - gargalhei.
- Nem tava.
- Sei... - riu - Aproveita sua mãe, sua família. Amanhã cê vai comigo pro apê, pode ser?
- Tá bom, amor.


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"Eu quero ser feliz ao seu lado, e tem que ser agora."
— Me leva.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Capítulo 50.


Ontem ainda fomos comprar umas roupas de frio pra ele, tomamos sorvete e ficamos vendo filme no quarto.
- Amor, por que ele chama ela de ma petite?
- É minha pequena ou pequeno, em francês, e se pronuncia petit, como se não tivesse um e no final.
- Entendi, ma petite. - ri - Vou te chamar assim agora.
- Tá bom, meu petito.
- Je t'aime, ma petite. - beijou minha bochecha.
- Eu sei, petito. Mas agora vamo ver o filme.
- Tá bom, petita chata.
Hoje o dia amanheceu bem mais frio, acordei primeiro que ele pra variar, e fiquei trocando mensagens com a Jaqueline, ela sabia que ele estava comigo mas jurou guardar segredo.
Levantei e pedi nosso café da manhã, tomei banho e comi enquanto ele ainda dormia.



" Morning ♥ // Como já diz o Kevin: "não acelere a vida, pare e cheire os waffles". "


Fui olhar a vista da minha janela como sempre faço, e soltei um gritinho.
- Luan, psiu. - pulei em cima dele - Luan! Acorda, acorda, acorda.
- Vai dormir, petita. Tá frio, deita aqui.
- Não dá! O céu acordou e eu também. - falei e ele soltou uma risadinha - A gente tem que brincar.
- Isso aqui não é Frozen não, maria luíza.
- Tem certeza? Vem ver, tá nevando.
- Sério?
- Muito sério. Por favor, levanta. - puxei seu braço e ele sentou na cama - A Jaqueline tem que ver isso.
- Eita, é neve mesmo. - falou me abraçando por trás.
- Tava duvidando de mim, petito?
- Achei que cê tava brincando. - ri e tirei uma foto da vista.
- Vou mandar no grupo da minha família.
- Você quer brincar na neve? - riu da minha legenda.
- Toma café e se arruma, petito, a gente vai sair.
- Pra onde, amor?
- Central Park. Vamos brincar na neve! - gritei e ele gargalhou.


* LUAN NARRANDO *

Minha petita estava visivelmente muito feliz, parecia criança quando ganha pirulito.
Fiz o que ela pediu, tomei banho e depois comi.
Pegamos o que precisaríamos e fomos rumo ao Central Park, andamos bastante por lá e depois fomos tomar chocolate quente. Ela olhava pelo vidro, umas criancinhas brincando do lado de fora e riu.
- Tá com cara de quem quer brincar com eles.
- Vai ficar feio, amor. Eu já sou grande. - fez bico.
- Não vai ficar nada feio. Cê tava tão animada e agora tá aí, toda murcha.
- Eu to com vergonha! - ri.
- Deixa de bobagem, eu brinco com você.
- Deus do céu, meu petito é muito fofo. - selou nossos lábios.
Terminamos nosso chocolate quente, paguei a conta e fomos pra fora rápido, com ela me puxando pela mão. A última vez que ela viu neve faz tempo, quando era criança e sua mãe até me mostrou uma foto.
- Calma, pequenininha.
- Segura minha bolsa. Vou fazer um boneco de neve, o nome dele vai ser olafinho.
- Pode ser baby petito, bem melhor.
- Olafo Petito Santana Pacheco. - rimos e eu a beijei.
Ela começou a fazer o boneco e os dois meninos que ela estava observando, se aproximaram. Henry e Stefan, lhe ajudaram a fazer quatro bonecos, seus pais também vieram pra perto e ficamos conversando.
- Um é meu, um da Malu, um do Henry e o outro é de todos. - Stefan explicava, ri.
- Mamãe, o que tem aí?
- Olhos, e isso aqui para a barriga. - entregou ao Henry dois saquinhos. Pedras e botões.
- Eles precisam de braços! - a Malu pegou uns pedaços de galho e eles colocaram nos bonecos. Os dois meninos tinham vindo preparados, cenouras para o nariz e até toucas.
- Ainda falta alguma coisa no meu.
- Que tal isso?
- Boa ideia, amor. - ela me deu um beijinho e amarrou meu cachecol no boneco.
Peguei seu celular e avisei que tiraria uma foto, ela "abraçou" o boneco e eu tirei, falei que ia postar e ela assentiu: " Petito's baby. ❄♥ "
Nos despedimos das crianças e de seus pais, continuamos andando abraçados pelo parque e uma hora até fizemos guerrinha de bolas de neve, o que resultou boas risadas. Ela me dava beijos e mais beijos, eu estava amando aquilo.
- Se cê continuar com isso, vou tirar sua roupa aqui e a gente vai trepar na neve. - ela arregalou os olhos e me deu um tapa, gargalhando logo depois.
- Isso soou tão feio, Luan Rafael.
- Então vamo voltar pro hotel, e fazer o nosso Enrique. Soou melhor agora?
- Cê lembra disso, amor?
- Claro que eu lembro. - ri e ela me deu um beijo.
- Vamo, mas essa parte do Enrique eu pulo.
- Vou te fazer mudar de ideia.
- Daqui uns três anos, talvez.
- Só se enquanto isso, a gente praticar bastante. - assentiu rindo e fomos pegar um táxi.
- Calma, espera chegar no quarto. - falou enquanto eu beijava seu pescoço. Estávamos no elevador.
- Eu já esperei demais.
- E se não se comportar, vai esperar mais ainda. Ai ai ai!
- "ai ai ai" digo eu. - mostrou a língua e eu fiz o mesmo.
Ao entrarmos no quarto, só esperei ela fechar a porta e fui logo atacando sua boca, beijando-a com ferocidade. Tiramos nossos casacos e ela deixou a bolsa pelo chão, fomos indo até o banheiro.
- Como não tem camisinha, não goza dentro tá?
- Será que eu vou conseguir? - fiz careta e a impulsionei pra sentar bancada da pia.
- Você vai ter que conseguir. - apertou meu rosto - Eu não tenho culpa se você não sabe se controlar.
- E eu não tenho culpa se tua mãe e teu pai te fizeram tão gostosa assim. - ela riu mordendo os lábios - Ah! Eu tenho camisinha na minha mala.
- Tem camisinha na sua mala, seu viado? - bateu no meu peito.
- Eu não pretendia usar sem você, mas trouxe por que nunca se sabe né?
- Nunca se sabe né? - meu deu outro tapa - Eu devia fazer uma greve agora, movimento segura a piriquita!
- Ô amor, fala isso nem de brincadeira. Cê vai traumatizar eu e meu amigo aqui. - riu maliciosa.
- Até que não seria uma má ideia deixar vocês dois sem, né!? Vai ter que fazer por merecer.
Ela desceu da pia e ia sair do banheiro, impedi que ela saísse e a prendi na parede. Sua respiração ficou acelerada e eu sorri, nossa aproximação era tanta que acho que ela pôde sentir meu volume roçar sua bunda. Eu estava fodidamente excitado, morrendo de vontade de tê-la, sentir seu corpo junto do meu e os arrepios que só ela me causava.
- Como? - voltei a beijar seu pescoço e ouvi ela suspirar - Como hein? Fala pra mim.
- Me mostra... Mostra o que você sabe fazer.
- Pode deixar. - sorri e a virei pra mim, lhe coloquei sentada outra vez e abaixei pra tirar sua bota, joguei pra fora do banheiro e dei o mesmo destino ao meu coturno e minha camisa.
Lhe beijava com firmeza e desejo, apertando sua cintura. Tirei sua blusa e sutiã, lambi, beijei e massageei seus seios, a fazendo gemer baixinho.
- Você sabe direitinho como me deixar louca.
Seu sorrisinho dizia o quanto ela estava gostando e sua declaração quase me fez explodir, pedi mentalmente para que meu membro se controlasse. Ainda não é a sua hora, camarada.
- Desce aqui, deixa eu tirar sua calça.
- Tira... - ela apertava forte meus ombros enquanto eu tirava sua calça, mordi sua coxa e ela grunhiu - Vou bater na sua cara.
- Cê não tá gostando? - beijei sua virilha e ela puxou meu cabelo - Ai, amor.
- Eu não tô aguentando mais, Luan. Vai logo!
- Calma, petita. - ri e ela puxou meu cabelo outra vez - Vou começar a te amarrar, maria luíza. Que nem no Cinquenta tons de cinza, aí eu quero ver se tu vai ficar puxando meu cabelo.
- Eu puxo outra coisa. - ri e levantei para beijar sua boca.
- Agora fica quietinha tá? Vou tirar sua
- Cala a boca e faz!
Tirei sua calcinha e comecei a beijar, passar e introduzir a língua na sua intimidade segurando em sua cintura para mantê-la pertinho, e ela agarrada em meus cabelos, como sempre. Minha menina se contorcia sob meus lábios e logo se derramou pra mim.
- Vou buscar a camisinha, amor.
- Não demora. - pediu de olhos fechados, escorada na pia.
Fui rápido e arranquei minha calça e cueca, me masturbei um pouco e vesti a camisinha.
Nos encaixei devagar, ela deitou a cabeça em meu ombro, rodeando os braços no meu pescoço enquanto eu movimentava nossos quadris, indo e vindo.
- Tão apertada. Meu Deus. - joguei a cabeça pra trás.
- Amor...
- Só mais um pouco, pequenininha.
- Vai.
Ficamos na mesma posição, quietos, e quando nossas respirações acalmaram, saí de dentro dela e joguei a camisinha no lixo, em seguida fomos pro box tomar banho.
- O que ia ser de mim sem você?
- Não sei, petito. Quando descobrir me conta tá?
- Eu não tenho interesse em saber, não quero ficar sem você. - fez carinho no meu rosto.
- Nem eu. Nunquinha, meu amor. - ri e seus lábios encontram os meus.


