domingo, 17 de maio de 2015

Capítulo 45.



* MALU NARRANDO *

Acordei me sentindo bem, sorri automaticamente ao vê-lo do meu lado, me soltei de seus braços e levantei. Retribuí o que ele havia feito antes e, preparei um café da manhã pra gente.
Entrei no quarto e ele tateava na cama me procurando, ri.
- To aqui! - abriu os olhos e fez bico - Bom dia, cabeçudo.
- Vem cá, pequenininha. - deitei ao seu lado e ele me abraçou, bem apertado - Cê dormiu bem?
- Muito. - sorrimos - Levanta, eu fiz comida pra gente.
- Não quero levantar, é melhor ficar aqui com você.
- Mas eu to com fome.
- Ai, mulher. - ri e beijei seu rosto.
Arrastei ele pra fora da cama e nós viemos comer, sentei no seu colo e dei comida em sua boca.
- Ó, daqui a pouco meus pais chegam e tem umas roupas aí pelo chão né? - riu.
- Eu te ajudo a arrumar.
- Obrigada. Agora abre essa boquinha.
- Sou eu quem deveria estar fazendo isso.
- Mas hoje é minha vez, abre a boca.
- Sabia que você é
- Ou! Não fala de boca cheia. - ergueu as mãos se rendendo e terminou de mastigar.
- Agora tá vazia. - abriu pra me mostrar e eu ri - Como eu ia dizendo, sabia que você é a melhor?
- Não. - ri e ele me beijou.
- Pois é, a melhor.
- Se você tá dizendo, eu acredito.
Terminamos de comer e ele me ajudou a lavar a louça, depois arrumamos a sala e eu fui tomar banho.
- Amor, deixa eu tomar banho com você?
- Ah não.
- Vai, por favor? Eu não vou fazer nada, juro.
- Usa o outro banheiro, Luan.
- Ô pequenininha, faz assim comigo não. Poxa. - gargalhei.
- Vem logo, seu besta.
Ele lavou meu cabelo, esfregou e ainda ficou brincando com a espuma, nós dois pra falar a verdade. Nos vestimos e eu fui procurar a roupa que usaria quando fosse pro aeroporto, ele ficou dando palpite e agradeceu a Deus por lá ser frio, assim eu não usaria roupa curta.
- E eu to errado?
- Tá, eu uso a roupa que eu quiser. E enxuga esse cabelo.
- Me empresta seu secador?
- Vem aqui, eu seco sua juba.
Sequei o cabelo dele e separei minha roupa na cama, a campainha tocou e eu fui atender.
- Bom dia, filha.
- Bom dia. - sorri pra eles - Entrem, entrem.
- Tá ansiosa?
- Mais ou menos, pai. - ri.
- Não sei como a pessoa consegue ir tanta vezes no mesmo lugar.
- Eu gosto de lá, querida.
- Então se muda pra lá, querida.
- Até parece que não ia sentir saudades, querida.
- Nem um pouco, querida. - baguncei seus cabelos.
- Já tomou café, filha?
- Já mãe, o... Já volto. - ri, ele tava deitado na cama com o celular.
- Tava mandando uma mensagem pra Pi, avisando que já vou pra casa.
- Já?
- É... Seus pais chegaram... E eu to meio envergonhado.
- Você? Por quê? - ri.
- Ah, eu não sei direito. - riu.
- Deixa de ser bobo, vem. Eles te adoram. - saímos do quarto, meu pai foi o primeiro a lhe olhar.
- Bom dia, seu Roberto.
- Bom dia. - apertaram as mãos.
- Ele dormiu aqui foi? - a Jaque disse vindo da cozinha com um toddynho.
- Jaqueline. - mamãe a repreendeu - Tudo bem, Luan?
- Tudo sim, dona Samanta. E a senhora, como vai?
- Bem, obrigada. Vai ficar pra almoçar com a gente?
- Não, tenho que ir pra casa. - coçou a nuca - Arrumar umas coisas, amanhã embarcamos cedo.
- Cê vai pra onde, Luan?
- Te conto se tu não falar pra ninguém, Jaque. - ela riu.
- Juro que não conto.
- Vou confiar hein. - riu - Vamos pra Miami.
- Que daora!
- É bem legal mesmo, quando a Bruna sair comprando metade das lojas, peço pra escolher alguma coisa pra você tá?
- Wow, obrigada. - o abraçou.
- Cof cof interesseira. - ela me mostrou a língua e rimos.
O Luan ficou conversando com meu pai e eu fui pra cozinha ajudar minha mãe com o almoço, ela me olhava estranho e eu sabia que ela queria falar alguma coisa mas não disse nada. A Jaque pegou meu notebook e foi pro outro quarto com a Hermione.
Um pouco antes do almoço o Luan disse que iria embora.
- Malu, meu celular tá no seu quarto. Pega pra mim, por favor? - assenti e fui buscar, estava em cima da cama, já ia saindo mas pensei melhor.
- Luan! Vem aqui que eu não to achando. - gritei e ele entrou logo depois.
- Não achou?
- Achei. - ri.
- E me chamou aqui pra quê? - perguntou juntando nossos corpos, rocei nossos narizes e mordi seu lábio - Acho que já sei.
- Sabe?
- Sei. - nos beijamos.
- Não ia dar pra te beijar na sala. E eu vou ficar com saudade. - falei entre selinhos demorados.
- Eu também vou, me liga quando chegar tá?
- Ligo, e você se comporte lá.
- Tá bom, vou me comportar.
- Gosto assim. - o beijei.
Na frente dos meus pais, só nos abraçamos e ele me desejou boa viagem, logo que saiu, o Nicolas e a Stéfany chegaram, vieram almoçar conosco.
- Tá com tudo pronto aí, Malu? Posso levar pro carro?
- Até parece que não conhece a irmã que tem. - a Fany disse nos fazendo rir.
- É claro que já está, ontem conferi tudo e coloquei o que faltava.
Me despedi dos meus pais, e partimos pro aeroporto, eu, Jaque e Fanycolas.
Ficamos conversando besteira na sala de espera durante horas, atrasou o negócio lá e, quando enfim começaram a chamar meu voo, os três me esmagaram num abraço. Ri e abracei um de cada vez, por último a Jaqueline.
- Luan dormiu contigo?
- Foi. - lhe respondi no mesmo tom, baixinho.
- Ai, vou ter um infarto. - colocou a mão no peito, ri e fiz sinal pra ela não falar nada - Tá.
- Tchau, baranguinha da minha vida.
- Tchau. Aproveita muito, tira muita foto e compra muito presente pra mim.
- Tudo muito?
- É. - rimos e eu a abracei de novo - Te amo, irmã.
- Eu também te amo, coisa linda.
- Eu sei. Agora me larga, maria luíza, chega. - ri e me afastei, acenando.
Entreguei minha passagem pra moça conferir, antes entrar, olhei para trás e mandei beijinhos pra eles.


" See you later, Brazil. Bye! :) "


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"Tentei sentir meu coração, encontrá-lo, mas estava completamente perdida dentro de meu próprio corpo."
— Amanhecer.

2 comentários:

  1. Ai mds quero o Luan contando tudo sem ligar pro que vão dizer,afinal amar não é pecado e esse casal é shippavel que se dane o mundo eu só quero é ver! KKKKKKKKKKK
    quero mais Vizoca jxjx bjos

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  2. Não sei porque, mais to com medo dessa viagem, dos dois. CONTINUAAAA PERUAAA

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