terça-feira, 5 de maio de 2015

Capítulo 37.


* MALU NARRANDO *


Tava conversando com o Luan por Skype, agora ele tá muito mais atencioso comigo. E sem querer, sinto que aos pouquinhos, estou me entregando.
- Malu, cê vai tá aonde amanhã?
- Na casa da minha mãe.
- Então vou lá depois pra te dar um abraço.
- Tá. - sorri.
- Cê não quer passar lá em casa não? Comigo?
- Não. - ri - A gente se vê ano que vem.
- Eu não vou conseguir ficar tanto tempo longe de você. - fez bico.
- É menos de um dia, cara.
- Eu sei. - riu - Ó, quero fazer um comunicado importante. Posso?
- Uia, pode.
- Depois que passar esses tempos de festa, vou chamar a Ana Laura pra conversar.
- Conversar o quê? - engoli seco.
- Quer ficar comigo, pequenininha? De verdade, pra sempre?
Quando enfim abri a boca pra falar alguma coisa, a campainha tocou.
- Vou atender tá? - ele suspirou e eu deixei o notebook no sofá.
- Eu e o Nick estamos te esperando pra jantar, esqueceu?
- Puts! Esqueci. - ri.
- Sabia.
- Vou só fazer uma coisa aqui e já to indo lá, beleza?
- Se você demorar, vou comer tudo sozinha. - revirei os olhos.
- Prometo que não vou demorar.
- Quero só ver. Que tipo de pessoa esquece de comer, meu Deus? - saiu resmungando, ri e fechei a porta.
- Voltei.
- Quem que era?
- A Stéfany. O Nick cozinhou pra gente e eles estão me esperando pra jantar.
- Ah. Então vai lá.
- Quando eu voltar, te chamo no whats.
- Uhum, bom apetite. - sorriu - Tchau. Boa noite.
- Obrigada. Beijo e fui. - soltei um beijo e fechei o note.
Fiz um coque alto no cabelo, peguei meu celular e fui pra casa do casal. A porta deles tava aberta, entrei e tranquei.
A mesa já estava posta e o cheiro maravilhoso.
- Oba, vamos comer agora.
- Essa tua mulher tá muito esfomeada, seloco.
- Vai ver tem um neném nessa barriguinha. - fiz careta.
- Não. - ela disse - Eu não quero discutir novamente esse assunto.
- E eu não quero ver dr Fanycolas! Pelamor né. A lasanha tá esfriando.
- Ok, ok... - ele suspirou - Sentem, vou servir vocês.
- Ui, gostei disso.
- Primeiro, pro amor da minha vida. - ela sorriu e se beijaram.
- Olhem a minha cara de lua preta pra vocês. - gargalharam.
- E agora pra lua preta, a melhor amiga barra irmã do mundo. - colocou no meu prato. Sabe quando você pega e o queijo estica? Meu Deus, eu amo isso.
- Cadê meu beijo, Nicolas? - virei a bochecha pra ele, ele riu e beijou.
Começamos a comer e ele tava tenso por respostas, a Fany foi a primeira a abrir a boca.
- Porra, tá gostoso mesmo. Não tava botando fé em você não, amor.
- Nossa hein. Obrigada por sempre me apoiar, amor. - rimos - E você, maria luíza?
- A da mamãe é melhor, a da Lena então nem se fala. - jogou o pano em mim - Tá uma delícia, Nick.
- Ainda bem. - ri - Já posso casar, senhorita Stéfany Verdelli.
- Huuum, vai rolar pedido.
- A gente não pode viver só de lasanha, Nicolas Queiroga.
- Isso quer dizer que?
- Ela aceitou. - falei.
- Não! Talvez daqui uns anos. Talvez.
- Já é uma esperança.
- Quem sabe um dia, né? - ela apertou o nariz dele.
- Gente, desculpa cortar o clima mas será que rola um suco ou refrigerante? Não curto comer seco.
- Tem na geladeira, pega lá.
- Querido, eu sou visita.
- Você é de casa, nem comece. Aproveita e pega pra mim.
- Aonde foi parar aquele cavalheirismo todo?
- Comi. - arrotou.
- Nicolas, que nojo! - gritei e eles riram.
Depois que terminamos de comer, ficamos conversando besteira e eu só voltei pra casa, quando estava caindo de sono. Queria fugir de ter que dar uma resposta pro cabeçudo.
É que... Pode parecer mega infantil, mas eu tenho medo. Se um dia ele foi tão apaixonado pela Ana Laura e agora tá fazendo isso, quem garante que não fará também comigo? É claro que confio nele, mas é uma hipótese, não posso negar. E eu o conheço muito bem, ele tem aquele jeitinho safado galanteador que elogia e dá em cima de todo mundo, de "brincadeira". E também tenho conhecimento das vagabundas que vivem se atirando nele.
"garotos são todos iguais // tem necessidades, não passam vontade.", é isso.

Acordei um pouco cedo, tomei café da manhã e arrumei a roupa que usaria mais tarde.
Fiz uma faxina no apartamento, tomei banho e fui pra casa da minha mãe.
- Chegou a baranga.
- Fala aí, baranguinha. Cadê minha mãe?
- Na cozinha.
- E você, não vai sair desse sofá? Suas seguidoras adorariam te ver descabelada e de pijama do bob esponja. - peguei meu celular.
- Ô Mãe! Olha a Malu aqui. - gritou.
- Já começaram vocês duas?
- Foi ela, pai!
- Cala a boca, Jaqueline. - mostrou a língua.
- Como você tá, filha?
- Ah paizinho, to bem.
- Malu, o Nick te disse que o Vitor vem aqui?
- Não.
- Ele vem. - dei de ombros - Qual foi a roupa que tu trouxe?
- Tá no carro. - ela estendeu a mão e eu joguei a chave.
- Você vai ficar diva e ele vai sair daqui depressivo. - ri negando com a cabeça. Ela levantou saltitante e foi buscar minha roupa.
- Tem algum problema dele vir aqui?
- Não pai, eu to de boa.
- Tem certeza?
- Tenho. Fica tranquilo! - ri e beijei sua bochecha.
- Filha, vem aqui. - minha mãe chamou e eu fui até a cozinha - Me ajuda, lava e corta pra mim as coisas que estão na pia.
- Ok.
- Prende o cabelo, né Malu?
- Tá. - ri e fiz um rabo de cavalo - Ah não, cebola não. Me recuso.
- Deixa de frescura, menina.
- Odeio cortar cebola! Eu choro.
- Essa eu quero ver. - meu pai disse rindo.

2 comentários:

  1. #VitorDepressivo kkkkkkkkkkkkkk Jaqueline não vale nada, adora sá menina,atentada, só falta o Luan ter crise de ciumes kkkkkkkkkkkkk CONTINUAAAA CARAAIO

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  2. Quero ver o encontro de Vítor e Luan jdsbjshd

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