_

"É tanto fogo, excitação. Incendeia meu coração, na hora em que eu te amo."
— Um brinde ao nosso amor.

domingo, 24 de maio de 2015

Capítulo 49.


Depois que terminamos de comer, ficamos na cama conversando.
- Meus pais e todo mundo ainda estão lá, falei que ia voltar pro Brasil. Só minha mãe e o Testa sabem que eu vim pra cá.
- Eu juro que ainda não tô acreditando que você fez isso.
- É verdade, pequenininha. Tô aqui. - ele riu - O que que dá pra gente fazer? Coisa bem romântica.
- Romântica? Não sei...
- Pra todo mundo aqui, somos um casal, só me deixaram entrar no seu quarto porque mostrei um monte de foto nossa e falei muito de você, nome completo e blá blá blá. - ri - Aqui quase ninguém nos conhece, temos que aproveitar!
- Aproveitar é? - assentiu com um sorrisinho safado.
Luan me beijou, logo as coisas foram ficando mais intensas e ele começou a querer avançar o sinal.
- Deixa vai?
- Aqui tá frio pra tirar a roupa. - falei e começamos a rir.
- Eu aumento o aquecedor.
- Não, acabei de chegar e tô cansada. Você também acabou de chegar, lembra?
- Pra isso eu nunca vou estar cansado. - gargalhei - Então, quer uma massagem?
- Quero. - sentei no meio das suas pernas e prendi o cabelo.
- Tira a camisa, é melhor.
- Não tiro. Tarado!
- Tem como não ficar tarado com você na minha frente? - ri e ele começou a massagem - Amor, sabia que a gente já pode ficar junto? Sem medo de nada.
- É?
- É. - beijou meu ombro - Cê vai ficar comigo, não vai?
- Eu posso pensar?
- Só se você me der um beijo antes.
- Então termina a massagem primeiro.
- Tá bom, sua chata. - ri e fechei os olhos, sentindo seus carinhos.
- Cê quer ir pra Coney Island comigo?
- Vou pra qualquer lugar com você.
- Então... Eu já pensei.
- Já? - assenti - Qual sua decisão?
- Cê sabe.
- Mas eu quero ouvir da sua boca. - ri e virei pra ele - Agora tá bem melhor.
- Besta. - passei a mão nos seus cabelos assanhados.
- Cê vai ficar comigo? - repetiu.
- Vou. Agora somos eu e você.
- Pra sempre. - o abracei e funguei em seu pescoço, ele riu me apertando mais forte.
Ainda ficamos assim por um bom tempo, em silêncio, me afastei um pouco e vi que seus olhos tinham um brilho diferente, sorri e beijei sua bochecha demoradamente.
- Vamo dormir um pouquinho? Até a hora do jantar.
- Vamo, vem aqui, minha conchinha. - ri e ele colocou a perna sobre a minha, nos cobrindo.

