domingo, 24 de maio de 2015

Capítulo 49.


Depois que terminamos de comer, ficamos na cama conversando.
- Meus pais e todo mundo ainda estão lá, falei que ia voltar pro Brasil. Só minha mãe e o Testa sabem que eu vim pra cá.
- Eu juro que ainda não tô acreditando que você fez isso.
- É verdade, pequenininha. Tô aqui. - ele riu - O que que dá pra gente fazer? Coisa bem romântica.
- Romântica? Não sei...
- Pra todo mundo aqui, somos um casal, só me deixaram entrar no seu quarto porque mostrei um monte de foto nossa e falei muito de você, nome completo e blá blá blá. - ri - Aqui quase ninguém nos conhece, temos que aproveitar!
- Aproveitar é? - assentiu com um sorrisinho safado.
Luan me beijou, logo as coisas foram ficando mais intensas e ele começou a querer avançar o sinal.
- Deixa vai?
- Aqui tá frio pra tirar a roupa. - falei e começamos a rir.
- Eu aumento o aquecedor.
- Não, acabei de chegar e tô cansada. Você também acabou de chegar, lembra?
- Pra isso eu nunca vou estar cansado. - gargalhei - Então, quer uma massagem?
- Quero. - sentei no meio das suas pernas e prendi o cabelo.
- Tira a camisa, é melhor.
- Não tiro. Tarado!
- Tem como não ficar tarado com você na minha frente? - ri e ele começou a massagem - Amor, sabia que a gente já pode ficar junto? Sem medo de nada.
- É?
- É. - beijou meu ombro - Cê vai ficar comigo, não vai?
- Eu posso pensar?
- Só se você me der um beijo antes.
- Então termina a massagem primeiro.
- Tá bom, sua chata. - ri e fechei os olhos, sentindo seus carinhos.
- Cê quer ir pra Coney Island comigo?
- Vou pra qualquer lugar com você.
- Então... Eu já pensei.
- Já? - assenti - Qual sua decisão?
- Cê sabe.
- Mas eu quero ouvir da sua boca. - ri e virei pra ele - Agora tá bem melhor.
- Besta. - passei a mão nos seus cabelos assanhados.
- Cê vai ficar comigo? - repetiu.
- Vou. Agora somos eu e você.
- Pra sempre. - o abracei e funguei em seu pescoço, ele riu me apertando mais forte.
Ainda ficamos assim por um bom tempo, em silêncio, me afastei um pouco e vi que seus olhos tinham um brilho diferente, sorri e beijei sua bochecha demoradamente.
- Vamo dormir um pouquinho? Até a hora do jantar.
- Vamo, vem aqui, minha conchinha. - ri e ele colocou a perna sobre a minha, nos cobrindo.

