* LUAN NARRANDO *
Saímos pra jantar depois do Projac, eu, Malu, Rober e Well. Um restaurante italiano, ela disse que era bom e é mesmo, ambiente bastante reservado.
Perguntaram do Vitor na saída da Globo, ela respondeu que eles tinham terminado mas que ainda são amigos, de verdade. Na van, ela disse que queria "descontrair a vida" e cá estamos.
- Uma menina falou que nós quatro somos o quarteto fantástico. Eu sou a Sue, lógico.
- Eu quero ser o Tocha humana.
- Então a gente é irmão, Roberval. Bate aqui. - ri dela - O Cirilinho é aquele moço grande.
- O Coisa? - perguntei.
- Não! O de pedra.
- Mas é Coisa o nome dele, muié. - rimos.
Logo que terminamos, pedimos a conta, pagamos e fomos embora. Resolvi que ficaria com ela em seu apartamento, simples assim.
- Nem comece, seu Luan.
- Cê não gosta de ficar sozinha, então eu fico lá com você hoje.
- Vai querer que eu venha lhe buscar amanhã? - Well perguntou.
- Eu não deixei ele ficar na minha casa! Alo-ou.
- Você não tem escolha. - fez cara feia - Eu te ligo e cê vem, pode ser?
- Beleza.
Entramos em sua casa e ela foi direto pro quarto. Voltou sem sapato, sem blazer e de cabelo solto.
- Cê quer dormir agora?
- Quando você for, eu vou. To de boa.
- Então vai tomar banho, vou lá no Nick pegar uma roupa.
- Não precisa, eu to com minha mochila esqueceu? - ela riu e assentiu - Vou começar a deixar umas roupas aqui.
- Pra quê?
- Eu vou ficar aqui contigo sempre que puder, não quero que se sinta sozinha.
- Obrigada, mas vai ser inevitável. Não vai ter ninguém me esperando quando eu chegar. - fez bico rodando os olhos pela casa - Tem o cheiro dele em tudo, principalmente na minha cama... Eu to com tanta saudade do Vi. Saudade de dormir e acordar com mensagem ou ligação fofa, da comida dele, do carinho e principalmente da companhia. Antes o Nick vivia comigo aqui, agora a Stéfany morando com ele, eu to sozinha! Sem Nicolas, sem Vitor, sem nada.
- Você me tem, não está só. E se vir pra cá te faz mal, vem morar comigo.
- Tá louco? - falou rindo.
- Não, é sério. Eu te dou casa, comida, roupa lavada e muito amor.
- Para com isso.
- Não consigo. - beijei seu rosto.
- Ainda tenho uns chocolate que minha mãe trouxe de Gramado, cê quer?
- Quero.
- Tem vinho também, papai trouxe pra mim não sei porque. - riu - Quer beber?
- Cê vai beber?
- Ué, vou.
- Então eu te acompanho.
- Espera. Eu vou tomar banho, vai indo no outro banheiro.
- Tá.
Tomei um banho quente e me vesti, fui pra sala e liguei a televisão. Coloquei num canal de filmes enquanto lhe esperava.
- Cê é folgado hein? Folgado. - riu. Não pude deixar de reparar como o sorriso dela é maravilhoso, ela estava de pijama e coçou os olhos.
- Maria luíza, você tá tão neném. Dá vontade de te pegar no colo e encher de beijo, vem aqui.
- Sai pra lá. - riu e foi pra cozinha.
Trouxe os copos, a garrafa e duas caixas de chocolate, colocou em cima da mesinha de centro e puxou pra mais perto do sofá.
- Deixa que eu nos sirvo.
- Obrigada. - sentou colocando as pernas no meu colo - Me dá meu chocolate.
- Abre a boquinha, amor.
- Hum... Que filme é esse?
- Não sei.
- Troca, não gosto de filme de guerra.
- E eu não gosto de filme pra chorar.
- Nhenhenhen. - mostrou a língua - Então vamo assistir novela.
- Essa hora já acabou.
- Então a gente assiste série, oxe. - pegou o controle remoto.
- Qual?
- Supernatural. Eu disse pra Jaque que ia ver e ainda não comecei.
- Tá bom, põe aí.
Tava tudo indo bem até o episódio da Bloody Mary, eu também fiquei com medo mas não quis demonstrar. A Malu gritou e chorou, ficou o tempo todo segurando minha mão.
- Eu não quero mais ver isso. - me abraçou.
- Realmente não tá te fazendo bem. - ri e ela me deu um tapa - A Jaque assiste isso?
- Assiste.
- Assim tendo crise igual você? - ela riu.
- Não, e a temporada que ela tá vendo tem muito mais coisas pra dar medo.
Foi ela acabar de falar e caiu uma coisa na cozinha, nos olhamos assustados e ela desligou a televisão.
- É melhor a gente ir pra cama né? Tá tarde.
- É melhor mesmo. - riu - Vamo levar essas coisas na cozinha.
- Eu não, vai sozinha.
- Luan! - cruzou os braços - Você vem também.
Levamos as coisas na cozinha e voltamos correndo, correndo e rindo. Entramos em seu quarto e escovamos os dentes.
- Boa noite, pequenininha. - nos abraçamos e eu beijei sua testa.
- Até amanhã.
- Até mais tarde. - pisquei e ela revirou os olhos - Tem certeza que quer dormir sozinha? Vai que aparece algum bicho.
- Se aparecer, o Dean vem aqui me salvar, pode ir pra sua cama tranquilo.
- E é? - prendi seu corpo ao meu, aproximando nossos rostos.
- É.
- Ele não te protegeria como eu.
- E como cê sabe?
- Eu sou mais eu, maria luíza. E você também, tenho certeza.