Não sei como, mas passamos direto e só acordamos na manhã seguinte. Tomamos um banho quentinho juntos e, nosso café foi no quarto mesmo. Ele disse que queria me levar num lugar e que não me contaria onde era.
- Preciso me arrumar muito?
- Não, cê tá linda assim. Vem, coloca seu casaco.
- Aonde cê arrumou esse casaco aí hein?
- Um tal de Patrick foi comigo comprar ontem, o pessoal daqui é muito prestativo.
- São mesmo.
Ele escorou o queixo no meu ombro e ficamos fazendo careta pro espelho do elevador, quando chegamos ao térreo e a porta abriu, saímos abraçados.
- Gostou da surpresa, senhorita Malu? - assenti sorrindo e ela tirou um papel do bolso - Senhor Luan, aqui o que me pediu. Façam o bom passeio.
- Obrigado. - ele pegou e guardou no bolso do casaco.
- Ei, que isso? Eu quero ver.
- Shiu, depois.
- Patrick! Chame um táxi para o casal, por favor.
Já no táxi, peguei meu celular e entrei no Instagram, como não ia postar nada, olhei as notificações, tinha vários likes do Mariano e povo falando que ele tava me curtindo demais, ri sozinha.
- Que foi?
- Nada.
- Tá vendo o que aí hein? Quero ver também.
- Shiu, depois. - o imitei e ele fez careta, ri - O povo daqui a pouco vai dizer que sou affair do bombeiro.
- O que? Que bombeiro?
- O Mariano, seu amigo. - ri da cara que ele fez.
- E tu acha graça, maria luíza? - pegou meu celular pra ver - Tá gostando é?
- Lógico. Um homem desse, quem não queria? Faz bem pro ego.
- Olha, você para.
- Para você.
- Para de rir! - ele cruzou os braços e eu gargalhei.
- Ai, garoto. - respirei fundo - Desculpa.
- Não quero mais você perto dele, ouviu?
- Vai catar coquinho! - falei e beijei sua bochecha.
- Não venha com beijinho agora não.
- Deixa de ser idiota. Sim, ele é um puto de um gostoso mas é só isso.
- Só isso? - riu irônico.
- Entende, cabeção. - dei um tapa em sua testa - Tipo, ele tem lá seus muitos atrativos porém, é de você que eu gosto. Saca?
- Cê gosta de mim é?
- Gosto. Bem pouco.
- Sei. - ele riu e nos beijamos.
O taxista perguntou se estávamos em lua de mel, o Luan respondeu que ainda não e piscou pra ele que riu.
Nós descemos em frente à um restaurante lindo, muito simples comparado aos do centro da cidade mas ainda assim, muito lindo. Entramos de mãos dadas e eu estava um pouco nervosa, era a primeira vez.
Ele puxou uma cadeira pra mim, depois sentou e logo um rapaz veio nos atender, Luan entregou o papel que a Milie havia lhe dado e o rapaz sorriu.
- Sejam bem vindos. - sorriu - Sou Seth. Quando precisarem de alguma coisa, é só me chamar.
- Claro, obrigado.
- Logo voltarei com seus pedidos, com licença. - saiu.
- Mas a gente nem pediu.
- Eu já pedi pra gente.
- Luan!
- O pessoal do hotel que me indicou. - ele riu - Tem uma moça brasileira que trabalha no hotel, ela me ajudou a entender de quê os pratos são compostos, você vai gostar.
- Olha lá hein... Era melhor ir no Mc.
- Nada disso, quero tudo bem bonitinho como se fosse lua de mel mesmo.
- Ai ai ai, Luan.
- Espera, vou no banheiro e já volto. - beijou minha mão e se levantou. Depois de quinze minutos comecei a achar que ele tivesse caído, batido a cabeça e morrido no banheiro.
- Senhora, o cavalheiro pediu que eu a entregasse. - o carinha disse segurando um buquê enorme de rosas vermelhas.
- Caraca! - ri e peguei - Obrigada, Seth. São lindas mas... Aonde ele está?
- Se preparando.
- Pra quê?
- Oh, ali está seu namorado. - apontou.
O Luan tava num mini palco, com um violão no colo e piscou pra mim, ri negando. Tava todo mundo olhando, que vergonha.
- Seria covardia cantar em português, talvez só você fosse entender. - ele riu e eu também - Então, a nossa música eu canto só pra você mais tarde.
Ele pediu desculpa as pessoas por estar quebrando o silêncio do ambiente e começou a cantar. Thousand years.
Todo mundo lhe aplaudiu e eu morri de orgulho, pediram pra ele cantar outra vez e foi Just the way you are, uma puta sacanagem porque eu amo essa música! E claro que chorei. Ele ainda cantou umas três e voltou pra nossa mesa, o abracei bem apertado e selei nossos lábios.
- Gostou da serenata? - riu.
- Você não devia ter feito isso, tinha um monte de gente filmando. Pra ir pra internet e as meninas descobrirem é um pulo.
- Eu não to nem aí. - deu de ombros.
- Idiota! - ele riu - E respondendo sua pergunta, sim. Eu amei.
- Eu vi você chorar hein.
- Não quero falar sobre isso. - rimos.
Trouxeram nosso almoço, e tava tudo delicioso mesmo. Comemos a sobremesa e ele insistiu pra pagar a conta, como sempre.
Voltamos pro hotel e entramos no nosso quarto, que era meu mas agora é nosso, e eu me joguei na cama. Isso tá muito bom pra ser real.


_

"Não existem garantias ou promessas que durem para sempre. Precisamos continuar lutando por aquilo em que acreditamos." 
— A menina que colecionava borboletas.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Capítulo 48.