Não sei como, mas passamos direto e só acordamos na manhã seguinte. Tomamos um banho quentinho juntos e, nosso café foi no quarto mesmo. Ele disse que queria me levar num lugar e que não me contaria onde era.
- Preciso me arrumar muito?
- Não, cê tá linda assim. Vem, coloca seu casaco.
- Aonde cê arrumou esse casaco aí hein?
- Um tal de Patrick foi comigo comprar ontem, o pessoal daqui é muito prestativo.
- São mesmo.
Ele escorou o queixo no meu ombro e ficamos fazendo careta pro espelho do elevador, quando chegamos ao térreo e a porta abriu, saímos abraçados.
- Gostou da surpresa, senhorita Malu? - assenti sorrindo e ela tirou um papel do bolso - Senhor Luan, aqui o que me pediu. Façam o bom passeio.
- Obrigado. - ele pegou e guardou no bolso do casaco.
- Ei, que isso? Eu quero ver.
- Shiu, depois.
- Patrick! Chame um táxi para o casal, por favor.
Já no táxi, peguei meu celular e entrei no Instagram, como não ia postar nada, olhei as notificações, tinha vários likes do Mariano e povo falando que ele tava me curtindo demais, ri sozinha.
- Que foi?
- Nada.
- Tá vendo o que aí hein? Quero ver também.
- Shiu, depois. - o imitei e ele fez careta, ri - O povo daqui a pouco vai dizer que sou affair do bombeiro.
- O que? Que bombeiro?
- O Mariano, seu amigo. - ri da cara que ele fez.
- E tu acha graça, maria luíza? - pegou meu celular pra ver - Tá gostando é?
- Lógico. Um homem desse, quem não queria? Faz bem pro ego.
- Olha, você para.
- Para você.
- Para de rir! - ele cruzou os braços e eu gargalhei.
- Ai, garoto. - respirei fundo - Desculpa.
- Não quero mais você perto dele, ouviu?
- Vai catar coquinho! - falei e beijei sua bochecha.
- Não venha com beijinho agora não.
- Deixa de ser idiota. Sim, ele é um puto de um gostoso mas é só isso.
- Só isso? - riu irônico.
- Entende, cabeção. - dei um tapa em sua testa - Tipo, ele tem lá seus muitos atrativos porém, é de você que eu gosto. Saca?
- Cê gosta de mim é?
- Gosto. Bem pouco.
- Sei. - ele riu e nos beijamos.
O taxista perguntou se estávamos em lua de mel, o Luan respondeu que ainda não e piscou pra ele que riu.
Nós descemos em frente à um restaurante lindo, muito simples comparado aos do centro da cidade mas ainda assim, muito lindo. Entramos de mãos dadas e eu estava um pouco nervosa, era a primeira vez.
Ele puxou uma cadeira pra mim, depois sentou e logo um rapaz veio nos atender, Luan entregou o papel que a Milie havia lhe dado e o rapaz sorriu.
- Sejam bem vindos. - sorriu - Sou Seth. Quando precisarem de alguma coisa, é só me chamar.
- Claro, obrigado.
- Logo voltarei com seus pedidos, com licença. - saiu.
- Mas a gente nem pediu.
- Eu já pedi pra gente.
- Luan!
- O pessoal do hotel que me indicou. - ele riu - Tem uma moça brasileira que trabalha no hotel, ela me ajudou a entender de quê os pratos são compostos, você vai gostar.
- Olha lá hein... Era melhor ir no Mc.
- Nada disso, quero tudo bem bonitinho como se fosse lua de mel mesmo.
- Ai ai ai, Luan.
- Espera, vou no banheiro e já volto. - beijou minha mão e se levantou. Depois de quinze minutos comecei a achar que ele tivesse caído, batido a cabeça e morrido no banheiro.
- Senhora, o cavalheiro pediu que eu a entregasse. - o carinha disse segurando um buquê enorme de rosas vermelhas.
- Caraca! - ri e peguei - Obrigada, Seth. São lindas mas... Aonde ele está?
- Se preparando.
- Pra quê?
- Oh, ali está seu namorado. - apontou.
O Luan tava num mini palco, com um violão no colo e piscou pra mim, ri negando. Tava todo mundo olhando, que vergonha.
- Seria covardia cantar em português, talvez só você fosse entender. - ele riu e eu também - Então, a nossa música eu canto só pra você mais tarde.
Ele pediu desculpa as pessoas por estar quebrando o silêncio do ambiente e começou a cantar. Thousand years.
Todo mundo lhe aplaudiu e eu morri de orgulho, pediram pra ele cantar outra vez e foi Just the way you are, uma puta sacanagem porque eu amo essa música! E claro que chorei. Ele ainda cantou umas três e voltou pra nossa mesa, o abracei bem apertado e selei nossos lábios.
- Gostou da serenata? - riu.
- Você não devia ter feito isso, tinha um monte de gente filmando. Pra ir pra internet e as meninas descobrirem é um pulo.
- Eu não to nem aí. - deu de ombros.
- Idiota! - ele riu - E respondendo sua pergunta, sim. Eu amei.
- Eu vi você chorar hein.
- Não quero falar sobre isso. - rimos.
Trouxeram nosso almoço, e tava tudo delicioso mesmo. Comemos a sobremesa e ele insistiu pra pagar a conta, como sempre.
Voltamos pro hotel e entramos no nosso quarto, que era meu mas agora é nosso, e eu me joguei na cama. Isso tá muito bom pra ser real.


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"Não existem garantias ou promessas que durem para sempre. Precisamos continuar lutando por aquilo em que acreditamos." 
— A menina que colecionava borboletas.

3 comentários:

  1. como não amar o Luan assim, meu Deus que lindos... ah essas musicas tão lindas <3... ta perfeito... PS.: amo essas citaçoes de livros, ou musicas que você faz no fim dos capitulos ... ta perfeito continua kkk

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  2. QUE AMOR MEU DEUS ❤
    Quero ver as reações das meninas, pq tenho certeza que vai cair na net essa serenata do Luan.
    Quero logo o próximo Vi, xoxo

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  3. MEO DEUS, PUTA QUE PARIU, MINHA NOSSA SENHORA DA PAÇOCA, ARMARIA MEU CASAL, PUTA MERDA! RAFALU BRILHA RAFALU
    CONTINUAAAAAAAAAA PERUAAAA

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