quinta-feira, 7 de maio de 2015

Capítulo 39.



Chegamos da casa da Malu quando já estava amanhecendo, e antes de virmos, minha mãe chamou a família dela pra almoçar aqui.
- Eii, acorda. - ela balançava meu braço. - Levanta, vem. A dona Marizete pediu pra te acordar, baleia.
- To cansadão, mal dormi. Shhi.
- Tá bom, ok. - sussurrou.
- Quer deitar aqui comigo?
- Não.
- Só um pouquinho? Deixa eu fazer de conta que acordei do seu lado.
- Eu já te disse pra parar com isso. - cruzou os braços e fez bico.
- Vem cá, vai amor?
- Só um pouquinho. - se enfiou de baixo do edredom.
- Já falei que amo o cheiro do seu cabelo?
- Não lembro.
- Pois é.
- Eu acho que não amo nada em você. - disse rindo.
- Tenho amor suficiente pra nós dois. - beijei a ponta do seu nariz - Cê gostou do vídeo?
- Foi a Jaqueline que tava contigo né?
- Ela me ajudou mas não briga com ela, foi eu que pedi.
- Eu não vou brigar com ela.
- Não?
- Dessa vez não. - lhe dei um selinho.
- Eu podia ficar te beijando pra sempre sabia?
- Seria bem interessante. - mordeu os lábios.
Estreitei os olhos, ela riu e me beijou. Na verdade, nos beijamos. Definitivamente esse ano não poderia começar melhor.
- Luan! - bateram na porta.
- Logo agora? - fiz bico, ela riu e sentando na cama arrumando os cabelos.
- Pode entrar, Bru. - falou alto.
- Pensei que tinha se perdido no caminho, Malu. - riu.
- A gente tava conversando.
- Sobre o quê? - se jogou em cima da cama, em cima de mim pra ser mais exato.
- Ah, muitas coisas...
- Humm, não querem falar, tá bom. - me olhou desconfiada - O povo aqui gosta de me esconder as coisas né? Mereço viu.
- Deixa de exagero, menina.
- Exagero nada.
Logo elas desceram dizendo que iam pra piscina e eu fui tomar um banho pra despertar, coloquei uma sunga por baixo da bermuda e fiquei sem camisa mesmo.
- Bom dia.
- Boa tarde, né filho!? - ri e beijei seu rosto.
- Boa tarde, dona Samanta.
- Boa tarde, querido. - ela sorriu.
- Luan, avisa pras meninas que o almoço tá quase pronto.
- Tá bom, mãe. - ao sair me deparei com a visão do paraíso e tropecei no cachorro - Ô Puff, isso é lugar de deitar, rapaz?
- Luan, vai matar o mascote do fandom? Tá louco?
- Foi sem querer, Jaque. - ri o pegando no colo - O almoço tá quase pronto.
- Ok.
- Cadê meu pai que não chega hein. - Jaqueline reclamou.
- Eles foram aonde, Bru?
- Eu nem sei... Foram comprar alguma coisa.
- Cadê o Nicolas, maria luíza?
- Foi pra casa da mãe da Fany com eles, de manhã.
- Ah. - sentei numa espreguiçadeira e soltei o Puff.
- Cê não vem pra água?
- Vou Jaque, depois.
- E tu toma banho de bermuda ou de sunga?
- Tomo banho nu. - ela arregalou os olhos nos fazendo gargalhar.
- Eu to falando banho de piscina!
- Ahh, entendi. De bermuda mesmo.
- Até em casa?
- Depende. Por quê?
- Curiosidade. - deu de ombros.
- Sei. - ri. A dona Samanta veio chamar ela pra se secar, pois já tava há muito tempo na piscina.
- Eu também to aqui faz tempo, capaz de pegar uma gripe. Vou pegar um short e já volto.
A Bruna nadou até a borda e saiu, me deixando sozinho com a Malu. Ela fez careta e eu ri.
- Não quero ficar sozinha com você.
- Por quê?
- Você é...
- Lindo?
- Idiota. - ela riu e jogou água em mim.
- Mas um idiota lindo, né?
- Pode ser. - revirou os olhos - Eu to com frio, acho melhor sair.
- Sério? - pulei na piscina - Fica um pouco mais, eu te esquento.
- Para de safadeza, Rafael.
- Quem falou de safadeza? - entrelacei nossos dedos - Sou um homem muito respeitador.
- Sei.
- Mas se cê tiver disposta, eu vou adorar uma safadeza.
- Idiota. - riu.
- Idiota lindo, não esqueça. - revirou os olhos - Já beijasse em baixo d'água?
- Não. Vai que eu morro afogada?
- Eu não deixaria isso acontecer. - puxei-a pra perto de mim.
- Nem venha.
- Ai, que chata.
- Chato é você, chato e insistente.
- Luan mole em Malu dura, tanto bate até que fura. - deu uma risada gostosa e foi impossível não rir junto.
- Ei mocinhos! Venham vestir uma roupa pra almoçar.
- Tá certo, mãe. - ela respondeu.
- Acho que vou ficar aqui mais um pouco.
- Cê que sabe. - deu de ombros, fiz "fiufiu" quando ela saiu da água - Para!
- Que saúde, pequenininha. Tá de parabéns viu? Que isso.
Mergulhei pra acalmar o juízo e quando entrei em casa, não tinha ninguém na cozinha, estavam todos na sala de jantar.
O almoço foi mega agradável, todo mundo tava bem à vontade e brincou, fez piadinha.
Quando começou a escurecer eles foram embora.
- Deu pra ver de onde ela puxou tanta educação e simpatia. - meu pai disse.
- Verdade. - minha mãe lhe abraçou - Raridade hoje em dia.
- Eu sei.
- Mas tá deixando escapar. - meu pai disse dando tapinhas no meu ombro.



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"Deixo de lado toda incerteza e sigo o coração."
— Em busca da fé.

Um comentário:

  1. SOCORRO Luan baleia quase mata o Puff KKKKK
    essa cap virou um dos meus preferidos ❤
    Quero mais Vivi, XO

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