- Mamusca, eu queria... Quero conversar com a senhora.
- O que, filho? Tá tudo bem?
- Mais ou menos. - ri.
- Quer falar agora?
- Pode ser mais tarde. - dei de ombros.
- Tem certeza?
- Não é nada grave. - a tranquilizei.
À tardinha, quando voltamos da praia, ela foi em meu quarto e eu lhe contei tudo.
- Você a ama de verdade, Luan?
- Amo, mãe. Muito.
- Então vai. - disse sorrindo e segurou minha mão - Quer que eu te ajude?
- Quero. - a abracei - Obrigado por tudo tá? Eu amo você.
- Eu também te amo muito, meu filho, você e a Bruna. Vocês são a coisa mais preciosa que eu tenho na vida.
- Ou, não precisa chorar né? - ri e beijei sua testa.
- Eu sei que ela vai cuidar bem de você, então to muito feliz. Faça-a se sentir especial todo os dias, ela merece isso.
- Farei o possível e o impossível. - sorri e minha mãezinha me abraçou outra vez.
- Fala cabeça. - o Testa disse rouco do sono quando liguei pra ele, no skype.
- Dormindo uma hora dessa?
- Eu tô de férias, cara. Não fode. - ri.
- Tenho que te contar uma coisa, não aguento mais esconder.
- O que?
- Eu e a Malu
- Ah, todo mundo sabe de vocês dois. - me interrompeu - Vai ficar com ela agora né?
- É o que eu mais quero... Cê não sabe quanto tempo demorei pra conseguir um beijo dessa mulher. - ri lembrando.
- Mas e aí, já... Rolou?
- Já, mas aí não é da sua conta. - ele gargalhou.
- E cê me acordou só pra contar que pegou a caçulinha?
- Olha o respeito com a minha pequenininha, Roberval.
- Own, que lindo. Desculpa. - tentei ficar sério mas acabei rindo junto com ele.
- Eu quero sua ajuda.
- Como eu posso te ajudar?
- Eu vou pra Nova Iorque.
- O que?
- É isso mesmo.
- Então... Eu vou olhar aqui os próximos horários de voo pra lá, cê quer pra hoje ainda?
- Não, amanhã bem cedo. Preciso me organizar ainda, e ligar pra Jaque pra saber o hotel que ela tá.
- Ok.
Peguei meu celular e liguei pra Jaque, tocou até cair e ela não atendeu, liguei de novo.
- Luan? - atendeu no terceiro toque.
- Oi Jaque, eu mesmo.
- Desculpa a demora, eu tava com minha mãe e o celular tava na sala.
- Tudo bem, sem problemas.
- Você aí Miami e parou pra me ligar? Duas vezes? Sei não hein, o que que cê quer? - perguntou desconfiada, ri.
- Umas informações.
- Humm! O que?
- Cê sabe o hotel e o número do quarto da sua irmã?
- Talvez, pra quê?
- Vou... Mandar um presente pra ela.
- Presente né? Tá bom. - riu - Sei do hotel, é o Row NYC, mas o quarto não. Espera... Fica calado tá?
- Tá.
- Quem era, filha?
- A Su.
- Pensei que fosse o Binho. - ouvi a Malu falar e rir.
- Você sabe que eu não falo mais com ele, palhaça.
- Deixa disso, irmãzinha.
- Seu hotel é muito grande?
- É.
- Quantos andares?
- Sei lá, por quê?
- Quero mudar o foco. Qual número do seu quarto?
- Eu hein... Mil novecentos e sete.
- Que legal.
- O que a Su queria, filha?
- Me pediu um favor, mas é claro que não vai ser de graça. Depois mando uma mensagem pra ela. - desligou, ri negando com a cabeça.
- Essa Jaque é uma figura.
- Descobriu o quarto?
- Sim, mil novecentos e sete. Hotel Row Nyc.
- Deixa eu ver aqui... É de cara pra Times Square, bonito.
- Vê se tu consegue um quarto pra mim.
- Parece que é só com reserva.
- Ah não.
- E agora?
- Lá eu dou um jeito, uso meu charme. - ele riu - Ainda bem que a Malu pega no meu pé com esse negócio de inglês.
- Ainda bem mesmo, se não tu tava lascado pra chegar. - ri assentindo - Cê tem roupa de frio aí?
- Ish, não me liguei nisso.
- Que bonito hein.
- Lá eu compro.
- Tudo bem, menino rico. - ri - Tem voo às dez e cinquenta da manhã, depois só a partir de uma e meia da tarde.
- Coisa o de dez. Eu devo tá chegando lá que horas?
- Em média são três horas de voo, saindo de dez, mais três... Quase às duas da tarde, se não tiver atraso de nada.
- Ok.

* MALU NARRANDO *

Tava com a Trisha numa loja chique, ela comprava presentes para sua família. Não tinha me alimentado muito bem e disse que voltaria pro hotel, ela concordou me desejando melhoras. E quando cheguei, a Milie me chamou dizendo que tinha um recado pra mim, o que é super estranho. Quem deixaria uma recado pra mim? Ainda mais aqui em Nyc?
- Obrigada, Milie. - ela sorriu. Um sorriso bem suspeito, eu diria.
Fui pro elevador e enquanto subia, abri o bilhete, nele dizia "surpresa!", não reconheci a caligrafia e nem tava entendendo porra nenhuma.
Entrei tão avoada que nem notei nada diferente, peguei uma roupa e fui tomar banho. Quando saí do banheiro, dei de cara com a "surpresa" deitado na minha cama.
- Tcharaam! Gostou?
- O que você tá fazendo aqui? - ri sem acreditar.
- Não tava mais aguentando de saudade, vim ficar com você. - falou levantando - Posso?
- É claro que pode! - pulei em seus braços e nós nos abraçamos - Você é doido.
- Doido por você. - sorri e o beijei.
- Eu já disse pra você parar de ser assim.
- E eu já disse pra você que não consigo, e nem quero. Eu gosto de te mimar. - enchi seu rosto de beijos.
- Amor, vou pedir comida pra mim. Cê tá com fome?
- Aham, a viagem me deixou cansado e com fome. - ri.
- E você ter brotado aqui, fez eu me sentir melhor.
- Cê tava sentindo alguma coisa, amor? - perguntou preocupado - Maria luíza, tu tá se cuidando?
- Tô, tô! Só hoje que não comi direito, eu juro. Eu tava sem vontade.
- Saco vazio não para em pé, muié. - rimos - Não faz mais isso, mesmo sem vontade, tenta comer alguma coisa.
- Ok.
- Promete? - ergueu o dedinho, ri e cruzei nossos dedos.
- Prometo.
- Boa menina. - nos beijamos.


_

"Estou consciente de apenas três coisas: um par de olhos castanhos que estão olhando para os meus, uma mão que toca minha cintura [...] e uma voz tão macia quanto chocolate em meus ouvidos."
— Eu fui a melhor amiga de Jane Austen.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Capítulo 47.



* LUAN NARRANDO *

Tem três dias que chegamos em Miami, a cidade é maravilhosa mas falta ela, estamos nos falando todo dia só que não é a mesma coisa, se ela estivesse aqui comigo aí sim estaria tudo perfeito.