Outra certeza que eu sei que ela tinha, era que eu iria beijá-la mas não fiz. Continuamos nos encarando, ela fez cara feia e eu ri.
- I-di-o-ta! - apertou meu rosto.
- Ai.
- Cala a boca. - me beijou.
Lhe envolvi com calma e desejo, minhas mãos foram parar dentro dos seus cabelos e ela apertava meus ombros, separamos nossas bocas e sorrimos. Ela ter tomado a iniciativa me deixou muito feliz, e o beijo foi bem mais gostoso.
- Será que vou ter que negar sempre?
- Nunca mais faz isso ouviu? - ri assentindo - Agora sai, vai dormir.
- Deixa eu ficar.
- Não. - fiz beicinho - Você tem o dom de me deixar confusa, seu idiota.
- Como?
- Tipo, meu coração te quer aqui mas minha cabeça não. Saca?
- Saco. - ri - E quem você vai ouvir?
- Eu não sei...
- Posso te dar uma dica?
- Não! - riu e me empurrou. Foi pra cama e deitou pegando o celular.
- Deixa eu dormir com você vai? Eu fico quietinho, prometo. - ela não disse nada, então deitei ao seu lado.
- Depois você vai pro outro quarto.
- Cê que manda. - fechei os olhos inalando o cheiro do seu cabelo e ela riu - Que foi?
- Sua amiguinha tá me seguindo no Instagram, nem sigo e nem vou seguir.
- Que amiguinha?
- Aquela que sentou no teu colo hoje.
- Ah. - gargalhei - Ela não sentou no meu colo, que exagero.
- Cala a boca. - beliscou meu dedo - Todo mundo viu.
- Cê tá com ciúme, maria luíza? - perguntei rindo e ela virou pra me olhar.
- Não, claro que não.
- Tá sim.
- Não! E para com isso.
- Que linda, meu Deus. Acho que nem vou conseguir dormir hoje. - ela riu - Minha pequenininha tá com ciúme, vou contar pra todo mundo que ela gosta de mim.
- Ou fecha o bico ou vaza daqui.
- Ok, vou ficar calado. Posso só pedir uma coisa antes?
- O que?
- Me dá um beijo.
- De novo? Não.
- Amor. - fiz manha, ela fez uma carinha fofa e me beijou. Uma, duas, três vezes...
- Não precisa ir pro outro quarto não tá? Fica aqui. - falou baixinho e eu sorri.
- Fico. - fiz carinho em seu rosto - Obrigado por confiar em mim, pequenininha.
- Não precisa agradecer, bobão. - riu - Agora vamos dormir.
Não sei como mas acordei mais cedo que ela, que dormia tranquila ao meu lado. Ri, lhe dei um beijinho e levantei.
Fui pra cozinha e preparei um café da manhã especial, depois procurei uma bandeja e fui levar pra ela.
- Amor, acorda. Tenho uma surpresa pra você. Ei... Abre os olhos, já é dia.
- Que é hein?
- Olha pra mim.
- Cê tá pelado? - ri.
- Cê queria que eu tivesse pelado? Se quiser, eu tiro a roupa agora.
- Não. - tirou os braços do rosto - Huum, isso é comida?
- É. - ela sentou e eu coloquei a bandeja entre nós - Fiz pra você.
- Você fez?
- Fiz. - riu tipo "sei" - Assim você me ofende.
- Desculpa. - apertou minha bochecha - Vou comer.
- Fique à vontade. - fiquei olhando ela comer.
- Quer? - me deu um aviãozinho e riu - Que neném.
- Ficou bom? - assentiu. Banana, mamão, pêra e morango cortadinhos, cereal, granola, um copo de suco de laranja e duas torradas.
- Vou te contratar pra vir fazer meu café da manhã todo dia.
- Eu venho com todo gosto. - ela sorriu e me deu outro aviãozinho.
- Caprichou no morango, tá de parabéns.
- Mereço um beijinho?
- Até um brigadeiro. - fez um coque no cabelo e terminou de beber o suco.
- Vou cobrar.
Ela levantou e foi pro banheiro, catei as coisas e levei pra pia, lavei e coloquei no escorredor.
- Tá prendado hoje hein. - ela riu escorada no balcão.
- Não to, eu sou.
- Vou falar pra dona Marizete.
- Não precisa de tanto né? - ela riu - Cadê meu beijo?
- É um beijinho. Assim.
- Na bochecha não.
- Não combinamos lugar.
- Mas eu quero beijo na boca, igual ontem.
- Já falei que você é chato? Tipo muito mesmo?
- Hoje ainda não. - ela riu, a puxei pela mão e a beijei.
Assistam esse episódio e fiquem com medo de abrir os olhos, na moral, fiquei com trauma de ver essa série, tanto que não terminei nem a primeira temporada. Hahahahaha #medrosa #soudessas
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"Tá, vou confessar: a princípio tive medo de me entregar, mas me entreguei."
— Surpresa de amor.
Tô amando a fic ele tá tão fofo e principalmente vc tá postando diariamente
ResponderExcluirSEGURA QUE MEU CASAL TA DESENCUBANDO ❤ Quero mais Vivi! xoxo
ResponderExcluirAin que fofonicos .mds Rafalu😍 . Nem morta assisto essa serie kkkk odeio tudo de terror kkkkk morro de medo smp pq sou dessas kkkk ai não vejo kkk
ResponderExcluirContinuuuuuuaaaas amando sua fanfic 😍😍👏👏👏
ResponderExcluirContinuuuuuuaaaas amando sua fanfic 😍😍👏👏👏
ResponderExcluirContinuuuuuuaaaas amando sua fanfic 😍😍👏👏👏
ResponderExcluirContinuaaa... To amando!
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