sexta-feira, 15 de maio de 2015

Capítulo 44.



- Se eu criasse o clima, você
- Sim. - me cortou e eu ri estreitando os olhos - Decidi que devo agir sem planejar ou pensar, pelo menos uma vez na vida.
- Fico feliz que seja comigo. - selei nossos lábios - Então que tal um joguinho?
- Que tipo de jogo?
- Perguntas e respostas. Quem errar, tira uma peça de roupa.
- Hum safadinho. - gargalhou - Eu topo.
- Pode perguntar sobre qualquer coisa.
- Ok, quem começa?
- Eu. - parei pra pensar um pouco - Quantos quilômetros tem a superfície da lua?
- Porra! Isso nem você sabe.
- Não mesmo, mas o que me interessa é você não saber. - ri - E aí, responde ou tira?
- Tiro né. - tirou a blusinha - Qual dia do seu primeiro show profissional?
- Dia? Eu lembro o mês e o ano.
- Mas eu quero saber o dia. - cantarolou.
- Vinte e sete?
- Errado. - tirei os sapatos.
- Raiz quadrada de oitenta e um?
- Nove la la la. Tira a camisa.
- Agora não. - tirei as meias.
- Chato. - mostrou a língua - Quantas galáxias existem no universo?
- Você sabe que eu não sei.
- Acho que ao certo, ninguém sabe. - deu de ombros - Tira a camisa.
- Tá bom. - ri e tirei.
- Af, eu odeio o Ezra.
- Ezra?
- É melhor eu parar a série, não vou prestar atenção mesmo.
- É. - ri e ela levantou pra desligar a televisão.
- Vez de quem agora?
- Minha. Mudando de assunto?
- Cê tá tão bonita. Que cheiro gostoso que vem de você, e se eu te contar você nem acredita. Se eu tava brigando, eu nem lembro por quê. - ela cantou e eu ri.
- É melhor você não cantar, o cantor da relação sou eu.
- Cala sua boca, não precisa humilhar. - fez bico - Tira logo a calça.
- Você tá acertando demais, não acha não?
- A inteligente da relação sou eu. - gargalhei.
- Tá bom. Faço até fazer aquele strip tease pra você.
- Humm, gostei disso.
- Só se você aceitar ser meu ferro, pau, cano ou sei lá o que.
- Menino! - rimos - Aí tu vai ficar se esfregando em mim?
- De todo jeito a gente vai fazer isso depois. - dei de ombros e ela continuou rindo.
- Tudo bem, vou ser seu pau. - ri.
Lhe estendi a mão e ela pegou, levantamos e comecei a beijar sua nuca, pescoço, ombro. Mordi sua orelha e ela puxou meu cinto.
- Pau não tem mão pra puxar meu cinto. - sussurrei.
- Então quer dizer que você anda beijando e mordendo paus? - gargalhei.
- Assim enfraquece. - beijei-a rindo - Shh, fica calada. E não, não beijo paus.
- Ainda bem né?
- Uhum. - abri seu short.
- Iríamos tirar a sua roupa, não a minha.
- Deixa o melhor pro final. - o pequeno tecido jeans escorregou e ela levantou os pés para tirá-lo.
- Chegou a hora do melhor.
- Deixa comigo.
Tirei minha calça e lhe fiz sentar no meu colo, apertei sua cintura e subi minhas mãos, procurando abrir seu sutiã. Ela riu e mordeu meu ombro, pegou minhas mãos com delicadeza e trouxe pro lugar certo.
- É aqui na frente.
- Da próxima vez avisa logo.
- E quem te disse que vai ter próxima? - lambi seu mamilo e ela gemeu, não estava esperando aquilo.
- Você.
Deitei em cima dela e continuei o que fazia, estava adorando ouvir seus suspiros e os gemidos baixinhos. Pressionei minha ereção em sua coxa, insinuando uma penetração e ela puxou meus cabelos com força.
- Ai, eu te odeio...
- Não fala assim, amor. - beijei sua barriga.
- Me leva pra cama. - levantei e lhe puxei comigo, ela estava nos guiando até o outro quarto.
- Não Malu, quero ficar com você na sua cama. Onde você ficava com o Vitor, desejando estar comigo. - abri a porta e entramos.
- Meu Deus! Não mete o Vitor nessa história, não tem nada a ver. - reclamou.
- Não mesmo. Só quem vai meter sou eu.
- E é? - assenti a puxando pelo cabelo e chupei seu pescoço.
Caímos na cama e eu deixei ela em cima, quero saber do quê minha pequenininha é capaz.
Não deu tempo de acender a luz e nossa única iluminação era a que vinha da sala, quase nada. Estiquei meu braço e liguei o abajur, ela sorriu e apertou meu pênis.
- Não me tortura. - pedi.
- Cala sua boca. Me ajuda a tirar isso aqui. - arqueei minhas costas e ela fez o resto.