Chegando na balada, esbarramos novamente com a mulher da praia. Ela fica dando mole, cercando muito e eu já estava ficando incomodado.
- Tá com medo de mulher agora é?
- Deve ser medo de cair na tentação, ela é mó gostosa. - Marquinhos falou a olhando e eu revirei os olhos.
- Ele tá com medo é da Malu, isso sim.
- Cala a boca, Bruna.
- Cês tão namorando? - Dani perguntou.
- Não.
- Mas bem que ele queria. - a Pi disse rindo e eu peguei o copo da mão dela.
- Ninguém deixa essa menina beber mais, tá bom.
- Ai, cala a boca. A noite começou agora!
As meninas foram dançar e o Marcola foi junto, fiquei bebendo na mesa com Douglas.
- Vou buscar mais.
- Vê se não demora. Tô sem o Well aqui. - ele gargalhou saindo.
Estava tenso com a situação, a mulher se aproximando pra dar o bote e eu sozinho, sim, ela era muito atraente. Se fosse antes, era outra coisa mas agora, eu não posso e nem vou decepcionar a Malu.
- Desculpa te incomodar, mas eu queria pedir uma foto e tava com vergonha. - imagina se não tivesse.
- Ah, tudo bem. Cadê seu celular?
- Aqui, vamo de selfie?
- Você que sabe. - sorri sem mostrar os dentes. Ela me entregou o celular e eu o posicionei, foi inevitável não olhar aqueles peitos todo em cima de mim.
- Obrigada. - me abraçou agradecendo.
- Nada, obrigada você pelo carinho.
- Estou vendo que seu copo tá vazio, quer beber comigo?
- Não, não. O meu amigo foi buscar nossas bebidas.
- Posso ficar aqui com vocês? Minha amiga sumiu com um surfista e me deixou sozinha. - riu - Eu sei que você tem uma namorada, mas também sei que ela não está aqui.
- É que...
- A gente só tá conversando, não tem nenhum problema nisso. Ou tem?
- Ah não, p-pode ficar.
- Opa e aí, não sabia que tínhamos companhia.
- Inara, muito prazer. - deram beijinhos no rosto.
Agradeci mentalmente quando perto das duas da manhã, a Pi pediu pra ir embora. Não tava se sentindo bem, me despedi de todos e voltei pro hotel com ela.
- Não estou disposta.
- Que milagre é esse?
- Você não sabe como é estar menstruada.
- Eca, ainda bem. - ri e lhe abracei de lado.
- E a mulher lá?
- Falou o número do quarto dela mas eu fingi que não ouvi. - riu - Agora sou um homem apaixonado, de uma mulher só.
- É lindo ouvir você falar assim.
- Agradece pra maria luíza, isso tudo é culpa dela. - ri e ela também.

De manhã, depois do café, voltei ao meu quarto pra conversar com a Malu pelo skype. Ela ainda estava comendo, esperei que terminasse e começamos a conversar.
- Cê tá passando protetor solar direitinho né?
- Tô. - ri - Ah, amor... Sabe aquela mulher da praia?
- A que "tinhas uns peitão assim"? - imitou o que eu havia lhe falado antes, cheia de ironia - O que que tem?
- Ontem a gente foi numa balada e ela tava lá, veio me pedir uma foto e ficou bebendo com a gente, por que o marcola queria dar uns pegas nela mas ela não tava afim.
- Não tava afim dele né!?
- É... - cocei a nuca fazendo careta.
- Você nem é tudo isso, meu Deus. - revirou os olhos - Resume.
- Eu fiquei longe dela. - garanti - E vim embora com a Bruna cedo, por que ela tava com cólica.
- Que bom que você voltou cedo. Fala pra Bruna que ela colocou buscopam na necessaire.
- Como cê sabe?
- A gente tava conversando quando ela arrumou a mala.
- Ah! Mas e você?
- Eu? Não tô encontrando com nenhuma peituda. - ri.
- Fala sério, amor.
- Quero ir pra Coney Island de novo, tem um brinquedo lá que parece sua alma vai sair do corpo. - gargalhei - Fiquei com um puta medo, saí de lá tremendo. Ah, o aquário é lindo!
- O que mais?
- Estamos nos organizando pra ir ao Brooklyn.
- Vai encontrar o Chris? - revirou os olhos e depois riu.
- Não me canso da Times Square! Cara, eu nasci pra morar aqui. Quando eu ganhar na mega sena, vou comprar um apartamento bem na Quinta Avenida.
- Mas cê nem joga. - ri.
- Vou jogar a partir de agora.
- Tá bom... Tô com saudade.
- Eu também. - fez beicinho.
- Quando a gente se encontrar, vou passar um dia grudado em você pra compensar tá?
- Tá, bem juntinho né?
- É, amor.
- Mal posso esperar. - ficamos em silêncio, só sorrindo um pro outro.
- Eu te amo. - seu sorriso se alargou grandiosamente.
- Eu vou atravessar essa tela agora!
- Vem, pequenininha.
- Eu queria tanto, amor. Não dá. - bateu na tela, ri triste.
- O que cê vai fazer hoje?
- Talvez compras. Mas hoje eu vou comprar pouco, pra comprar antes de ir embora de novo.
- Duas vezes?
- É. - riu - Trabalhei bastante e juntei muito dinheiro pra essas férias, eu mereço.
- Merece sim, muito mais até.
- Eu sei! - rimos.
Nunca pensei que falaria isso, numa situação dessas, mas acho que vou enlouquecer! A falta dela me deixa angustiado... Falta do beijo, do cheiro, tudo.

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"O mundo fica tão lindo quando eu penso em você."

terça-feira, 19 de maio de 2015

Capítulo 46.



