quarta-feira, 13 de maio de 2015

Capítulo 42.


Acabei o show e fui pro camarim me trocar, ia voltar pra ver o próximo show, na verdade, eu ia era ficar de olho na Malu que tava soltinha demais pro meu gosto. Ontem fizemos show no interior do Mato Grosso do Sul, e hoje estamos em Mossoró-RN.
- Adivinha!
- Que foi?
- O Toiço me chamou pra tomar banho no chuveirão.
- É o que? - assentiu animadinha - Ô Mariano, rapaz! Cê tá doido? Ela não vai não.
- Por quê?
- Ela tá aqui trabalhando, o patrão sou e e eu digo que não. - ele riu e ela cruzou os braços.
- Seu show já acabou, estou liberada para curtir minhas férias.
- Não tá nada.
- Rober! - reclamou.
- O patrão é ele.
- Eu só quero seu bem. - argumentei - Vai que tu pega uma gripe? Tá frio e tarde pra se molhar assim.
- Até que ele tá certo.
- Cala a boca, Wellington.
- Deixa pra outro dia, Maluzinha. Oportunidade não vai faltar, pode ter certeza.
- Tá. - revirou os olhos - Bom show pra vocês.
Um moço da equipe veio chamá-los e nos os seguimos pelo backstage, iríamos para o camarote.
- Cê gosta mais de que música? - o Mariano perguntou lhe abraçando pela cintura e eu ergui uma sobrancelha - Vou dedicar pra você.
- Ai, sério?
- O que a gente não faz por uma moça bonita né? - revirei os olhos.
Eles subiram a escadinha pro palco e a Malu me arrastou pra grade do camarote, "não quero perder nada.", dizia.
- Você quer me provocar? Tá conseguindo. - falei em seu ouvido por causa da música alta.
- Pra quê eu te provocaria?
- E eu sei lá! Tá toda toda aí, dando mole pro Toiço.
- Não estou dando mole pra ninguém.
- Eu vi tá?
- É ciúme? Mano, o cara é teu amigo.
- E daí? Quero poder dizer logo pra todo mundo que você é minha, assim ninguém vai ficar te cantando.
- Quem foi que te disse que sou sou sua? - riu - Eu estava sendo educada, se tinha alguma malícia, era dele.
- E tava tão animadinha por quê?
- Querido, quem é que não queria dançar agarrada com aquele homem?
- Eu!? - falei óbvio.
- Você entendeu. - revirou os olhos.
- Cês querem alguma coisa?
- Traz wisky pra mim, por favor. Essa daí não bebeu mas já tá alteradinha.
- Cala sua boca. Quero tequila, Rober.
- Lembra o que aconteceu da última vez que você tomou tequila?
- Luan, me não enche. O que você tem hein?
- Quero cuidar de você, só isso.
- Ai casal, decidam. Vão querer ou não?
- Não quero nada.
- Traz água pra ela, pega coisa pra você se quiser. - falei e ele assentiu saindo.
- Me solta.
- Deixa de besteira, pequenininha. - a abracei pela cintura outra vez.
Curtimos o show e depois uma balada, apesar de eu estar um pouco cansado. Ela bebeu mais que eu, e como é fraquinha pra bebida logo pediu arrego.
Pagamos, nos despedimos do pessoal e voltamos pro hotel.
- Vai levar ela no quarto?
- Vou.
- Eu sei onde é meu quarto, meu Deus, que chato.
- O seu tá no caminho pro meu, não custa nada te deixar lá. - revirou os olhos.
Ao entrarmos em seu quarto, não sei o que aconteceu, alguma força superior nos aproximou e eu acabei lhe beijando, foi bem quente. Depois, ela não se afastou, como sempre acontece. Pelo contrário, ela sorriu maliciosa, a prendi contra a parede e nos beijamos novamente.
- Espera eu fechar a porta. - assenti ainda meio ofegante e sentei na cama.
Ela parou para tirar os saltos me olhando sapeca. Aproveitei e tirei logo a minha bota, a joguei em qualquer canto.
Eu estava muito ansioso, muito.
- Vem cá. - ri batendo na minha perna.
Ela sentou cruzando as pernas à minha volta, coloquei minha mão por baixo do seu vestido, alisando e apertando sua coxa enquanto ela fazia o mesmo, arranhando meu abdômen. Arrepiei e ela sorriu, nos beijamos outra vez.
Tiramos juntos minha camisa, nos fiz cair deitados e passei pra cima dela, beijando e mordendo seu pescoço.
- Não deixa marca.
- Tudo bem. - beijei sua boca - Deixa eu tirar seu vestido?
- Será que cê merece? - riu me empurrando e levantou - Tira aqui.
Afastei seu cabelo e desci o feixe, ela o empurrou dos ombros o fazendo cair.
- Meu Deus. - murmurei alto demais, ela soltou uma risadinha.
- Vai ficar só olhando? - puxei-a pela cintura, ela sentou no meu colo outra vez e tirou meu cinto, abrindo minha calça - To na desvantagem aqui né?
- Quer que eu tire ou vai tirar?
- Humm, tira. - me deu um selinho e sentou na cama - Strip, vai.
- O que? - gargalhou.
- Sensualizando, rebolando esse bundão.
- Eu sabia que cê era doida, mas não tanto.
- Vai logo! - jogou um travesseiro em mim.
- Eu não sei fazer isso não, muié.
- Então tira de qualquer jeito. - revirou os olhos.
Voltei pra cama e o clima voltou a esquentar, cada vez mais. Subi minhas mãos por suas costas e cheguei em seu sutiã, mas antes de tirá-lo, pensei um pouco.
- Malu... Não podemos fazer isso, eu não posso fazer isso.
- Por quê?
- Não é o momento, ainda não.
- Ah, Meu Deus. Fala sério! - levantou do meu colo, frustrada.
- Desculpa, amor.
- Ai Luan, vai embora.
- Amor...
- Vai, vai. Como você mesmo disse: não podemos fazer isso.
- Deixa pelo menos eu ficar aqui com você.
- Não. Até amanhã. - me deu minha calça.
- Mais tarde.
- Cala a boca. - ri baixinho e levantei pra me vestir.
- Quando que cê vai viajar?
- Quarta.
- E que dia é hoje?
- Domingo né!?
- Não, já é segunda. - jogou minha bota em mim - Ai, Malu.
- Isso é pra deixar de ser besta.
Antes de sair, me certifiquei que não tinha ninguém no corredor. Lhe dei um selinho e corri pro meu quarto, que era na frente do seu.
Fui logo tomar banho e, confesso que me bateu um arrependimento, mas eu queria que fosse especial pra nós dois... Que ela quisesse estando em sã consciência e principalmente, que lembrasse depois.



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"Fingir não te amar foi a coisa mais difícil que eu já fiz na vida."
— Pretty Little Liars. ♥

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