Movimentos suaves e toques quentes, eu estava enlouquecendo. Um sorrisinho safado brincava em seus lábios, eu lhe olhava atento a tudo.
Só Deus sabe o quanto eu já desejei essa mulher, e hoje ela está aqui comigo. Esperei tanto por esse momento que me bateu até um medo de falhar na hora. Estava parecendo um adolescente inexperiente, o que definitivamente eu não sou.
- Amor. - chamei com a voz falha.
- Fala.
- Eu não quero vir primeiro que você, para vai? - fez bico, como uma criança que acabou de levar bronca.
Me ignorou e começou a usar a língua, deu uns beijinhos e depois colocou tudo na boca. Eu não aguentaria aquele vai e vem por muito tempo, ainda mais com ela me olhando daquele jeito.
Quando cheguei ao êxtase, ela fez uma coisa que nunca imaginei que fosse capaz, depois passou a língua nos lábios e amarrou o cabelo num coque. Veio pra mim e deitou me abraçando, nos beijamos e eu sorri.
- Eu to com fome. - falou brincando com os pelinhos do meu peito, ri.
- Quando acabarmos, a gente pede alguma coisa.
- Tá bom.
- Você é incrível. - pousei minha mão em sua bunda, apertei e vi ela morder os lábios.
- Eu quero você dentro de mim. - sussurrou em meu ouvido.
- Espera eu me recuperar? - ri e ela revirou os olhos. Comecei a lhe estimular, massageando seu clitóris e tirei sua calcinha.
- Luan... - chamou dengosa.
- Tá gostando? - assentiu - Pega camisinha.
- Pega você. Na gaveta aí. - peguei e lhe entreguei, ela rasgou o pacotinho e colocou pra mim.
- Nossa, que rápida.
- Espero que você seja mais. - sorri malicioso.
- Posso colocar tudo?
- Lógico, mas com cuidado.
- Como você quiser.
Nos fiz um só, pela primeira vez. A nossa primeira vez. Em seguida tomamos banho juntos, e eu a amei ali novamente.
Depois como prometi, pedi uma pizza, jantamos entre carinhos e beijinhos inocentes. Escovamos os dentes e ficamos vendo filme, abraçados no sofá.
- Vamo dormir?
- Vamo, amor. - beijou meu rosto.
Levantamos, desliguei a televisão, as luzes e fomos pro quarto. Deitamos bem juntinhos, nos cobri e ela suspirou devagar.
- Eu não quero ficar longe de você nunca mais.
- Nem eu, minha pequenininha. Quando que cê volta hein?
- Me organizei pra passar dez dias.
- Tudo isso?
- É, e você?
- Não sei, ainda to vendo.
- Tá...
- Quer que vá te levar no aeroporto?
- Não, aí depois vão ficar falando e eu não gosto disso.
- Eu não ligo, e você tem que parar de se importar.
- Eu não consigo tá?
- Deve ser por isso que eu gosto tanto de você. - beijei sua testa e ela sorriu - Somos muito diferentes, mas ao mesmo tempo, combinamos.
- Eu não acreditava nessa de que "os opostos se atraem". - entrelaçou nossos dedos.
- Nem eu. - rimos - Dizem que somos um casal meio estranho, uma menina séria e um sonhador.
- Deitamos sobre a grama pra contar estrelas, ficamos procurando o disco voador. - acompanhou baixinho e riu.
- Dizem que somos um casal bem diferente.
- Uma menina séria, e um sonhador. - beijei sua mão.
- Que olhamos um pro outro como as crianças, olham pro presente que papai noel deixou. - ela bocejou - Fecha os olhos, meu amor.
- Até amanhã... Amor.
- Até. - sorri alisando seus cabelos.
Não consegui dormir logo, parecia que não era real e a qualquer momento eu ia acordar. Depois de tanto tempo, finalmente, nós nos pertencíamos.



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"O desejo liberta o que o destino aprisiona."

3 comentários:

  1. Tinha esquecido de comentar KKK
    Esse cap é hot, hohohoho hot ele é hot...dog KKKK
    Ficou tão fofo esse cap ❤ luanzim é um amor, mais fofo que um minion u.u

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  2. Tinha esquecido de comentar KKK
    Esse cap é hot, hohohoho hot ele é hot...dog KKKK
    Ficou tão fofo esse cap ❤ luanzim é um amor, mais fofo que um minion u.u

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  3. Esperei tanto por esse cap que fiquei emocionada, É HOOOOT meu, até que enfim, tava mais anciosa que o Luan ashuashuashua

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