Arrepiei ao sentir o vento frio bater em meu rosto, ri e fui atrás da minha mala. Depois chamei um táxi, olhei no celular e já era quase uma da madrugada, tinha lhe programado para mostrar o horário daqui e do Brasil.
Chegando no hotel, fiz meu chek-in e peguei o cartão do quarto, subi até o nono andar. Só tomei um banho quente e me agasalhei, estava bem cansada e adormeci rápido.
Mandei mensagem pro povo assim que acordei, tava tarde pra ligar ontem. Pedi comida e depois tomei banho, coloquei umas coisas na minha bolsa e desci.
- Bom dia! - falei chegando na recepção.
- Bom dia.
- Malu Rodríguez. - sorri.
- Em quê posso ajudá-la, senhorita?
- Bom, o que você me recomenda? Milie, não é?- sorriu assentindo.
- Primeira vez aqui?
- Não, é a quinta. Primeira vez sozinha. - fiz carinha triste e ela riu.
- Tem um pessoal que vai sair em excursão pra Coney Island daqui a pouco, não gostaria?
- Ai, que ideia maravilhosa! Adoro aquele lugar.
- Vou avisar ao Joseph que a senhorita irá com eles. - ela fez um sinal com a mão e o tal Joseph se aproximou.
- Sim?
- A senhorita Malu deseja ir com seu grupo à Coney Island.
- Oh, será um prazer. Venha comigo, lhe apresentarei ao resto do pessoal.
- Divirta-se.
- Ok, obrigada Milie. - fomos em direção ao pequeno grupo.
- Brasileira?
- Uh, sou sim. - ri - Também é?
- Meu pai, e fez questão que eu aprendesse a falar português.
- Ótimo! Agora tenho com quem conversar. - rimos.
- Todo mundo pronto? Já podemos ir?
Antes ele me apresentou aos outros e todos eram gringos, dois italianos, uma paraguaia e um casal de Dubai. Fomos de metrô, um pouco mais de uma hora, mas que valem muito quando chega lá.
Parece que você volta a ser criança quando vê todos aqueles parques, e primeiro visitamos o New York Aquarium, depois paramos pra comer e eu tomei um sorvete. A moça paraguaia, que se chama Trisha era bem legal e ficamos conversando, ela me contou que já tinha ido ao Rio de Janeiro no carnaval e que gostava de samba, confessei que não tinha o menor jeito para aquilo e nem gostava tanto assim, ela se surpreendeu.
- Prefiro sertanejo, sabe? Luan... Santana. - ri, era estranho chamar ele assim.
- Sim, sim! Luan Santana já fez shows em meu país.
- Eu sei. - ri.
- Um rapaz muitíssimo belo.
- Eu sei. - dessa vez não ri.
- Podemos continuar o passeio, meninas?
- Claro, Joseph. - ela disse e levantamos do banco que estávamos, continuamos a andar.
Fomos em vários parques e nuns brinquedos muito loucos, antes de voltarmos pro hotel, paramos na praia. O vento mega frio e eu tive a brilhante ideia de ver a temperatura da água, quase congelo a mão.
- Puta que pariu! - gritei e o Joseph gargalhou.
- Muito frio?
- Bota a mão aí pucê ver. - abri minha bolsa e peguei minhas luvas. Duas blusas, um casaco, calça, touca, meia, botas e luvas. Eu estava um verdadeiro pacote.
Em dias "quentes" a praia fica cheia, queria muito mas não verei essa cena, a previsão do tempo diz que pode nevar. O que também me deixa muito felizinha, já consigo até ouvir a Ana me chamando pra brincar na neve.


" Apenas morta com a sereia no NYA. Já quero voltar! Será que pode amanhã? Hahaha "




Pra poder falar com alguma "propriedade", procurei vídeos e vi milhões de fotos. Ia colocar as falas em inglês, mas vou deixar em português e vocês imaginam que é em inglês tá? É bem melhor pra vocês e pra mim, que sou uma pessoa preguiçosa :)
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"This love is difficult, but it's real. Don't be afraid, we'll make it out of this mess."
— Love Story.

domingo, 17 de maio de 2015

Capítulo 45.



* MALU NARRANDO *

Acordei me sentindo bem, sorri automaticamente ao vê-lo do meu lado, me soltei de seus braços e levantei. Retribuí o que ele havia feito antes e, preparei um café da manhã pra gente.
Entrei no quarto e ele tateava na cama me procurando, ri.
- To aqui! - abriu os olhos e fez bico - Bom dia, cabeçudo.
- Vem cá, pequenininha. - deitei ao seu lado e ele me abraçou, bem apertado - Cê dormiu bem?
- Muito. - sorrimos - Levanta, eu fiz comida pra gente.
- Não quero levantar, é melhor ficar aqui com você.
- Mas eu to com fome.
- Ai, mulher. - ri e beijei seu rosto.
Arrastei ele pra fora da cama e nós viemos comer, sentei no seu colo e dei comida em sua boca.
- Ó, daqui a pouco meus pais chegam e tem umas roupas aí pelo chão né? - riu.
- Eu te ajudo a arrumar.
- Obrigada. Agora abre essa boquinha.
- Sou eu quem deveria estar fazendo isso.
- Mas hoje é minha vez, abre a boca.
- Sabia que você é
- Ou! Não fala de boca cheia. - ergueu as mãos se rendendo e terminou de mastigar.
- Agora tá vazia. - abriu pra me mostrar e eu ri - Como eu ia dizendo, sabia que você é a melhor?
- Não. - ri e ele me beijou.
- Pois é, a melhor.
- Se você tá dizendo, eu acredito.
Terminamos de comer e ele me ajudou a lavar a louça, depois arrumamos a sala e eu fui tomar banho.
- Amor, deixa eu tomar banho com você?
- Ah não.
- Vai, por favor? Eu não vou fazer nada, juro.
- Usa o outro banheiro, Luan.
- Ô pequenininha, faz assim comigo não. Poxa. - gargalhei.
- Vem logo, seu besta.
Ele lavou meu cabelo, esfregou e ainda ficou brincando com a espuma, nós dois pra falar a verdade. Nos vestimos e eu fui procurar a roupa que usaria quando fosse pro aeroporto, ele ficou dando palpite e agradeceu a Deus por lá ser frio, assim eu não usaria roupa curta.
- E eu to errado?
- Tá, eu uso a roupa que eu quiser. E enxuga esse cabelo.
- Me empresta seu secador?
- Vem aqui, eu seco sua juba.
Sequei o cabelo dele e separei minha roupa na cama, a campainha tocou e eu fui atender.
- Bom dia, filha.
- Bom dia. - sorri pra eles - Entrem, entrem.
- Tá ansiosa?
- Mais ou menos, pai. - ri.
- Não sei como a pessoa consegue ir tanta vezes no mesmo lugar.
- Eu gosto de lá, querida.
- Então se muda pra lá, querida.
- Até parece que não ia sentir saudades, querida.
- Nem um pouco, querida. - baguncei seus cabelos.
- Já tomou café, filha?
- Já mãe, o... Já volto. - ri, ele tava deitado na cama com o celular.
- Tava mandando uma mensagem pra Pi, avisando que já vou pra casa.
- Já?
- É... Seus pais chegaram... E eu to meio envergonhado.
- Você? Por quê? - ri.
- Ah, eu não sei direito. - riu.
- Deixa de ser bobo, vem. Eles te adoram. - saímos do quarto, meu pai foi o primeiro a lhe olhar.
- Bom dia, seu Roberto.
- Bom dia. - apertaram as mãos.
- Ele dormiu aqui foi? - a Jaque disse vindo da cozinha com um toddynho.
- Jaqueline. - mamãe a repreendeu - Tudo bem, Luan?
- Tudo sim, dona Samanta. E a senhora, como vai?
- Bem, obrigada. Vai ficar pra almoçar com a gente?
- Não, tenho que ir pra casa. - coçou a nuca - Arrumar umas coisas, amanhã embarcamos cedo.
- Cê vai pra onde, Luan?
- Te conto se tu não falar pra ninguém, Jaque. - ela riu.
- Juro que não conto.
- Vou confiar hein. - riu - Vamos pra Miami.
- Que daora!
- É bem legal mesmo, quando a Bruna sair comprando metade das lojas, peço pra escolher alguma coisa pra você tá?
- Wow, obrigada. - o abraçou.
- Cof cof interesseira. - ela me mostrou a língua e rimos.
O Luan ficou conversando com meu pai e eu fui pra cozinha ajudar minha mãe com o almoço, ela me olhava estranho e eu sabia que ela queria falar alguma coisa mas não disse nada. A Jaque pegou meu notebook e foi pro outro quarto com a Hermione.
Um pouco antes do almoço o Luan disse que iria embora.
- Malu, meu celular tá no seu quarto. Pega pra mim, por favor? - assenti e fui buscar, estava em cima da cama, já ia saindo mas pensei melhor.
- Luan! Vem aqui que eu não to achando. - gritei e ele entrou logo depois.
- Não achou?
- Achei. - ri.
- E me chamou aqui pra quê? - perguntou juntando nossos corpos, rocei nossos narizes e mordi seu lábio - Acho que já sei.
- Sabe?
- Sei. - nos beijamos.
- Não ia dar pra te beijar na sala. E eu vou ficar com saudade. - falei entre selinhos demorados.
- Eu também vou, me liga quando chegar tá?
- Ligo, e você se comporte lá.
- Tá bom, vou me comportar.
- Gosto assim. - o beijei.
Na frente dos meus pais, só nos abraçamos e ele me desejou boa viagem, logo que saiu, o Nicolas e a Stéfany chegaram, vieram almoçar conosco.
- Tá com tudo pronto aí, Malu? Posso levar pro carro?
- Até parece que não conhece a irmã que tem. - a Fany disse nos fazendo rir.
- É claro que já está, ontem conferi tudo e coloquei o que faltava.
Me despedi dos meus pais, e partimos pro aeroporto, eu, Jaque e Fanycolas.
Ficamos conversando besteira na sala de espera durante horas, atrasou o negócio lá e, quando enfim começaram a chamar meu voo, os três me esmagaram num abraço. Ri e abracei um de cada vez, por último a Jaqueline.
- Luan dormiu contigo?
- Foi. - lhe respondi no mesmo tom, baixinho.
- Ai, vou ter um infarto. - colocou a mão no peito, ri e fiz sinal pra ela não falar nada - Tá.
- Tchau, baranguinha da minha vida.
- Tchau. Aproveita muito, tira muita foto e compra muito presente pra mim.
- Tudo muito?
- É. - rimos e eu a abracei de novo - Te amo, irmã.
- Eu também te amo, coisa linda.
- Eu sei. Agora me larga, maria luíza, chega. - ri e me afastei, acenando.
Entreguei minha passagem pra moça conferir, antes entrar, olhei para trás e mandei beijinhos pra eles.


" See you later, Brazil. Bye! :) "


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"Tentei sentir meu coração, encontrá-lo, mas estava completamente perdida dentro de meu próprio corpo."
— Amanhecer.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Capítulo 44.



- Se eu criasse o clima, você
- Sim. - me cortou e eu ri estreitando os olhos - Decidi que devo agir sem planejar ou pensar, pelo menos uma vez na vida.
- Fico feliz que seja comigo. - selei nossos lábios - Então que tal um joguinho?
- Que tipo de jogo?
- Perguntas e respostas. Quem errar, tira uma peça de roupa.
- Hum safadinho. - gargalhou - Eu topo.
- Pode perguntar sobre qualquer coisa.
- Ok, quem começa?
- Eu. - parei pra pensar um pouco - Quantos quilômetros tem a superfície da lua?
- Porra! Isso nem você sabe.
- Não mesmo, mas o que me interessa é você não saber. - ri - E aí, responde ou tira?
- Tiro né. - tirou a blusinha - Qual dia do seu primeiro show profissional?
- Dia? Eu lembro o mês e o ano.
- Mas eu quero saber o dia. - cantarolou.
- Vinte e sete?
- Errado. - tirei os sapatos.
- Raiz quadrada de oitenta e um?
- Nove la la la. Tira a camisa.
- Agora não. - tirei as meias.
- Chato. - mostrou a língua - Quantas galáxias existem no universo?
- Você sabe que eu não sei.
- Acho que ao certo, ninguém sabe. - deu de ombros - Tira a camisa.
- Tá bom. - ri e tirei.
- Af, eu odeio o Ezra.
- Ezra?
- É melhor eu parar a série, não vou prestar atenção mesmo.
- É. - ri e ela levantou pra desligar a televisão.
- Vez de quem agora?
- Minha. Mudando de assunto?
- Cê tá tão bonita. Que cheiro gostoso que vem de você, e se eu te contar você nem acredita. Se eu tava brigando, eu nem lembro por quê. - ela cantou e eu ri.
- É melhor você não cantar, o cantor da relação sou eu.
- Cala sua boca, não precisa humilhar. - fez bico - Tira logo a calça.
- Você tá acertando demais, não acha não?
- A inteligente da relação sou eu. - gargalhei.
- Tá bom. Faço até fazer aquele strip tease pra você.
- Humm, gostei disso.
- Só se você aceitar ser meu ferro, pau, cano ou sei lá o que.
- Menino! - rimos - Aí tu vai ficar se esfregando em mim?
- De todo jeito a gente vai fazer isso depois. - dei de ombros e ela continuou rindo.
- Tudo bem, vou ser seu pau. - ri.
Lhe estendi a mão e ela pegou, levantamos e comecei a beijar sua nuca, pescoço, ombro. Mordi sua orelha e ela puxou meu cinto.
- Pau não tem mão pra puxar meu cinto. - sussurrei.
- Então quer dizer que você anda beijando e mordendo paus? - gargalhei.
- Assim enfraquece. - beijei-a rindo - Shh, fica calada. E não, não beijo paus.
- Ainda bem né?
- Uhum. - abri seu short.
- Iríamos tirar a sua roupa, não a minha.
- Deixa o melhor pro final. - o pequeno tecido jeans escorregou e ela levantou os pés para tirá-lo.
- Chegou a hora do melhor.
- Deixa comigo.
Tirei minha calça e lhe fiz sentar no meu colo, apertei sua cintura e subi minhas mãos, procurando abrir seu sutiã. Ela riu e mordeu meu ombro, pegou minhas mãos com delicadeza e trouxe pro lugar certo.
- É aqui na frente.
- Da próxima vez avisa logo.
- E quem te disse que vai ter próxima? - lambi seu mamilo e ela gemeu, não estava esperando aquilo.
- Você.
Deitei em cima dela e continuei o que fazia, estava adorando ouvir seus suspiros e os gemidos baixinhos. Pressionei minha ereção em sua coxa, insinuando uma penetração e ela puxou meus cabelos com força.
- Ai, eu te odeio...
- Não fala assim, amor. - beijei sua barriga.
- Me leva pra cama. - levantei e lhe puxei comigo, ela estava nos guiando até o outro quarto.
- Não Malu, quero ficar com você na sua cama. Onde você ficava com o Vitor, desejando estar comigo. - abri a porta e entramos.
- Meu Deus! Não mete o Vitor nessa história, não tem nada a ver. - reclamou.
- Não mesmo. Só quem vai meter sou eu.
- E é? - assenti a puxando pelo cabelo e chupei seu pescoço.
Caímos na cama e eu deixei ela em cima, quero saber do quê minha pequenininha é capaz.
Não deu tempo de acender a luz e nossa única iluminação era a que vinha da sala, quase nada. Estiquei meu braço e liguei o abajur, ela sorriu e apertou meu pênis.
- Não me tortura. - pedi.
- Cala sua boca. Me ajuda a tirar isso aqui. - arqueei minhas costas e ela fez o resto.
Movimentos suaves e toques quentes, eu estava enlouquecendo. Um sorrisinho safado brincava em seus lábios, eu lhe olhava atento a tudo.
Só Deus sabe o quanto eu já desejei essa mulher, e hoje ela está aqui comigo. Esperei tanto por esse momento que me bateu até um medo de falhar na hora. Estava parecendo um adolescente inexperiente, o que definitivamente eu não sou.
- Amor. - chamei com a voz falha.
- Fala.
- Eu não quero vir primeiro que você, para vai? - fez bico, como uma criança que acabou de levar bronca.
Me ignorou e começou a usar a língua, deu uns beijinhos e depois colocou tudo na boca. Eu não aguentaria aquele vai e vem por muito tempo, ainda mais com ela me olhando daquele jeito.
Quando cheguei ao êxtase, ela fez uma coisa que nunca imaginei que fosse capaz, depois passou a língua nos lábios e amarrou o cabelo num coque. Veio pra mim e deitou me abraçando, nos beijamos e eu sorri.
- Eu to com fome. - falou brincando com os pelinhos do meu peito, ri.
- Quando acabarmos, a gente pede alguma coisa.
- Tá bom.
- Você é incrível. - pousei minha mão em sua bunda, apertei e vi ela morder os lábios.
- Eu quero você dentro de mim. - sussurrou em meu ouvido.
- Espera eu me recuperar? - ri e ela revirou os olhos. Comecei a lhe estimular, massageando seu clitóris e tirei sua calcinha.
- Luan... - chamou dengosa.
- Tá gostando? - assentiu - Pega camisinha.
- Pega você. Na gaveta aí. - peguei e lhe entreguei, ela rasgou o pacotinho e colocou pra mim.
- Nossa, que rápida.
- Espero que você seja mais. - sorri malicioso.
- Posso colocar tudo?
- Lógico, mas com cuidado.
- Como você quiser.
Nos fiz um só, pela primeira vez. A nossa primeira vez. Em seguida tomamos banho juntos, e eu a amei ali novamente.
Depois como prometi, pedi uma pizza, jantamos entre carinhos e beijinhos inocentes. Escovamos os dentes e ficamos vendo filme, abraçados no sofá.
- Vamo dormir?
- Vamo, amor. - beijou meu rosto.
Levantamos, desliguei a televisão, as luzes e fomos pro quarto. Deitamos bem juntinhos, nos cobri e ela suspirou devagar.
- Eu não quero ficar longe de você nunca mais.
- Nem eu, minha pequenininha. Quando que cê volta hein?
- Me organizei pra passar dez dias.
- Tudo isso?
- É, e você?
- Não sei, ainda to vendo.
- Tá...
- Quer que vá te levar no aeroporto?
- Não, aí depois vão ficar falando e eu não gosto disso.
- Eu não ligo, e você tem que parar de se importar.
- Eu não consigo tá?
- Deve ser por isso que eu gosto tanto de você. - beijei sua testa e ela sorriu - Somos muito diferentes, mas ao mesmo tempo, combinamos.
- Eu não acreditava nessa de que "os opostos se atraem". - entrelaçou nossos dedos.
- Nem eu. - rimos - Dizem que somos um casal meio estranho, uma menina séria e um sonhador.
- Deitamos sobre a grama pra contar estrelas, ficamos procurando o disco voador. - acompanhou baixinho e riu.
- Dizem que somos um casal bem diferente.
- Uma menina séria, e um sonhador. - beijei sua mão.
- Que olhamos um pro outro como as crianças, olham pro presente que papai noel deixou. - ela bocejou - Fecha os olhos, meu amor.
- Até amanhã... Amor.
- Até. - sorri alisando seus cabelos.
Não consegui dormir logo, parecia que não era real e a qualquer momento eu ia acordar. Depois de tanto tempo, finalmente, nós nos pertencíamos.



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"O desejo liberta o que o destino aprisiona."